Trabalho de investigadores angolanos atraiu interesse na IENA 2019

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No ano passado, Angola arrebatou na 70ª edição da IENA uma medalha de ouro, duas de pratas com uma delegação composta por 12 participantes. Para 71ª edição que aconteceu em 2019, Angola melhorou e conquistou mais medalhas de Ouro.

Na 71ª edição da Feira de Ideias, Invenções e Novos Produtos, Angola, em cujo evento levou 24 projectos, conquistou, seis medalhas de ouro, também uma de prata e duas de bronze, totalizando assim 79 medalhas obtidas desde a sua primeira participação no evento, em 2009, sendo 19 de ouro, 28 de prata e 32 de bronze.

Segundo Gabriel Luís Miguel “A participação de Angola foi excelente”, que recordou a cerimónia de entrega de medalhas, na qual o mestre de cerimónia declarou que “aqui podemos ver o poder de África”, uma frase que o chefe da delegação angolana admite ter sido pronunciada “talvez por Angola ter conseguido muitas medalhas de ouro.”

Medalhas de Ouro

No rol de projectos medalhados com ouro, está o “Nsalici”, uma expressão da língua ibinda, falada em Cabinda, cujo autor é Ricardo Neves, um jovem de 19 anos e estudante do curso de Ciência da Computação da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto. O Nsalici, que conjuga tecnologias, incluindo a digital, foi criado para aviso prévio em caso de acidentes de viação, tendo o projecto de Ricardo Neves atraído a curiosidade de centenas de visitantes e de membros do júri quando percorreram o stand de Angola durante a avaliação de cada projecto.

Além da medalha de ouro obtida pelo projecto Nsalici, a Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto conquistou mais uma medalha de ouro, com o projecto de Gestão da Plataforma de Investigação Científica do SASSCAL – Centro de Serviços Científicos da África Austral para as Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos.

A Universidade Metodista de Angola conquistou uma medalha de ouro, com o conjunto de três projectos – SYS Segurança, Bantu-SLN e Aprende a Desenhar com Kinect (sensor de movimentos) e uma outra também de ouro, em conjunto com a Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, com o projecto “KDMM (Kit de Diagnóstico Médico Móvel) telefone híbrido.”

A sexta medalha de ouro conquistada por Angola é resultante de um projecto denominado “Turbina Hidrocinética”, levado para o evento pela Seaka-Casa de Caminho André Luiz e pela Escola João Henriques Pestalozzi.

Medalha de Prata

A medalha de prata foi conquistada pelo Centro de Pesquisa em Políticas Públicas e Governação Local (CPPPGL) da Universidade Agostinho Neto, com o projecto denominado “Apoio à Mulher Rural”, enquanto as duas medalhas de bronze foram obtidas pela Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, a primeira das quais com o projecto “Arquivo Web Angolano” e a segunda com os projectos “Mosquito War”, “SPA-PRO v2” e “Mamã Mandou”.