
É a este problema que a BayQi responde com o lançamento do TPA Digital, uma solução que dispensa o terminal físico tradicional e transforma qualquer smartphone ou tablet num ponto de aceitação de pagamentos.
A aplicação já está disponível para download na Google Play e na Apple Store.
Como funciona?
O funcionamento segue uma lógica simples: o comerciante introduz o valor da venda na aplicação, que gera automaticamente um QR Code associado à transacção. O cliente lê o código através do Multicaixa Express, no mesmo formato utilizado pelos TPAs tradicionais, confirma o pagamento e o comerciante recebe de imediato a confirmação da operação.
Numa fase seguinte, a BayQi prevê incorporar também o QR Code KWiK, alargando a aceitação de pagamentos à rede KWiK, de acordo com as integrações que forem sendo disponibilizadas.
Mobilidade em vez de equipamento fixo
A principal mudança introduzida pelo TPA Digital está na mobilidade. Em vez de depender de um equipamento instalado num balcão, o comerciante passa a utilizar o dispositivo que já tem consigo para receber pagamentos — seja numa loja, num restaurante à mesa, numa banca de mercado ou num serviço prestado directamente no local.
Para negócios sem um ponto fixo de venda, a diferença pode ser ainda mais visível. Um motoqueiro, por exemplo, pode apresentar o QR Code no smartphone assim que chega ao destino de uma entrega, permitindo que o cliente pague directamente a partir do seu telemóvel, sem necessidade de dinheiro físico ou de um terminal adicional.
Um registo de vendas, não só um meio de cobrança
A proposta da BayQi vai além de facilitar a aceitação do pagamento. Ao digitalizar os recebimentos, o comerciante passa também a dispor de um registo automático das transacções realizadas através da plataforma, o que pode ajudar a acompanhar entradas, organizar recebimentos e perceber melhor o fluxo de caixa do negócio — informação que, em muitos pequenos negócios, normalmente não é registada de forma organizada.
Ao permitir visualizar quanto foi recebido, em que períodos ocorreram mais vendas e como os pagamentos evoluem ao longo do tempo, o TPA deixa de ser apenas uma ferramenta de cobrança e passa a funcionar também como apoio à gestão do negócio.
O contexto angolano da digitalização dos pagamentos
Para a BayQi, esta questão é particularmente relevante no contexto dos pequenos negócios em Angola. A digitalização dos pagamentos não depende apenas da vontade dos consumidores em pagar digitalmente — depende também da capacidade dos comerciantes em receber esses pagamentos de forma simples e acessível. Ao colocar o terminal no smartphone, a empresa procura reduzir uma das barreiras de entrada e permitir que o ponto de pagamento acompanhe o próprio comerciante, e não o contrário.
Com o TPA Digital, a BayQi resume a proposta numa ideia simples: o TPA já não precisa de estar fixo num balcão — pode estar no bolso de quem vende.