
A empresa tinha divulgado o acesso não autorizado em junho, mas só confirmou agora a dimensão do incidente, após concluir a investigação forense e apresentar um relatório ao Ministério das Comunicações do Japão.
Segundo a KDDI, os atacantes exploraram uma vulnerabilidade existente em software de terceiros utilizado pela plataforma de e-mail. A empresa afirma ter corrigido imediatamente a falha e alterado a configuração do sistema, acrescentando que a investigação não encontrou indícios de comprometimento para além da vulnerabilidade explorada.
O incidente afetou um sistema responsável pela gestão de contas de e-mail, serviços de webmail e armazenamento de mensagens para cinco operadores japoneses de Internet. A KDDI esclareceu que os seus próprios serviços de e-mail para clientes móveis e de acesso fixo à Internet funcionam em infraestruturas separadas e não foram afectados.
Cibersegurança: quando o excesso de ferramentas se torna um risco
A operadora indicou que muitos utilizadores já alteraram as respetivas palavras-passe e que os ISP afetados estão a concluir um processo obrigatório de reposição de credenciais nos próximos dias. “Estamos a analisar o impacto e a causa do incidente, a responder aos clientes em coordenação com os operadores de Internet e a implementar medidas para evitar situações semelhantes no futuro”, refere a empresa.
A KDDI é uma das três maiores operadoras de telecomunicações japonesas, operando a segunda maior rede móvel do país, além de fornecer serviços de banda larga, cloud, cibersegurança e centros de dados.
O incidente surge numa altura em que várias empresas japonesas têm divulgado problemas relacionados com cibersegurança. Nas últimas semanas, a seguradora Aflac Japan, a fabricante de componentes electrónicos Nidec e a cervejeira Sapporo Holdings anunciaram incidentes de segurança ou interrupções provocadas por ciberataques, sem que existam indicações de que os casos estejam relacionados.
