
O projecto Conecta Angola Comercial está a reforçar a conectividade em zonas fronteiriças do país através do satélite ANGOSAT-2, numa iniciativa que alia inovação, inclusão digital e modernização dos serviços públicos.
Integrado no processo de modernização dos postos fronteiriços, conduzido pelo Comité de Gestão Coordenada de Fronteiras (CGCF), o Conecta Angola Comercial surge como uma solução estratégica para garantir acesso à internet em regiões onde as infra-estruturas tradicionais não chegam.
A iniciativa é coordenada pelo Ministério das Finanças, co-coordenada pelo Ministério do Interior, e conta com a participação do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), reforçando o alinhamento institucional em torno da transformação digital.
Num dos mais recentes avanços, foi instalada uma antena VSAT no novo Posto Fronteiriço do Luvo, sob coordenação da Unidade Técnica Central, liderada pela Administração Geral Tributária (AGT). A infra-estrutura assegura ligação directa ao satélite ANGOSAT-2, permitindo melhorar significativamente o acesso à internet naquela região.
Com esta implementação, passa a ser possível garantir comunicação local eficiente, bem como a interligação com outros postos fronteiriços a nível nacional, contribuindo para maior fluidez nas operações, controlo mais eficaz e dinamização das trocas comerciais formais.
A aposta em conectividade via satélite revela-se essencial sobretudo em zonas remotas e de difícil acesso, onde soluções baseadas em fibra óptica ou redes móveis apresentam limitações técnicas e operacionais.
Para além do impacto na modernização dos serviços públicos, o projecto destaca-se também pelo envolvimento de startups nacionais no âmbito do Programa Espacial Nacional, promovendo a inovação tecnológica, o empreendedorismo jovem e a criação de emprego qualificado.
A iniciativa enquadra-se na estratégia do Executivo angolano de expandir a inclusão digital e acelerar a transformação tecnológica do país, utilizando infra-estruturas espaciais como alavanca para o desenvolvimento económico e social.
FONTE: GGPEN
