
Em declarações à imprensa durante a abertura da II edição do Fórum Nacional de Inteligência Artificial, Hecdiantro Mena afirmou que o Plano Nacional de Inteligência Artificial, em consulta pública, será o principal instrumento de orientação estratégica do país na matéria.
O documento resulta das recomendações da metodologia de Avaliação da Prontidão (RAM), desenvolvida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que visa medir o nível de preparação dos Estados para a adopção ética e responsável da tecnologia.
O director nacional das Políticas de Cibersegurança e Serviços Digitais do MINTTICS salientou que a aplicação da metodologia permitiu realizar um diagnóstico abrangente das capacidades existentes.
A partir deste mapeamento, o país poderá identificar desafios e definir prioridades em termos de governação, legislação, investigação e competências digitais.
Os resultados deste processo, realçou, vão ser fundamentais para orientar os próximos instrumentos de política pública, incluindo a preparação de um Plano Nacional de Inteligência Artificial, que vai estabelecer uma visão integrada para o desenvolvimento e utilização responsável e sustentável da tecnologia.
“Acreditamos que regular não significa limitar a inovação, mas criar as condições para que a inovação aconteça de forma sustentável, segura, ética e responsável”, disse.
Segundo Hecdiantro Mena, a transformação tecnológica representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade para Angola. O desafio reside na exigência de investimento contínuo, enquanto a oportunidade se traduz no estímulo à inovação e no reforço do desenvolvimento nacional.
Por sua vez, o cofundador do fórum, Estêvão Zinga, destacou que o maior desafio no país continua a ser a literacia digital e o acesso desigual à Internet, sobretudo nas províncias onde persistem limitações de conectividade.
“É necessário que haja um esforço conjunto entre o Estado, o sector privado, universidades e parceiros internacionais, a fim de se democratizar o acesso às tecnologias emergentes.”
Na ocasião, o director executivo da New Cognite, Sérgio Lopes, disse que a IA representa uma oportunidade para acelerar a transformação dos sectores da Saúde, Educação, Agricultura e Serviços Públicos, desde infraestruturas, energias e formação de recursos humanos.
