
A Meta, empresa liderada por Mark Zuckerberg, estará a testar robôs para realizar tarefas de manutenção nos seus data centers, numa iniciativa que pretende aumentar a eficiência das operações, mas que já começa a gerar preocupação entre alguns funcionários sobre o futuro dos seus postos de trabalho.
Segundo funcionários ouvidos pela revista norte-americana Wired, uma das máquinas em avaliação poderá assumir até 80% da carga de trabalho de algumas funções relacionadas com a manutenção dos centros de dados. Entre as tarefas estão a troca de cabos de rede, manipulação de servidores e outras operações que actualmente dependem da intervenção humana.
Uma das máquinas testadas é a Kinova Gen3, equipada com um braço robótico que poderá ser utilizado em tarefas como reiniciar servidores ou interromper a alimentação eléctrica de determinados equipamentos. A Meta também já utiliza robôs e equipamentos de empresas como a Watney Robotics e a ABB, enquanto avalia novas aplicações para a automação dentro dos seus data centers.
O avanço da tecnologia, no entanto, está a ser acompanhado de receios entre trabalhadores. Um funcionário citado pela Wired, sob anonimato, afirmou que acreditava que as funções físicas continuariam protegidas da automação por mais algum tempo, mas que os testes mostram que essa realidade pode estar a mudar.
A Meta, segundo a publicação, não comentou directamente os testes descritos na reportagem. A empresa afirmou, contudo, que está a investir fortemente na formação e contratação de profissionais para trabalhar nos seus data centers.
A companhia defende que a crescente expansão da infraestrutura tecnológica nos Estados Unidos está a criar uma forte procura por trabalhadores qualificados. Ao mesmo tempo, executivos da Meta já terão indicado que a utilização de robôs em data centers faz parte dos planos de longo prazo da empresa.
A aposta na robótica pretende permitir que máquinas assumam tarefas repetitivas, respondam rapidamente a incidentes, monitorizem ambientes e contribuam para a manutenção preventiva.
O cenário coloca novamente uma questão que acompanha o avanço da inteligência artificial e da automação: os robôs estão a chegar para substituir trabalhadores ou para assumir as tarefas que os humanos já não conseguem realizar com a mesma rapidez e eficiência?
