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Projecto de satélite partilhado da SADC pretende reforçar conectividade e desenvolvimento tecnológico na região

O Projecto de Satélite Partilhado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deverá reforçar a conectividade regional e acelerar o desenvolvimento tecnológico dos Estados-membros, através da criação de uma infraestrutura espacial comum para serviços de comunicação, observação da Terra e gestão de emergências.

A visão foi apresentada pelo secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Ângelo Miguel Buta João, durante a abertura da 3.ª Reunião Preparatória da SADC para a Conferência Mundial de Radiocomunicações (WRC-27), que decorre em Luanda.

Segundo o governante, o projecto representa uma estratégia de integração regional baseada na partilha de infra-estruturas espaciais, optimização dos recursos disponíveis e desenvolvimento de competências técnico-científicas, permitindo que a região desenvolva soluções próprias para responder aos desafios tecnológicos do continente africano.

“Este projecto representa uma visão estratégica de integração regional, assente na partilha de infra-estruturas, na optimização dos recursos espaciais e no desenvolvimento de competências técnico-científicas”, afirmou.

Além de expandir o acesso às comunicações por satélite, a iniciativa deverá apoiar áreas estratégicas como a monitorização do território, gestão de desastres naturais e prestação de serviços essenciais aos países da SADC.

Durante a intervenção, Ângelo Miguel Buta João destacou que a transformação digital passou a ser um dos principais motores do desenvolvimento económico e social, defendendo uma cooperação regional mais forte para enfrentar os desafios tecnológicos, regulamentares e operacionais do sector.

O governante recordou ainda que Angola desempenha um papel estratégico nas telecomunicações da região, nomeadamente através da transmissão do sinal regional pelo ANGOSAT-2, além da participação activa na harmonização das posições da SADC para a Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2027.

Segundo explicou, as decisões que vierem a ser adoptadas na WRC-27 terão impacto directo na evolução das redes móveis, dos sistemas de satélites geoestacionários e não geoestacionários, das comunicações aeronáuticas e marítimas, bem como em serviços científicos, de observação da Terra e outras tecnologias emergentes.

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