
A corrida pelos carros totalmente autónomos está a ganhar novos contornos. A Waymo, empresa pertencente à Alphabet, responsável pelo Google, intensificou as críticas à abordagem da Tesla poucos dias antes do lançamento oficial do Cybercab, o veículo autónomo da fabricante norte-americana.
A Waymo defende que os carros sem motorista precisam de combinar diferentes tipos de sensores e sistemas de segurança para funcionarem de forma confiável. A empresa também considera que sistemas baseados apenas em inteligência artificial, de ponta a ponta, ainda não oferecem segurança suficiente para uma operação autónoma em grande escala.
As declarações surgem numa altura em que a Tesla se prepara para apresentar formalmente o Cybercab e ampliar a sua aposta nos robotáxis.
Enquanto isso, a Waymo continua a expandir o seu serviço de transporte sem motorista nos Estados Unidos, já presente em mais de uma dúzia de cidades e com novos mercados anunciados recentemente.
A disputa entre as duas empresas representa mais do que uma simples diferença de opiniões tecnológicas. Está em jogo o futuro dos robotáxis e um mercado que poderá movimentar centenas de milhares de milhões de dólares nos próximos anos.
Se a Tesla conseguir demonstrar que o Cybercab pode operar com segurança e em grande escala, poderá desafiar directamente a posição que a Waymo vem construindo há anos no sector.