
A MEO confirmou, esta segunda-feira, ter sido alvo de um ataque em massa que provocou congestionamento e degradação da sua rede internacional, depois de milhares de utilizadores terem reportado falhas no acesso à internet e nas comunicações móveis em várias regiões de Portugal.
Em comunicado, a operadora afirmou que activou de imediato medidas de mitigação e recuperação, permitindo controlar a situação e restabelecer a estabilidade dos serviços.
Apesar do ataque, a MEO garante que não houve intrusão nem acesso aos dados da empresa ou dos seus clientes, assegurando que as infraestruturas e os serviços continuam protegidos.
As falhas começaram a ser registadas por volta das 17h00, segundo o DownDetector, e atingiram o pico cerca das 18h30. Nesse período, a MEO ultrapassou os 7.400 relatos de problemas na plataforma, enquanto a NOS registava mais de 300, a Vodafone mais de 200 e a DIGI cerca de 40.
As ocorrências foram registadas em diferentes pontos do país, incluindo Lisboa, Porto, Funchal, Coimbra e Braga.
O impacto, contudo, não ficou limitado às operadoras portuguesas. Vários serviços tecnológicos também registaram interrupções momentâneas, incluindo plataformas de infraestrutura digital como Cloudflare, Amazon Web Services e Microsoft Azure, afectando igualmente o acesso a alguns sites e serviços online.
O episódio volta a colocar em evidência a vulnerabilidade das infraestruturas de telecomunicações perante ataques cibernéticos de grande escala e a importância de mecanismos de resposta capazes de garantir a continuidade dos serviços essenciais.
