É já um facto que os egípcios da Elsewedy Electric entraram na estrutura da operadora Movicel, uma operação que começou no ano passado e contou com a intervenção directa do Presidente da República.
Agora, iniciou-se a fase derradeira de se reerguer a empresa de telecomunicações da situação financeira e técnica dramática que ditou o afastamento de mais de 1,406 milhões de clientes, em que causou uma avultada dívida com funcionários e prestadores de serviços, assim como o encerramento de agências.
Segundo avançou o jornal Valor Económico, a concretização da entrada da Elsewedy Electric na estrutura da empresa ocorreu ainda no fim do ano passado, numa negociação avaliada em 400 milhões de dólares a serem aplicados faseadamente e que colocam os egípcios na posição de maioritários, com mais de 60% de acções, fruto da diluição das acções do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e da Angola Telecom.
Nos últimos tempos a Movicel perdeu mais de 60% dos clientes de acordo com o relatório do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM). A empresa deixou o segundo lugar do ranking das maiores operadoras, em termos de clientes que agora é ocupado pela Africell.