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Operação Serengeti 2.0: INTERPOL desmantela rede de cibercrime activa em Angola

Angola foi um dos três países africanos visados pela Operação Serengeti 2.0, uma acção coordenada pela INTERPOL contra operações ilegais de mineração de criptomoedas, centros de burla (“scam centres“) e infra-estrutura de ransomware, avança o relatório de Avaliação de Ciber – Ameaças Africanas 2026 da organização. A par de Angola, a operação abrangiu também a África do Sul e o Uganda.

Segundo o documento, a operação — conduzida em 2025 no âmbito da Operação Conjunta Africana contra o Cibercrime (AFJOC, na sigla em inglês) — resultou no desmantelamento de mais de 1.200 servidores maliciosos, na apreensão de 1.800 dispositivos e na detenção de 120 indivíduos, travando redes criminosas responsáveis por perdas estimadas em 300 milhões de dólares.

A Serengeti 2.0 integra uma série mais alargada de operações internacionais lideradas pela INTERPOL ao longo de 2025 e início de 2026, já no âmbito da terceira fase do AFJOC:

Calendário de operações da INTERPOL no âmbito da terceira fase do AFJOC (2025-2026), incluindo a Operação Serengeti 2.0. Fonte: INTERPOL African Cyberthreat Assessment Report 2026

O combate à mineração ilegal de criptomoedas tem sido também uma prioridade das autoridades angolanas a nível interno: o Serviço de Investigação Criminal (SIC) tem desmantelado, nos últimos meses, várias infra-estruturas clandestinas de mineração digital no país, alegando consumo irregular de energia e utilização indevida de infra-estrutura pública. A menção de Angola na Operação Serengeti 2.0 sugere que este tipo de actividade ilícita tem também uma dimensão transnacional, integrada em redes mais amplas de cibercrime que operam em vários países da região.

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