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África assiste um crescimento rápido de developers nos últimos tempos

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África assiste um crescimento rápido de developers, onde um dos motivos é primeiro passos da economia digital, com uma faturação anual de 115 mil milhões de dólares, segundo o mais recente relatório da Africa Developer Ecosystem 2021, desenvolvido pela Google e pela consultora Accenture.

Mas com apenas 33% dos indivíduos com acesso à internet, em comparação com uma média global de 63%, e grande parte do crescimento até agora concentrado em quatro mercados-chaves: Nigéria, África do Sul, Quénia e Egipto, que constituem 32% da população africana e correspondem a 51% das ligações de rede móvel do continente, as perspetivas são animadoras.

E com a pandemia, o crescimento foi evidente, nomeadamente com um aumento de 22% na utilização global da internet por pequenas e médias empresas em África, um recorde na angariação de fundos por parte de startups locais em 2021 (mais 40% de negócios fechados envolvendo este tipo de empresa) e a procura de trabalhadores tecnológicos remotos em mercados mais maduros, fatores atribuídos à crescente consciencialização do talento africano para o desenvolvimento de software.

O aumento da procura global de talento tecnológico remoto, sendo reforçada pela pandemia, criou mais oportunidades de emprego remoto para os programadores africanos”, concluiu a Google.

O estudo mostra que o número de programadores profissionais africanos na força de trabalho desafiou as contrações económicas registadas em tantos outros sectores, aumentado em 3,8% para 716 mil profissionais, que já representam, atualmente, 0,4% da força de trabalho não agrícola do continente.

MAIS: Moçambique é o país de África com mais crescimento de developers

Nigéria, África do Sul e Egipto lideram o continente em talento para o desenvolvimento de software, com a Nigéria a comandar, se olharmos à procura de talentos neste campo, acrescentando cerca de cinco mil novos criadores profissionais à sua reserva em 2021.

O país tem até uma academia online, a Alt School Africa, que está a atrair estudantes de programação de países de todo o mundo, oferecendo um currículo elaborado em programação de computadores.

Em fevereiro de 2022, o campus digital já tinha recebido mais de oito mil candidaturas de 19 países para o seu programa de engenharia de software, que começou três depois.

Mais programadores africanos estão obter empregos a tempo inteiro devido ao aumento da procura de startups locais e à procura global de talento técnico remoto.

Marrocos acrescentou três mil novos profissionais, enquanto a África do Sul, Quénia, Egipto e Tunísia acrescentaram 200, cada um ao seu grupo de talentos.

Não espanta, por isso, que a África do Sul lidere, com larga vantagem no continente, ao nível do número total de criadores de software, com 121, seguida pelo Egipto e Nigéria empatados, com 89.000 cada um.

O melhor representante nos PALOP é Moçambique, que aparece com um crescimento de mil profissionais e apresenta mesmo a maior subida em todos os países africanos que entraram no estudo (os 16 mais de África) com 10% de crescimento, ou seja, passou de cinco mil para seis mil criadores de software ao longo do último ano.

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