
Angola reforça o seu posicionamento no domínio da governação tecnológica ao implementar a metodologia RAM (Readiness Assessment Methodology), ferramenta da UNESCO destinada a avaliar a preparação dos Estados para a adopção ética e responsável da Inteligência Artificial (IA).
Seleccionado para integrar o programa internacional no ano passado, o país demonstra uma abordagem estruturada e preventiva perante os desafios das tecnologias inteligentes, alinhando inovação, direitos fundamentais e solidez institucional.
Durante a visita técnica realizada entre os dias 18 e 19 de Fevereiro pelo coordenador do projecto, Ph.D. Camilo Sarmiento, foram promovidos encontros com instituições estratégicas como o Serviço de Investigação Criminal, a Universidade Agostinho Neto, a Procuradoria-Geral da República, a Agência de Protecção de Dados e a Universidade Católica de Angola.
O Executivo destacou que Angola já colocou em vigor o pacote legislativo de cibersegurança e mantém em consulta pública a proposta de lei sobre Inteligência Artificial, visando consolidar um quadro normativo moderno e adequado aos desafios digitais.
Mais do que um diagnóstico técnico, a metodologia RAM permitirá identificar lacunas regulatórias e reforçar bases éticas e institucionais, num momento em que temas como privacidade, transparência e responsabilidade algorítmica assumem centralidade global.
FONTE: MINTTICS






