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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Ruanda acelera regulamentação das criptomoedas após 35 casos de fraude

De acordo com o documento oficial, a proposta de lei visa prevenir os riscos relacionados com o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, proteger os consumidores da natureza altamente especulativa dos activos digitais e garantir a integridade e a transparência do mercado. Tem ainda como objectivo preservar a estabilidade financeira, limitar os riscos sistémicos associados à crescente interligação entre os activos digitais e o sistema financeiro tradicional.

O projecto de lei introduz um quadro regulamentar estruturado, que inclui a criação de uma autoridade de supervisão encarregada de fiscalizar os prestadores de serviços de activos virtuais, em coordenação com o banco central. Abrange igualmente actividades essenciais, tais como plataformas de câmbio, serviços de conversão entre moedas fiduciárias e activos digitais, e ofertas públicas de criptoactivos, que estarão sujeitas a requisitos de divulgação reforçados.A iniciativa surge num contexto de crescente utilização de activos digitais, mas também de riscos crescentes. As autoridades ruandesas relataram vários casos de fraude relacionados com projectos falsos de activos digitais. De acordo com dados apresentados durante os debates parlamentares, o Gabinete de Investigação do Ruanda identificou 35 casos de esquemas piramidais e fraudes que envolveram as chamadas criptomoedas, e causaram perdas financeiras significativas ao público.

Ao estabelecer um quadro regulamentar específico, as autoridades pretendem reforçar as práticas do sector, fomentar a confiança nos serviços financeiros digitais e posicionar o Ruanda no mercado emergente de activos digitais de África. O projecto de lei será agora remetido à comissão competente para uma análise aprofundada, antes de uma eventual votação.

Angolano Xaciano Culandi cria “Mail Task” que converte e-mails em tarefas organizadas

A plataforma, criada em 2025, nasceu da convicção de que tecnologia deve servir à produtividade real, combinando engenharia de software de ponta com uma compreensão profunda dos processos empresariais para criar soluções que fazem a diferença no dia a dia das organizações.

Segundo Xaciano, o Mail Task resolve um problema muito específico, mas extremamente crítico, já que o e-mail virou uma lista de tarefas desorganizada.

As pessoas passam horas a tentar decidir o que é importante, o que responder, o que ignorar, isso consome energia mental que deveria ser usada para pensar, criar e tomar decisões”, sustentou.

De acordo com Xaciano Culandi, a plataforma foi desenvolvida com Inteligência Artificial (IA) e lê o contexto da mensagem, identifica prioridade, categoriza e permite que o utilizador gerencie tudo como um sistema de produtividade, não como uma caixa de entrada caótica.

As pessoas passam horas a tentar decidir o que é importante, o que responder, o que ignorar, isso consome energia mental que deveria ser usada para pensar, criar e tomar decisões. Integramos a nossa plataforma com Outlook. É como se fosse uma assistente virtual”, apontou.

Actualmente, a Conexão Logística, empresa angolana que actua de forma inovadora no sector da logística e serviços integrados, revelou o jovem, já usa a plataforma para dinamizar os seus processos neste sentido.

Entretanto, avançou que existem duas empresas nacionais em fase de testes, nomeadamente a Tubostrans (prestadora de serviços sólida e inovadora para o próspero setor de petróleo e gás de Angola) e a InterSeguros (corretora de seguros angolana, em actividade desde 2007, especializada em gestão de riscos empresariais).

No entanto, na visão de Xaciano, “os países em desenvolvimento ainda enfrentam muitos problemas com sistemas tecnológicos burocráticos. Por isso, utilizamos Inteligência Artificial para que as pessoas trabalhem com mais clareza”.

Angola junta-se ao regresso tecnológico às missões tripuladas à Lua

Angola está a marcar presença num dos momentos mais relevantes da nova corrida espacial, ao integrar o lançamento da missão Artemis I, promovida pela NASA, que assinala o regresso de voos tripulados às proximidades da Lua após mais de 50 anos.

A delegação angolana, liderada por Zolana Rui João, director-geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional, encontra-se na Flórida, Estados Unidos, onde acompanha de perto o lançamento e participa nas etapas estratégicas que antecederam este marco tecnológico.

A participação de Angola está ligada à adesão aos Acordos Artemis, uma iniciativa internacional que define princípios para a exploração sustentável da Lua, Marte e outros corpos celestes, colocando o país dentro de um ecossistema global de inovação espacial.

Mais do que uma presença simbólica, o envolvimento do GGPEN permite acompanhar o desenvolvimento tecnológico, estratégico e diplomático da missão, aproximando Angola das principais potências e organizações que lideram a chamada “nova economia do espaço”.

Este posicionamento abre portas ao acesso a conhecimento especializado, transferência de tecnologia e desenvolvimento de competências nacionais nas áreas da ciência, engenharia e inovação, factores-chave para o crescimento do sector tecnológico no país.

A integração neste programa representa também um reconhecimento internacional dos avanços de Angola no domínio espacial, consolidando o seu papel entre os poucos países africanos envolvidos em iniciativas globais desta dimensão.

Com este passo, Angola reforça a aposta no espaço como um eixo estratégico para o desenvolvimento tecnológico, económico e científico, alinhando-se com as tendências globais que apontam para uma crescente digitalização e exploração comercial do espaço.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA 

Gana moderniza o Cartão de Cidadão com pagamentos digitais incorporado

A Autoridade Nacional de Identificação do Gana (NIA), organismo oficial responsável pelo sistema nacional de identificação, integrou uma carteira digital no Ghana Card, o documento de identificação utilizado para serviços como o registo de cartões SIM e os pedidos de passaporte.

Anunciada pela primeira vez em setembro de 2025, a nova funcionalidade de pagamentos permitirá aos utilizadores usar caixas automáticas (ATM), efectuar pagamentos em lojas e em linha, realizar transações internacionais com mais de 200 países e aceder a serviços complementares, como seguros e assistência de emergência.

O objectivo da NIA é reforçar a inclusão financeira no país. O contexto justifica a iniciativa: em 2024, a taxa de penetração dos cartões de crédito no Gana situava-se nos 0,6%, com tendência de queda prevista até 2029.

Ao integrar uma carteira digital num documento de identificação emitido a nível nacional, o Gana procura eliminar barreiras e alargar o acesso da população aos serviços financeiros.

A carteira electrónica assenta naquilo que a NIA descreveu como uma visão tripartida para o Cartão do Gana: identificação, passaporte e pagamentos.

A identificação electrónica já se encontra em uso e o passaporte electrónico foi activado em 2022 o que, segundo a NIA, permitiu que o cartão passasse a ser aceite como documento de viagem em 197 países. Agora, com a entrada em funcionamento da carteira electrónica, completa-se a terceira vertente dessa visão.

O sistema não será controlado por um único banco ou instituição financeira. A NIA concebeu a carteira incorporada como uma plataforma unificada, aberta à integração de múltiplos bancos.

O Gana não é pioneiro na convergência entre identidade digital e serviços financeiros, países como a Estónia, a Dinamarca, Singapura e a Índia já dispõem de sistemas semelhantes, e em África, o Ruanda, a Nigéria e o Djibuti exploram soluções orientadas para a inclusão financeira. O que distingue o modelo ganês é a integração directa da carteira no cartão físico, que passa a funcionar como instrumento de pagamento autónomo.

Etiópia lança primeiro serviço policial inteligente em Adis Abeba

A Etiópia lançou o seu primeiro serviço policial inteligente na capital, Adis Abeba, marcando um passo importante na modernização das forças de segurança.

Segundo a Agência de Notícias Etíope, o sistema permite aos cidadãos aceder a diversos serviços por meio de quiosques digitais, incluindo o registo de ocorrências, envio de documentos e pagamento de multas.

A infraestrutura funciona 24 horas por dia e utiliza inteligência artificial e gestão centralizada de dados, garantindo maior rapidez no atendimento e redução de erros humanos.

O modelo conta com uma presença física reduzida de agentes, sendo que grande parte do apoio é prestado remotamente, assegurando acompanhamento contínuo dos casos.

As autoridades consideram a iniciativa como um projeto-piloto, com perspetivas de expansão para outras regiões do país.

FONTE: TECHINAFRICA

Apple completa 50 anos, de garagem a gigante da tecnologia.

Steve Jobs ajudou a criar a Apple em 1976, foi expulso em 1985 e voltou em 1997 para a reconstruir quando ela estava à beira do colapso. Tudo antes de as blusas pretas de gola alta se tornarem o seu uniforme.

Em 1976, numa garagem em Los Altos, nascia uma das empresas mais influentes da história. Fundada por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne, a Apple não só acompanhou a evolução tecnológica como a definiu. A empresa começou com o Apple I, um kit montado à mão por Wozniak. Pouco depois, o Apple II tornou-se um sucesso comercial e ajudou a lançar a indústria dos computadores pessoais.

Jobs destacava-se pela visão. Não era engenheiro como Wozniak, mas percebia como ninguém a ligação entre tecnologia e experiência humana. Essa visão seria o fio condutor da Apple nas décadas seguintes.

A marca Apple deve o seu nome ao gosto de Steve Jobs por maçãs. A origem do logo da maçã mordida despertou inúmeros rumores, desde uma referência ao fruto proibido de Adão e Eva até uma homenagem ao matemático britânico Alan Turing.

Em entrevista à Forbes em 2018, o criador do logo, o designer gráfico americano Rob Janoff, revelou que recebeu apenas uma instrução quando lhe encomendaram o trabalho em janeiro de 1977: queria algo mais simples do que o primeiro logo da “Apple Computer”, uma ilustração de Isaac Newton sob uma árvore. “Não o faça bonitinho”, disse-lhe Jobs.

A Apple foi determinante em várias frentes. Democratizou a computação pessoal, simplificou interfaces, elevou o design a elemento central e criou um ecossistema onde hardware, software e serviços funcionam como um todo.

Hoje, conceitos como aplicações móveis, lojas digitais, interfaces intuitivas ou integração entre dispositivos são padrão. Em grande parte, porque a Apple os tornou desejáveis e acessíveis.

África: dinheiro móvel cresce, mas ainda não chega a todos

Apesar de liderar a inclusão financeira em África, onde o acesso à banca ainda é limitado, o dinheiro móvel continua a enfrentar barreiras estruturais que restringem o seu pleno desenvolvimento. Ainda assim, a expansão contínua dos seus serviços, especialmente no setor bancário, reforça o seu potencial para transformar as economias familiares e o sistema financeiro no continente.

Cerca de 1,432 mil milhões de dólares circularam através de contas de dinheiro móvel em África em 2025, um aumento de aproximadamente 27% face a 2024, de acordo com o relatório “State of the Industry Report on Mobile Money 2026”, publicado na terça-feira, 24 de março, pela GSMA, a associação global de operadores de redes móveis.

O continente representou cerca de 66% do valor global de transações de dinheiro móvel, que atingiu 2,091 biliões de dólares, tendo este valor crescido 23% em termos homólogos. África foi também responsável por cerca de 74% das 125 mil milhões de transações de dinheiro móvel registadas a nível mundial, o equivalente a aproximadamente 92 mil milhões de operações, mais 16% em comparação com 2024.

O relatório salientou ainda que África concentra 52 % das contas de dinheiro móvel a nível mundial. No final de 2025, o continente contava com cerca de 1,2 mil milhões de contas, um aumento de 18 % em relação a 2024, das quais 347 milhões estavam ativas mensalmente. A nível mundial, o total de contas atingiu cerca de 2,3 mil milhões, um aumento de 13 %, com 593 milhões de contas ativas num período de 30 dias.

Barreiras à inclusão

O acesso ao mobile money em África enfrenta dois obstáculos principais. O primeiro é o acesso a dispositivos: embora 84% dos adultos nos países em desenvolvimento possuam telemóvel, apenas dois terços dispõem de smartphone, número que cai para 33% na África Subsariana, onde o custo é a principal razão apontada. O segundo obstáculo é a baixa literacia financeira digital, identificada pela GSMA como um dos maiores entraves à adoção do serviço. Na Etiópia, mais de metade dos não utilizadores afirma não saber como usar o serviço ou tem dificuldade com o telemóvel; no Egipto e na Nigéria, cerca de um quinto enfrenta o mesmo problema.

Para além do serviço, um impacto humano

O dinheiro móvel, que inicialmente se expandiu com base em telemóveis simples, está agora a evoluir para soluções mais avançadas, como super apps, que oferecem serviços mais completos, incluindo pagamentos, crédito e poupança. O sector tem também registado crescimento em áreas como os pagamentos a comerciantes e as transferências interoperáveis. No entanto, esta evolução exige dispositivos mais modernos e competências digitais, o que pode deixar parte da população limitada às funcionalidades básicas, aumentando o risco de exclusão digital.

Esta disparidade é também de natureza social e de género. Sem telemóveis adequados e competências digitais básicas, milhões de africanos continuam à margem das possibilidades oferecidas pelo dinheiro móvel. Nos países de rendimento baixo e médio, a GSMA estima que as mulheres continuam a ter 14% menos probabilidades do que os homens de utilizar a Internet móvel, existem cerca de 885 milhões de mulheres ainda sem ligação, das quais aproximadamente 60% vivem no Sul da Ásia e na África Subsariana. Isto cria o risco de uma inclusão financeira a duas velocidades, desigual na prática.

Maximizar o potencial do mobile money em África exige uma abordagem que vai além do mercado. A UIT e a GSMA defendem smartphones mais acessíveis, microcrédito para aquisição de dispositivos, redução dos custos de dados e integração da literacia digital nos currículos escolares, com atenção especial a mulheres, populações rurais e idosos.

O Banco Mundial sublinha que custo, usabilidade e segurança têm de ser tratados em conjunto. O verdadeiro desafio já não é demonstrar que o mobile money funciona, mas assegurar que todos possam efectivamente beneficiar dele.

Expansão da fibra óptica no Cuanza-Norte vai impulsionar negócios digitais em Angola

A expansão da Rede Nacional de Banda Larga em Fibra Óptica na província do Cuanza-Norte deverá impulsionar o surgimento de novos negócios digitais, startups e soluções tecnológicas em Angola, segundo o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário de Oliveira.

O governante realizou, no último sábado, uma visita ao município do Lucala, onde avaliou o progresso do projecto de expansão da rede, que integra um importante corredor de telecomunicações ligando Luanda às regiões do Leste do país, passando por localidades como Dondo, Ndalatando, Malanje, até chegar a Luena e Saurimo.

Segundo o ministro, trata-se de uma “autoestrada digital” com impacto directo na economia nacional, permitindo maior capacidade de transmissão de dados  com a infraestrutura já a operar com velocidades até 400 gigabits e facilitando o acesso a serviços de banda larga de alta qualidade por parte de operadores e agentes económicos.

Para além da melhoria da conectividade, a iniciativa deverá abrir portas à criação de oportunidades para a juventude, promovendo o empreendedorismo e o desenvolvimento de novos modelos de negócio baseados em tecnologia. O Executivo acredita que a expansão da fibra óptica será um catalisador para a transformação digital do país.

Mário de Oliveira destacou ainda que, em paralelo à expansão da rede terrestre, o Governo está a apostar em soluções via satélite, com o objectivo de garantir inclusão digital nas zonas mais remotas do território nacional.

A participação do sector privado também tem sido determinante neste processo, contribuindo para o reforço da infraestrutura e para o crescimento do ecossistema digital em Angola.

FONTE: O PAÍS

Comércio digital transforma consumo e acelera economia em Angola

O comércio digital em Angola continua a ganhar força, impulsionado pelo aumento do acesso à internet, pela popularização dos smartphones e pela crescente utilização de soluções financeiras digitais, que estão a mudar a forma como empresas e consumidores interagem.

Segundo o economista e especialista em marketing digital, Domingos Simões, as plataformas online, redes sociais e aplicações móveis têm desempenhado um papel decisivo na modernização do mercado, tornando as transacções mais rápidas, práticas e acessíveis para um número cada vez maior de utilizadores.

Apesar da evolução, o especialista alerta que o sector ainda enfrenta vários desafios, como limitações na infraestrutura logística, níveis de literacia digital ainda em crescimento e a necessidade de reforçar a confiança dos consumidores nas plataformas online.

Por sua vez, a empresária e influenciadora digital Suraya António defende que é fundamental reforçar iniciativas, tanto públicas como privadas, que promovam a segurança digital, a educação financeira e a inclusão tecnológica, de modo a garantir um ecossistema digital mais sólido e sustentável em Angola.

FONTE: NOVO JORNAL 

Comunicação pública deve adaptar-se a era digital, defende Nuno Caldas

O secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, afirmou que a comunicação pública em Angola precisa de evoluir para acompanhar a era digital, tendo em conta o crescimento acelerado do acesso à internet, sobretudo entre os jovens.

Falando em Malanje, à margem do encerramento do IV Conselho Consultivo do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, o governante sublinhou que os canais digitais e as redes sociais assumem hoje um papel central na forma como as instituições comunicam com a população.

Segundo Nuno Caldas, é fundamental apostar numa comunicação mais próxima e adaptada à realidade actual, com linguagem acessível e alinhada ao perfil da juventude, que é cada vez mais activa no ambiente online. Para o responsável, estar presente nas plataformas digitais já não é opcional, mas sim uma necessidade estratégica.

O governante destacou ainda que o país atravessa um período exigente, marcado por uma agenda intensa de actividades e eventos, o que reforça a importância de uma comunicação institucional mais coordenada, coerente e humanizada.

Apesar dos desafios, como a falta de meios técnicos em alguns órgãos locais, Nuno Caldas defendeu que a comunicação deve ser encarada como uma prioridade no processo de modernização do Estado, sobretudo num contexto em que a percepção pública é cada vez mais moldada pelo ambiente digital.

FONTE: CORREIO DA KIANDA