
O Executivo angolano chamou a atenção para os desafios que o uso da Inteligência Artificial e das Tecnologias de Informação e Comunicação representam na Administração Pública, defendendo uma adopção mais responsável e orientada por princípios de transparência e segurança.
A posição foi apresentada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, durante a abertura das Jornadas Científicas do Tribunal de Contas, realizadas em Luanda.
Na sua intervenção, o governante destacou que, apesar do potencial da Inteligência Artificial para optimizar serviços públicos e apoiar decisões baseadas em dados, o seu uso levanta preocupações importantes, como a opacidade dos algoritmos, riscos à segurança da informação e a necessidade de responsabilização dos decisores.
Num contexto de transformação digital acelerada, Dionísio da Fonseca defendeu o reforço dos mecanismos de controlo financeiro e institucional, sublinhando o papel do Tribunal de Contas como entidade-chave na promoção do uso ético e transparente das tecnologias no sector público.
O evento, que decorre sob o lema “30 Anos de Justiça Financeira: Modernização, Integridade e Cooperação”, tem servido como plataforma para debater o impacto das novas tecnologias na fiscalização das finanças públicas, num cenário cada vez mais digital e interligado.
Por fim, o governante reforçou que a modernização do Estado deve caminhar lado a lado com a prestação de contas, garantindo que a inovação tecnológica contribua para uma governação mais eficiente, segura e centrada no cidadão.
FONTE: O PAÍS






