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Países africanos usam tecnologia para detetar medicamentos falsos

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Shelf life app during delivery at Princess Pharmacy in Nairobi on November 8, 2019

Os Governos africanos estão a combater o uso de medicamentos falsificados com recursos tecnológicos na área de sistemas de rastreio e localização, através do programa ENACT, financiado pela União Europeia e implementado pelo ISS, em parceria com a Interpol e a Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional.

As parcerias e a partilha de informações entre os países africanos são vitais para combater a contrafação de ACT“, segundo o ISS.

Os recursos limitados e as técnicas inadequadas de identificação de medicamentos falsificados são obstáculos à luta contra a sua comercialização.

A malária, também conhecida como paludismo, é uma doença parasitária do sangue, provocada por um parasita do género, plasmodium’ sendo transmitido através da picada de um mosquito (do género ‘Anopheles’).

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A doença é endémica em vários países tropicais, sendo potencialmente fatal se não for tratada atempadamente. A malária afeta, anualmente, cerca de 250 milhões de pacientes e causa mais de 600 mil mortes no mundo.

No entanto, um relatório internacional revela que mais de 267 mil pessoas já morreram na região subsaariana de África devido à ação de medicamentos falsificados de combate à malária.

Ao longo dos anos, os medicamentos antipalúdicos, que eram amplamente recomendados e fornecidos na África Ocidental – Cloroquina e Sulfadoxina-pirimetamina – perderam a sua eficácia, por isso os Governos da África Subsaariana seguiram uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e mudaram para terapias combinadas à base de Artemisinina (ACT), segundo o comunicado do ISS divulgado ontem.

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