
Desenvolver tecnologias de ponta exige tempo, investimento elevado e paciência, três factores que raramente combinam com as regras tradicionais aplicadas às startups. Atenta a essa realidade, a Índia decidiu reformular o seu quadro regulatório para dar mais fôlego às empresas de tecnologia profunda e criar condições para que inovações científicas cheguem efetivamente ao mercado.
O governo indiano anunciou esta semana mudanças significativas na sua política de startups, com foco em sectores como espaço, semicondutores e biotecnologia. A principal alteração foi a extensão do período de enquadramento dessas empresas como startups para até 20 anos, o dobro do limite anterior. Em paralelo, o teto de faturação para acesso a incentivos fiscais, subsídios e benefícios regulatórios foi elevado para 3 mil milhões (cerca de US$ 33,12 milhões), face aos 1 mil milhões (aproximadamente US$ 11,04 milhões) anteriormente estabelecidos.
A iniciativa pretende alinhar as políticas públicas com os longos ciclos de investigação, desenvolvimento e validação tecnológica característicos de negócios baseados em ciência e engenharia avançadas, reforçando a ambição da Índia de se posicionar como um polo global de inovação de alto impacto.
FONTE: TECHCRUNCH






