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Terça-feira, Outubro 6, 2026
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Angola reforça bases para fortalecer a cibersegurança

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, afirmou, esta segunda feira, que Angola acompanha a transformação digital global e tem criado, de forma progressiva, condições para reforçar a sua capacidade de cibersegurança.

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Ao discursar na abertura da Africacert e Cyberdrill 2026, iniciativa dedicada à simulação cibernética e à cooperação no combate ao cibercrime, o governante destacou a entrada em vigor, nos últimos meses, de um novo quadro jurídico para a cibersegurança no país.

Mário Oliveira apontou também a aprovação da Estratégia Nacional de Cibersegurança e a criação do Conselho Nacional de Cibersegurança como avanços importantes para o fortalecimento da segurança digital em Angola.

O ministro reconheceu, contudo, que a aprovação de leis, estratégias e a criação de instituições representam apenas uma parte do processo.

“Estamos conscientes que aprovar estratégias, criar instituições e aprovar leis é apenas uma parte do caminho que temos que percorrer”, afirmou.

Segundo Mário Oliveira, o principal desafio passa agora por transformar os instrumentos legais e institucionais já criados em capacidade efectiva para prevenir, detectar, responder e recuperar de incidentes cibernéticos.

O governante defendeu ainda que a construção de um espaço digital seguro depende de mecanismos de cooperação eficazes e de uma cultura de segurança que envolva toda a sociedade.

Na sua perspectiva, o investimento no conhecimento, na educação, na investigação, na inovação e na formação especializada deve acompanhar a aposta em infra-estruturas e tecnologias.

Mário Oliveira defendeu, por isso, o reforço da formação de profissionais, especialistas, investigadores e líderes capazes de desenvolver as soluções digitais de que Angola necessita.

Sublinhou ainda que a segurança do espaço digital constitui uma responsabilidade partilhada entre o Estado, as instituições de defesa e segurança, os órgãos de justiça, os reguladores e o sector privado.

Reafirmou igualmente o compromisso do Governo angolano com o desenvolvimento da cibersegurança nacional e com o reforço da resiliência socioeconómica e da transformação digital de Angola e da SADC.

“Quanto maior for a nossa presença no espaço digital, maior será a nossa responsabilidade em garantir que este espaço seja seguro, estável, confiável e resiliente”, afirmou.

A simulação cibernética e a cooperação no combate ao cibercrime, promovidas pela Africacert, em parceria com a SADC e o Governo de Angola, decorrem até sexta-feira, em Luanda.

A iniciativa reúne especialistas em cibersegurança, equipas de resposta a incidentes cibernéticos e representantes de outras entidades ligadas ao sector.

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