
Angola está a reforçar o Programa Espacial Nacional (PEN), com investimentos na formação de quadros, investigação científica, inovação e cooperação internacional, anunciou, esta segunda-feira, em Luanda, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.
Ao intervir na sessão de encerramento da Semana Mundial do Espaço 2026, realizada de 4 a 10 de Outubro, sob o lema “Revolução dos Foguetes”, o governante afirmou que o programa espacial está cada vez mais orientado para responder aos desafios do país e contribuir para o desenvolvimento económico e social.
Segundo Mário Oliveira, as tecnologias espaciais têm aplicações em diferentes sectores, incluindo agricultura, telecomunicações, gestão dos recursos naturais, monitorização ambiental, prevenção de catástrofes, ordenamento do território e melhoria dos serviços públicos.
No domínio da formação, o ministro revelou que, nos últimos 12 meses, foram capacitados 8.987 cidadãos, através de 74 acções realizadas em 16 províncias. No mesmo período, 148 técnicos das 21 províncias receberam certificação para utilizar, gerir e interpretar dados e serviços disponibilizados por satélites.
“Não existe soberania tecnológica sem pessoas preparadas para criar, operar e desenvolver tecnologia”, afirmou o ministro, defendendo o investimento na preparação de engenheiros, técnicos e investigadores nacionais para assegurar a continuidade do programa.
Angola estabeleceu igualmente 20 novos acordos de cooperação internacional nos últimos 12 meses, incluindo parcerias com as agências espaciais da Nigéria e dos Emirados Árabes Unidos. Estas iniciativas visam promover a troca de conhecimentos, a formação especializada, o desenvolvimento de projectos conjuntos e o acesso a tecnologias avançadas.
O governante realçou ainda a necessidade de aproximar a ciência e a tecnologia espacial dos jovens, das escolas e das universidades, de modo a estimular o interesse pela investigação científica e a criação de soluções tecnológicas nacionais.






