Angolanos reclamam de falhas em telefonia e internet nos últimos dias

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Fazer ligações, verificar mensagens ou dar aquela olhadinha nas redes sociais tornou-se uma tarefa difícil para os angolanos nos últimos dias. Isso porque a população tem encontrado constantes falhas com o sinal de telefonia móvel e de internet, oferecidos pelas várias operadoras, sendo o resultado de um corte simultâneo nos três principais cabos submarinos (WACS, SAT3 e ACE).

De acordo com vários clientes ouvidos pela redação da MenosFios, problemas como a falta de sinal têm interferindo diretamente durante as ligações e uso de dados móveis.

Já faz muito tempo que não tínhamos problemas deste tipo, tanto para ligação quanto para conectar em dados móveis utilizando as operadoras que existem atualmente em Angola. Pagamos e não estamos a usufruir do serviço, porque desde Segunda(07) o sinal da internet tem sido de péssima qualidade”, disse.

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Com várias queixas sobre o transtorno, alguns clientes pensam entrar com uma ação coletiva nas operadoras de serviços de internet, para poderem recompensar esses dias perdidos.

Pelo que foi revelado aos nossos jornalistas, esta degradação dos serviços de comunicação deve-se a uma rutura de cabos submarinos, provavelmente associada a correntes fortes do rio Congo. Os consórcios que gerem os respetivos sistemas submarinos já estão a trabalhar na reparação dos cortes esperando-se que as comunicações sejam repostas até ao princípio de setembro.

De acordo com a Angola Cables, os países mais afetados são os que ficam a sul da República Democrática do Congo, mas em Angola “vai sentir-se apenas uma ligeira degradação na qualidade da internet e das comunicações já que a Angola Cables continua a garantir as comunicações internacionais angolanas através de uma rota alternativa, disponibilizada pelos sistemas submarino SAC e Monet, que ligam Luanda ao Brasil e aos Estados Unidos da América“.

O corte simultâneo nos três principais cabos submarinos (WACS, SAT3 e ACE), que ligam a costa ocidental de África à Europa, terá ocorrido a mais de 150 quilómetros do estuário do rio Congo, afetando sobretudo as comunicações internacionais com a Europa, pode ler-se na nota oficial da empresa.

“De momento, ainda não são conhecidos mais pormenores sobre a exata localização e a causa dos cortes, mas a ser confirmada a localização, não será a primeira vez que as fortes correntes do rio Congo provocam ruturas nos sistemas submarinos”, continua a imprensa.

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