
O Administrador Executivo do Standard Bank de Angola (SBA), Eduardo Clemente, afirmou que o futuro da banca passa por uma adopção estratégica da tecnologia, baseada em três pilares essenciais: serviço ao cliente, eficiência operacional e gestão de dados. A declaração foi feita durante a Angola International Executive Finance Summit (AIEFS), realizada no sábado, 29 de Novembro, em Luanda, onde o SBA foi distinguido como “Empresa do Ano do Sector Financeiro” e “Estratégia Financeira do Ano”.
No painel intitulado “O futuro dos bancos na era inteligente – desafios e novos modelos de negócios”, Eduardo Clemente sublinhou que, em Angola, a maior parte dos bancos continua a operar de forma tradicional, oferecendo sobretudo crédito, depósitos e serviços transaccionais. Para o gestor, a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, tem potencial para transformar este modelo e criar novas oportunidades.
Segundo explicou, a IA pode melhorar significativamente o atendimento ao cliente, analisando comportamentos, sugerindo produtos alinhados ao perfil do utilizador e simplificando processos, reduzindo assim a necessidade de deslocações às agências. Podem mesmo ser criados agentes digitais capazes de funcionar como “analistas financeiros pessoais”, ajudando o cliente a tomar decisões mais informadas.
No campo da eficiência, Clemente destacou que ferramentas tecnológicas permitem reduzir erros, automatizar tarefas repetitivas e direccionar as equipas para actividades de maior valor, como análise e inovação. Um dos exemplos mais relevantes é o uso de RPAs (Robotic Process Automation), que já contribuem para melhorar processos internos, acelerar operações e aumentar a satisfação do cliente.
O terceiro pilar mencionado foi a criação de novos modelos de negócio, ainda raros no mercado angolano. Através da gestão e análise de dados, os bancos podem desenvolver serviços inovadores, como análises financeiras personalizadas e soluções digitais que reforcem a sua relevância no ecossistema financeiro.
Para o Administrador Executivo do SBA, os bancos devem reflectir sobre o seu posicionamento estratégico: investir mais em tecnologia, apostar na eficiência interna ou avançar para modelos de negócio totalmente novos. “A tecnologia não deve ser vista como risco, mas como oportunidade para fazer melhor e diferente”, afirmou.



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Por sua vez, o Chefe da Delegação e Director-Geral Adjunto para a Área de Sistemas de Informação do SETIC-FP, Leonel Fernando Cambango, manifestou o interesse da instituição em alargar a sua presença às províncias de Angola, recordou que “a vida faz-se nos municípios”. Enfatizou a necessidade de desenvolver sistemas mais amplos, inclusivos e integrados, capazes de cobrir todo o território nacional e de elevar a qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão.
O Presidente da República, João Lourenço, determinou a realização de um concurso limitado por prévia qualificação, destinado à contratação de serviços especializados de tecnologias de informação, medida enquadrada no programa de transformação digital da AGT.


Os valores arrecadados são provenientes das empresas privadas que gerem e registam estes endereços digitais, facilitando a sua identificação online e fortalecendo a segurança no comércio electrónico, precisou o director-geral do INFOSI, André Pedro.
