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Quarta-feira, Fevereiro 4, 2026
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Banca angolana com sinais positivos de transformação digital, revela especialista

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As instituições bancárias angolanas têm dado sinais positivos de transformação digital e destacam-se entre as principais instituições financeiras do mercado para a modernização do sistema financeiro nacional, segundo o secretário-geral da Associação Angolana de Startups e Empreendedorismo Digital (AASED), Morato Custódio.

Falando em entrevista ao Jornal de Economia & Finanças, o especialista deu exemplo dos bancos BAI, Standard Bank e BFA, que têm demonstrado grande avanço tecnológico, principalmente no que diz respeito à prestação de serviços aos clientes do sector bancário.

Morato Custódio frisou que existe um grande desnível no sector bancário no que diz respeito à adaptação às novas tecnologias, tendo acrescentado que muitos bancos ainda continuam a fazer negócio de forma presencial.

De acordo com os dados apresentados, cerca de 62% da utilização da Internet em Angola é feita num equipamento móvel e, na sua perceção, o número tende a aumentar, considerando a massa populacional entre os 12 e 15 anos de idade.

Devemos contar que essa penetração há de aumentar. Portanto, chamo a atenção de como é que a banca e o sector público, principalmente, se estão a preparar para poder ajustar as suas soluções para esse tipo de acesso”, disse.

Na sua perceção, os investimentos da banca angolana equiparam-se aos demais bancos mundiais, na transformação digital se verificam mais em bancos sistémicos, principalmente a banca de investimento, e equiparam-se com outros bancos, em comparação com o mundo.

Na visão de Morato Custódio, o acesso às tecnologias e serviços digitais ainda contrasta com os problemas de acesso ao telemóvel e Internet por parte dos usuários ou clientes, pois ” de nada adianta aos bancos fazerem investimentos com aplicativos se os clientes não poderem consumir”.

Partindo deste contexto, o especialista ressaltou ainda que enquanto a Internet for cara, o país vai continuar a excluir uma grande parte da população a esses novos serviços, alertando para a necessidade do país olhar para um telemóvel como uma ferramenta indispensável para a “educação, prestação de serviços, acesso a serviços de saúde”, para permitir o sucesso da implementação de políticas de transformação tecnológica no país.

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