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Segunda-feira, Outubro 12, 2026
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CyberSecur Summit: Hélio Pereira defende maior preparação das empresas angolanas para ataques cibernéticos

Em declarações à imprensa, à margem da quinta edição do encontro, Hélio Pereira defendeu maior investimento na formação dos utilizadores, na prevenção de riscos e na preparação das empresas para responder a possíveis ataques cibernéticos.

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A 5ª edição do CyberSecur Summit realizou-se esta segunda-feira, 12 de Outubro, em Luanda, sob o lema “A Divina Estratégia: Segurança não depende de milagres”, reunindo profissionais e representantes de empresas para debater os desafios da cibersegurança em Angola.

Durante o encontro, os participantes abordaram questões relacionadas com a gestão de riscos, a protecção de dados, a segurança das instituições financeiras, as infra-estruturas críticas e o impacto da Inteligência Artificial na protecção dos sistemas digitais.

Um dos pontos em destaque foi a necessidade de as organizações deixarem de encarar a cibersegurança apenas como uma questão técnica e passarem a integrá-la nas decisões estratégicas e na gestão dos negócios.

Em declarações à margem do evento, Hélio Pereira, director-geral da CyberSecur, considerou que a participação crescente de dirigentes empresariais nas diferentes edições do Summit demonstra uma mudança na forma como as organizações encaram os riscos cibernéticos.

“Anteriormente nós tínhamos muitos estudantes, hoje temos muitos directores-gerais, CEOs e especialistas a participar a cada edição”, afirmou, acrescentando que o risco cibernético está a deixar de ser visto apenas como um problema técnico para assumir a dimensão de um risco de negócio.

Apesar dos progressos, o responsável alertou para a necessidade de reforçar a formação dos utilizadores, que considera um dos elos mais frágeis da segurança digital. Segundo Hélio Pereira, as empresas devem investir nas pessoas, nos processos e na tecnologia, evitando falhas como a utilização de ambientes de teste em sistemas de produção e páginas mal configuradas.

O director-geral da CyberSecur defendeu igualmente que as organizações devem passar dos planos escritos para a aplicação prática das medidas de segurança. Para o responsável, é necessário realizar testes, simular situações de risco e operacionalizar os planos de continuidade de negócio, de modo a melhorar a capacidade de resposta perante incidentes.

“Cibersegurança já não é uma questão de se vai ser atacada, mas uma questão de quando”, alertou Hélio Pereira, deixando uma recomendação às empresas e aos investidores: “Preparem-se para o inevitável”.

A quinta edição do CyberSecur Summit procurou, assim, reforçar a importância de uma abordagem mais consciente e prática à segurança digital, num contexto em que a transformação tecnológica exige maior preparação das organizações para prevenir, enfrentar e recuperar de possíveis ataques cibernéticos.

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