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Segunda-feira, Outubro 12, 2026
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EMIS reforça uso da Inteligência Artificial para detectar ameaças e proteger pagamentos digitais

Administrador executivo da empresa, Eduardo Bettencourt, afirma que a instituição monitoriza centenas de milhares de dispositivos e mantém equipas preparadas para responder a possíveis ataques informáticos.

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A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) está a reforçar os mecanismos de segurança dos seus sistemas, recorrendo à Inteligência Artificial (IA) para detectar ameaças digitais e prevenir possíveis ataques informáticos, segundo avançou o administrador executivo da instituição, Eduardo Bettencourt, em declarações à imprensa, à margem da quinta edição do CyberSecur Summit, realizada esta segunda-feira, 12 de Outubro, em Luanda.

De acordo com o responsável, o aumento da divulgação de casos de burlas e fraudes informáticas não significa necessariamente que estes crimes estejam a ocorrer com maior frequência, mas também reflecte uma maior consciencialização pública sobre o fenómeno.

Eduardo Bettencourt explicou que a segurança constitui um dos pilares fundamentais da EMIS e está presente desde a concepção das soluções tecnológicas da instituição, através de princípios como o security by design, que integra a segurança desde a fase de desenvolvimento, e o zero trust, baseado na verificação contínua dos acessos.

O responsável reconheceu, contudo, que nenhuma organização está totalmente livre de riscos, defendendo a necessidade de identificar vulnerabilidades, adoptar medidas preventivas e manter mecanismos de mitigação e resposta a incidentes.

No domínio da Inteligência Artificial, Eduardo Bettencourt revelou que a EMIS criou, em 2024, um Centro de Operações de Segurança (SOC), que utiliza ferramentas baseadas nesta tecnologia para acompanhar ameaças e reforçar a protecção dos seus sistemas.

“Monitorizamos centenas de milhares de dispositivos, quer internamente, quer de forma externa”, afirmou, acrescentando que a instituição dispõe de equipas que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial para identificar, entre outras ameaças, cartões bancários que possam estar expostos na Internet ou na dark web.

O administrador executivo salientou ainda que a utilização da IA deve responder a necessidades concretas de segurança, em vez de ser adoptada apenas por se tratar de uma tecnologia emergente.

Questionado sobre os ataques informáticos enfrentados pela instituição, o responsável confirmou que a EMIS é alvo de tentativas recorrentes de ataque, incluindo ataques de negação de serviço, conhecidos como Denial of Service (DoS). No entanto, não avançou números, alegando limitações relacionadas com a divulgação de informação.

Segundo Eduardo Bettencourt, a prioridade passa por garantir que os sistemas, as ferramentas e as equipas estejam preparados para detectar ameaças, manter os controlos necessários e reagir rapidamente perante eventuais incidentes.

O responsável destacou igualmente a importância dos planos de continuidade do negócio, defendendo que estes devem ser testados e executados na prática, e não permanecer apenas no papel.

A intervenção enquadrou-se nos debates da quinta edição do CyberSecur Summit, que reuniu profissionais e representantes de empresas para discutir estratégias de prevenção, gestão de riscos e reforço da cibersegurança em Angola.

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