O lixo eletrónico consumido em Angola

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Este artigo foi enviado por Matias Bongo. Quer partilhar conhecimento com os demais seguidores do MenosFios? Siga os passos.

Temos acompanhado com o passar dos tempos o crescimento de consumidores de tecnologia no nosso país, e a medida em que isso acontece, o tempo vai passando muitos destes acabam por desfazer-se de certos produtos tecnológicos (seja por inatividade ou por um simples processo de seguir atualizado sobre novas tendências), estando cada vez mais consumistas, acabamos por fazer um acúmulo de produtos eletrónicos que acabam por não ter o devido destino de tratamento sendo que muitos deles acabam misturados até com lixo orgânico (o que não deveria acontecer).

O lixo eletrónico é o conjunto de matérias eletrónicos e elétricos que são descartados pelo homem sem a intenção de voltar a usa-los por exemplo: computadores, telefones, placas eletrónicas, etc. Enquadrando o tema a realidade angolana é visível notarmos a grande variedade de lixo eletrónico encontrada nos cantos da cidade. Até ao momento temos os mercados informais como local onde podemos encontrar grande parte de consumíveis eletrónicos que acabam por ser reutilizados para revenda a novos utilizadores.

Sabendo que estes materiais demoram muito tempo para se decompor na natureza estes acabam por ser maléfico para o meio ambiente causando: contaminação de solos, redução do tempo de vida dos aterros sanitários. Esses resíduos devem ser descartados de forma correta onde serão necessários pontos de coleta, para que o consumidor possa deixar os produtos usados para o descarte correto.

Em 2020 Angola foi considerado como o terceiro pais que mais produz lixo eletrónico a nível mundial.

Seria de grande importância termos uma entidade reguladora no país e várias empresas a prestarem serviço neste sector criando programas de reaproveitamento destes materiais para fins de caridade (Lares de acolhimento, escolas) e inclusão no apoio a comunidades no interior do país onde temos pessoas que nunca se quer tiveram contacto com tecnologia.

Vale ainda salientar que, em 2017 surgiram informações de que, o país encontrava-se a estudar métodos para o tratamento do lixo eletrónico, até então já não é dado nenhuma informação sobre o mesmo processo, e em 2016 a Sonangol promoveu uma campanha de recolha de lixo eletrónico.

1 COMENTÁRIO

  1. É mister ter em comta que este é um problema de saúde pública logo está de parabéns o autor pela reflexão sobre o assunto,, agora cabe a nós enquanto consumidores e ao Estado enquanto pessoa de bem,, analisar este problema.

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