Angola deveria permitir o uso de smartphones em salas de aula?

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Há mais alunos que acessam a Internet em seus smartphones e tablets do que em notebooks. Será que Angola deveria permitir o uso de smartphones em salas de aula?

Os smartphones não devem apenas serem utilizados para WhatsApp, Facebook ou Instagram, eles também podem ser uma poderosa ferramenta da Educação. Os dispositivos móveis estão a se tornar numa parte cada vez mais comum à experiência de educação em salas de aula, da pré-escola até a pós-graduação.

É uma realidade internacional que se reflete cada vez mais na forma como os sistemas de gerenciamento de aprendizagem e outros aplicativos de aprendizagem estão a ser projectados. É cada vez mais raro encontrar uma aplicação para ensino e aprendizagem que não seja amigável para dispositivos móveis.

Isso não significa que Angola deve mudar de repente a maneira pela qual os professores ensinam os seus alunos e permitir o uso indiscriminado dos smartphones em salas de aula. O objectivo deste artigo é remover algumas das conotações negativas em torno dos smartphones e considerar novas possibilidades que temos à nossa disposição.

No entanto, para fazer com que os alunos possam usar os smartphones na escola de forma responsável, é importante estabelecer alguns limites e regras de antemão. O tempo está a atrasar para as instituições que ainda não se embarcam em incorporar educação móvel, para começar a investigar como podem fazê-lo, especialmente quando se trata de oportunidades que a tecnologia móvel fornece, que é mais rápida e eficiente.

Para isso, é necessário desenvolver uma infraestrutura e serviços de TI segura e gerenciada, particularmente o Wi-Fi, antes de introduzir demanda adicional no uso destes dispositivos em salas de aula. Angola pode tirar vantagens com a implementação do satélite e o reforço de grandes investimentos que estão a ser feitos em cabos submarinos.

O ensino em Angola precisa manter-se a par das tendências actuais e emergentes nas tecnologias, para garantir que a educação como um todo se torne cada vez mais actual, relevante, confiável e, mais importante, acessível.