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Terça-feira, Agosto 4, 2026
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Angola precisa de transformar infra-estruturas em utilização efectiva, competências e resultados económicos, defende Director da New Cognito

Durante o Rota 404 Experience, Hélio Santana afirmou que o país precisa de apostar na conectividade, competências digitais e inovação para converter a capacidade instalada em valor para a economia.

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Angola dispõe de infra-estruturas tecnológicas modernas, mas precisa de acelerar a sua utilização efectiva para gerar impacto económico e social. A posição foi defendida por Hélio Santana, Director de Serviços ao Cliente da New Cognito, durante a primeira edição do Rota 404 Experience, realizada no dia 1 de Agosto, em Luanda.

Na sua intervenção, subordinada ao tema “Da Incerteza à Oportunidade”, o responsável afirmou que o principal desafio já não passa apenas pela construção de infra-estruturas, mas pela capacidade de transformá-las em serviços digitais, maior conectividade e oportunidades para empresas e cidadãos.

“Angola tem infra-estruturas modernas e de elevado nível, superiores às de muitas realidades africanas, mas continuamos a não tirar pleno partido delas. Precisamos de transformar essa capacidade instalada em utilização efectiva, competências e resultados económicos”, afirmou.

Ao abordar o futuro do trabalho, Hélio Santana destacou que, até 2030, poderão ser criados cerca de 170 milhões de novos postos de trabalho a nível global, enquanto 92 milhões de funções poderão ser substituídas ou profundamente transformadas pela evolução tecnológica.

Segundo o especialista, Angola reúne condições favoráveis para beneficiar desta transformação graças à sua população jovem, ao crescimento da utilização das tecnologias móveis e ao potencial ainda existente para acelerar a maturidade digital.

Apesar das oportunidades, o Director da New Cognito identificou vários obstáculos ao crescimento do ecossistema digital angolano, entre os quais a limitada conectividade de banda larga, os elevados custos de acesso à internet, a escassez de profissionais especializados, a reduzida maturidade digital das organizações e os desafios relacionados com a cibersegurança.

Ainda assim, considera que sectores como FinTech, GovTech, EdTech, HealthTech, AgriTech e logística representam oportunidades para o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras, defendendo igualmente um maior investimento em Centros de Operações de Segurança (SOC), monitorização contínua e protecção de dados.

Durante a sessão, Hélio Santana incentivou estudantes e profissionais do sector tecnológico a apostarem na especialização, sobretudo nas áreas de programação e integração de sistemas.

O responsável defendeu ainda uma arquitectura tecnológica baseada em sistemas especializados e integrados, em vez de plataformas únicas que concentram todas as funcionalidades, reduzindo assim riscos operacionais e aumentando a resiliência das organizações.

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