Angola Startup Summit. Governo defende visão de longo prazo aos empreendedores

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Os empreendedores angolanos devem ter uma visão a longo prazo, capaz de acompanhar às dinâmicas de desenvolvimento do sector da inovação e empreendedorismo angolano, para garantir que os operadores possam ter condições de adaptabilidade ao contexto do ecossistema.

Essa ideia foi defendida pela Secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes, falando no discurso de abertura da 3ª edição do evento Angola Startup Summit 2024 By UNITEL.

Precisámos de ter uma visão de longo prazo para que os nossos empreendedores sejam formados não apenas para os desafios de hoje, mas para a imprevisibilidade dos desafios do futuro, numa sociedade que se transforma rapidamente como a nossa e nos desafia a adaptações permanentes”, iniciou.

No seu discurso, a secretária frisa que à necessidade de prosseguir com “a consolidação de incentivos fiscais a estágios profissionais, o acesso ao microcrédito e a promoção de empreendedorismo por meio de várias outras iniciativas desenvolvidas tanto por entes públicos como privados, com realce para o surgimento do futuro parque tecnológico do País, a realização anual da maior cimeira das TICs – o ANGOTIC, e os concursos como o LISPA Talks do BNA”, como “exemplos que reforçam a atual dinâmica vivida no ecossistema de empreendedorismo nacional e que exigem uma grande resiliência dos seus atores para responder o espírito híbrido e disruptivo que o sector da inovação manifesta permanentemente”, enfatizou.

Por fim, Augusta Fortes sublinha ainda que esta visão do Executivo Angolano está integrada nos vários programas do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023 – 2027, no quadro das políticas públicas de estímulo à economia digital e criativa, sendo que a 3ª edição do summit angolano resulta dessa estratégia que foca no incentivo do génio criativo dos jovens angolanos.

Através do INAPEM, disse, o Estado busca, no médio prazo, despoletar os procedimentos com vista à elaboração da futura Lei das Startups angolanos, um desafio que irá remover essa orfandade dos emergentes nacionais e, assim, acelerar o crescimento e desenvolvimento do empreendedorismo digital no País, e não só.

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