Início Site

Angola avança para adopção de assinaturas electrónicas avançadas

Angola prepara-se para dar um passo importante no processo de transformação digital com a futura adopção de assinaturas electrónicas avançadas, integradas à identidade e certificação digital. O anúncio foi feito sexta-feira, 22 de Maio, em Luanda, pelo director-geral do Instituto de Modernização Administrativa (IMA), Meick Afonso.

A revelação aconteceu durante o encerramento da 7.ª edição do Fórum IMA, que decorreu sob o tema “Sistemas de Assinatura Electrónica e Carimbo do Tempo”. O evento reuniu várias instituições públicas para debater soluções ligadas à certificação digital, contratação pública electrónica e facturação electrónica.

De acordo com Meick Afonso, os próximos passos passam pela integração dos diferentes sistemas institucionais e pelo levantamento das necessidades dos órgãos do Estado. O objectivo é criar uma infra-estrutura central de certificação digital, capaz de suportar com segurança os serviços electrónicos no país.

A certificação digital surge como um elemento-chave neste processo, garantindo maior protecção dos dados e das transacções electrónicas. No entanto, o responsável destacou que a capacitação dos utilizadores e a inclusão digital continuam a ser desafios importantes para o sucesso da implementação.

Durante o fórum, a Administração Geral Tributária (AGT) apresentou a sua experiência com a facturação electrónica em Angola, no âmbito do regime jurídico das facturas e documentos equivalentes. Foram também abordados os mecanismos de validação digital utilizados para garantir a autenticidade dos documentos fiscais.

O presidente do Conselho de Administração da AGT, José Leiria, reforçou que as assinaturas electrónicas e os carimbos do tempo desempenham um papel fundamental na validação da autenticidade dos documentos, bem como na certificação da data e hora em que as operações são realizadas.

Por sua vez, o Serviço Nacional de Contratação Pública destacou a aplicação destas tecnologias nos processos de contratação pública electrónica, incluindo a emissão de despachos, celebração de contratos e submissão de propostas.

O evento contou ainda com a participação do especialista brasileiro André Caricati, que partilhou a experiência do Brasil na implementação da Infra-Estrutura de Chaves Públicas. A intervenção focou-se nos desafios ligados à massificação dos certificados digitais e à governação deste tipo de sistemas.

Fonte: Governo de Angola 

Moçambique apresenta estratégia nacional para a Inteligência Artificial

O projecto de estratégia foi apresentado durante o workshop «IA para o Bem» da União Internacional das Telecomunicações, no Quénia, por Lourino Chemane, presidente do conselho de administração do Instituto Nacional de Tecnologias da Informação e Comunicação (INTIC).

Durante o workshop, Chemane delineou as áreas prioritárias do país para o desenvolvimento da IA e destacou as oportunidades de cooperação regional e colaboração com os países participantes.

Afirmou que os sandboxes regulatórios de IA desempenhariam um papel importante na definição de políticas públicas, na definição de estratégias nacionais de IA e no apoio à adopção segura da IA em diversos sectores, incluindo a educação, os cuidados de saúde, as finanças, a energia, a agricultura, as alterações climáticas e os serviços públicos.

Moçambique aproveitou também o fórum para destacar os progressos no desenvolvimento do seu quadro jurídico e regulamentar para a transformação digital. Isto inclui a recente aprovação da Lei de Cibersegurança e da Lei de Cibercriminalidade do país, a par de regulamentos que regem os centros de dados e as plataformas de computação em nuvem.

Angola Digital Forum debate impacto da Inteligência Artificial em sectores estratégicos

Segundo Chemane, Moçambique está a posicionar-se como um potencial centro regional para centros de dados e infraestruturas de computação em nuvem. Referiu ainda a capacidade de produção de electricidade do país, os recursos hídricos, a extensa costa adequada para a instalação de cabos submarinos de fibra óptica e a mão de obra jovem como vantagens competictivas para o sector.

Na sua apresentação, o presidente apelou às entidades do sector privado interessadas no desenvolvimento de centros de dados para que considerem o país como um destino privilegiado para o investimento, salientou que a nação dispõe de um quadro jurídico e regulamentar orientado para atrair investimento privado neste sector estratégico para a transformação digital e a soberania nacional.

Moçambique junta-se a outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, incluindo o Lesoto e o Maláui, no desenvolvimento de quadros nacionais de IA. A África do Sul está também a rever o seu projecto de quadro de IA, depois de este ter sido temporariamente retirado na sequência de uma revisão interna que identificou erros de citação gerados pela IA.

Angola Cables junta-se à Uniti para expandir conectividade

O acordo combina a infraestrutura de cabos submarinos da Angola Cables, incluindo o South Atlantic Cable System, o MONET e o West Africa Cable System, com a rede de fibra óptica terrestre da Uniti Wholesale nos EUA.

A parceria inclui também disposições relactivas a capacidade de rede adicional para responder à crescente procura por parte de empresas de hiperescala e de outras empresas.

Angola Cables afirmou que o acordo reforça a sua posição no mercado global das telecomunicações, ao mesmo tempo que expande o alcance da Uniti Wholesale em mercados internacionais de elevado crescimento.

Ângelo Gama, CEO da Angola Cables, afirmou que a parceria irá beneficiar clientes grossistas, empresas, fornecedores de conteúdos e operadoras em toda África, América Latina, Médio Oriente e Europa.

Afirmou que o acordo permitiria igualmente aos clientes aceder à rede da Uniti Wholesale, que abrange mais de 300 mercados metropolitanos e 386 000 km de infraestrutura de fibra em todo o território dos EUA.

“Esta conectividade directa será particularmente vantajosa para empresas que operam no sector upstream de petróleo e gás, por exemplo, que necessitam de uma conectividade estável e segura para partilhar dados sensíveis e proprietários relacionados com operações de exploração ao largo das costas de África ou da América do Sul”.

Gama acrescentou que o mesmo se aplica a sectores como a aviação, os transportes e a logística, bem como a empresas de saúde que trabalham com parceiros norte-americanos em equipamentos médicos e instrumentos de precisão.

“Ligações internacionais seguras e de vários gigabytes são hoje vitais para as empresas que se expandem para mercados externos ou que ligam as suas operações internacionais”.

Facilitar o acesso à nossa extensa rede de fibra doméstica abrirá novas oportunidades para serviços transatlânticos sem descontinuidades e apoiará as crescentes necessidades de largura de banda dos nossos clientes comuns, disse Greg Ortyl, vice-presidente executivo e presidente de Contas Estratégicas da Uniti Wholesale.

Meta demite 8 mil funcionários para reforçar aposta em Inteligência Artificial

A Meta, proprietária de plataformas como o Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou nesta quarta-feira (20) um processo de demissão que poderá atingir cerca de 8 mil funcionários. A medida faz parte de uma estratégia de reestruturação com foco no reforço dos investimentos em Inteligência Artificial (IA).

A informação foi avançada pela Bloomberg e confirmada ao portal brasileiro g1 por um colaborador da empresa, que preferiu manter o anonimato. Segundo a fonte, o seu cargo não foi afectado nesta fase do processo.

De acordo com dados da Agence France-Presse, a Meta contava com cerca de 78.865 trabalhadores em Dezembro de 2025. Com este corte, a empresa poderá reduzir aproximadamente 10% da sua força de trabalho global.

As notificações de despedimento começaram a ser enviadas a colaboradores na Ásia, seguindo depois para funcionários nos Estados Unidos. A decisão insere-se numa reorganização interna mais ampla, que pretende canalizar recursos financeiros e humanos para o desenvolvimento de tecnologias de IA, consideradas estratégicas para o futuro da empresa.

Até ao momento, não há confirmação sobre o impacto destas demissões em mercados lusófonos.

A Meta ainda não se pronunciou oficialmente com detalhes adicionais sobre o processo.

Fonte: G1

Angola aprova lei contra informações falsas na internet 

Durante o debate, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, defendeu que o Estado e as famílias devem estar atentos ao elevado nível de disseminação de informações falsas na internet. Segundo o governante, o fenómeno das fake news não se limita ao campo político ou ao activismo, tendo impactos profundos, sobretudo, no plano social.

“Famílias são destruídas e muitos jovens enfrentam sérios problemas emocionais devido a informações falsas criadas e difundidas de forma intencional”, afirmou.

Em declaração de voto, o deputado Saúde Txizau, da UNITA, justificou o voto contra, argumentando que o proponente tende a considerar como informações falsas conteúdos produzidos por jovens críticos do sistema, activistas, criadores de conteúdo digital e humoristas que utilizam as redes sociais como meio de subsistência. Segundo o parlamentar, a proposta pode ser usada para limitar a crítica ao poder político, razão pela qual o seu grupo votou contra.

Por sua vez, a deputado Dolina Tchianhama, na qualidade de relatora do diploma, esclareceu que a proposta de lei cumpre todos os requisitos formais exigidos pelo Regimento da Assembleia Nacional e pela Lei das Publicações Oficiais. Disse que o diploma visa estabelecer um regime jurídico de medidas preventivas e de responsabilização pela produção e divulgação de informações falsas na internet, colmatando uma lacuna existente na legislação nacional.

Angola quer reforçar peso do sector tecnológico no PIB

Segundo a nova lei, a pena básica varia entre 1 e 5 anos para casos que afectam a ordem pública, os direitos fundamentais, a integridade individual ou a segurança nacional. Nos casos mais graves, como incitação ao ódio, violência, descriminação ou comprometimento de processos eleitorais, a pena pode chegar a 10 anos de prisão.

A iniciativa legislativa enquadra-se no reforço do combate ao cibercrime e na promoção da responsabilidade no uso das plataformas digitais, visando proteger a credibilidade da informação e a estabilidade social no território nacional.

De acordo com a relatora, a proposta encontra fundamento no artigo 40.º da Constituição da República de Angola, que consagra a liberdade de expressão e de informação, mas estabelece limites relacionados com o direito ao bom nome, à honra, à reputação, à imagem, à reserva da vida privada e familiar, bem como à proteção da infância e da juventude, entre outras garantias legais.

Com a aprovação na generalidade, a proposta de lei segue agora para a fase de discussão e votação na especialidade, onde os deputados poderão aprofundar e aperfeiçoar o seu conteúdo.

TikTok torna-se a plataforma preferencial do Mundial 2026

A colaboração, que será válida até ao final de 2026, introduz um novo modelo de interação entre a federação e as plataformas digitais. Será criado um espaço totalmente focado no Campeonato do Mundo, a funcionar como um agregador central onde os utilizadores poderão encontrar informações práticas sobre os jogos, detalhes de bilheteira e vídeos originais.

Para aumentar o envolvimento da comunidade, o espaço vai integrar filtros especiais, elementos personalizáveis e várias mecânicas interativas. Em paralelo, as entidades com direitos televisivos da competição ganham acesso a novas ferramentas para publicar e rentabilizar os seus formatos, permitindo a partilha de resumos das partidas, acesso a material oficial e a realização de transmissões em direto, tudo sob o acompanhamento de medidas rigorosas de proteção de direitos.

Cobertura de bastidores com criadores correspondentes

A grande novidade desta aliança passa pelo lançamento de um programa global focado na criação de conteúdo nativo. Um grupo restrito de 30 criadores do TikTok, selecionados em 11 países pela sua forte ligação ao desporto e capacidade de gerar envolvimento, vai acompanhar o torneio diretamente das cidades anfitriãs no Canadá, Estados Unidos e México.

A missão destes correspondentes será mostrar tudo o que acontece fora das quatro linhas e que habitualmente escapa às transmissões televisivas convencionais. Desde a chegada das equipas aos estádios até às sessões de treino e conferências de imprensa, os criadores vão partilhar o ambiente vivido nas ruas e nos bastidores, garantindo uma perspetiva única e em tempo real para todos os utilizadores da plataforma.

Gemini mais poderoso e mais “assustador”?

A Google deixou claro no Google I/O 2026 que o seu futuro já não passa apenas por melhorar a pesquisa, o Gmail, o YouTube ou o Android. A nova ambição é transformar todos estes serviços numa espécie de assistente inteligente permanente, capaz de pesquisar, organizar, responder, criar conteúdos e até agir em nome do utilizador. A palavra-chave do evento foi “IA agentic”, ou seja, inteligência artificial que não se limita a responder, mas que também executa tarefas. 

Uma das maiores mudanças está na Pesquisa Google. A tradicional caixa de pesquisa passa a ser mais inteligente, com sugestões geradas por IA e respostas mais completas através do AI Mode. Em vez de mostrar apenas uma lista de links, a Google quer criar páginas personalizadas com resumos, gráficos, imagens, vídeos e interfaces adaptadas ao que o utilizador procura. Na prática, pesquisar pode deixar de ser “procurar sites” e passar a ser “pedir ao Google para resolver algo”. 

O Gemini também ganhou mais destaque. Segundo a WIRED, a Google apresentou o Gemini 3.5 e o Gemini 3.5 Flash, pensados para chegar à Pesquisa e à app Gemini. A empresa também revelou funcionalidades como o Daily Brief, que pode resumir o dia do utilizador com base no Gmail, Calendário e outros dados pessoais. Há ainda o Gemini Spark, um agente de IA criado para ajudar em tarefas recorrentes, como planear eventos, escrever emails ou organizar informação guardada no Google Drive. 

Mas esta evolução traz uma questão importante: privacidade. Quanto mais útil a IA da Google se torna, mais acesso precisa aos dados do utilizador. O The Verge destaca que muitas destas ferramentas dependem de informação pessoal espalhada por serviços como Gmail, Drive, Fotos, Calendário, YouTube e Pesquisa. Isto pode ser uma vantagem competitiva para a Google, mas também exige confiança, já que o utilizador terá de decidir até que ponto quer entregar a sua vida digital a um assistente automático. Por isso, “assustador”?

Outro destaque foram os óculos inteligentes com Android XR. A Google está a trabalhar com a Samsung e marcas de óculos para criar dispositivos com acesso ao Gemini por voz, câmara integrada e tradução em tempo real. Ainda parecem produtos distantes para muitos mercados africanos, mas mostram para onde caminha a tecnologia. Menos ecrãs tradicionais e mais assistência digital no ambiente à nossa volta. 

No fundo, o Google I/O 2026 mostrou uma Google mais agressiva na corrida da inteligência artificial. A empresa quer que a sua IA esteja no centro da pesquisa, produtividade, compras, vídeos, documentos e dispositivos.

A promessa é conveniência. O risco é dependência.

Onde estão realmente armazenados os dados de África?

Esta é a contradição que está no cerne das ambições de soberania digital de África. Ao longo da última década, mais de 40 países africanos adoptaram quadros regulamentares em matéria de protecção de dados e localização. No entanto, a maior parte dos dados do continente continua a estar armazenada no estrangeiro. Estimativas de instituições como a IFC e a GSMA sugerem que mais de 80% dos dados africanos estão alojados fora de África.

Durante décadas, os principais centros de Internet da Europa tornaram-se os destinos preferidos para a hospedagem global, pois ofereciam o que as empresas mais precisavam: energia fiável, conectividade de alta densidade, ecossistemas maduros e estabilidade operacional. As organizações africanas adoptaram esses locais por razões práticas.

Para muitas empresas, a hospedagem em Frankfurt ou Dublin tem historicamente significado maiores garantias de tempo de actividade, melhor redundância, menor latência em sistemas internacionais e acesso mais fácil a plataformas de nuvem em hiperescala. As alternativas locais frequentemente enfrentavam problemas de instabilidade de energia, densidade limitada de racks, desafios de refrigeração e restrições financeiras.

A questão não é a falta de ambição legislativa. É a ausência de infraestruturas locais suficientes, capazes de apoiar economias digitais modernas em grande escala.

O resultado é um fosso cada vez maior entre a regulamentação e a realidade operacional. Países como Angola, a Nigéria e o Quénia reforçaram as políticas de governação de dados e de localização, mas as leis, por si só, não conseguem criar infraestruturas de hiperescala.

O fosso em termos de capacidade ilustra a dimensão do desafio. A procura estimada de infraestruturas de centros de dados em África aproxima-se dos 1 000 megawatts, enquanto a capacidade instalada ativa se mantém mais próxima dos 360 megawatts. Quase metade dessa capacidade concentra-se apenas na África do Sul.

Em grande parte do continente, ainda não existem opções de alojamento locais significativas. Isso coloca os governos numa posição difícil: impor a residência local dos dados sem dispor da infraestrutura necessária para a suportar.

O debate sobre infraestruturas centra-se frequentemente nos servidores e nos cabos, mas a verdadeira limitação é a energia. 

Hlumelo Fungile, Diretor Comercial da PAIX Data Centres, define esta lacuna como um “problema dos três corpos”, um desalinhamento entre capital, operadores e hiperescaladores. Na sua análise do sector para 2026, ele observou que a infraestrutura requer uma sincronização rara de forças, onde a física não permite negociações.

“A energia move-se à velocidade das turbinas e das linhas de transmissão. O capital move-se à velocidade da reavaliação do risco. Os hiperescaladores movem-se à velocidade do software. Quando essas velocidades se sincronizam, forma-se a gravidade das infraestruturas.” 

A soberania digital em África deixou de ser uma questão jurídica para se tornar, acima de tudo, uma questão energética. Sem redes eléctricas estáveis e políticas de infraestrutura previsíveis, os grandes fornecedores de nuvem (hyperscalers como AWS, Google, Microsoft) não investem na escala necessária e os dados africanos continuam a fluir para fora do continente.

A chegada da IA agravou o problema: enquanto um servidor tradicional consome 2–3 kW por rack, as cargas de trabalho de IA exigem mais de 50 kW por rack, o que implica sistemas de arrefecimento e fornecimento de energia completamente diferentes. Na Nigéria, um único campus de 50 MW consumiria cerca de 1% de toda a capacidade de geração pico do país.

Construir ecossistemas hyperscale independentes nos 54 países africanos é economicamente inviável. A aposta está num modelo de hubs regionais — cidades como Luanda, Nairóbi, Lagos, Joanesburgo e Casablanca funcionariam como âncoras digitais para os mercados vizinhos.

O obstáculo não é técnico, é político: os governos querem garantias de que registos de saúde, infraestruturas fiscais e sistemas de identidade digital ficam protegidos mesmo quando alojados além-fronteiras. Daí a urgência de frameworks regionais robustos (União Africana, comunidades económicas regionais) que harmonizem normas de governação de dados e reduzam a dependência do tráfego passar pela Europa antes de regressar a África.

ANGOSAT-2 leva internet gratuita a mais de 6 mil estudantes no Uíge

Mais de 6.400 estudantes da Universidade Kimpa Vita, na província do Uíge, passaram a beneficiar de acesso gratuito à internet via ANGOSAT-2, no âmbito do projecto Conecta Angola Comercial.

A conectividade está disponível em diferentes pontos do campus universitário e foi recentemente alargada à Faculdade de Economia, com a instalação de três novos pontos de acesso, estrategicamente distribuídos para melhorar a cobertura e a qualidade do serviço.

A iniciativa permite aos estudantes aceder a plataformas digitais, conteúdos científicos e ferramentas de apoio à investigação, contribuindo para o reforço do ecossistema académico e tecnológico.

Promovido pelo Executivo angolano, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, o projecto Conecta Angola Comercial visa expandir os serviços de comunicação em zonas com menor cobertura, promovendo a inclusão digital e o desenvolvimento socioeconómico.

A acção enquadra-se ainda na estratégia nacional de modernização do ensino superior e na valorização da tecnologia espacial como motor de inovação em Angola.

Fonte: GGPEN

Irão ameaça cobrar taxas sobre os cabos submarinos no Estreito de Ormuz

Fontes da comunicação social referem que gigantes tecnológicos como a Google, a Microsoft, a Meta e a Amazon estão a ser obrigados a cumprir a regulamentação iraniana. A recusa em fazê-lo poderá resultar em perturbações nos cabos que transportam a grande maioria do tráfego global da Internet.

Na semana passada, o porta-voz militar do Irão, Ebrahim Zolfaghari, anunciou no X: «Vamos cobrar taxas sobre os cabos de Internet.» A posição do Irão na rede global torna esta medida um risco grave. Vários cabos de fibra óptica cruciais passam pelo Estreito de Ormuz, incluindo o AAE-1, o FALCON e o Gulf Bridge International (GBI). Estes sistemas ligam a Europa, a Ásia e o Médio Oriente e transportam tráfego de dados para tudo, desde plataformas na nuvem a transações financeiras e infraestruturas de IA.

Com estas ameaças, Teerão pretende implementar uma nova ferramenta de pressão a par da já conhecida ameaça petrolífera. Os meios de comunicação que regularmente repetem os argumentos da Guarda Revolucionária afirmam que a manutenção e reparação dos cabos são da exclusiva competência das empresas iranianas.

Ormuz como um estrangulamento digital

Não há dúvida de que o Estreito de Ormuz é vulnerável. Embora as operadoras tenham desviado as rotas, tanto quanto possível, para o lado de Omã devido a preocupações relacionadas com o Irão, os cabos FALCON e GBI continuam a passar por águas territoriais iranianas. É o que relata a empresa de investigação em telecomunicações TeleGeography. Segundo os analistas, a Guarda Revolucionária dispõe de mergulhadores de combate, minissubmarinos e drones subaquáticos com os quais o Irão pode ameaçar as infraestruturas.

Uma interrupção nos cabos poderia ter consequências de longo alcance. Sistemas bancários, bolsas de valores, serviços na nuvem e redes de comunicação em vários continentes estão em risco.

O receio é, portanto, real, observa também o Gulf News. Em 2024, três cabos submarinos no Mar Vermelho foram cortados depois de um navio, atingido por militantes houthis alinhados com o Irão, ter arrastado a âncora pelo fundo do mar. Esse incidente interrompeu quase 25 por cento do tráfego de Internet na região. O AAE-1, o EIG e o SEACOM estiveram envolvidos nesse incidente — três sistemas com ampla cobertura entre a Ásia e a Europa.

Os meios de comunicação iranianos comparam os planos de portagem ao Canal do Suez, onde o Egipto gera receitas com o tráfego marítimo e de cabos. Os especialistas jurídicos rejeitam essa comparação, de acordo com o Gulf News. O Estreito de Ormuz é um estreito internacional e está sujeito a disposições diferentes da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) em comparação com o Canal do Suez, que é totalmente controlado pelo Egito. Continua a não ser claro como o Irão poderia fazer cumprir estas exigências sob pesadas sanções dos EUA.