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Telemóvel demasiado quente? Há uma opção que deve desactivar

O carregamento rápido é uma das funcionalidades mais úteis introduzidas nos últimos anos nos smartphones, permitindo recuperar várias horas de autonomia em poucos minutos. No entanto, apesar das vantagens, esta tecnologia também contribui para o aumento da temperatura do equipamento durante o carregamento.

O sobreaquecimento é um dos principais factores associados à degradação das baterias de iões de lítio utilizadas nos telemóveis actuais, reduzir gradualmente a sua capacidade máxima ao longo do tempo.

Para minimizar este efeito, alguns fabricantes permitem desactivar o carregamento rápido. É o caso da Samsung, cujos dispositivos incluem uma opção específica para gerir os diferentes modos de carregamento.

Segundo o portal especializado How-To Geek, os utilizadores que pretendam preservar a longevidade da bateria e reduzir o aquecimento do equipamento podem desactivar esta funcionalidade através das definições do telemóvel.

Nos smartphones Samsung, o processo passa por aceder a Definições, seleccionar Bateria e, em seguida, entrar nas Definições de carregamento. Nesta secção é possível activar ou desactivar os vários tipos de carregamento disponíveis, incluindo o carregamento rápido com fios e o carregamento rápido sem fios.

A desactivação não tem de ser permanente. Os utilizadores podem voltar a activar a funcionalidade sempre que necessitem de carregar o equipamento mais rapidamente.

Além disso, existem outras formas de reduzir o impacto do carregamento na saúde da bateria. Quem costuma carregar o telemóvel durante a noite pode activar as funcionalidades de carregamento inteligente ou carregamento optimizado, disponíveis em vários modelos, que ajustam a velocidade de carregamento e completam a carga de forma mais gradual. Esta abordagem ajuda a reduzir o desgaste da bateria e a limitar o aquecimento excessivo do dispositivo.

Airtel e Starlink lançam serviço de Internet via satélite para telemóveis na RDC

A solução utiliza a tecnologia Direct-to-Cell, que permite a ligação directa entre satélites e smartphones compactíveis, sem necessidade de equipamento adicional. Numa fase inicial, os utilizadores de dispositivos Android LTE compactíveis podem aceder a aplicações de baixo consumo de dados, como o WhatsApp e mensagens SMS.

Para utilizar o serviço, os clientes devem possuir um pacote de dados activo ou o serviço de roaming de dados activado. O suporte para dispositivos Apple deverá ser disponibilizado em futuras actualizações.

Segundo Sunil Taldar, CEO da Airtel Africa, a integração da rede móvel da operadora com a tecnologia satélite da Starlink permitirá expandir o acesso à conectividade para além das limitações da infraestrutura terrestre tradicional.

“Ao combinar a rede terrestre da Airtel com a tecnologia de satélite da Starlink, estamos a expandir a conectividade essencial para além dos limites da infraestrutura móvel convencional. A República Democrática do Congo lidera este importante desenvolvimento, cuja experiência apoiará a expansão gradual do serviço nos restantes mercados, sujeita às aprovações regulatórias de cada país”, afirmou.

O serviço foi concebido para responder às necessidades de utilizadores e organizações que operam em regiões remotas, incluindo operadores logísticos, agências humanitárias, profissionais de saúde, empresas mineiras e comunidades rurais sem cobertura móvel convencional.

Para Thierry Diasonama, director-geral da Airtel RDC, as características geográficas e a dimensão do país justificam a aposta numa solução complementar às redes terrestres.

“A dimensão e a geografia do nosso país fazem com que muitas pessoas vivam, trabalhem e se desloquem para áreas sem cobertura móvel convencional. Este serviço acrescenta uma camada adicional de conectividade, ajudando os clientes a manter-se acessíveis, informados e ligados mesmo onde a cobertura terrestre não existe”, destacou.

A pegada digital: o recurso invisível da economia digital africana

A Airtel Africa já tinha sido identificada como parceira de lançamento da tecnologia Starlink Direct-to-Cell nos seus 14 mercados africanos, que, em conjunto, representam mais de 170 milhões de assinantes.

Entretanto, outras operadoras africanas, como a MTN, também têm realizado testes de tecnologias de comunicação móvel via satélite em diversos mercados do continente, incluindo a Zâmbia.

Os clientes elegíveis na RDC podem aderir ao serviço através da aplicação MyAirtel, beneficiar de um período experimental de 30 dias, enquanto a operadora prossegue a expansão operacional da solução.

Tribunal moçambicano anula decreto que permitia bloquear a Internet por razões de segurança

O Conselho Constitucional de Moçambique anulou várias disposições do decreto que regulamenta o controlo do tráfego de telecomunicações, por considerar que violam a Constituição. Aprovado a 16 de Dezembro de 2025, o diploma reforçava significativamente os poderes do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), atribuindo-lhe competência para suspender serviços de telecomunicações, incluindo o acesso à Internet, sempre que fosse identificado um «risco iminente para a segurança pública ou para a segurança do Estado».

Além da possibilidade de interromper os serviços, o decreto autorizava também a monitorização das comunicações, a recolha de dados dos utilizadores e a realização de intervenções técnicas directas nas redes das operadoras, com o objectivo de assegurar o cumprimento das decisões determinadas pelo Governo.

As principais críticas dos juízes incidiram sobre o artigo 5.º, que permitia ao Governo decidir a interrupção dos serviços com base na sua própria avaliação da ameaça. Segundo o Conselho Constitucional, o poder executivo excedeu as suas competências ao legislar, através de decreto, sobre restrições a direitos, liberdades e garantias fundamentais. Estas matérias são da competência exclusiva da Assembleia da República.

Em Janeiro, o Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD), uma organização não-governamental moçambicana, submeteu uma petição ao mais alto órgão judicial do país em matéria constitucional e eleitoral. O processo teve origem numa exposição apresentada ao Provedor de Justiça.

Após a divulgação da decisão, o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) saudou a sentença, considerando que esta «protege o direito dos moçambicanos ao acesso à Internet e à informação essencial que esta proporciona, bem como a defesa do espaço cívico».

Angola: multas por violação de dados ultrapassam 1,1milhão USD em 2026

Entre as empresas sancionadas figuram o Standard Bank Angola, a Fast Digital Center – Comércio e Serviços, a Crescer Tech – Comércio e Prestação de Serviços, a Empresa Pública de Águas (EPAL), a TAKE NOW – Comércio e Prestação de Serviços e o Hotel Diamante.

O montante aplicado até à primeira quinzena de Agosto é mais de quatro vezes superior ao valor das multas impostas pela APD durante todo o ano passado, fixado no equivalente a cerca de 250 mil dólares norte-americanos. Trata-se do maior volume de sanções aplicado pela entidade reguladora desde 2022.

No total, desde 2022, a instituição responsável por fiscalizar e garantir o cumprimento das normas relativas à privacidade e ao tratamento de dados pessoais em Angola aplicou multas equivalentes a mais de 2,38 milhões de dólares norte-americanos a 14 empresas. O sector bancário destaca-se entre os mais sancionados.

Angola aprova Lei da Cibersegurança

A banca acumula multas no valor equivalente a 825 mil dólares norte-americanos, aplicadas ao Banco de Poupança e Crédito (BPC), Standard Bank Angola, Banco Comercial do Huambo (BCH) e Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).

A lista de entidades sancionadas inclui ainda a Unitel, multada em duas ocasiões, a Africell, a TAAG, a Fast Digital Center – Comércio e Serviços, a Crescer Tech – Comércio e Prestação de Serviços, a EPAL, a TAKE NOW – Comércio e Prestação de Serviços, o Hotel Diamante, a MAXAM – Companhia de Pólvoras e Explosivos de Angola e a COSAL – Comércio e Serviços de Angola.

Usar o ChatGPT prejudica o cérebro? O que se sabe sobre a chamada “dívida cognitiva”

O avanço da Inteligência Artificial generativa está a mudar a forma como as pessoas estudam, trabalham, pesquisam informações e produzem conteúdos. Ferramentas como o ChatGPT conseguem responder a perguntas, resumir textos, desenvolver ideias e realizar tarefas que anteriormente exigiam maior esforço mental.

Mas esta facilidade também levanta uma questão: quando entregamos parte dessas tarefas à Inteligência Artificial, estamos a aliviar o cérebro ou a deixar de exercitá-lo?

A preocupação está relacionada com um fenómeno conhecido na ciência cognitiva como delegação cognitiva, que acontece quando uma pessoa recorre a uma ferramenta externa para realizar uma tarefa que poderia executar com os próprios recursos mentais.

Isso não começou com a Inteligência Artificial. Calculadoras, motores de pesquisa, agendas digitais, GPS e até simples listas de tarefas são exemplos de ferramentas que permitem aos seres humanos transferir determinadas funções para sistemas externos.

A diferença é que a IA generativa consegue realizar tarefas muito mais complexas, incluindo escrever textos, analisar informações, resolver problemas e produzir ideias.

O que diz o estudo do MIT?

Um dos trabalhos que chamou atenção para esta discussão foi realizado por investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

No estudo, jovens foram divididos em grupos e receberam a tarefa de produzir textos utilizando diferentes níveis de apoio tecnológico. Um grupo utilizou o ChatGPT, outro recorreu ao Google e um terceiro realizou as tarefas sem essas ferramentas.

Os investigadores analisaram a actividade cerebral dos participantes e também avaliaram os textos produzidos.

Os resultados indicaram diferenças entre os grupos. Os participantes que utilizaram o ChatGPT apresentaram menor envolvimento em determinados processos associados à actividade cerebral durante a realização da tarefa e demonstraram menor capacidade de recordar alguns elementos dos próprios textos.

Também foram observadas diferenças na forma como os participantes se relacionavam com as ideias que tinham produzido.

A partir destes resultados, os investigadores levantaram a hipótese de que o uso repetido da IA para substituir o esforço necessário à realização de determinadas tarefas pode reduzir o envolvimento cognitivo.

É neste contexto que ganhou força a expressão “dívida cognitiva”.

O que significa “dívida cognitiva”?

A ideia é relativamente simples: quando uma pessoa recorre constantemente a uma ferramenta para realizar uma tarefa que poderia exigir esforço mental, pode deixar de praticar determinadas capacidades.

É semelhante ao que acontece quando usamos sempre uma calculadora para operações simples e, com o tempo, deixamos de exercitar algumas capacidades de cálculo mental.

No caso da IA, a preocupação é mais ampla. Se uma pessoa pedir sempre ao ChatGPT para escrever, resumir, pesquisar, argumentar ou resolver problemas sem participar activamente no processo, poderá estar a reduzir o esforço necessário para desenvolver determinadas competências.

Mas isso não significa que o ChatGPT esteja comprovadamente a tornar as pessoas menos inteligentes.

Ainda existem muitas perguntas sem resposta

Apesar da atenção gerada pelo estudo do MIT, é importante evitar conclusões definitivas.

A investigação sobre os efeitos da Inteligência Artificial no funcionamento cognitivo ainda está numa fase inicial. Muitos trabalhos existentes são teóricos, enquanto os estudos experimentais ainda são relativamente poucos e apresentam limitações.

Uma das principais questões é saber se os efeitos observados em determinadas tarefas se mantêm durante períodos prolongados e se podem realmente provocar alterações permanentes nas capacidades cognitivas.

Também é necessário estudar diferentes grupos de pessoas, diferentes formas de utilização da IA e diferentes tipos de tarefas.

Ou seja, ainda não há evidências suficientes para afirmar que utilizar o ChatGPT provoca, por si só, uma “dívida cognitiva” permanente.

O problema pode estar na forma como usamos a IA

Outro ponto importante é perceber por que razão uma pessoa utiliza a Inteligência Artificial.

Imagine dois estudantes.

O primeiro pede ao ChatGPT para fazer todo o trabalho, copia a resposta e entrega o conteúdo sem analisar as informações.

O segundo utiliza a ferramenta para encontrar diferentes perspectivas, esclarecer conceitos, identificar erros e melhorar um texto que ele próprio desenvolveu.

Nos dois casos houve utilização de IA, mas o envolvimento cognitivo foi completamente diferente.

A investigação sobre delegação cognitiva sugere precisamente que os efeitos dependem dos objectivos que levam uma pessoa a recorrer a ferramentas externas.

A tecnologia pode ser utilizada para evitar pensar ou para pensar melhor.

IA pode substituir esforço ou ampliar capacidades

A Inteligência Artificial também pode funcionar como uma ferramenta de aprendizagem quando utilizada de forma activa.

Em vez de pedir simplesmente a resposta, o utilizador pode solicitar uma explicação, questionar os argumentos apresentados, comparar diferentes perspectivas ou utilizar a IA para identificar pontos fracos no próprio raciocínio.

Neste cenário, a tecnologia deixa de ser apenas um substituto do esforço mental e passa a funcionar como uma ferramenta de apoio.

O desafio está, portanto, em encontrar um equilíbrio.

O que devemos retirar desta discussão?

A principal conclusão, neste momento, é que não existe motivo científico suficiente para afirmar que o ChatGPT “estraga” o cérebro.

Por outro lado, também seria precipitado ignorar os possíveis efeitos de uma utilização excessivamente passiva da Inteligência Artificial.

Tal como acontece com outras tecnologias, a questão não está apenas na ferramenta, mas na forma como ela é utilizada.

Usar o ChatGPT para substituir constantemente a leitura, a escrita, a memória e o raciocínio pode reduzir o exercício dessas capacidades. Utilizá-lo para questionar ideias, aprender, pesquisar e melhorar o próprio trabalho pode produzir uma experiência completamente diferente.

Enquanto a ciência continua a investigar os efeitos de longo prazo da IA, uma regra simples pode ajudar: não entregue à Inteligência Artificial todo o trabalho que o seu cérebro ainda precisa de aprender a fazer.

Fonte: G1

Yahoo protagoniza o maior ciberataque registado na história digital

Apesar da evolução das medidas de protecção digital, a violação de dados do Yahoo continua a ser considerada o maior incidente de cibersegurança de sempre em termos de volume de informação exposta. Segundo uma classificação divulgada pelo portal norte-americano List25, este ataque lidera uma lista dos cinco ciberataques mais impactantes da história recente.

A transformação digital trouxe ganhos significativos de produtividade e eficiência, mas também aumentou a dependência de sistemas informáticos e a exposição a ameaças cada vez mais sofisticadas. Os cibercriminosos passaram de ataques pontuais para operações altamente organizadas, capazes de afectar economias, interromper serviços essenciais e influenciar disputas entre Estados.

Para avaliar a dimensão de um ciberataque, os especialistas não consideram apenas o número de vítimas. O impacto financeiro, o volume de dados comprometidos, os danos provocados em infraestruturas críticas, as implicações para a segurança nacional e o nível de sofisticação técnica são igualmente factores determinantes.

No topo da lista surge o caso do Yahoo. Entre 2013 e 2014, atacantes conseguiram aceder a cerca de três mil milhões de contas, obtendo informações como nomes, endereços de correio electrónico, números de telefone, datas de nascimento e respostas de segurança. A empresa apenas revelou a verdadeira dimensão do incidente vários anos depois, facto que afectou a sua venda à Verizon e resultou numa multa aplicada pelos reguladores norte-americanos.

Em segundo lugar encontra-se o Stuxnet, descoberto em 2010. Considerado por muitos especialistas como a primeira arma cibernética com capacidade para provocar danos físicos, este malware teve como alvo instalações nucleares iranianas e foi apontado como resultado de uma operação conduzida pelos Estados Unidos e Israel. O programa alterava o funcionamento das centrifugadoras de enriquecimento de urânio e provocou a sua degradação sem alertar os operadores.

O terceiro posto pertence ao WannaCry, um ataque de ransomware que, em 2017, se espalhou rapidamente por mais de 150 países. O malware bloqueava o acesso aos sistemas infectados e exigia pagamentos em criptomoedas para devolver os dados. Entre as organizações mais afectadas esteve o Serviço Nacional de Saúde britânico, que viu milhares de consultas e procedimentos médicos cancelados. As perdas económicas globais ascenderam a vários milhares de milhões de dólares.

Na quarta posição surge o NotPetya, frequentemente apontado como um dos ataques informáticos mais destrutivos em termos financeiros. Embora inicialmente aparentasse ser um ransomware, o seu verdadeiro objectivo era eliminar dados de forma irreversível. Através de uma actualização comprometida de um software utilizado na Ucrânia, o malware propagou-se por empresas de todo o mundo, causando prejuízos estimados em mais de 10 mil milhões de dólares.

A lista fica completa com o ataque à cadeia de fornecimento da SolarWinds, detectado em 2020. Os atacantes conseguiram inserir código malicioso nas actualizações de um software amplamente utilizado por organizações públicas e privadas. A operação permitiu o acesso prolongado a milhares de redes, incluindo vários departamentos do Governo dos Estados Unidos, sem que a actividade fosse detectada durante meses.

Estes casos demonstram que a cibersegurança deixou de ser apenas uma questão tecnológica. Actualmente, os ataques informáticos têm impacto económico, estratégico e geopolítico, obrigando governos e empresas a reforçar continuamente os seus mecanismos de defesa perante ameaças cada vez mais complexas e sofisticadas.

Instagram renova identidade visual após 10 anos; veja o que mudou

O Instagram apresentou uma nova identidade visual, naquela que é a primeira grande reformulação da marca em cerca de dez anos. A actualização inclui mudanças na tipografia, nas cores, nas animações e nos elementos gráficos utilizados pela plataforma.

A novidade foi anunciada por Adam Mosseri, director do Instagram, que apresentou a renovação como parte de uma nova fase da rede social.

A última grande alteração da identidade visual aconteceu em 2016, quando o Instagram abandonou o antigo ícone com aparência mais realista e adoptou o símbolo colorido e minimalista que se tornou uma das marcas mais reconhecidas das redes sociais.

O que mudou no Instagram?

Apesar das alterações, o Instagram decidiu manter a câmara como principal referência do seu logótipo. O símbolo, no entanto, recebeu uma construção visual actualizada.

A plataforma também passou a utilizar uma nova linguagem tipográfica própria, desenvolvida para acompanhar a evolução da marca e as diferentes experiências oferecidas aos utilizadores.

As cores também foram ajustadas, com uma nova abordagem à paleta visual utilizada pelo Instagram. A intenção é tornar a identidade mais flexível e adaptável aos diferentes formatos da plataforma.

Outra novidade está relacionada com o movimento e as animações. A nova identidade incorpora uma linguagem própria para elementos animados, permitindo que a marca tenha uma presença mais dinâmica dentro da aplicação.

O sistema gráfico também foi desenvolvido para funcionar em diferentes formatos e experiências, acompanhando conteúdos que vão desde publicações e Stories até Reels e outras áreas da plataforma.

Uma identidade pensada para os criadores

Segundo o Instagram, a nova identidade procura manter a ligação da plataforma com a criatividade e, ao mesmo tempo, dar maior liberdade aos utilizadores para se expressarem.

May Hartono, directora de design de marca da Meta, explicou que o novo sistema visual foi desenvolvido para incentivar os utilizadores a criarem e a expressarem-se de forma mais livre.

A mudança representa, assim, mais do que uma simples alteração no logótipo. O Instagram pretende criar um sistema visual que possa acompanhar a evolução da plataforma e adaptar-se às diferentes formas de criação e consumo de conteúdos.

A renovação surge dez anos depois da transformação visual que marcou uma das maiores mudanças na história do Instagram, quando a plataforma deixou para trás o antigo estilo retro e adoptou a identidade que se tornou conhecida mundialmente.

Fonte: G1

O que realmente acontece com os seus dados quando clica em “apagar”?

Apagar ficheiros, fotografias, mensagens ou contas tornou-se uma tarefa habitual para quem utiliza dispositivos e serviços digitais. Com apenas alguns cliques, é possível remover conteúdos que já não queremos manter. Mas o que acontece, de facto, aos dados depois de carregarmos no botão “apagar”?

Ao contrário do que muitos utilizadores imaginam, apagar nem sempre significa destruir imediatamente a informação. Dependendo do dispositivo, da aplicação ou do serviço utilizado, os dados podem continuar armazenados durante determinado período ou existir em diferentes cópias.

Apagar não significa desaparecer imediatamente

Num computador ou smartphone, quando um ficheiro é apagado, normalmente não é eliminado de forma instantânea. Em muitos casos, é primeiro transferido para a lixeira ou para uma pasta de itens apagados, onde permanece até ser removido definitivamente.

Mesmo depois dessa etapa, os dados podem continuar tecnicamente recuperáveis durante algum tempo, dependendo da forma como o sistema de armazenamento funciona e de os dados já terem ou não sido substituídos por novas informações.

Nos serviços online, a situação pode ser ainda mais complexa.

Plataformas de redes sociais, serviços de armazenamento em nuvem e outras aplicações podem possuir cópias de segurança dos dados dos utilizadores. Assim, mesmo depois de um conteúdo ser apagado da interface, determinadas cópias podem permanecer nos sistemas internos durante um período definido pelas políticas da empresa.

E quando uma conta é apagada?

O mesmo pode acontecer com contas online.

Alguns serviços disponibilizam um período de recuperação depois de o utilizador solicitar a eliminação da conta. Durante esse intervalo, os dados podem permanecer armazenados para permitir que a conta seja recuperada caso a eliminação tenha sido feita por engano.

Além disso, determinadas informações podem ser conservadas por motivos legais, de segurança, prevenção de fraudes ou cumprimento de obrigações regulamentares.

Por essa razão, antes de apagar uma conta, é importante consultar as políticas de privacidade e de retenção de dados da plataforma.

O risco das cópias de segurança

As cópias de segurança são outro factor que pode influenciar o processo.

Um ficheiro pode ser apagado do dispositivo, mas continuar presente numa cópia de segurança armazenada na nuvem ou noutro equipamento. Fotografias, vídeos, documentos e mensagens podem, por exemplo, estar sincronizados com diferentes serviços.

Isso significa que apagar o conteúdo num único local não garante necessariamente que todas as suas cópias tenham sido eliminadas.

Privacidade e segurança

A falta de clareza sobre o destino dos dados apagados é uma das preocupações levantadas por especialistas em privacidade e segurança digital.

Para o utilizador, é importante perceber que tipo de informação está a fornecer às plataformas, onde esses dados podem ser armazenados e quais são os procedimentos utilizados para a sua eliminação.

O cuidado deve ser ainda maior quando se trata de informações sensíveis, documentos pessoais, fotografias ou dados financeiros.

No mundo digital, portanto, “apagar” não deve ser confundido automaticamente com “destruir”. O processo pode envolver diferentes sistemas, cópias de segurança e períodos de retenção antes de os dados serem efectivamente removidos.

À medida que a utilização de serviços digitais e armazenamento na nuvem continua a crescer, compreender o que acontece aos dados depois de serem apagados torna-se cada vez mais importante para proteger a privacidade e a segurança dos utilizadores.

Trump processado por acesso privilegiado na Truth Social

A ação, interposta quarta-feira em Nova Iorque pelo The Intercept e pela Freedom of the Press Foundation, alega que este sistema é “corrupto e inconstitucional”.

Os subscritores deste serviço têm, alegadamente, acesso quase instantâneo às mensagens de Trump na Truth Social, alguns segundos cruciais antes do público em geral.

Para isso, devem pagar até 100 mil dólares por mês, ou 60 mil dólares por mês com um contrato de três anos, de acordo com a ação.

O bilionário republicano utiliza frequentemente a plataforma, de que a sua família é proprietária, para anúncios políticos importantes, desde os últimos desenvolvimentos na guerra contra o Irão até novas tarifas, que podem provocar quedas ou subidas expressivas nos mercados.

“Este sistema é profundamente corrupto. O Presidente está em condições de lucrar financeiramente ao fornecer informações governamentais que influenciam o mercado para aqueles que podem pagar à sua própria empresa”, pode ler-se na queixa.

O The Intercept, uma organização noticiosa sem fins lucrativos, e a Freedom of the Press Foundation, que mantém uma base de dados de publicações no Truth Social, defendem que este serviço pago dificulta a sua capacidade de cobrir adequadamente as ações de Trump.

“O acesso rápido às publicações do Presidente é crucial para ambos os grupos”, destacaram, pedindo ao tribunal que declare a ferramenta ilegal e a bloqueie.

Vários membros da oposição democrata pediram uma investigação ao serviço por parte da Comissão de Valores Mobiliários norte-americana (SEC, na sigla em inglês).

O Trump Media and Technology Group (TMTG) desvalorizou as preocupações sobre o produto, chamado Truth API, que foi apresentado em meados de julho.

Kevin McGurn, presidente executivo interino, disse esta semana que o Truth API estava a gerar receitas a partir de dez contratos com clientes não identificados.

O Wall Street Journal noticiou queentre os primeiros assinantes estavam as corretoras dos mercados financeiros.

Entretanto, o TMTG anunciou na segunda-feira um prejuízo líquido de 238,1 milhões de dólares (206 milhões de euros, ao câmbio atual) no segundo trimestre de 2026, em comparação com pouco menos de 20 milhões de dólares (17,3 milhões de euros) no ano anterior, devido à depreciação dos seus ativos digitais.

O Presidente e a sua família enfrentam acusações, que Trump nega, de enriquecimento ilícito e conflitos de interesses desde o início do seu segundo mandato.

Entre 2024 e 2026, a fortuna pessoal de Trump aumentou de 2,3 mil milhões de dólares para 6,5 mil milhões (de 2 mil milhões de euros para 5,6 mil milhões de euros), segundo a revista Forbes.

A pegada digital: o recurso invisível da economia digital africana

Cada actividade realizada online pode deixar um rasto de informação. Conhecida como pegada digital, esta informação tornou-se cada vez mais valiosa à medida que a economia digital africana cresce, trazendo centenas de milhões de pessoas para o ambiente digital e oferecendo às empresas novas formas de compreender os consumidores e desenvolver serviços.

A pegada digital abrange todas as informações que uma pessoa deixa através da sua actividade digital. Alguns dados são fornecidos de forma deliberada, como fotografias, comentários ou informações introduzidas durante a criação de uma conta. Outros podem ser gerados sem uma acção directa do utilizador, através do dispositivo utilizado, dos dados de localização, da navegação na Internet ou das interacções com uma plataforma.

Desta forma, uma pessoa pode deixar rastos digitais sem publicar qualquer conteúdo. Visitar um sítio web, utilizar uma aplicação, efectuar um pagamento ou assistir a um vídeo pode gerar informação passível de ser armazenada e analisada. À medida que estes rastos se acumulam, tornam-se capazes de fornecer uma visão mais detalhada dos hábitos do utilizador e até permitir inferências sobre determinados comportamentos.

África gera mais dados à medida que a utilização digital aumenta

A rápida expansão dos serviços digitais aumentou significativamente a dimensão deste fenómeno. Segundo a GSMA, 416 milhões de pessoas utilizaram Internet móvel em África em 2025, enquanto cerca de 63% da população vivia em áreas cobertas por redes móveis, mas não utilizava serviços de Internet móvel.

À medida que mais pessoas se ligam à Internet, pesquisas, comunicações, pagamentos e outras interacções digitais geram volumes crescentes de dados.

As tecnologias e os serviços móveis geraram 240 mil milhões de dólares em valor económico em África em 2025, o equivalente a 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente. A GSMA prevê que esta contribuição aumente para 290 mil milhões de dólares até 2030.

Quando as pegadas digitais se transformam num recurso económico

Para as empresas digitais, esta informação permite compreender melhor os utilizadores, melhorar serviços e adaptar ofertas a diferentes perfis de clientes.

No sector financeiro, os dados de transacções ajudam as empresas a conhecer melhor os clientes e a identificar actividades invulgares. No comércio, a análise do comportamento dos consumidores permite adaptar produtos e campanhas de marketing a diferentes segmentos de mercado.

Os dados tornam-se, assim, um recurso estratégico que as empresas podem utilizar para medir a procura, desenvolver novos serviços e automatizar determinadas decisões. Contudo, o crescente valor económico dos dados também cria riscos relacionados com a sua utilização indevida e com os desequilíbrios entre os diferentes intervenientes que os recolhem, controlam e utilizam.

A questão mais importante é aquilo que os dados podem revelar

Uma pegada digital vai muito além da informação fornecida directamente por uma pessoa. A combinação de diferentes tipos de dados pode permitir que empresas e outras organizações construam perfis detalhados ou deduzam determinados comportamentos.

Por exemplo, uma sequência de pesquisas, visualizações de conteúdos, deslocações ou transacções pode revelar interesses, preferências e hábitos de um utilizador.

A inteligência artificial reforça esta capacidade ao permitir a análise rápida de grandes volumes de informação e a identificação de padrões presentes nesses rastos digitais. Dessa forma, torna-se possível extrair conhecimento valioso sobre comportamentos, tendências e necessidades dos consumidores a uma escala sem precedentes.