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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Benguela Ajuda: Plataforma digital criada em poucas horas liga pedidos de socorro a doadores durante crise no Rio Cavaco

As fortes chuvas que atingem a província de Benguela provocaram o transbordo do rio Cavaco e de outros cursos de água, resultando em comunidades isoladas, destruição de infraestruturas e interrupção de vias essenciais entre Benguela e Lobito. A crise expôs também um problema recorrente em cenários de desastre: a fragmentação da informação sobre pedidos de ajuda e ofertas de apoio, espalhadas sobretudo por redes sociais e grupos de mensagens.

Neste contexto, foi desenvolvida a plataforma digital Benguela Ajuda, um mural colaborativo de resposta rápida criado em menos de duas horas com o objectivo de centralizar pedidos de socorro e ofertas de apoio num único ambiente digital.

 

A solução adopta uma abordagem focada em simplicidade e acessibilidade. Sem necessidade de registo ou autenticação tradicional, qualquer utilizador pode aceder e publicar pedidos ou ofertas em segundos, reduzindo ao máximo a fricção de entrada, um factor crítico em situações de emergência.

Para equilibrar segurança e usabilidade, foi implementada Firebase Anonymous Authentication, permitindo interacções mínimas controladas sem exigir criação de conta. A interface foi desenhada numa lógica mobile-first, optimizada para utilização em redes 2G e 3G, comuns em zonas afectadas por desastres naturais.

Entre as funcionalidades principais estão filtros por localização (como bairros afectados), categorização por tipo de necessidade (alimentação, abrigo, transporte, entre outros) e integração directa com WhatsApp e chamadas telefónicas, facilitando a ligação imediata entre quem precisa e quem pode ajudar.

Mais do que uma aplicação isolada, o Benguela Ajuda posiciona-se como uma camada digital de coordenação comunitária, procurando reduzir a dependência de canais dispersos como grupos de mensagens, que tendem a gerar ruído e perda de informação em contextos de crise.

A solução surge num momento em que, apesar de mobilizações institucionais e empresariais para apoio humanitário, persistem desafios de última milha sobretudo na ligação directa entre doadores e famílias em zonas periféricas.

A plataforma pode ser acedida através do seguinte link:

BENGUELA AJUDA

Jovem angolano lança plataforma para combater fraudes digitais e proteger marcas

O jovem empreendedor angolano Marcelino Caoio, de 25 anos, anunciou recentemente o lançamento da Propri, uma plataforma tecnológica desenvolvida em Angola com o objectivo de detectar, analisar e combater fraudes digitais que exploram indevidamente marcas no ambiente online.

A solução é propriedade da empresa angolana Viralize e surge num contexto de rápida expansão digital no país, onde também se registam cada vez mais práticas fraudulentas. Entre os casos mais comuns estão páginas falsas que imitam instituições financeiras, perfis que se fazem passar por operadoras de telecomunicações, anúncios enganosos em marketplaces e esquemas de phishing cada vez mais sofisticados.

Essas práticas têm causado prejuízos aos consumidores, além de afectarem a reputação e a confiança nas marcas. Como resposta, a Propri apresenta um sistema contínuo de monitorização e protecção digital.

A plataforma realiza varreduras automáticas diárias em motores de busca, redes sociais e marketplaces, analisando os dados com recurso à inteligência artificial. As ocorrências são classificadas como normais, suspeitas ou potenciais fraudes, permitindo uma resposta rápida e eficaz.

Sempre que uma ameaça é identificada, o sistema emite alertas detalhados, recomenda acções, gera notificações legais para remoção de conteúdos e facilita o acesso aos mecanismos de denúncia nas plataformas digitais.

Segundo Marcelino Caoio, a ferramenta vem simplificar um processo que, até agora, exigia recursos técnicos e humanos elevados. “Até aqui, proteger uma marca online exigia tempo, equipa e conhecimento técnico. A Propri torna esse processo mais simples e acessível a qualquer empresa”, afirmou.

De acordo com o fundador, a Propri pretende preencher essa lacuna, oferecendo uma ferramenta prática e ajustada ao contexto angolano.

Entre os próximos passos da plataforma estão a implementação de tecnologia de reconhecimento de imagem para detectar o uso indevido de logótipos, a integração com novas fontes de dados locais e o desenvolvimento de painéis de gestão voltados para agências e consultoras que gerem múltiplas marcas.

Grécia vai proibir redes sociais para menores de 15 anos a partir de 2027

O Governo da Grécia anunciou que vai proibir o acesso às redes sociais a crianças com menos de 15 anos, a partir de 1 de Janeiro de 2027. A medida foi confirmada pelo primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, que justificou a decisão com base nos efeitos negativos do uso excessivo das plataformas digitais.

Segundo o governante, o aumento de casos de ansiedade, dificuldades de sono e outros problemas ligados à saúde mental dos jovens está directamente associado ao uso intensivo das redes sociais. Mitsotakis destacou ainda que muitas destas plataformas são desenhadas para prender a atenção dos utilizadores, o que agrava o problema, sobretudo entre crianças e adolescentes.

Antes desta decisão, o Executivo grego já tinha implementado outras medidas de controlo, como a proibição do uso de telemóveis nas escolas e o desenvolvimento de ferramentas de supervisão parental, que permitem aos encarregados de educação limitar o tempo de ecrã dos filhos.

Dados de uma pesquisa divulgada em Fevereiro indicam que cerca de 80% da população apoia esta iniciativa, mostrando uma forte preocupação social com o impacto da tecnologia na vida dos mais novos.

Com esta decisão, a Grécia posiciona-se entre os primeiros países a adoptar uma política mais rígida no controlo do acesso de menores às redes sociais, numa altura em que o debate sobre a regulação digital ganha força a nível internacional.

FONTE: G1

Executivo alerta para riscos da Inteligência Artificial na gestão pública

O Executivo angolano chamou a atenção para os desafios que o uso da Inteligência Artificial e das Tecnologias de Informação e Comunicação representam na Administração Pública, defendendo uma adopção mais responsável e orientada por princípios de transparência e segurança.

A posição foi apresentada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, durante a abertura das Jornadas Científicas do Tribunal de Contas, realizadas em Luanda.

Na sua intervenção, o governante destacou que, apesar do potencial da Inteligência Artificial para optimizar serviços públicos e apoiar decisões baseadas em dados, o seu uso levanta preocupações importantes, como a opacidade dos algoritmos, riscos à segurança da informação e a necessidade de responsabilização dos decisores.

Num contexto de transformação digital acelerada, Dionísio da Fonseca defendeu o reforço dos mecanismos de controlo financeiro e institucional, sublinhando o papel do Tribunal de Contas como entidade-chave na promoção do uso ético e transparente das tecnologias no sector público.

O evento, que decorre sob o lema “30 Anos de Justiça Financeira: Modernização, Integridade e Cooperação”, tem servido como plataforma para debater o impacto das novas tecnologias na fiscalização das finanças públicas, num cenário cada vez mais digital e interligado.

Por fim, o governante reforçou que a modernização do Estado deve caminhar lado a lado com a prestação de contas, garantindo que a inovação tecnológica contribua para uma governação mais eficiente, segura e centrada no cidadão.

FONTE: O PAÍS 

Hackers iranianos “miram” infraestruturas críticas dos EUA e já causam impactos operacionais

Um alerta conjunto de várias agências de segurança dos Estados Unidos aponta para uma nova onda de ciberataques atribuídos a grupos ligados ao Irão, com foco em sistemas que controlam infraestruturas críticas do país.

De acordo com o FBI, a NSA e a CISA, os hackers estão a explorar vulnerabilidades em sistemas industriais e plataformas de monitorização para comprometer serviços essenciais, como abastecimento de água, redes de energia, saneamento e operações governamentais locais.

As autoridades afirmam que os ataques já resultaram em interrupções operacionais e prejuízos financeiros, embora não tenham sido divulgados detalhes específicos sobre os alvos atingidos. O foco dos invasores está, sobretudo, em tecnologias utilizadas para gerir equipamentos de infraestrutura frequentemente baseadas em sistemas industriais conhecidos como ICS (Industrial Control Systems).

O alerta também conta com o envolvimento da Environmental Protection Agency e do Department of Energy, indicando a preocupação com possíveis impactos em setores estratégicos.

Especialistas em cibersegurança alertam que este tipo de ataque representa um risco crescente, sobretudo porque muitos destes sistemas.

FONTE: G1

IMA no Angola Quality Summit 2026 destaca impacto da IA na governação electrónica

O IMA participou na 1.ª edição do Angola Quality Summit 2026, um evento dedicado à promoção da qualidade, inovação e transformação digital, reunindo especialistas, instituições públicas e parceiros estratégicos para debater os desafios e avanços na modernização administrativa em Angola.

Durante o evento, o IMA, representado pelo Eng. Mário Domingos, Chefe do Departamento de Transformação Digital e Desenvolvimento Aplicacional, apresentou o tema “O Impacto da Inteligência Artificial, Desafios e Avanços na Governação Electrónica”, destacou o papel estruturante da Inteligência Artificial (IA) na optimização dos processos administrativos, na melhoria da eficiência dos serviços públicos e na centralidade do cidadão na prestação de serviços.

A intervenção evidenciou ainda os principais desafios associados à adopção da IA na Administração Pública, com enfoque na necessidade de reforço da conectividade, desenvolvimento de capital humano especializado, consolidação da infra-estrutura tecnológica e garantia de mecanismos adequados de protecção de dados e governação ética da tecnologia.

Samsung vai encerrar app de mensagens e reforça aposta no Google Messages

A Samsung anunciou que vai descontinuar o aplicativo Samsung Messages a partir de julho de 2026, orientando os utilizadores a migrarem para o Google Messages. A informação foi divulgada num comunicado oficial publicado pela empresa.

A decisão não chega como surpresa no sector tecnológico. Nos últimos anos, a Samsung já vinha a adoptar o Google Messages como aplicação padrão nos dispositivos da linha Galaxy, incluindo smartphones, tablets e wearables.

Com este passo, a gigante sul-coreana formaliza uma transição que vinha a acontecer de forma gradual, alinhando-se cada vez mais com o ecossistema da Google, especialmente no que diz respeito à comunicação via RCS (Rich Communication Services), que oferece funcionalidades mais avançadas em comparação ao SMS tradicional.

Apesar da mudança, a empresa garante que os utilizadores com dispositivos a correr Android 11 ou versões anteriores não serão afectados pelo encerramento do serviço, podendo continuar a utilizar o Samsung Messages normalmente.

A recomendação, no entanto, é clara: quem usa equipamentos mais recentes deve começar a adaptar-se ao Google Messages, que será o centro das comunicações nos dispositivos Galaxy daqui para frente.

FONTE: TECMUNDO

IPhone 17 Pro Max ganha destaque na Artemis II ao ser usado por astronautas para registar imagens no espaço

Fotos da Terra tiradas por astronautas foram feitas com iPhone 17 Pro Max (Imagem: Flickr/NASA)

A missão Artemis II, da NASA, que assinala o regresso de voos tripulados às proximidades da Lua, está a destacar-se não só pelos avanços na exploração espacial, mas também pelo uso de tecnologia de consumo, com o iPhone 17 Pro Max a assumir um papel de destaque a bordo.

Equipados com smartphones de última geração da Apple, os astronautas utilizam o iPhone 17 Pro Max para captar imagens e vídeos em ambiente de microgravidade, oferecendo uma nova forma de documentar a experiência no espaço. As primeiras imagens divulgadas mostram momentos inéditos dentro da cápsula Orion, incluindo a troca de dispositivos entre tripulantes em gravidade zero.

A iniciativa faz parte de uma estratégia da NASA para aproximar o público da realidade das missões espaciais, apostando em conteúdos mais autênticos, acessíveis e envolventes.

Além dos smartphones, a missão conta com câmaras de acção GoPro, instaladas no exterior da nave, nomeadamente nos painéis solares. Estes equipamentos permitem captar imagens da Terra, da Lua e da própria Orion, ao mesmo tempo que funcionam como ferramentas de apoio à monitorização e inspeção da estrutura.

No interior da nave, a documentação do dia-a-dia dos astronautas conta ainda com o apoio da National Geographic, numa parceria que pretende contar a dimensão humana desta missão histórica.

O uso do iPhone 17 Pro Max em órbita reforça uma tendência crescente: a integração de tecnologia do quotidiano em contextos extremos. Mais do que um simples dispositivo de comunicação, o smartphone transforma-se aqui numa ferramenta de registo, partilha e aproximação entre o espaço e o público na Terra.

FONTE: TECMUNDO

Ruanda acelera regulamentação das criptomoedas após 35 casos de fraude

De acordo com o documento oficial, a proposta de lei visa prevenir os riscos relacionados com o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, proteger os consumidores da natureza altamente especulativa dos activos digitais e garantir a integridade e a transparência do mercado. Tem ainda como objectivo preservar a estabilidade financeira, limitar os riscos sistémicos associados à crescente interligação entre os activos digitais e o sistema financeiro tradicional.

O projecto de lei introduz um quadro regulamentar estruturado, que inclui a criação de uma autoridade de supervisão encarregada de fiscalizar os prestadores de serviços de activos virtuais, em coordenação com o banco central. Abrange igualmente actividades essenciais, tais como plataformas de câmbio, serviços de conversão entre moedas fiduciárias e activos digitais, e ofertas públicas de criptoactivos, que estarão sujeitas a requisitos de divulgação reforçados.A iniciativa surge num contexto de crescente utilização de activos digitais, mas também de riscos crescentes. As autoridades ruandesas relataram vários casos de fraude relacionados com projectos falsos de activos digitais. De acordo com dados apresentados durante os debates parlamentares, o Gabinete de Investigação do Ruanda identificou 35 casos de esquemas piramidais e fraudes que envolveram as chamadas criptomoedas, e causaram perdas financeiras significativas ao público.

Ao estabelecer um quadro regulamentar específico, as autoridades pretendem reforçar as práticas do sector, fomentar a confiança nos serviços financeiros digitais e posicionar o Ruanda no mercado emergente de activos digitais de África. O projecto de lei será agora remetido à comissão competente para uma análise aprofundada, antes de uma eventual votação.

Angolano Xaciano Culandi cria “Mail Task” que converte e-mails em tarefas organizadas

A plataforma, criada em 2025, nasceu da convicção de que tecnologia deve servir à produtividade real, combinando engenharia de software de ponta com uma compreensão profunda dos processos empresariais para criar soluções que fazem a diferença no dia a dia das organizações.

Segundo Xaciano, o Mail Task resolve um problema muito específico, mas extremamente crítico, já que o e-mail virou uma lista de tarefas desorganizada.

As pessoas passam horas a tentar decidir o que é importante, o que responder, o que ignorar, isso consome energia mental que deveria ser usada para pensar, criar e tomar decisões”, sustentou.

De acordo com Xaciano Culandi, a plataforma foi desenvolvida com Inteligência Artificial (IA) e lê o contexto da mensagem, identifica prioridade, categoriza e permite que o utilizador gerencie tudo como um sistema de produtividade, não como uma caixa de entrada caótica.

As pessoas passam horas a tentar decidir o que é importante, o que responder, o que ignorar, isso consome energia mental que deveria ser usada para pensar, criar e tomar decisões. Integramos a nossa plataforma com Outlook. É como se fosse uma assistente virtual”, apontou.

Actualmente, a Conexão Logística, empresa angolana que actua de forma inovadora no sector da logística e serviços integrados, revelou o jovem, já usa a plataforma para dinamizar os seus processos neste sentido.

Entretanto, avançou que existem duas empresas nacionais em fase de testes, nomeadamente a Tubostrans (prestadora de serviços sólida e inovadora para o próspero setor de petróleo e gás de Angola) e a InterSeguros (corretora de seguros angolana, em actividade desde 2007, especializada em gestão de riscos empresariais).

No entanto, na visão de Xaciano, “os países em desenvolvimento ainda enfrentam muitos problemas com sistemas tecnológicos burocráticos. Por isso, utilizamos Inteligência Artificial para que as pessoas trabalhem com mais clareza”.