
As fortes chuvas que atingem a província de Benguela provocaram o transbordo do rio Cavaco e de outros cursos de água, resultando em comunidades isoladas, destruição de infraestruturas e interrupção de vias essenciais entre Benguela e Lobito. A crise expôs também um problema recorrente em cenários de desastre: a fragmentação da informação sobre pedidos de ajuda e ofertas de apoio, espalhadas sobretudo por redes sociais e grupos de mensagens.
Neste contexto, foi desenvolvida a plataforma digital Benguela Ajuda, um mural colaborativo de resposta rápida criado em menos de duas horas com o objectivo de centralizar pedidos de socorro e ofertas de apoio num único ambiente digital.

A solução adopta uma abordagem focada em simplicidade e acessibilidade. Sem necessidade de registo ou autenticação tradicional, qualquer utilizador pode aceder e publicar pedidos ou ofertas em segundos, reduzindo ao máximo a fricção de entrada, um factor crítico em situações de emergência.
Para equilibrar segurança e usabilidade, foi implementada Firebase Anonymous Authentication, permitindo interacções mínimas controladas sem exigir criação de conta. A interface foi desenhada numa lógica mobile-first, optimizada para utilização em redes 2G e 3G, comuns em zonas afectadas por desastres naturais.
Entre as funcionalidades principais estão filtros por localização (como bairros afectados), categorização por tipo de necessidade (alimentação, abrigo, transporte, entre outros) e integração directa com WhatsApp e chamadas telefónicas, facilitando a ligação imediata entre quem precisa e quem pode ajudar.
Mais do que uma aplicação isolada, o Benguela Ajuda posiciona-se como uma camada digital de coordenação comunitária, procurando reduzir a dependência de canais dispersos como grupos de mensagens, que tendem a gerar ruído e perda de informação em contextos de crise.
A solução surge num momento em que, apesar de mobilizações institucionais e empresariais para apoio humanitário, persistem desafios de última milha sobretudo na ligação directa entre doadores e famílias em zonas periféricas.
A plataforma pode ser acedida através do seguinte link:





O IMA participou na 1.ª edição do Angola Quality Summit 2026, um evento dedicado à promoção da qualidade, inovação e transformação digital, reunindo especialistas, instituições públicas e parceiros estratégicos para debater os desafios e avanços na modernização administrativa em Angola.

De acordo com o documento oficial, a proposta de lei visa prevenir os riscos relacionados com o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, proteger os consumidores da natureza altamente especulativa dos activos digitais e garantir a integridade e a transparência do mercado. Tem ainda como objectivo preservar a estabilidade financeira, limitar os riscos sistémicos associados à crescente interligação entre os activos digitais e o sistema financeiro tradicional.
A iniciativa surge num contexto de crescente utilização de activos digitais, mas também de riscos crescentes. As autoridades ruandesas relataram vários casos de fraude relacionados com projectos falsos de activos digitais. De acordo com dados apresentados durante os debates parlamentares, o Gabinete de Investigação do Ruanda identificou 35 casos de esquemas piramidais e fraudes que envolveram as chamadas criptomoedas, e causaram perdas financeiras significativas ao público.
A plataforma, criada em 2025, nasceu da convicção de que tecnologia deve servir à produtividade real, combinando engenharia de software de ponta com uma compreensão profunda dos processos empresariais para criar soluções que fazem a diferença no dia a dia das organizações.