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Sexta-feira, Fevereiro 6, 2026
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Modernização dos sistemas de pagamento impulsiona transacções electrónicas em Angola

A modernização e a massificação dos sistemas de pagamento em Angola estão a impulsionar um crescimento expressivo das transacções financeiras e electrónicas, reforçando a transição do país para uma economia cada vez mais digital.
Dados recentes da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) indicam que, em 2025, o sistema de cartões Multicaixa registou transacções superiores a 46 biliões de kwanzas, o que representa um crescimento de 47% em relação ao ano anterior.

Multicaixa cresce acima do Orçamento Geral do Estado

Em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA), o administrador executivo da EMIS, Eduardo Bettencourt, sublinhou que este volume corresponde a cerca de 1,3 vezes o Orçamento Geral do Estado do ano anterior, evidenciando o impacto e a relevância do sistema Multicaixa na economia nacional.

“A transacção de 46 biliões de kwanzas em 2025 representa um crescimento muito interessante, cerca de 47% face ao ano anterior. Isto demonstra claramente a força e a confiança no sistema Multicaixa”, afirmou.

Segundo o responsável, a massificação e digitalização dos pagamentos electrónicos têm sido determinantes para este crescimento, abrindo espaço para uma possível desmaterialização do cartão físico, à medida que soluções digitais ganham maior aceitação junto dos utilizadores.

“A gestão dos sistemas de pagamento deve assegurar níveis elevados de segurança e eficiência. O sistema de pagamento em tempo real é fundamental para a estabilidade do sector financeiro em Angola”, destacou.

Pagamentos em tempo real movimentaram 394 biliões Kz

Paralelamente, o Banco Nacional de Angola (BNA) tem desempenhado um papel central na modernização do ecossistema financeiro, através da implementação do Sistema de Pagamento em Tempo Real, que movimentou cerca de 394 biliões de kwanzas em 2025.

Para a subdirectora do Departamento do Sistema de Pagamentos do BNA, Yola Miguel, a prioridade tem sido garantir segurança, eficiência e estabilidade no funcionamento destes sistemas.

QR Code, pagamentos por aproximação e interoperabilidade

A responsável explicou ainda que o BNA está a investir fortemente em inovações tecnológicas, como:

  • Pagamentos via código QR
  • Tecnologia de pagamentos por aproximação (contactless)
  • Reforço da interoperabilidade entre instituições bancárias e não bancárias

Estas iniciativas visam tornar as transacções mais rápidas, seguras e acessíveis à população.

“O nosso objectivo é modernizar o sistema de pagamentos, promovendo a inclusão financeira e maior agilidade nas transacções”, acrescentou Yola Miguel.

Fim gradual dos cheques e avanço da inclusão financeira

A modernização dos sistemas de pagamento inclui também o abandono gradual de instrumentos tradicionais, como os cheques, reflectindo a estratégia do BNA para acelerar a digitalização do sector financeiro.

Este processo tem contribuído para facilitar o acesso aos serviços financeiros, reduzir o uso de numerário e integrar cada vez mais cidadãos e empresas na economia digital angolana.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA

Ruanda torna-se o primeiro país do mundo com entregas autónomas por drones em todo o território

O Governo do Ruanda assinou um acordo histórico de expansão com a empresa norte-americana Zipline, tornando o país o primeiro do mundo a alcançar cobertura nacional de logística autónoma, incluindo a primeira rede africana de entregas de drones em ambiente urbano.

O acordo representa o primeiro grande marco do recente prémio de 150 milhões de dólares em pagamento por desempenho, atribuído à Zipline pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. A iniciativa reforça o posicionamento do Ruanda como líder global em Inteligência Artificial, robótica e logística autónoma, com impacto directo na melhoria do acesso aos cuidados de saúde.

Pioneiro desde 2016 na implementação de entregas autónomas por drones, o Ruanda volta a fazer história ao expandir o sistema para todo o território nacional. O país será também o primeiro em África a operar o sistema de entrega urbana da Zipline, conhecido como Plataforma 2 (P2), concebido para ambientes urbanos densos, como a cidade de Kigali, onde se concentra cerca de 40% da procura nacional por serviços de saúde.

A Plataforma 2 permite entregas rápidas, silenciosas e de alta precisão, tecnologia que já está a ser utilizada nos Estados Unidos para distribuir produtos de retalho e alimentos directamente para residências, edifícios de escritórios e espaços públicos.

Segundo a CEO da Zipline África, Caitlin Burton, a decisão do Ruanda em apostar na inovação sempre foi guiada por dados e impacto real. Para a responsável, o país volta a liderar não apenas pela existência da tecnologia, mas pela visão estratégica da sua liderança, o que explica o apoio do Governo dos EUA e o investimento adicional da Zipline em investigação, tecnologia e criação de empregos qualificados no país.

No âmbito da expansão, será construído um novo centro de distribuição de longo alcance no distrito de Karongi, que se juntará aos hubs já existentes em Muhanga e Kayonza. O novo centro permitirá alcançar regiões além da Floresta de Nyungwe, incluindo áreas próximas à fronteira com a República Democrática do Congo, servindo cerca de 200 postos de saúde e 60 grandes unidades hospitalares, com impacto directo em mais de 2,9 milhões de pessoas.

Com esta expansão, a rede nacional da Zipline no Ruanda passará a cobrir mais de 11 milhões de habitantes e deverá gerar cerca de 350 empregos locais.

De acordo com o director nacional da Zipline no Ruanda, Pierre Kayitana, o país está a construir um sistema logístico integrado e contínuo, capaz de atender todos os cidadãos de forma equitativa, mais eficiente e com menos desperdício do que os modelos tradicionais.

O modelo financeiro do projecto prevê financiamento inicial de infra-estruturas por parte do Governo dos Estados Unidos, enquanto o Governo do Ruanda assumirá os custos das operações contínuas. A estratégia visa garantir sustentabilidade financeira, autonomia operacional e alinhamento com a visão nacional de um sistema de saúde resiliente e orientado por tecnologia.

Outro destaque do acordo é a criação de um centro de testes de Inteligência Artificial e robótica da Zipline em Ruanda, o primeiro centro de investigação e desenvolvimento da empresa fora dos Estados Unidos. A unidade irá apoiar testes de aeronaves, novos sistemas de segurança e software logístico avançado, além de contribuir para a formação de talentos locais.

Até ao momento, a rede de entregas autónomas da Zipline tem garantido acesso rápido a sangue, vacinas e medicamentos essenciais, reduzindo desperdícios, melhorando os resultados de saúde e contribuindo para uma redução de 51% nas mortes maternas nas áreas atendidas.

FONTE: TECHINAFRICA

Governo avança com Inteligência Artificial no sistema de ensino

O Governo anunciou que está a avançar para a introdução da Inteligência Artificial (IA) no sistema nacional de ensino. A informação foi prestada pela ministra da Educação, Luísa Grilo, no âmbito do memorando de entendimento assinado em 2024 entre o Ministério da Educação e a Escola Digital dos Emirados Árabes Unidos.

As declarações foram feitas após o Fórum sobre o Futuro da Educação, realizado durante a Cimeira Mundial de Governos, que decorre no Dubai.

Segundo a ministra, numa primeira fase, o foco do projecto será a formação de professores e gestores escolares, de modo a garantir uma integração segura e eficaz da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem.

Luísa Grilo revelou que já foram seleccionadas 10 escolas do ensino primário, distribuídas por 10 províncias, onde será implementado o projecto-piloto. A partir do mês de Fevereiro terão início os trabalhos de instalação das condições técnicas, logísticas e infra-estruturais necessárias para a implementação da tecnologia ainda este ano.

A responsável sublinhou que a Inteligência Artificial deverá funcionar como um instrumento de apoio ao trabalho docente, contribuindo para maior eficiência no ensino, mas sem substituir o papel do professor, que continuará a liderar todo o processo educativo.

A ministra explicou ainda que a participação de Angola no fórum resulta de um convite das autoridades dos Emirados Árabes Unidos, país com o qual Angola mantém um acordo de cooperação na área da educação digital. O objectivo, segundo disse, é conhecer experiências internacionais sobre o uso da IA para melhorar a qualidade do ensino.

Durante o encontro foram igualmente debatidos os principais desafios de África na adopção da Inteligência Artificial, com destaque para as limitações no acesso à Internet e a fraca conectividade, sobretudo nas zonas mais recônditas. Ainda assim, foi destacada a importância estratégica da IA para o futuro da educação.

O acordo assinado em 2024 prevê o fornecimento, por parte da Escola Digital dos Emirados Árabes Unidos, de uma metodologia de aprendizagem flexível, adaptada às necessidades de cada aluno, baseada em Inteligência Artificial avançada e aplicações digitais.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA

SpaceX compra xAI e Musk revela plano de data centers no espaço

Elon Musk voltou a surpreender o sector tecnológico ao anunciar, esta segunda-feira (2), a compra da xAI, empresa de inteligência artificial fundada pelo próprio bilionário, pela SpaceX, sua companhia aeroespacial. A operação faz parte de um plano ambicioso: criar data centers no espaço, utilizando satélites como infra-estrutura de computação.

Em comunicado oficial, Musk afirmou que a fusão das duas empresas permitirá a criação de um ecossistema tecnológico verticalmente integrado, combinando inteligência artificial, foguetes, internet via satélite e comunicações directas para dispositivos móveis.

“A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra  e fora dela”, declarou o empresário.

IA baseada no espaço como solução de escala

Segundo Musk, a computação de IA enfrenta limitações físicas e energéticas na Terra, o que torna o espaço uma alternativa estratégica para escalar o processamento de dados.

“No longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar. No espaço, é sempre ensolarado”, afirmou, referindo-se à disponibilidade constante de energia solar.

Apesar do entusiasmo, o bilionário não apresentou um cronograma oficial nem detalhes técnicos sobre a implementação do projecto.

Redução de custos e maior eficiência energética

Musk defende que, num prazo de dois a três anos, a forma mais barata de gerar capacidade computacional para IA será fora do planeta.

De acordo com ele, a eficiência energética no espaço poderá reduzir significativamente os custos de treino de modelos de inteligência artificial e acelerar o processamento de grandes volumes de dados.

Um milhão de satélites como data centers orbitais

O plano mais ousado envolve o lançamento de até um milhão de satélites, que funcionariam como data centers orbitais, alimentados por energia solar.

Para Musk, essa infra-estrutura poderá ajudar a humanidade a tornar-se uma civilização capaz de aproveitar plenamente a energia do Sol, abrindo caminho para novos avanços tecnológicos e científicos.

Embora o projecto ainda esteja numa fase conceptual, o anúncio reforça a estratégia de Musk de integrar as suas empresas, como SpaceX, xAI e Starlink, num único ecossistema tecnológico com alcance global e, agora, espacial.

FONTE: G1

Quanto custa lançar um satélite em África? Orçamento, exemplos reais e o futuro da indústria espacial africana

Lançar um satélite continua a ser um investimento elevado, mas já não é um privilégio exclusivo das grandes potências espaciais. Em África, os custos estão a baixar e o acesso ao espaço torna-se cada vez mais viável para governos, universidades e startups tecnológicas.

O valor final de um projecto espacial depende sobretudo do tipo de satélite, da missão, do modelo de lançamento e dos requisitos regulatórios. Há hoje uma diferença enorme entre colocar em órbita um satélite de comunicações de grande porte e lançar um pequeno CubeSat.

Como se reparte o orçamento de um satélite?

1. Projecto e fabrico

Esta é a fase mais cara do processo. Um satélite de comunicações tradicional pode custar mais de 320 milhões de dólares, enquanto um CubeSat muito usado para investigação, observação da Terra ou testes tecnológicos, pode ser desenvolvido por valores bastante mais baixos, em alguns casos abaixo dos 100 mil dólares.

O avanço dos nanossatélites permitiu que países com orçamentos limitados entrassem no sector espacial sem grandes infra-estruturas industriais.

2. Serviços de lançamento

A maioria dos países africanos ainda depende de provedores internacionais, como a SpaceX, para colocar os seus satélites em órbita.

Os custos variam conforme o peso e a órbita, mas lançamentos de pequenos satélites podem começar em torno dos 100 mil dólares, especialmente quando são enviados como carga partilhada.

A reutilização de foguetões tem sido um dos factores que mais contribuem para a redução destes valores.

3. Licenciamento e regulação

Antes do lançamento, é necessário cumprir exigências legais nacionais e internacionais. As taxas de licenciamento, seguros e certificações técnicas variam de país para país e podem aumentar o orçamento final, embora representem uma parcela menor em comparação com o fabrico e o lançamento.

Exemplos reais em África

Um dos casos mais citados é o Taifa-1, do Quénia. O satélite foi desenvolvido e lançado por cerca de 370 mil dólares, um valor considerado baixo para padrões espaciais. O projecto serviu para observação da Terra e formação de quadros nacionais na área espacial.

Actualmente, 18 países africanos operam cerca de 61 satélites, número que poderá ultrapassar os 137 até 2030, segundo projecções do sector.

Investimento público e soberania tecnológica

Em 2025, os países africanos destinaram cerca de 426 milhões de dólares a programas espaciais. Para muitos governos, os satélites deixaram de ser vistos apenas como activos comerciais e passaram a ser tratados como infra-estrutura estratégica.

Investir em programas nacionais permite:

• reduzir a dependência de operadores estrangeiros;

• reforçar a soberania dos dados;

• apoiar sectores como agricultura, telecomunicações, ambiente e defesa civil.

Custos em queda e novas oportunidades

O custo médio de lançamento ronda actualmente os 1.500 dólares por quilograma, mas há expectativas de que este valor possa cair para 100 dólares por quilograma na próxima década, à medida que surgem novos portos espaciais e tecnologias mais eficientes.

Este cenário abre espaço para:

• startups tecnológicas;

• universidades;

• parcerias público-privadas;

• aplicações focadas em problemas concretos, como monitorização agrícola, gestão de desastres naturais e mapeamento de recursos.

Empresas sul-africanas como a CubeSpace mostram que é possível criar soluções competitivas a partir do continente.

O futuro do espaço em África

Com a coordenação da Agência Espacial Africana e o aumento da cooperação internacional, a economia espacial africana está a ganhar consistência. O sucesso dos próximos projectos dependerá de objectivos bem definidos, tecnologia adequada à missão e orçamentos realistas.

Seja para um governo que procura independência tecnológica ou para uma startup focada em inovação e impacto social, o espaço deixou de ser inalcançável. Em África, lançar um satélite já não é apenas um sonho, é uma oportunidade concreta.

FONTE: TECHINAFRICA

João Almeida é o novo Chief Technology Officer da New Cognito

A New Cognito anunciou a nomeação de João Almeida como novo Chief Technology Officer (CTO), reforçando a sua aposta no desenvolvimento de produtos e soluções tecnológicas avançadas no mercado angolano e africano.

O novo CTO assume a liderança da área de Produto, que integra as unidades de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Cibersegurança, Dados, Digital e Educação & Formação. A sua missão passa por fortalecer a estratégia tecnológica da empresa, acelerar a inovação e desenvolver soluções orientadas às necessidades das empresas e instituições.

“Assumo este desafio com grande sentido de responsabilidade, com o foco em reforçar a estratégia de produto, acelerar a inovação e criar soluções tecnológicas robustas, seguras e orientadas a dados, num contexto de rápida transformação digital”, afirmou João Almeida.

Com mais de 20 anos de experiência em ambientes multinacionais, João Almeida tem um percurso consolidado em gestão tecnológica, transformação digital e expansão internacional. Antes de integrar a New Cognito, foi Founding Partner e General Manager da F3M Angola, onde liderou projectos complexos e a expansão para outros mercados africanos. Exerceu também funções executivas em plataformas tecnológicas nas áreas da educação e do desporto.

A nomeação insere-se no plano estratégico da New Cognito para acelerar a inovação e consolidar a empresa como referência africana em tecnologia aplicada.

Inteligência Artificial já é aplicada na banca e nas telecomunicações em Angola

A Inteligência Artificial (IA) já é uma realidade em Angola, com aplicação crescente, sobretudo nos sectores da banca e das telecomunicações. No sistema bancário, esta tecnologia tem vindo a ser utilizada para reforçar a análise de risco, melhorar os serviços de atendimento digital e aumentar a capacidade de prevenção e detecção de fraudes, contribuindo para maior segurança e eficiência nas operações financeiras.

No sector das telecomunicações, a IA é aplicada principalmente através de chatbots, ferramentas digitais que permitem aos utilizadores interagir com as operadoras por meio de mensagens de texto ou comandos de voz. Estas soluções têm igualmente um papel relevante na automação de serviços, reduzindo o tempo de resposta e optimizando o atendimento ao cliente.

As declarações foram feitas em Luanda pelo director-geral da empresa TIS, William Oliveira, que sublinhou que a adopção da Inteligência Artificial representa um passo importante no processo de transformação digital do país, ao permitir às instituições modernizar os seus sistemas e oferecer serviços mais rápidos, seguros e personalizados aos cidadãos.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA

É hora de actualizar o WhatsApp! Google descobre falha de segurança grave

A Meta corrigiu uma importante vulnerabilidade de segurança no WhatsApp, que tinha sido anteriormente reportada pela equipa de cibersegurança da Google. A falha, reportada há algumas semanas pelo Google Project Zero, foi tornada pública depois de a Meta não ter cumprido o habitual prazo de 90 dias para implementar uma correcção completa .

A vulnerabilidade permitia que os atacantes adicionassem os seus alvos a grupos do WhatsApp de uma forma específica e enviassem ficheiros multimédia que eram descarregados automaticamente para a base de dados do dispositivo. Se o conteúdo malicioso fosse sofisticado, poderia desencadear operações prejudiciais dentro do sistema.

A gravidade da vulnerabilidade residia no facto de o ataque poder ser realizado sem qualquer interação por parte da pessoa afectada. Este vector de ataque era especialmente preocupante, pois abria caminho para explorações silenciosas e difíceis de detectar.

A Google notificou a Meta sobre a vulnerabilidade em setembro de 2025, concedendo-lhes o prazo padrão de 90 dias para a resolver. No entanto, a Meta apenas implementou uma correcção parcial em novembro, o que levou a equipa de segurança da Google a divulgar publicamente a vulnerabilidade , em conformidade com as suas políticas.

Após a divulgação pública do problema, a Meta tomou finalmente medidas sérias para resolver completamente o erro reportado. Até ao momento, os detalhes técnicos da correcção e das variantes detectadas não foram divulgados. Felizmente, a vulnerabilidade aparece agora como completamente resolvida.

O que é recomendado aos utilizadores é que actualizem de imediato os seus dispositivos e que usem as lojas de apps oficiais para esse processo. É improtante que a app do WhatsApp esteja sempre na versão mais recente e que assim estejam presentes todas as correcções necessárias.

Microsoft corrige falha crítica no Office explorada activamente

Microsoft lançou correcções de segurança para a vulnerabilidade CVE-2026-21509, uma falha zero-day no Microsoft Office que está a ser explorada activamente em ataques dirigidos. A falha permite contornar mecanismos de proteção da aplicação e foi identificada pelos próprios investigadores de segurança da empresa norte-americana.

De acordo com a descrição oficial, a vulnerabilidade resulta da utilização de entradas não fiáveis em decisões de segurança no Microsoft Office, permitindo a um atacante não autorizado contornar funcionalidades de proteção a nível local. Em concreto, a falha possibilita ultrapassar as mitigações OLE existentes no Microsoft 365 e no Microsoft Office, que têm como objetivo proteger os utilizadores de controlos COM/OLE vulneráveis.

A exploração do zero-day requer que o atacante convença a vítima a abrir um ficheiro Office malicioso, o que implica técnicas de engenharia social. A complexidade do ataque e a necessidade potencial de cadeias de exploração em várias fases sugerem que esta vulnerabilidade está a ser utilizada em operações altamente direcionadas, como espionagem ou ataques de elevado valor, e não em campanhas massivas e oportunistas.

França diz adeus ao Microsoft Teams e Zoom para apostar em plataforma própria

A Microsoft disponibilizou atualizações para todas as versões afetadas do Office, incluindo Office 2016, Office 2019, Office LTSC 2021, Office LTSC 2024 e Microsoft 365 Apps for Enterprise. Para organizações que não consigam aplicar de imediato as atualizações, a empresa indica que existem também medidas de mitigação alternativas.

Entretanto, a agência norte-americana CISA adicionou a CVE-2026-21509 ao seu catálogo de Known Exploited Vulnerabilities, determina que as entidades governamentais devem corrigir a falha até 16 de fevereiro.

A correção deste zero-day integra o conjunto de actualizações do Patch Tuesday de janeiro de 2026, no qual a Microsoft resolveu mais de 110 vulnerabilidades, incluindo outra falha zero-day no Windows cuja exploração também foi detectada internamente pela empresa. Até ao momento, a Microsoft não divulgou detalhes adicionais sobre os ataques associados a estas vulnerabilidades.

Angola reforça compromisso com a cultura de privacidade de dados

O responsável falava no seminário sobre protecção de dados pessoais, numa iniciativa da Agência de Protecção de Dados, em parceria com o Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências, enquadrado no Dia Internacional da Privacidade e Protecção de Dados Pessoais.

A actividade decorreu sob o lema “Academia, Tecnologia e Protecção de Dados: Um compromisso com o futuro”, que considerou oportuno, justificando que “vivemos uma era marcada pela transformação digital, expansão da inteligência artificial, internet e outros avanços”.

Considerou que esses avanços, apesar de trazerem desenvolvimento económico e social, colocam igualmente desafios relacionados à segurança da informação, privacidade e protecção dos dados pessoais dos cidadãos.

“Na economia digital, o volume de dados resultantes das actividades governamentais, económicas e sociais crescem exponencialmente e, com isso, a necessidade da existência de um quadro legal regulatório apropriado para garantir a soberania nacional e salvaguardar o direito à privacidade, respeito à legalidade, justiça e confidencialidade, assim como o manuseio de dados de maneira responsável, ética e em conformidade com os ditames da Lei”, disse.

Neste sentido, referiu que a Agência de Protecção de Dados, no quadro das suas atribuições estatutárias, tem realizado acções de sensibilização, capacitação e formação em matérias de protecção de dados pessoais sensíveis, promovendo a literacia digital e reforçando a responsabilidade das entidades que procedem ao seu tratamento.

Ângelo João disse ser importante proteger os dados pessoais, a privacidade e garantir a privacidade digital, através da realização dessas actividades que visam sensibilizar o público, educar as pessoas e adoptar práticas seguras online.

Por sua vez, o administrador executivo da Agência de Protecção de Dados, Amaro Figueiredo, apelou às instituições públicas e privadas, que têm acesso aos dados das pessoas, a cumprir regras a serem observadas, desde os direitos dos titulares dos dados, à garantia de medidas de segurança, para a protecção dos dados dos cidadãos.

Explicou que essas medidas podem ser físicas e lógicas, daí a necessidade de as instituições disporem de medidas robustas para a protecção dos dados dos cidadãos, desde aqueles ligados à saúde, financeiros, entre outras informações sensíveis.

Referiu que o incumprimento da protecção de dados, por parte das instituições que os congregam, constitui uma transgressão passível de aplicação de multa, sendo que o valor mínimo é equivalente a 65 mil dólares, podendo chegar aos 450 mil dólares.

“Ano passado mais de quatro instituições privadas foram sancionadas por violarem os direitos dos cidadãos”, concluiu.

Já a PCA da Agência de Protecção de Dados, Maria das Dores Pinto, destacou a importância das universidades e centros de investigações na construção de bases teóricas, jurídicas, éticas e científicas para facilitar a compreensão do impacto social.

Referiu que, sem o respeito aos princípios da legalidade, transparência, segurança e responsabilidade, a tecnologia pode transformar-se num factor de vulnerabilidade para os direitos fundamentais, em especial, o direito à privacidade e à autodeterminação informativa.