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FITITEL 2026: TVCABO reforça compromisso com a formação e desenvolvimento dos jovens angolanos

A TVCABO reforçou o compromisso com a formação e capacitação de jovens angolanos ao voltar a apoiar a Feira de Inovação Tecnológica do ITEL (FITITEL 2026), iniciativa promovida pelo Instituto de Telecomunicações (ITEL).

A participação acontece no ano em que a empresa assinala 20 anos de actividade em Angola e inclui a assinatura de um Protocolo de Cooperação Institucional com o ITEL, com foco na formação, capacitação dos estudantes e melhoria das condições de acesso à conectividade.

Entre as medidas previstas no acordo está a criação de oportunidades de estágio para estudantes do ITEL, permitindo que os jovens tenham contacto com o ambiente profissional e adquiram experiência prática para complementar a formação académica.

A parceria prevê igualmente a disponibilização de serviços de Internet da TVCABO ao ITEL, incluindo acesso destinado aos estudantes no âmbito das suas actividades académicas.

A iniciativa pretende contribuir para um ambiente de aprendizagem com melhores condições de conectividade, facilitando o acesso a recursos digitais e apoiando actividades relacionadas com inovação e desenvolvimento de competências tecnológicas.

Para além da componente de formação, a TVCABO continuará a apoiar os projectos apresentados na FITITEL através da atribuição de prémios aos melhores trabalhos. Os projectos distinguidos receberão um ano de serviço de Internet TVCABO, como incentivo à continuidade e desenvolvimento das ideias apresentadas pelos estudantes.

A empresa considera que o desenvolvimento do sector das telecomunicações depende também da formação e valorização do talento nacional, procurando aproximar as tecnologias de informação e comunicação das instituições de ensino.

“Celebrar 20 anos é também reafirmar a nossa responsabilidade para com o futuro. Acreditamos que investir na formação dos jovens, apoiar a inovação e aproximar as tecnologias de informação e comunicação das instituições de ensino é uma forma concreta de contribuir para o desenvolvimento de Angola”, afirmou António Correia, Director-Geral da TVCABO.

Angola terá primeira universidade virtual em 2028

Angola deverá contar, pela primeira vez, com uma Universidade Virtual em 2028, uma iniciativa que pretende ampliar o acesso ao ensino superior através das tecnologias digitais e criar novas possibilidades de formação para estudantes que enfrentam limitações de mobilidade, distância ou disponibilidade de tempo.

A informação foi avançada pelo secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, em declarações à ANGOP. A instituição, denominada Universidade Virtual de Angola (UVA), deverá funcionar no regime de ensino semipresencial e a distância.

O projecto prevê a disponibilização de cursos de licenciatura e pós-graduação, permitindo aos estudantes acompanhar a formação através de plataformas digitais, sem a necessidade de frequentar diariamente uma instituição de ensino no modelo tradicional.

Infra-estruturas digitais em preparação

Segundo o secretário de Estado, as infra-estruturas tecnológicas e as plataformas digitais destinadas ao processo de aprendizagem encontram-se em fase de consolidação e testes.

Os estudos preliminares relacionados com o modelo de concessão da Universidade Virtual de Angola já foram concluídos e aprovados. O projecto encontra-se agora na fase de operacionalização do modelo conceptual definido para a criação da instituição.

Antes do início efectivo das actividades, ainda deverão ser cumpridas outras etapas, entre as quais a constituição da universidade e a sua aprovação em Conselho de Ministros.

Aproveitamento das infra-estruturas existentes

A Universidade Virtual de Angola poderá ser instalada numa instituição de ensino superior já existente. A ideia é aproveitar infra-estruturas, recursos tecnológicos e técnicos disponíveis no país para garantir o funcionamento da nova universidade.

Além da componente tecnológica, a instituição deverá contar com profissionais responsáveis pela organização pedagógica dos cursos e pelo acompanhamento e gestão dos estudantes.

De acordo com Eugénio da Silva, a UVA deverá ser a primeira universidade virtual do país e poderá permanecer como uma instituição única durante vários anos, tendo em conta a disponibilidade actual de recursos humanos e tecnológicos.

Tecnologia para ampliar o acesso ao ensino superior

A criação da Universidade Virtual de Angola representa uma aposta no uso das tecnologias digitais como ferramenta para ampliar o acesso à formação superior.

O modelo poderá beneficiar sobretudo estudantes que vivem fora dos grandes centros urbanos ou que precisam de conciliar os estudos com o trabalho e outras responsabilidades.

Por meio do ensino a distância, os estudantes poderão utilizar plataformas de aprendizagem e outros recursos digitais para acompanhar as actividades académicas.

Apple enfrenta processo de Kz 2,5 biliões no Reino Unido por regras de rastreamento de aplicações


A Apple enfrenta uma acção colectiva de 2 mil milhões de libras, equivalente a aproximadamente Kz 2,5 biliões, no Reino Unido, movida em nome de programadores de aplicações. A empresa é acusada de abusar da sua posição no mercado ao impor regras de rastreamento mais rigorosas a serviços de terceiros.

O processo foi apresentado nesta quinta-feira, 3 de Setembro, no Tribunal de Apelação da Concorrência de Londres (Competition Appeal Tribunal) e está relacionado com o App Tracking Transparency (ATT), sistema lançado pela Apple em 2021. (Reuters⁠)

A funcionalidade permite que os utilizadores decidam se pretendem autorizar as aplicações a acompanhar a sua actividade em aplicações e sites de outras empresas. A Apple defende que o sistema foi criado para reforçar a privacidade e dar aos utilizadores maior controlo sobre os seus dados.

No entanto, os responsáveis pela acção alegam que o ATT impôs exigências mais rígidas aos programadores de aplicações de terceiros do que aos próprios serviços da Apple. Segundo a acusação, essa diferença teria criado uma vantagem competitiva para o ecossistema de publicidade da empresa.

Ann Pope, antiga responsável da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) e líder da acção, afirmou que a política da Apple causou prejuízos significativos a empresas que dependem da plataforma para chegar aos consumidores.

O caso coloca em discussão o equilíbrio entre a protecção da privacidade dos utilizadores e a concorrência no mercado de publicidade digital.

Para os programadores e empresas que dependem do rastreamento para publicidade direccionada, as restrições podem limitar a capacidade de medir campanhas e gerar receitas.

O App Tracking Transparency já foi alvo de investigações por parte de autoridades de concorrência em vários países europeus.

Na Alemanha, a Apple concordou recentemente em alterar regras relacionadas com a utilização de dados pessoais por programadores para publicidade direccionada, depois de a autoridade alemã da concorrência ter levantado preocupações sobre possíveis práticas anticoncorrenciais. Reguladores de França, Itália e Polónia também analisaram o sistema. (Reuters⁠)

A Apple ainda não apresentou uma resposta específica sobre o novo processo no Reino Unido.

Benguela vai receber amarração de cabo submarino para reforçar conectividade do Corredor do Lobito

O Governo angolano prevê a amarração de um cabo submarino na costa da província de Benguela, no âmbito do projecto de expansão da Rede Nacional de Fibra Óptica. A infra-estrutura deverá reforçar a ligação entre as cidades costeiras e as regiões do interior, contribuindo para melhorar a conectividade ao longo do Corredor do Lobito.

A informação foi avançada na quarta-feira, 2 de Setembro, pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, à margem da inauguração do data center da ZAP Fibra, no Lobito.

Segundo o ministro, a nova ligação submarina deverá servir de suporte à rede terrestre de fibra óptica, numa estratégia que pretende tornar o Corredor do Lobito cada vez mais robusto do ponto de vista das infra-estruturas de telecomunicações.

Mário Oliveira destacou o crescimento das diferentes indústrias na região e a necessidade de garantir serviços de Internet com maior qualidade e capacidade para responder às novas exigências.

A instalação do cabo submarino deverá, neste contexto, complementar a rede terrestre existente e criar melhores condições para a expansão dos serviços digitais, tanto para empresas como para outros utilizadores.

O projecto enquadra-se ainda na ambição do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social de ampliar a cobertura de Internet por fibra óptica em todo o território nacional.

O governante adiantou que existem várias infra-estruturas em preparação para alcançar esse objectivo, destacando precisamente o trabalho em curso para a amarração de um cabo submarino na costa de Benguela.

Benguela como ponto estratégico

A nova infra-estrutura poderá reforçar a posição de Benguela como um dos pontos estratégicos das telecomunicações em Angola, sobretudo pela sua ligação ao Corredor do Lobito e às actividades económicas desenvolvidas ao longo desta rota.

A expansão da conectividade de alta capacidade é considerada essencial para suportar serviços digitais, centros de dados, empresas e novas soluções tecnológicas que dependem de ligações de Internet mais estáveis e resilientes.

A iniciativa surge numa altura em que o Corredor do Lobito ganha importância como eixo de circulação de mercadorias e de desenvolvimento económico regional, aumentando também a necessidade de infra-estruturas digitais capazes de acompanhar esse crescimento.

OpenAI diz que novo modelo de IA exigirá medidas de segurança reforçadas

A OpenAI afirmou que o seu próximo modelo de inteligência artificial (IA), denominado Astra, é suficientemente avançado para exigir novas medidas de segurança antes de ser disponibilizado ao público.

Segundo a empresa, os testes realizados durante o desenvolvimento indicaram que o sistema é significativamente mais capaz do que o GPT-5.6 Sol, actualmente apresentado como o modelo mais sofisticado da OpenAI disponível ao público.

Um dos principais motivos de preocupação está relacionado com as capacidades do Astra na área da cibersegurança. A OpenAI classificou o modelo como o primeiro a atingir o nível considerado “crítico” neste domínio, devido à sua capacidade de identificar vulnerabilidades e desenvolver formas de as explorar com um elevado grau de autonomia.

De acordo com a OpenAI, o Astra consegue identificar falhas de segurança anteriormente desconhecidas e desenvolver métodos para explorá-las sem necessitar de orientação humana em cada etapa do processo.

Nos testes realizados pela empresa, o modelo foi capaz de encontrar vulnerabilidades em sistemas considerados protegidos e combinar diferentes falhas para desenvolver possíveis formas de invasão.

A capacidade representa um avanço importante para a utilização da IA em cibersegurança, mas também aumenta os riscos associados ao uso indevido da tecnologia. Um sistema capaz de descobrir e explorar vulnerabilidades de forma autónoma poderia ser utilizado tanto para fins defensivos como para realizar ataques.

Perante essas capacidades, a OpenAI afirma que implementou controlos de segurança mais rigorosos durante o desenvolvimento do Astra.

A empresa pretende disponibilizar o modelo inicialmente a um grupo limitado de utilizadores. As funcionalidades mais avançadas relacionadas com cibersegurança deverão ter restrições adicionais e ser disponibilizadas primeiro a testadores seleccionados.

Posteriormente, essas ferramentas poderão ser direccionadas para aplicações defensivas, como a identificação de vulnerabilidades, análise de sistemas e reforço da protecção de redes e infra-estruturas digitais.

A OpenAI afirma que pretende disponibilizar o Astra em breve, mas a implementação gradual permitirá avaliar melhor os riscos e ajustar os mecanismos de segurança antes de uma expansão do acesso.

O caso mostra também uma mudança na forma como os modelos de IA cada vez mais avançados estão a ser desenvolvidos: quanto maior for a capacidade de executar tarefas complexas de forma autónoma, maior será a necessidade de controlar aquilo que o sistema pode fazer e quem pode ter acesso às suas funcionalidades mais poderosas.

iPhone 18 Pro pode chegar com três novas cores; veja quais são

A Apple deverá apresentar oficialmente a nova geração do iPhone nas próximas semanas, mas os rumores sobre o iPhone 18 Pro já começaram a revelar possíveis novidades, incluindo as cores que estarão disponíveis no aparelho.

Segundo informações divulgadas pelo perfil Fixed Focus Digital, na rede social Weibo, o iPhone 18 Pro poderá chegar ao mercado nas cores Dark Cherry (cereja escuro), Sky Blue (azul celeste) e Black (preto).

Caso a informação seja confirmada, a Apple deverá abandonar algumas das opções utilizadas no iPhone 17 Pro. Na geração anterior, a empresa apostou nas cores prata, laranja-cósmico e azul-intenso.

A tradicional versão prata é apontada como uma das possíveis ausências da nova geração. De acordo com o mesmo informante, não foram encontradas evidências da cor na cadeia de fornecimento chinesa.

Apesar disso, os rumores ainda não são consensuais. O jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, descreveu a principal nova tonalidade como “deep red”, enquanto o Macworld refere-se à mesma cor como Dark Cherry e aponta também para opções em azul claro, cinza escuro e prata.

Outro informante, conhecido como Instant Digital, afirma que a Apple poderá optar por não lançar a versão preta. Modelos de demonstração que circularam na internet, entretanto, mostraram aparelhos em tons de cereja, azul claro, preto e prata.

Por enquanto, a tonalidade avermelhada parece ser a principal candidata a substituir o laranja-cósmico do iPhone 17 Pro. No entanto, a composição final da paleta só deverá ser confirmada pela Apple durante o lançamento oficial.

Além das cores, o evento deverá revelar outros detalhes sobre a nova geração de iPhones e poderá esclarecer também os rumores sobre o primeiro iPhone dobrável da empresa.

Crianças levam a exploração espacial para a Feira de Inovação em Luanda

A exploração espacial foi uma das áreas em destaque na Feira de Inovação Criança na Computação (FICC), realizada no dia 26 de Agosto, na Mediateca de Luanda, onde 292 crianças apresentaram projectos desenvolvidos durante o processo de formação e experimentação tecnológica.

Promovida pela Tecno Excelência, através do Projecto Criança na Computação (PCC), a iniciativa reuniu trabalhos nas áreas de programação, electrónica, robótica e exploração espacial, proporcionando aos participantes um espaço para transformar conhecimentos em soluções práticas.

Entre os projectos apresentados estiveram os CANSATs, pequenos dispositivos concebidos para simular algumas funções de um satélite. A utilização destes equipamentos permitiu às crianças ter um primeiro contacto com conceitos relacionados com a tecnologia espacial e compreender algumas das aplicações da ciência e engenharia no sector.

A presença da exploração espacial na feira também contribuiu para despertar o interesse dos mais jovens por áreas ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática, consideradas importantes para o desenvolvimento de novas competências.

Mais do que apresentar trabalhos, a FICC mostrou crianças a assumirem o papel de criadoras e experimentadoras de tecnologia, desenvolvendo projectos a partir dos conhecimentos adquiridos durante a sua formação.

O evento contou com a presença de Florindo Gonçalves, Director de Recursos Humanos do MINTTICS, em representação do Secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, e de Vangiliya Pereira, Directora-Geral Adjunta para a Área Técnica e Científica do GGPEN, em representação do Director-Geral, Zolana João.

A iniciativa reforça a importância de criar, desde cedo, oportunidades para que crianças e jovens tenham contacto com áreas tecnológicas e possam desenvolver competências capazes de contribuir para o futuro da inovação em Angola.

Harvard oferece bolsa de 80 mil dólares por ano para investigadores em Ciências Sociais

Investigadores de diferentes países, incluindo Angola e outros países africanos, já podem candidatar-se ao Academy Scholars Program, programa de pós-doutoramento da Harvard Academy for International and Area Studies, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A oportunidade é destinada a investigadores que tenham concluído recentemente o doutoramento ou que estejam em fase avançada de conclusão do PhD nas áreas das Ciências Sociais. Os seleccionados terão a oportunidade de desenvolver os seus projectos de investigação durante dois anos, em regime presencial, em Cambridge, Massachusetts.

Para a edição com início previsto para 1 de Agosto de 2027, podem candidatar-se investigadores que tenham concluído o doutoramento ou grau equivalente a partir de 1 de Agosto de 2025, assim como candidatos que estejam próximos de concluir a formação. O programa aceita candidaturas de todas as nacionalidades.

Os investigadores seleccionados receberão um auxílio anual de 80 mil dólares, acrescido de 6 mil dólares por ano para apoio à investigação.

A cada edição, são seleccionados cerca de cinco a seis Academy Scholars, que passam a integrar a comunidade académica da Harvard Academy e têm acesso a actividades académicas, apoio à investigação e acompanhamento de investigadores seniores.

Entre as áreas elegíveis estão Antropologia, Economia, Geografia, História, Relações Internacionais, Direito, Ciência Política, Políticas Públicas, Sociologia, Psicologia e Estudos Sociais, entre outras.

Também são aceites projectos relacionados com estudos regionais, incluindo Estudos Africanos, desde que estejam enquadrados numa das áreas das Ciências Sociais consideradas elegíveis.

Os interessados devem submeter as candidaturas até às 23h59 de 18 de Setembro de 2026, no horário de verão do Leste dos Estados Unidos (EDT). As cartas de recomendação poderão ser enviadas até 28 de Setembro.

O processo inclui currículo vitae, proposta de investigação com até 2.000 palavras, um trabalho académico em inglês com no máximo 50 páginas, histórico académico do doutoramento e três cartas de recomendação.

Todos os documentos devem ser submetidos online, em formato PDF.

Os candidatos que chegarem à fase final deverão estar disponíveis para uma entrevista presencial, prevista para 4 de Dezembro de 2026. Os resultados deverão ser anunciados ainda em Dezembro.

A iniciativa representa uma oportunidade para investigadores africanos desenvolverem projectos de investigação em áreas ligadas às questões sociais, económicas, políticas e históricas, integrando uma comunidade académica internacional de referência.

Mais informações e inscrições aqui: https://academy.wcfia.harvard.edu/programs/academy_scholar

 

BayQi transforma smartphones em TPAs e facilita pagamentos digitais

Para muitos pequenos comerciantes angolanos, aceitar pagamentos digitais começa por um obstáculo simples: conseguir acesso a um TPA. Entre equipamento, processos de adesão e limitações de mobilidade, a aceitação de pagamentos electrónicos continua pouco acessível para negócios que trabalham no dia-a-dia com margens reduzidas.

É a este problema que a BayQi responde com o lançamento do TPA Digital, uma solução que dispensa o terminal físico tradicional e transforma qualquer smartphone ou tablet num ponto de aceitação de pagamentos.

A aplicação já está disponível para download na Google Play e na Apple Store.

Como funciona?

O funcionamento segue uma lógica simples: o comerciante introduz o valor da venda na aplicação, que gera automaticamente um QR Code associado à transacção. O cliente lê o código através do Multicaixa Express, no mesmo formato utilizado pelos TPAs tradicionais, confirma o pagamento e o comerciante recebe de imediato a confirmação da operação.

Numa fase seguinte, a BayQi prevê incorporar também o QR Code KWiK, alargando a aceitação de pagamentos à rede KWiK, de acordo com as integrações que forem sendo disponibilizadas.

Mobilidade em vez de equipamento fixo

A principal mudança introduzida pelo TPA Digital está na mobilidade. Em vez de depender de um equipamento instalado num balcão, o comerciante passa a utilizar o dispositivo que já tem consigo para receber pagamentos — seja numa loja, num restaurante à mesa, numa banca de mercado ou num serviço prestado directamente no local.

Para negócios sem um ponto fixo de venda, a diferença pode ser ainda mais visível. Um motoqueiro, por exemplo, pode apresentar o QR Code no smartphone assim que chega ao destino de uma entrega, permitindo que o cliente pague directamente a partir do seu telemóvel, sem necessidade de dinheiro físico ou de um terminal adicional.

Um registo de vendas, não só um meio de cobrança

A proposta da BayQi vai além de facilitar a aceitação do pagamento. Ao digitalizar os recebimentos, o comerciante passa também a dispor de um registo automático das transacções realizadas através da plataforma, o que pode ajudar a acompanhar entradas, organizar recebimentos e perceber melhor o fluxo de caixa do negócio — informação que, em muitos pequenos negócios, normalmente não é registada de forma organizada.

Ao permitir visualizar quanto foi recebido, em que períodos ocorreram mais vendas e como os pagamentos evoluem ao longo do tempo, o TPA deixa de ser apenas uma ferramenta de cobrança e passa a funcionar também como apoio à gestão do negócio.

O contexto angolano da digitalização dos pagamentos

Para a BayQi, esta questão é particularmente relevante no contexto dos pequenos negócios em Angola. A digitalização dos pagamentos não depende apenas da vontade dos consumidores em pagar digitalmente — depende também da capacidade dos comerciantes em receber esses pagamentos de forma simples e acessível. Ao colocar o terminal no smartphone, a empresa procura reduzir uma das barreiras de entrada e permitir que o ponto de pagamento acompanhe o próprio comerciante, e não o contrário.

Com o TPA Digital, a BayQi resume a proposta numa ideia simples: o TPA já não precisa de estar fixo num balcão — pode estar no bolso de quem vende.

CiberSegurança: África foi a região mais atacada do mundo em 2025

O novo relatório “Cyber Security Report 2026”, da Check Point Research, coloca África no topo do ranking mundial de ciberataques: em 2025, as organizações africanas sofreram, em média, mais de 3.000 ataques por semana, o valor mais alto de todas as regiões do planeta, acima da Ásia-Pacífico, da América Latina, da Europa e da América do Norte.

Os números?

Globalmente, cada organização enfrentou, em média, 1.968 ciberataques por semana em 2025, um aumento de 18% face a 2024 e de quase 70% desde 2023, segundo a telemetria da Check Point. Mas essa média esconde disparidades regionais acentuadas.

Média semanal de ciberataques por organização, por região, em 2025 (variação face a 2024). Fonte: Check Point Research.

Com 3.092 ataques semanais por organização (+5% face a 2024), África lidera destacada, à frente da Ásia-Pacífico (2.909, +10%), da América Latina (2.795, +13%), da Europa (1.642, +20%) e da América do Norte (1.422, +23%). É um dado que pode parecer contraditório à primeira vista: África tem o volume mais alto, mas o crescimento anual mais baixo. A explicação mais plausível, segundo o padrão que a própria Check Point descreve noutras partes do relatório, é que o continente já operava, há vários anos, num patamar de exposição extremamente elevado, pelo que o crescimento marginal em 2025 reflecte um nível que já estava historicamente perto do máximo, e não uma redução do risco.

Um continente visível, mas pouco detalhado…

Vale notar uma mudança na própria metodologia do relatório: em edições anteriores, África surgia diluída dentro da categoria alargada “EMEA” (Europa, Médio Oriente e África). Este ano, a Check Point separou África como região autónoma na análise global, um sinal de que o continente ganhou peso suficiente nos dados de ameaças para justificar visibilidade própria.

Ainda assim, ao contrário da América do Norte, da Europa, da América Latina e da Ásia-Pacífico que receberam, cada uma, um gráfico detalhado de ataques por sector de actividade, África não tem, nesta edição, uma repartição sectorial própria. Ou seja: sabe-se que o continente é o mais atacado do mundo em volume, mas ainda não há dados públicos que digam, por exemplo, se é a banca, a energia ou a administração pública que mais sofre em Angola ou nos países vizinhos. Isso resume bem o desafio: a região mais visada continua a ser uma das menos estudadas em detalhe granular.

O que o Índice Global de Ameaças mostra sobre o continente?

Mapa Global de Índice de Ameaças 2025 — quanto mais escura a tonalidade, maior o risco. Fonte: Check Point Research

O “Global Threat Index Map” do relatório, que classifica países por nível de risco, mostra várias nações da África Central, Ocidental e Austral em tonalidades de risco elevado a muito elevado, nalguns casos, entre as mais escuras do mapa mundial, ao lado de países como o Brasil, o México e a Indonésia. O relatório não isola dados por país dentro de África nesta edição, mas o padrão visual reforça a mensagem central: o continente enfrenta uma pressão de ameaças desproporcional ao investimento em defesa que, em média, consegue mobilizar.

O que isso significa para as organizações angolanas?

Para as empresas e instituições em Angola, este dado deve funcionar como um alerta directo: pertencer à região mais atacada do mundo não é uma estatística abstracta, é um contexto operacional. A Check Point recomenda, para 2026, que as organizações africanas, como as de qualquer outra região sob pressão semelhante, adoptem programas de segurança em camadas, priorizem a protecção de dados (e não apenas a disponibilidade dos sistemas) como objectivo central, tratem o risco de terceiros e fornecedores como exposição estrutural, e passem a medir a resiliência de forma contínua, em vez de a validar apenas em auditorias anuais.

Com África a liderar o ranking mundial de ataques por organização, a ausência de dados específicos sobre Angola deixa de ser um pormenor estatístico: é, em si, um risco. Sem visibilidade sobre onde e como o país está a ser atacado, é mais difícil priorizar a defesa.