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Liderança e talento humano serão a chave para o sucesso da Inteligência Artificial, afirma a EY


A Inteligência Artificial (IA) representa uma das maiores transformações tecnológicas da actualidade, mas o seu sucesso dependerá sobretudo das pessoas. Esta foi a principal mensagem transmitida por Marta Santos, Partner de People Consulting da EY, durante a sua intervenção no Carreira International Summit 2026, realizado em Luanda.

Na ocasião, a responsável defendeu que as organizações que conseguirão retirar maior valor da Inteligência Artificial serão aquelas capazes de combinar tecnologia, liderança, desenvolvimento de competências e capacidade de adaptação às constantes mudanças do mercado.

Segundo Marta Santos, a adopção da IA deve estar alinhada com objectivos concretos de negócio e ser acompanhada por investimentos consistentes na qualificação dos colaboradores, na qualidade dos dados e na modernização dos processos organizacionais.

Com base na experiência da EY em programas de transformação organizacional, liderança e capacitação digital, a especialista destacou a importância de preparar os gestores para liderarem equipas num contexto de rápida evolução tecnológica, promovendo uma cultura de aprendizagem contínua, inovação e confiança na utilização das novas ferramentas digitais.

Durante a apresentação, Marta Santos deu ainda a conhecer a abordagem da EY para a gestão da mudança, que acompanha as organizações desde a definição da estratégia de transformação até ao desenvolvimento de competências, preparação das equipas e consolidação de novos modelos de trabalho.

Ao abordar os desafios e oportunidades para Angola, defendeu que a prioridade das organizações deve passar pelo desenvolvimento de competências essenciais para o futuro, como pensamento crítico, adaptabilidade, resolução de problemas, colaboração, comunicação e liderança.

Na sua perspectiva, estas competências deixaram de ser consideradas apenas competências comportamentais e assumem hoje um papel estratégico para a competitividade, a inovação e o crescimento sustentável das empresas.

“A Inteligência Artificial pode acelerar processos e aumentar a produtividade, mas são sempre as pessoas que dão direcção, propósito e significado à transformação”, afirmou Marta Santos.

A responsável reforçou ainda a importância de uma utilização responsável da Inteligência Artificial, citando uma recente declaração do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres: “Temos de garantir que a Inteligência Artificial está ao serviço da humanidade, e não o contrário.”

Nigéria abre investigação a Meta, Google e X por exploração de conteúdos jornalísticos

 

 

A investigação partiu de uma directiva do Presidente Bola Tinubu, em resposta a uma petição da Organização de Imprensa Nigeriana (NPO). É a segunda acção contra a Meta, que em 2025 foi multada em 220 milhões USD por violação de dados no país.

A investigação vai avaliar alegações de domínio de mercado, violações da Lei Federal da Concorrência de 2018, “extração” e uso comercial não autorizado de artigos noticiosos para treino de modelos de IA generativa, além da falta de negociação de compensação justa com os órgãos de comunicação. Tunji Bello, vice-presidente da FCCPC, prometeu uma investigação independente e baseada em evidências.

Além da Meta, a dona do Facebook e do WhatsApp, a investigação abrange a Alphabet, empresa-mãe do Google, a rede social X, de Elon Musk, e a plataforma de IA generativa.

O artigo nota ainda que, na sequência de um caso semelhante na África do Sul, a Google concordou em compensar os media sul-africanos em 688 milhões de rands (40 milhões USD) anuais, durante três a cinco anos.

A investigação foi desencadeada por uma directiva do Presidente nigeriano, Bola Tinubu, em resposta a uma petição da Organização de Imprensa Nigeriana (NPO), entidade que congrega a Associação de Proprietários de Jornais da Nigéria, a União Nacional de Jornalistas da Nigéria, as Organizações de Radiodifusão da Nigéria e a Corporação de Editores Corporativos Online.

“A investigação promete abrir uma nova perspectiva na história dos media nigerianos”, refere um comunicado assinado por Ondaje Ijagwu, director de Assuntos Corporativos da FCCPC, lembrando que, nos últimos anos, a indústria mediática “tem manifestado preocupação com o crescente impacto de determinadas plataformas digitais na sustentabilidade do ecossistema noticioso do país”.

Ijagwu enumera práticas das grandes empresas tecnológicas “capazes de prejudicar a concorrência leal e a viabilidade comercial das organizações de media nigerianas”, além de porem em causa os direitos “legítimos” dos criadores e editores de conteúdos.

“Reconhecemos a importância estratégica dos meios de comunicação social para a democracia da Nigéria e o papel igualmente significativo da tecnologia para impulsionar a inovação e o crescimento económico. A nossa responsabilidade é determinar objectivamente os factos e garantir que a concorrência dentro do ecossistema digital permanece justa, transparente e consistente com a lei nigeriana”, afirmou Tunji Bello, vice-presidente da FCCPC, que promete uma investigação “independente” e “baseada em evidências”.

WhatsApp: aprenda a criar o seu nome de utilizador

O WhatsApp anunciou recentemente que pretende, de facto, permitir que os utilizadores da app de mensagens se adicionem entre si recorrendo a nomes de utilizador em vez dos números de telemóvel.

O intuito passa precisamente por proteger a informação do número de telemóvel, permitindo que os utilizadores do WhatsApp desfrutem de uma camada acrescida de privacidade.

Ainda que os nomes de utilizador só comecem a ser usados mais perto do final do ano, o WhatsApp já permite que quem usa a app de mensagens reserve o nome de utilizador de modo a garantir que aquele que pretendem e não aquela que seria uma segunda ou terceira escolha.

Para o ajudar, decidimos ensinar-lhe – passo a passo – como pode reservar o seu nome de utilizador no WhatsApp. Pode encontrar as instruções mais abaixo:

  • Abra a aplicação do WhatsApp;
  • Clique no ícone dos três pontos no canto superior direito do ecrã inicial;
  • Entre em Definições;
  • No ecrã de definições entre em Conta;
  • Na área A sua conta, entre em Nome de utilizador;
  • Selecione a opção Criar nome de utilizador e crie um nome que tenha entre 3 e 40 caracteres;
  • Caso o nome de utilizador que escolheu não esteja disponível, o WhatsApp apresentará algumas opções alternativas que serão variações do que escreveu anteriormente;

Uma vez criado o nome de utilizador, poderá escolher quem tem a opção de o contator pelo nome de utilizador, sendo que se não quiser dar essa oportunidade a todos os contatos, poderá indicar que apenas os que tenham acesso à sua chave têm essa possibilidade.

  • Na área do Nome de utilizador, entre em Contactar-me pelo nome de utilizador;
  • Encontrará então duas opções: Todos ou Pessoas que sabem a minha chave;
  • Se quiser ter uma conta mais privada e não permitir que todos o possam adicionar através do nome de utilizador, seleciona a opção Pessoas que sabem a minha chave, obrigando as pessoas que o querem adicionar a terem a sua chave;

Desde a apresentação dos nomes de utilizador que o WhatsApp tem procurado garantir que a nova funcionalidade é segura e que oferece mais privacidade do propostas semelhantes – como é o caso do Telegram.

Apesar disso, e de acordo com o site TechCrunch, parece que os eguladores e especialistas em cibersegurança da Índia acreditam que a introdução dos nomes de utilizador no WhatsApp contribuirá para o aumento de burlas e fraudes na plataforma digital, o que levou o governo indiano a apelar ao WhatsApp que suspenda o lançamento desta funcionalidade.

Meta investe mais de 13 mil milhões de dólares em novo centro de dados para Inteligência Artificial no Canadá

A Meta Platforms anunciou o início da construção do seu primeiro centro de dados (data center) no Canadá, uma infraestrutura dedicada ao desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial (IA). O projecto será instalado em Sturgeon County, na província de Alberta, e representa um investimento superior a 13 mil milhões de dólares canadianos.

Com uma capacidade energética de 1 gigawatt (GW), o novo centro de dados foi concebido para responder às crescentes necessidades de processamento dos modelos de Inteligência Artificial utilizados pela empresa nos seus serviços e plataformas digitais.

Segundo a Meta, a infraestrutura consumirá uma quantidade de energia equivalente à utilizada por cerca de 800 mil habitações, tornando-se um dos maiores centros de dados dedicados à IA já construídos pela empresa.

Durante a fase de construção, o projecto deverá criar mais de três mil postos de trabalho. Após a entrada em funcionamento, serão gerados mais de 300 empregos permanentes para apoiar as operações da instalação.

Este será o 33.º centro de dados da Meta em todo o mundo e terá um papel estratégico no desenvolvimento das tecnologias que suportam plataformas utilizadas diariamente por milhares de milhões de pessoas, incluindo o Facebook, Instagram, WhatsApp e outros serviços baseados em Inteligência Artificial.

Além da infraestrutura tecnológica, a empresa anunciou um investimento adicional de cerca de 60 milhões de dólares canadianos para melhorar infraestruturas locais, incluindo estradas, sistemas de abastecimento de água e outros serviços essenciais para a comunidade.

A Meta pretende igualmente apoiar organizações sem fins lucrativos da região através de programas de financiamento comunitário.

No domínio da sustentabilidade, a empresa garantiu que assumirá integralmente os custos do consumo energético do novo centro de dados, evitando impactos na factura dos consumidores locais. A Meta afirmou ainda que toda a energia utilizada será compensada com recurso a fontes 100% limpas e renováveis, reforçando o compromisso com uma operação mais sustentável.

Com este investimento, a Meta reforça a sua estratégia de expansão da infraestrutura global de Inteligência Artificial, numa altura em que a corrida pelo desenvolvimento de modelos de IA cada vez mais avançados continua a acelerar entre as principais empresas tecnológicas do mundo.

Fonte: G1

Novos especialistas levam Internet via ANGOSAT-2 ao Bié

Os primeiros especialistas certificados pelo Programa Nacional de Capacitação e Certificação de Gestores de Tecnologia Espacial iniciaram, na província do Bié, a instalação de uma antena de conectividade via satélite ANGOSAT-2, colocando em prática os conhecimentos adquiridos durante a formação.

A intervenção permitirá reforçar o acesso à Internet durante a realização do FEST Bié. Concluído o evento, a antena será transferida para o município de Belo Horizonte, onde ficará instalada de forma permanente, assegurando conectividade a uma comunidade com cobertura limitada das redes convencionais de telecomunicações.

A iniciativa representa um marco na estratégia nacional de desenvolvimento de competências na área espacial, demonstrando a aplicação prática da formação ministrada no âmbito do Programa Nacional de Capacitação e Certificação de Gestores de Tecnologia Espacial.

Realizado entre 18 de Maio e 10 de Junho de 2026, o programa formou mais de 60 estudantes, capacitando-os para a instalação, operação e gestão de soluções de conectividade via satélite suportadas pelo ANGOSAT-2.

A acção integra igualmente o processo de distribuição de kits de conectividade por satélite às delegações provinciais e startups, iniciado em Junho, com o objectivo de acelerar o acesso à Internet, promover a inclusão digital e estimular o empreendedorismo tecnológico em diferentes regiões do país.

O projecto insere-se no Conecta Angola Comercial, uma iniciativa do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), implementada pelo Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), em parceria com operadores e empresas do sector.

Através das capacidades do satélite ANGOSAT-2, o programa procura expandir o acesso à Internet em zonas com cobertura reduzida, impulsionar a transformação digital e criar novas oportunidades de desenvolvimento económico e tecnológico em Angola.

União Europeia exige que Meta altere funcionalidades do Facebook e Instagram para reduzir uso excessivo

A Comissão Europeia exigiu que a Meta introduza alterações no Facebook e no Instagram para reduzir aquilo que considera serem mecanismos que incentivam o uso excessivo das plataformas. Caso as mudanças não sejam implementadas, a empresa poderá enfrentar multas de até 6% da sua faturação anual global.

Segundo as conclusões preliminares da investigação, a Meta não adoptou medidas suficientes para minimizar os riscos que as duas redes sociais representam para os utilizadores, em especial crianças, adolescentes e pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Na avaliação da Comissão Europeia, o Facebook e o Instagram recorrem a funcionalidades que incentivam a permanência prolongada dos utilizadores nas plataformas, aumentando o tempo de utilização e a exposição contínua aos conteúdos.

Entre os recursos apontados estão a reprodução automática de vídeos, a rolagem infinita de conteúdos e os sistemas de recomendação, que, segundo o regulador europeu, podem contribuir para padrões de utilização considerados prejudiciais.

A vice-presidente da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen, defendeu que a proteção da saúde física e mental dos cidadãos deve ser uma prioridade para as plataformas digitais.

Nos últimos meses, a União Europeia tem reforçado a fiscalização sobre as grandes empresas tecnológicas, exigindo medidas mais eficazes para proteger os utilizadores, sobretudo os menores de idade.

Em resposta, a Meta afirmou discordar das conclusões preliminares da Comissão Europeia, mas garantiu que continuará a colaborar com as autoridades europeias durante o processo.

Segundo responsáveis da União Europeia, o principal objectivo não é aplicar sanções financeiras, mas incentivar a empresa a implementar mudanças que tornem o Facebook e o Instagram plataformas mais seguras e menos dependentes de mecanismos que estimulem o uso contínuo.

Fonte: G1

Conheça o TRUKINGS, a plataforma que avalia empresas e serviços em Angola

O TRUKINGS é uma plataforma digital angolana criada para ajudar os consumidores a avaliar empresas, marcas e serviços com base nas suas experiências reais, promovendo maior transparência e confiança na escolha de prestadores de serviços.

Através da plataforma, os utilizadores podem atribuir classificações e avaliações a empresas de diferentes sectores de actividade, contribuindo para a criação de rankings públicos que reflectem a opinião dos consumidores angolanos.

Ao contrário de sistemas de avaliação tradicionais, o TRUKINGS utiliza critérios específicos para cada sector, permitindo uma análise mais justa e adequada à realidade de cada tipo de serviço.

Além de dar voz aos consumidores, a plataforma funciona como um guia de qualidade para quem procura contratar um serviço ou adquirir um produto com maior segurança. Os rankings são construídos exclusivamente com base nas avaliações dos utilizadores, tornando o processo transparente e acessível.

A iniciativa pretende ainda incentivar as empresas a melhorarem continuamente a qualidade dos seus serviços, valorizando aquelas que oferecem uma melhor experiência aos clientes.

Com esta solução, o TRUKINGS procura fortalecer a cultura de avaliação, responsabilidade e excelência no mercado angolano, contribuindo para um ambiente de negócios mais competitivo e orientado para a satisfação do consumidor.

A plataforma já está disponível online através do endereço Trukings.net, onde os utilizadores podem consultar os rankings, avaliar empresas e partilhar as suas experiências.

Multicaixas em Angola: 90% das operações já ocorrem por canais digitais

A EMIS considera digitais as compras, transferências e pagamentos de serviços realizados através da sua infra-estrutura, seja por TPA, QR Code ou Caixas Automáticos, com ou sem cartão físico. Os levantamentos ficam de fora da contagem, mesmo quando iniciados por meios digitais, porque terminam sempre em notas.

E os levantamentos continuam a crescer em valor absoluto: 2,8 biliões Kz no primeiro semestre, mais 11% (320 mil milhões Kz) do que no período homólogo. O que muda é o peso relativo. Como o volume total da rede cresce mais depressa, a fatia do dinheiro físico encolhe ano após ano.

A pandemia como ponto de viragem

A trajectória é clara. Em 2019, antes da Covid-19, o dinheiro físico representava mais de 26% do volume transaccionado na rede, com mais de 2,3 biliões Kz movimentados em notas. Em 2020, o peso caiu para 17%. Em 2021, com o regresso à normalidade, desceu para 14%. Hoje está nos 10%.

O confinamento acelerou a digitalização dos pagamentos em todo o mundo e Angola não foi excepção. Muitos serviços passaram a ser vendidos em canais digitais e os consumidores adoptaram novos hábitos que se mantiveram depois da pandemia.

O desafio da informalidade

Há, porém, uma limitação importante nestes números: a rede Multicaixa reflecte apenas a actividade dos clientes bancarizados. Numa economia com elevada informalidade como a angolana, a verdadeira expansão dos pagamentos digitais depende de um instrumento capaz de chegar a quem está fora do sistema bancário: as carteiras digitais.

Ainda assim, o progresso agregado é visível. As transacções digitais valiam 19% do PIB angolano em 2019. Em 2025, já representavam 32%.

O caminho para uma economia menos dependente do papel-moeda está traçado. Falta agora que a infra-estrutura digital, da conectividade às carteiras móveis, acompanhe o ritmo e traga para dentro do sistema os milhões de angolanos que continuam a viver na economia informal.

Streaming em África: a nova aposta das operadoras de telecomunicações

Em África, as operadoras de telecomunicações estão a redefinir o mercado do streaming no continente, e a MTN é o exemplo mais claro desta viragem. Ralph Mupita, presidente e CEO do grupo, reconheceu que, apesar dos mais de 300 milhões de subscritores, cerca de 45% dos clientes da MTN nunca acederam à internet e permanecem na era da voz.

Na sua perspetiva, a cobertura de rede é um problema praticamente resolvido após duas décadas de investimento. O verdadeiro desafio agora é a utilização: o consumo médio de dados, atualmente de 14 gigabytes mensais por cliente, deverá mais do que duplicar nos próximos anos, num percurso semelhante ao da Índia. O problema é que o valor gerado por esse tráfego é capturado pelos fornecedores OTT, e a MTN recusa-se a ser apenas um “dumb pipe”.

A resposta mais recente é a MTN One TV, que combina televisão em direto, produções locais e programação internacional, sob um modelo flexível que inclui conteúdos gratuitos, publicidade, pay-per-view e subscrições. A verdadeira inovação, porém, está no pagamento: a plataforma aceita deduções de saldo, carteiras de Mobile Money e outros métodos locais, o que contorna barreiras como o acesso limitado a cartões bancários.

É uma mudança de abordagem face a tentativas anteriores, como o MusicTime em 2021 ou as parcerias com a Disney+ e a Viu. A One TV representa integração vertical: a MTN passa a deter a plataforma, os canais de pagamento e a relação com o cliente.

Onde estão realmente armazenados os dados de África?

Nos mercados africanos, a distribuição parece ser um ativo mais defensável do que a propriedade de conteúdos. Um inquérito da Broadcast Media Africa revelou que 35% dos operadores não conseguem garantir uma transmissão fiável devido a problemas de conectividade, uma fragilidade que penaliza qualquer serviço de streaming, mas que as operadoras, donas das próprias redes, conseguem mitigar.

O conteúdo continua a pesar na diferenciação, e as plataformas globais sabem-no: a Netflix lançou o programa ScreenCraft Pathways na África do Sul e a Amazon expandiu o Prime Video no país. Ainda assim, o conteúdo diferencia, mas a distribuição gera escala e receitas sustentáveis.

A MTN não está sozinha neste movimento. A Airtel Africa oferece o Airtel TV desde 2020, a Vodacom lançou a Value News Network em dezembro de 2025 e a Canal+ tornou-se o primeiro operador a distribuir a Netflix em 24 países africanos francófonos. O padrão é consistente: as operadoras transformam-se de fornecedoras de infraestrutura em guardiãs do acesso ao conteúdo.

Esta viragem já atraiu a atenção dos reguladores, com novas regras da COMESA (Mercado Comum da África Oriental e Austral), a visar grandes plataformas digitais que funcionam como portas de entrada críticas. Há também uma tensão estrutural de fundo: as operadoras deverão investir mais de 76 mil milhões de dólares em redes até 2030, enquanto os fornecedores OTT capturam a maior parte do valor sem pagar pelas infraestruturas de que dependem.

Em África, onde o dinheiro móvel e o saldo de chamadas dominam os pagamentos, quem detém a relação de faturação tem uma vantagem estrutural. A verdadeira batalha das plataformas não se trava em torno de quem produz os melhores conteúdos, mas de quem é dono da infraestrutura de distribuição e pagamento.

OpenAI lança GPT-5.6, nova geração da inteligência artificial que dá vida ao ChatGPT


A OpenAI lançou oficialmente o GPT-5.6, o seu modelo de inteligência artificial mais avançado até ao momento. A nova geração da tecnologia chega ao mercado após um adiamento motivado por preocupações relacionadas com a segurança nacional dos Estados Unidos e com o potencial uso da IA por actores estrangeiros.

Até agora, o GPT-5.6 estava disponível apenas para um grupo restrito de parceiros seleccionados pela OpenAI, no âmbito de um programa de acesso antecipado.

Além do GPT-5.6 Sol, considerado o modelo principal da nova família, a empresa anunciou também os modelos Terra e Luna, versões desenvolvidas para oferecer custos mais reduzidos e maior flexibilidade na implementação de soluções de inteligência artificial.

Segundo a OpenAI, os novos modelos apresentam avanços significativos na execução autónoma de tarefas complexas, incluindo programação, automação de processos e cibersegurança, permitindo aos sistemas realizar actividades com menor intervenção humana.

Durante a apresentação da nova geração de modelos, realizada no final de Junho, a empresa destacou melhorias no desempenho, na capacidade de raciocínio e na execução de tarefas especializadas.

A OpenAI revelou ainda que o GPT-5.6 Sol alcançou resultados comparáveis aos do Mythos Preview, da Anthropic, num teste utilizado para avaliar a capacidade dos modelos de inteligência artificial em cenários relacionados com a segurança cibernética.

O lançamento reforça a estratégia da OpenAI de acelerar o desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais potentes e eficientes, numa altura em que a concorrência entre as principais empresas do sector continua a intensificar-se.

Com a chegada do GPT-5.6, a empresa pretende ampliar as capacidades do ChatGPT e de outras soluções baseadas em inteligência artificial, oferecendo ferramentas mais avançadas para utilizadores, empresas e programadores em todo o mundo.

Fonte: G1