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Yahoo protagoniza o maior ciberataque registado na história digital

Apesar da evolução das medidas de protecção digital, a violação de dados do Yahoo continua a ser considerada o maior incidente de cibersegurança de sempre em termos de volume de informação exposta. Segundo uma classificação divulgada pelo portal norte-americano List25, este ataque lidera uma lista dos cinco ciberataques mais impactantes da história recente.

A transformação digital trouxe ganhos significativos de produtividade e eficiência, mas também aumentou a dependência de sistemas informáticos e a exposição a ameaças cada vez mais sofisticadas. Os cibercriminosos passaram de ataques pontuais para operações altamente organizadas, capazes de afectar economias, interromper serviços essenciais e influenciar disputas entre Estados.

Para avaliar a dimensão de um ciberataque, os especialistas não consideram apenas o número de vítimas. O impacto financeiro, o volume de dados comprometidos, os danos provocados em infraestruturas críticas, as implicações para a segurança nacional e o nível de sofisticação técnica são igualmente factores determinantes.

No topo da lista surge o caso do Yahoo. Entre 2013 e 2014, atacantes conseguiram aceder a cerca de três mil milhões de contas, obtendo informações como nomes, endereços de correio electrónico, números de telefone, datas de nascimento e respostas de segurança. A empresa apenas revelou a verdadeira dimensão do incidente vários anos depois, facto que afectou a sua venda à Verizon e resultou numa multa aplicada pelos reguladores norte-americanos.

Em segundo lugar encontra-se o Stuxnet, descoberto em 2010. Considerado por muitos especialistas como a primeira arma cibernética com capacidade para provocar danos físicos, este malware teve como alvo instalações nucleares iranianas e foi apontado como resultado de uma operação conduzida pelos Estados Unidos e Israel. O programa alterava o funcionamento das centrifugadoras de enriquecimento de urânio e provocou a sua degradação sem alertar os operadores.

O terceiro posto pertence ao WannaCry, um ataque de ransomware que, em 2017, se espalhou rapidamente por mais de 150 países. O malware bloqueava o acesso aos sistemas infectados e exigia pagamentos em criptomoedas para devolver os dados. Entre as organizações mais afectadas esteve o Serviço Nacional de Saúde britânico, que viu milhares de consultas e procedimentos médicos cancelados. As perdas económicas globais ascenderam a vários milhares de milhões de dólares.

Na quarta posição surge o NotPetya, frequentemente apontado como um dos ataques informáticos mais destrutivos em termos financeiros. Embora inicialmente aparentasse ser um ransomware, o seu verdadeiro objectivo era eliminar dados de forma irreversível. Através de uma actualização comprometida de um software utilizado na Ucrânia, o malware propagou-se por empresas de todo o mundo, causando prejuízos estimados em mais de 10 mil milhões de dólares.

A lista fica completa com o ataque à cadeia de fornecimento da SolarWinds, detectado em 2020. Os atacantes conseguiram inserir código malicioso nas actualizações de um software amplamente utilizado por organizações públicas e privadas. A operação permitiu o acesso prolongado a milhares de redes, incluindo vários departamentos do Governo dos Estados Unidos, sem que a actividade fosse detectada durante meses.

Estes casos demonstram que a cibersegurança deixou de ser apenas uma questão tecnológica. Actualmente, os ataques informáticos têm impacto económico, estratégico e geopolítico, obrigando governos e empresas a reforçar continuamente os seus mecanismos de defesa perante ameaças cada vez mais complexas e sofisticadas.

Instagram renova identidade visual após 10 anos; veja o que mudou

O Instagram apresentou uma nova identidade visual, naquela que é a primeira grande reformulação da marca em cerca de dez anos. A actualização inclui mudanças na tipografia, nas cores, nas animações e nos elementos gráficos utilizados pela plataforma.

A novidade foi anunciada por Adam Mosseri, director do Instagram, que apresentou a renovação como parte de uma nova fase da rede social.

A última grande alteração da identidade visual aconteceu em 2016, quando o Instagram abandonou o antigo ícone com aparência mais realista e adoptou o símbolo colorido e minimalista que se tornou uma das marcas mais reconhecidas das redes sociais.

O que mudou no Instagram?

Apesar das alterações, o Instagram decidiu manter a câmara como principal referência do seu logótipo. O símbolo, no entanto, recebeu uma construção visual actualizada.

A plataforma também passou a utilizar uma nova linguagem tipográfica própria, desenvolvida para acompanhar a evolução da marca e as diferentes experiências oferecidas aos utilizadores.

As cores também foram ajustadas, com uma nova abordagem à paleta visual utilizada pelo Instagram. A intenção é tornar a identidade mais flexível e adaptável aos diferentes formatos da plataforma.

Outra novidade está relacionada com o movimento e as animações. A nova identidade incorpora uma linguagem própria para elementos animados, permitindo que a marca tenha uma presença mais dinâmica dentro da aplicação.

O sistema gráfico também foi desenvolvido para funcionar em diferentes formatos e experiências, acompanhando conteúdos que vão desde publicações e Stories até Reels e outras áreas da plataforma.

Uma identidade pensada para os criadores

Segundo o Instagram, a nova identidade procura manter a ligação da plataforma com a criatividade e, ao mesmo tempo, dar maior liberdade aos utilizadores para se expressarem.

May Hartono, directora de design de marca da Meta, explicou que o novo sistema visual foi desenvolvido para incentivar os utilizadores a criarem e a expressarem-se de forma mais livre.

A mudança representa, assim, mais do que uma simples alteração no logótipo. O Instagram pretende criar um sistema visual que possa acompanhar a evolução da plataforma e adaptar-se às diferentes formas de criação e consumo de conteúdos.

A renovação surge dez anos depois da transformação visual que marcou uma das maiores mudanças na história do Instagram, quando a plataforma deixou para trás o antigo estilo retro e adoptou a identidade que se tornou conhecida mundialmente.

Fonte: G1

O que realmente acontece com os seus dados quando clica em “apagar”?

Apagar ficheiros, fotografias, mensagens ou contas tornou-se uma tarefa habitual para quem utiliza dispositivos e serviços digitais. Com apenas alguns cliques, é possível remover conteúdos que já não queremos manter. Mas o que acontece, de facto, aos dados depois de carregarmos no botão “apagar”?

Ao contrário do que muitos utilizadores imaginam, apagar nem sempre significa destruir imediatamente a informação. Dependendo do dispositivo, da aplicação ou do serviço utilizado, os dados podem continuar armazenados durante determinado período ou existir em diferentes cópias.

Apagar não significa desaparecer imediatamente

Num computador ou smartphone, quando um ficheiro é apagado, normalmente não é eliminado de forma instantânea. Em muitos casos, é primeiro transferido para a lixeira ou para uma pasta de itens apagados, onde permanece até ser removido definitivamente.

Mesmo depois dessa etapa, os dados podem continuar tecnicamente recuperáveis durante algum tempo, dependendo da forma como o sistema de armazenamento funciona e de os dados já terem ou não sido substituídos por novas informações.

Nos serviços online, a situação pode ser ainda mais complexa.

Plataformas de redes sociais, serviços de armazenamento em nuvem e outras aplicações podem possuir cópias de segurança dos dados dos utilizadores. Assim, mesmo depois de um conteúdo ser apagado da interface, determinadas cópias podem permanecer nos sistemas internos durante um período definido pelas políticas da empresa.

E quando uma conta é apagada?

O mesmo pode acontecer com contas online.

Alguns serviços disponibilizam um período de recuperação depois de o utilizador solicitar a eliminação da conta. Durante esse intervalo, os dados podem permanecer armazenados para permitir que a conta seja recuperada caso a eliminação tenha sido feita por engano.

Além disso, determinadas informações podem ser conservadas por motivos legais, de segurança, prevenção de fraudes ou cumprimento de obrigações regulamentares.

Por essa razão, antes de apagar uma conta, é importante consultar as políticas de privacidade e de retenção de dados da plataforma.

O risco das cópias de segurança

As cópias de segurança são outro factor que pode influenciar o processo.

Um ficheiro pode ser apagado do dispositivo, mas continuar presente numa cópia de segurança armazenada na nuvem ou noutro equipamento. Fotografias, vídeos, documentos e mensagens podem, por exemplo, estar sincronizados com diferentes serviços.

Isso significa que apagar o conteúdo num único local não garante necessariamente que todas as suas cópias tenham sido eliminadas.

Privacidade e segurança

A falta de clareza sobre o destino dos dados apagados é uma das preocupações levantadas por especialistas em privacidade e segurança digital.

Para o utilizador, é importante perceber que tipo de informação está a fornecer às plataformas, onde esses dados podem ser armazenados e quais são os procedimentos utilizados para a sua eliminação.

O cuidado deve ser ainda maior quando se trata de informações sensíveis, documentos pessoais, fotografias ou dados financeiros.

No mundo digital, portanto, “apagar” não deve ser confundido automaticamente com “destruir”. O processo pode envolver diferentes sistemas, cópias de segurança e períodos de retenção antes de os dados serem efectivamente removidos.

À medida que a utilização de serviços digitais e armazenamento na nuvem continua a crescer, compreender o que acontece aos dados depois de serem apagados torna-se cada vez mais importante para proteger a privacidade e a segurança dos utilizadores.

Trump processado por acesso privilegiado na Truth Social

A ação, interposta quarta-feira em Nova Iorque pelo The Intercept e pela Freedom of the Press Foundation, alega que este sistema é “corrupto e inconstitucional”.

Os subscritores deste serviço têm, alegadamente, acesso quase instantâneo às mensagens de Trump na Truth Social, alguns segundos cruciais antes do público em geral.

Para isso, devem pagar até 100 mil dólares por mês, ou 60 mil dólares por mês com um contrato de três anos, de acordo com a ação.

O bilionário republicano utiliza frequentemente a plataforma, de que a sua família é proprietária, para anúncios políticos importantes, desde os últimos desenvolvimentos na guerra contra o Irão até novas tarifas, que podem provocar quedas ou subidas expressivas nos mercados.

“Este sistema é profundamente corrupto. O Presidente está em condições de lucrar financeiramente ao fornecer informações governamentais que influenciam o mercado para aqueles que podem pagar à sua própria empresa”, pode ler-se na queixa.

O The Intercept, uma organização noticiosa sem fins lucrativos, e a Freedom of the Press Foundation, que mantém uma base de dados de publicações no Truth Social, defendem que este serviço pago dificulta a sua capacidade de cobrir adequadamente as ações de Trump.

“O acesso rápido às publicações do Presidente é crucial para ambos os grupos”, destacaram, pedindo ao tribunal que declare a ferramenta ilegal e a bloqueie.

Vários membros da oposição democrata pediram uma investigação ao serviço por parte da Comissão de Valores Mobiliários norte-americana (SEC, na sigla em inglês).

O Trump Media and Technology Group (TMTG) desvalorizou as preocupações sobre o produto, chamado Truth API, que foi apresentado em meados de julho.

Kevin McGurn, presidente executivo interino, disse esta semana que o Truth API estava a gerar receitas a partir de dez contratos com clientes não identificados.

O Wall Street Journal noticiou queentre os primeiros assinantes estavam as corretoras dos mercados financeiros.

Entretanto, o TMTG anunciou na segunda-feira um prejuízo líquido de 238,1 milhões de dólares (206 milhões de euros, ao câmbio atual) no segundo trimestre de 2026, em comparação com pouco menos de 20 milhões de dólares (17,3 milhões de euros) no ano anterior, devido à depreciação dos seus ativos digitais.

O Presidente e a sua família enfrentam acusações, que Trump nega, de enriquecimento ilícito e conflitos de interesses desde o início do seu segundo mandato.

Entre 2024 e 2026, a fortuna pessoal de Trump aumentou de 2,3 mil milhões de dólares para 6,5 mil milhões (de 2 mil milhões de euros para 5,6 mil milhões de euros), segundo a revista Forbes.

A pegada digital: o recurso invisível da economia digital africana

Cada actividade realizada online pode deixar um rasto de informação. Conhecida como pegada digital, esta informação tornou-se cada vez mais valiosa à medida que a economia digital africana cresce, trazendo centenas de milhões de pessoas para o ambiente digital e oferecendo às empresas novas formas de compreender os consumidores e desenvolver serviços.

A pegada digital abrange todas as informações que uma pessoa deixa através da sua actividade digital. Alguns dados são fornecidos de forma deliberada, como fotografias, comentários ou informações introduzidas durante a criação de uma conta. Outros podem ser gerados sem uma acção directa do utilizador, através do dispositivo utilizado, dos dados de localização, da navegação na Internet ou das interacções com uma plataforma.

Desta forma, uma pessoa pode deixar rastos digitais sem publicar qualquer conteúdo. Visitar um sítio web, utilizar uma aplicação, efectuar um pagamento ou assistir a um vídeo pode gerar informação passível de ser armazenada e analisada. À medida que estes rastos se acumulam, tornam-se capazes de fornecer uma visão mais detalhada dos hábitos do utilizador e até permitir inferências sobre determinados comportamentos.

África gera mais dados à medida que a utilização digital aumenta

A rápida expansão dos serviços digitais aumentou significativamente a dimensão deste fenómeno. Segundo a GSMA, 416 milhões de pessoas utilizaram Internet móvel em África em 2025, enquanto cerca de 63% da população vivia em áreas cobertas por redes móveis, mas não utilizava serviços de Internet móvel.

À medida que mais pessoas se ligam à Internet, pesquisas, comunicações, pagamentos e outras interacções digitais geram volumes crescentes de dados.

As tecnologias e os serviços móveis geraram 240 mil milhões de dólares em valor económico em África em 2025, o equivalente a 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente. A GSMA prevê que esta contribuição aumente para 290 mil milhões de dólares até 2030.

Quando as pegadas digitais se transformam num recurso económico

Para as empresas digitais, esta informação permite compreender melhor os utilizadores, melhorar serviços e adaptar ofertas a diferentes perfis de clientes.

No sector financeiro, os dados de transacções ajudam as empresas a conhecer melhor os clientes e a identificar actividades invulgares. No comércio, a análise do comportamento dos consumidores permite adaptar produtos e campanhas de marketing a diferentes segmentos de mercado.

Os dados tornam-se, assim, um recurso estratégico que as empresas podem utilizar para medir a procura, desenvolver novos serviços e automatizar determinadas decisões. Contudo, o crescente valor económico dos dados também cria riscos relacionados com a sua utilização indevida e com os desequilíbrios entre os diferentes intervenientes que os recolhem, controlam e utilizam.

A questão mais importante é aquilo que os dados podem revelar

Uma pegada digital vai muito além da informação fornecida directamente por uma pessoa. A combinação de diferentes tipos de dados pode permitir que empresas e outras organizações construam perfis detalhados ou deduzam determinados comportamentos.

Por exemplo, uma sequência de pesquisas, visualizações de conteúdos, deslocações ou transacções pode revelar interesses, preferências e hábitos de um utilizador.

A inteligência artificial reforça esta capacidade ao permitir a análise rápida de grandes volumes de informação e a identificação de padrões presentes nesses rastos digitais. Dessa forma, torna-se possível extrair conhecimento valioso sobre comportamentos, tendências e necessidades dos consumidores a uma escala sem precedentes.

Angola aprova Lei da Cibersegurança

De iniciativa presidencial, o diploma, aprovado com 104 votos a favor (MPLA), 56 contra (UNITA) e nenhuma abstenção, visa ainda suportar a crescente transformação digital da sociedade, da economia e da Administração Pública.

Visa igualmente assegurar a protecção das redes e dos sistemas de informação, das infra-estruturas críticas e dos serviços essenciais, através da prevenção, detecção, resposta e recuperação de incidentes cibernéticos, sem prejuízo do respeito pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais.

O diploma prevê coimas para contra-ordenações leves, que vão desde o equivalente a sete salários mínimos nacionais até 70 ordenados para pessoas singulares.

Para pessoas colectivas, o montante mais baixo é de 70 salários mínimos nacionais e o mais elevado de 150 salários.

Quanto às contra-ordenações graves, o valor mínimo é de 100 salários e o máximo de 250, para as pessoas singulares, ao passo que as pessoas colectivas podem pagar o montante mínimo de 300 salários e máximo de 500 ordenados.

Cibersegurança: quando o excesso de ferramentas se torna um risco

Quanto às coimas para as contra-ordenações muito graves, a Lei prevê, para pessoas singulares, um mínimo de 150 salários e máximo de 450, contra dois mil a quatro mil salários mínimos nacionais para as pessoas colectivas.

A UNITA, segundo o deputado Joaquim Nafoia, votou contra por considerar que a Lei vai fragilizar direitos, concentrar poderes e ameaçar a transparência do processo político nacional.

Em sentido contrário, o deputado do MPLA, Jorge Ribeiro Uefu, disse que o país necessita de um quadro jurídico moderno, capaz de responder aos riscos decorrentes da crescente digitalização da administração pública, da economia, dos serviços essenciais e da vida dos cidadãos.

Sustentou que um Estado moderno deve proteger “não apenas suas fronteiras físicas”, mas também as infra-estruturas digitais através das quais circulam informação, recursos financeiros, serviços públicos e dados essenciais ao funcionamento da sociedade.

Câmeras com IA tentam prever crimes antes que aconteçam

Câmeras de segurança estão a ganhar novas capacidades com o avanço da Inteligência Artificial. Além de registarem imagens, alguns sistemas já conseguem analisar comportamentos e identificar padrões considerados fora do normal, emitindo alertas antes que uma situação possa resultar num crime.

A tecnologia faz parte do chamado policiamento preditivo, que utiliza sistemas de IA para analisar imagens e identificar possíveis situações de risco. A solução começa a despertar o interesse de empresas que procuram reforçar a segurança de instalações, estabelecimentos comerciais e outros espaços.

Na prática, as imagens captadas pelas câmeras são processadas por sistemas capazes de transformar elementos visuais em dados e reconhecer padrões previamente definidos. Uma pessoa que permaneça demasiado tempo num determinado local ou apresente um comportamento considerado fora do padrão, por exemplo, pode gerar um alerta para a equipa responsável pela segurança.

Segundo Nicolau Ramalho, fundador da NoLeak, empresa que desenvolveu uma solução de policiamento preditivo para o sector privado, o sistema transforma as imagens captadas pelas câmeras em metadados e analisa alterações nos padrões identificados.

“O sistema conecta-se à câmera, transforma a imagem em metadados e reconhece padrões. Se o padrão da imagem for alterado, emite um alerta”, explica.

Os metadados resultam da conversão de elementos presentes nas imagens em informações que podem ser processadas pelo sistema. A tecnologia é treinada para reconhecer determinados padrões e identificar situações que se afastem do comportamento considerado normal.

No caso da solução desenvolvida pela NoLeak, o sistema não toma decisões ou intervém directamente perante uma situação considerada suspeita. Os alertas são encaminhados para uma plataforma de gestão de vídeo, onde um operador humano analisa as imagens e decide que procedimento adoptar.

“Os alertas vão para um sistema de gestão de vídeo, e o operador toma a atitude que achar pertinente, seja acionar directamente uma força policial ou a equipa de segurança privada”, afirma Nicolau Ramalho.

Apesar do potencial para reforçar a segurança e permitir uma resposta mais rápida, o uso de IA para prever possíveis crimes também levanta questões sobre privacidade, direitos individuais e possibilidade de erros.

8 mil horas para monetizar: YouTube endurece regras para novos canais

O YouTube vai aumentar as exigências para que novos criadores de conteúdo possam entrar no Programa de Parcerias da plataforma e começar a obter receitas com anúncios e assinaturas.

A partir de 1 de Fevereiro, os novos canais terão de alcançar 8 mil horas de exibição qualificadas nos últimos 12 meses ou 20 milhões de visualizações qualificadas em Shorts nos últimos 90 dias, além de cumprir os restantes requisitos da plataforma.

Actualmente, o YouTube exige 1.000 subscritores e 4 mil horas de exibição nos últimos 12 meses para vídeos longos, ou 10 milhões de visualizações em Shorts nos últimos 90 dias.

Com a alteração, a plataforma duplica a exigência de horas de visualização para vídeos longos e aumenta também significativamente a meta de visualizações necessária para conteúdos curtos.

A mudança será aplicada apenas a novos criadores que pretendam entrar no programa. Os canais que já fazem parte do Programa de Parcerias do YouTube não serão afectados pelas novas regras.

A decisão representa um endurecimento dos critérios de monetização da plataforma e poderá aumentar a pressão sobre novos criadores para produzirem conteúdos capazes de gerar maior alcance e tempo de visualização antes de começarem a obter receitas através do YouTube.

Angola prepara produção local de drones para Agricultura, Mineração e Petróleo e Gás

Angola prepara-se para avançar com a produção local de drones destinados a apoiar diferentes sectores da economia nacional, com aplicações previstas para áreas como Agricultura, Mineração, Petróleo e Gás e investigação.

A informação foi avançada esta segunda-feira, em Luanda, pelo presidente da Câmara de Comércio Americana em Angola (AMCHAM), Pedro Godinho, que destacou o potencial da iniciativa para aumentar a capacidade tecnológica do país e criar novas soluções para actividades económicas.

Segundo o responsável, a produção nacional de drones poderá contribuir para diversificar a economia e ampliar a utilização de tecnologias no acompanhamento de operações, monitorização de áreas, levantamento de dados e realização de actividades de investigação.

No sector agrícola, os equipamentos poderão apoiar operações de monitorização e acompanhamento das áreas de cultivo, enquanto na mineração e no sector petrolífero poderão ser utilizados na recolha de dados, levantamento de terrenos e acompanhamento de operações em zonas de difícil acesso.

A aposta na produção local poderá ainda contribuir para o desenvolvimento de competências nacionais ligadas à robótica, electrónica, software e sistemas autónomos, criando novas oportunidades para empresas e profissionais angolanos ligados à tecnologia.

Fonte: J’A

MINFIN vai investir 19 milhões de dólares em licenças e serviços da Microsoft

O Ministério das Finanças (MINFIN) vai investir 19 milhões de dólares na aquisição de licenças, subscrições e serviços especializados da Microsoft, num processo destinado a garantir a continuidade dos sistemas tecnológicos da instituição.

A despesa foi autorizada pelo Presidente da República, João Lourenço, através do Despacho Presidencial n.º 268/26, de 5 de Agosto, que prevê a renovação das licenças e subscrições da Microsoft actualmente utilizadas pelo MINFIN.

Segundo o despacho, a contratação tem como objectivo assegurar o funcionamento contínuo dos sistemas de informação, reforçar a segurança dos dados institucionais e manter os mecanismos de colaboração e comunicação electrónica do Ministério das Finanças e dos seus órgãos.

Os serviços deverão também contribuir para garantir a integridade, confidencialidade e disponibilidade dos dados, assegurando que a informação financeira seja mantida de forma fiável, rastreável, auditável e protegida.

A contratação será realizada através de um procedimento de Contratação Simplificada, cuja condução e aprovação das respectivas peças foram delegadas à titular do Ministério das Finanças.

O investimento surge no âmbito da necessidade de manter e reforçar a infraestrutura tecnológica utilizada pelo MINFIN, sobretudo num contexto em que os serviços públicos dependem cada vez mais de plataformas digitais para a gestão, processamento e segurança da informação financeira do Estado.

Fonte: E&M