
A quinta edição do CyberSecur Summit realizou-se esta segunda-feira, 12 de Outubro, no Hotel Epic Sana, em Luanda, sob o lema “A Divina Estratégia: Segurança não depende de milagres”, com foco na necessidade de reforçar as estratégias de prevenção e resposta às ameaças cibernéticas em Angola.
O encontro reuniu profissionais do sector tecnológico, especialistas e representantes de empresas para abordar os desafios da segurança digital e a importância de integrar a cibersegurança nas decisões estratégicas das organizações.
Ao longo do programa, foram realizados painéis dedicados à governação e gestão de riscos, à governação operacional, à segurança das instituições financeiras, à regulação e responsabilidade, bem como à protecção de infra-estruturas críticas. A agenda incluiu igualmente discussões sobre Inteligência Artificial e sessões dedicadas à resposta a incidentes de segurança.
Um dos pontos centrais do encontro foi a relação entre inovação e segurança, sobretudo no sector financeiro, onde a expansão dos serviços digitais exige mecanismos capazes de prevenir fraudes, identificar vulnerabilidades e garantir a continuidade das operações.
O evento procurou igualmente chamar a atenção para a responsabilidade das administrações das empresas na gestão dos riscos cibernéticos, destacando que a segurança digital não deve ficar limitada às equipas técnicas, mas fazer parte da cultura e do funcionamento das organizações.
Em declarações à imprensa, Hélio Pereira, director-geral da CyberSecur, destacou a evolução do perfil dos participantes ao longo das cinco edições do Summit. Segundo o responsável, o encontro, que anteriormente reunia sobretudo estudantes, passou a contar com uma maior presença de directores-gerais, administradores e especialistas, sinalizando uma crescente atenção das empresas aos riscos cibernéticos.
A quinta edição do CyberSecur Summit reforçou, assim, a discussão sobre a necessidade de combinar tecnologia, formação, governação e preparação operacional para enfrentar os desafios da cibersegurança, num contexto de crescente digitalização dos serviços e das actividades empresariais em Angola.






Um
Uma evidência cuja integridade não se demonstra não é evidência. A maior parte das “provas” recolhidas numa organização não resistiria a uma contestação séria. Não por serem falsas, mas porque ninguém pensou em preservá-las no momento da recolha. O técnico que, com a melhor das intenções, abre o log original, copia o ficheiro para o portátil ou reinicia a máquina “para ver melhor” destrói a prova enquanto a procura.
O encontro que acontece no Centro de Convenções do Talatona, reúne especialistas dos Estados-Membros da SADC que aprofundam conhecimentos sobre resiliência digital, protecção de dados, infra-estruturas críticas e resposta a incidentes cibernéticos.
