
A jovem angolana Juelma Daniel Soares terminou a licenciatura em Engenharia Informática e Comunicações na Universidade Óscar Ribas como a melhor estudante do curso, tendo alcançado também a melhor média da instituição e recebido um diploma de mérito.
Natural de Luanda, Juelma conta que o interesse pelos estudos começou ainda na infância. Sendo a última filha de uma família de dez irmãos, acompanhava as explicações dos irmãos mais velhos desde os três anos e, aos quatro, já lia fluentemente.
A sua trajectória académica foi marcada também por desafios familiares. Durante a infância, a jovem acompanhou a perda de visão da mãe, uma experiência que, segundo relata, reforçou a sua determinação em estudar e construir um futuro capaz de contribuir para a família.
Da Gestão de Sistemas Informáticos à Engenharia
Juelma concluiu o ensino médio no Makarenco, no curso de Gestão de Sistemas Informáticos, com média final de 14 valores, sem reprovações ou recursos.
O desempenho académico permitiu-lhe conquistar a bolsa “Mulheres para o Futuro”, atribuída pela Unitel, e ingressar na Universidade Óscar Ribas para frequentar a licenciatura em Engenharia Informática e Comunicações.
Durante os quatro anos de formação superior, manteve uma média igual ou superior a 14 valores, cumprindo o requisito para a manutenção da bolsa. Segundo o seu relato, raramente precisou de recorrer a exames e, em grande parte das disciplinas, conseguiu dispensar.
O resultado culminou com o reconhecimento como melhor estudante do curso e da universidade, numa área de formação ligada directamente às tecnologias e à transformação digital.
A conquista de Juelma ganha particular relevância num sector tecnológico onde a participação feminina continua a ser um dos desafios para o desenvolvimento de novas competências. A sua trajectória mostra o potencial das jovens angolanas para assumirem posições de destaque nas áreas de tecnologia, engenharia e inovação.
Para além do reconhecimento académico, a história de Juelma representa um exemplo de como o acesso à formação e às oportunidades pode contribuir para preparar uma nova geração de profissionais capazes de participar na construção do futuro tecnológico de Angola.

Para muitos pequenos comerciantes angolanos, aceitar pagamentos digitais começa por um obstáculo simples: conseguir acesso a um TPA. Entre equipamento, processos de adesão e limitações de mobilidade, a aceitação de pagamentos electrónicos continua pouco acessível para negócios que trabalham no dia-a-dia com margens reduzidas.
O novo relatório “Cyber Security Report 2026”, da Check Point Research, coloca África no topo do ranking mundial de ciberataques: em 2025, as organizações africanas sofreram, em média, mais de 3.000 ataques por semana, o valor mais alto de todas as regiões do planeta, acima da Ásia-Pacífico, da América Latina, da Europa e da América do Norte.

Se alguma vez uma janela no seu computador lhe pediu para premir “Windows + R”, colar um texto e carregar em “Enter” só para “provar que não é um robô”, esteve a um passo de ser infectado. O novo relatório da Check Point Research revela que esta técnica, chamada ClickFix, cresceu cerca de 500% em 2025 e já foi identificada em quase metade de todas as campanhas de malware documentadas no mundo, tornando-se uma das ameaças mais comuns também para utilizadores comuns em Angola.





A região da África Austral foi apontada pelo relatório da INTERPOL como “a região mais digitalmente avançada e mais visada” do continente em 2025, em grande parte devido à elevada conectividade proporcionada pelos cabos submarinos e pelos centros de dados ali concentrados. Angola surge repetidamente citada como um dos países da região com maior exposição a diferentes tipos de Ciber – Ataques.
Angola foi identificada como o país africano com o maior volume de detecções de botnets em 2025, de acordo com o mais recente Relatório de Avaliação de Ciber-Ameaças Africanas da INTERPOL (INTERPOL African Cyberthreat Assessment Report 2026), publicado em Junho do corrente ano.
O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, Louis Paul Motaze, marcando uma nova fase da reforma aduaneira implementada pelo Governo camaronês desde 2023 para controlar a entrada de equipamentos de telecomunicações no país.