Início Site

Sony vai abandonar discos físicos para novos jogos da PlayStation a partir de 2028

A Sony anunciou que deixará de fabricar discos físicos para todos os novos jogos lançados para as consolas PlayStation a partir de Janeiro de 2028. Com a mudança, os futuros títulos passarão a ser distribuídos exclusivamente em formato digital.

A decisão foi comunicada através do blogue oficial da empresa, que justificou a medida com a crescente preferência dos consumidores pelos jogos digitais.

Segundo a Sony, a alteração não afectará os títulos que já tenham sido lançados ou que cheguem ao mercado antes de Janeiro de 2028 em formato físico. Esses jogos continuarão disponíveis em disco normalmente.

A empresa considera que a mudança acompanha a evolução do mercado dos videojogos, onde as compras digitais têm registado um crescimento contínuo nos últimos anos, impulsionadas pela expansão das lojas online e pelos serviços de subscrição.

O anúncio surge poucos meses antes do lançamento de “Grand Theft Auto VI” (GTA 6), um dos jogos mais aguardados da década. A decisão da Sony reacendeu o debate entre os jogadores, sobretudo entre os utilizadores que preferem adquirir jogos em formato físico ou revendê-los no mercado de segunda mão.

Nas redes sociais, vários fãs manifestaram preocupação com o impacto da medida, argumentando que o fim dos discos físicos poderá limitar a revenda de jogos, a preservação de títulos e a liberdade de escolha dos consumidores.

Apesar das críticas, a Sony defende que a transição representa uma evolução natural da indústria, acompanhando as novas tendências de consumo e consolidando a distribuição digital como o principal modelo de comercialização para a próxima geração de jogos PlayStation.

 

Carteira digital é-Kwanza recebe selo Superbrands Angola

A carteira digital é-Kwanza, desenvolvida pela Pay4all, foi distinguida com o selo Superbrands Angola 2026, um dos mais prestigiados reconhecimentos atribuídos às marcas que se destacam pela excelência, notoriedade e qualidade no mercado angolano.

A distinção, válida até 2027, foi anunciada durante a Gala Superbrands Angola 2026, realizada no dia 30 de Junho, e resulta de um processo de avaliação independente que identifica as marcas de referência em Angola com base em critérios como reputação, credibilidade, diferenciação e relação com os consumidores.

O reconhecimento reforça o posicionamento do é-Kwanza como uma das principais soluções de pagamentos digitais do país, evidenciando o compromisso da marca com a inovação, a segurança e a disponibilização de serviços financeiros digitais cada vez mais acessíveis e adaptados às necessidades dos utilizadores.

Para a Pay4all, empresa responsável pela carteira digital, a distinção representa o reconhecimento da confiança depositada por clientes, parceiros e utilizadores, além de incentivar a continuidade do investimento em soluções que promovam a inclusão financeira e acelerem a transformação digital do ecossistema nacional de pagamentos.

“Receber o selo Superbrands é motivo de enorme orgulho para toda a equipa e representa o reconhecimento da confiança que os angolanos depositam no é-Kwanza. Esta distinção reforça a nossa responsabilidade de continuar a inovar e a desenvolver soluções de pagamento cada vez mais simples, seguras e acessíveis, contribuindo activamente para a inclusão financeira e para a modernização do ecossistema de pagamentos em Angola”, afirmou a empresa.

Com esta distinção, o é-Kwanza junta-se ao grupo de marcas reconhecidas pela Superbrands Angola, consolidando a sua presença no mercado e reforçando a aposta na inovação como motor para o desenvolvimento dos serviços financeiros digitais no país.

Tecnologia espacial acelera exploração petrolífera nas bacias interiores de Angola


A tecnologia espacial está a transformar a forma como Angola conduz os estudos para a exploração de hidrocarbonetos. A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), em parceria com o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), está a utilizar imagens de satélite e ferramentas de sensoriamento remoto para reforçar a investigação das bacias interiores do país, consideradas uma das principais fronteiras para a expansão da indústria petrolífera.

O projecto incide sobre as bacias de Kassanje e Etosha-Okavango, que ocupam uma área superior a 540 mil quilómetros quadrados. Devido às dificuldades de acesso, marcadas por relevo acidentado, vegetação densa e presença de fauna selvagem, a utilização de tecnologias geoespaciais tornou-se essencial para aumentar a eficiência das operações.

Com recurso à observação da Terra por satélite, as equipas conseguem identificar previamente as zonas de maior interesse geológico, planear as campanhas de campo com maior precisão, optimizar a logística e reduzir significativamente o tempo necessário para a recolha de dados.

Segundo a ANPG, durante uma apresentação técnica realizada no ANGOTIC 2026, a cobertura integral destas bacias através de métodos convencionais poderia exigir várias décadas de trabalho contínuo. O sensoriamento remoto permite concentrar os esforços nas áreas mais promissoras, reduzindo riscos operacionais e melhorando a eficiência das actividades de prospecção.

Além da identificação de áreas prioritárias, a iniciativa contempla a recolha orientada de amostras geológicas e geoquímicas, fundamentais para caracterizar as bacias e avaliar o potencial de ocorrência de petróleo e gás.

O projecto pretende ampliar o conhecimento geológico do território nacional, aumentar as reservas de hidrocarbonetos e promover o desenvolvimento económico de regiões ainda pouco exploradas.

Durante a apresentação, o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, destacou que a observação da Terra a partir do espaço representa uma nova abordagem para o sector petrolífero angolano.

“O futuro da pesquisa onshore e offshore passa por observar a Terra a partir do espaço. As ferramentas geoespaciais permitem detectar anomalias e derrames com maior rapidez e rigor, e desafiam-nos a olhar para as bacias interiores de Angola com uma nova ambição: transformar áreas remotas e pouco conhecidas em oportunidades reais de conhecimento, segurança operacional e potencial exploratório.”

A iniciativa reforça o papel da tecnologia espacial como ferramenta estratégica para a modernização da indústria petrolífera nacional, demonstrando como a utilização de dados de satélite pode acelerar a descoberta de recursos naturais e apoiar uma exploração mais eficiente, sustentável e segura.

ANGOSAT-2 inicia testes para distribuir sinal da TVM em Moçambique

A Televisão de Moçambique (TVM) iniciou os testes de Prova de Conceito (PoC) para a transmissão do seu sinal através do satélite ANGOSAT-2, numa iniciativa que poderá culminar com a migração definitiva das operações da estação para a infraestrutura espacial angolana.

Os testes representam mais um passo na estratégia de expansão comercial do ANGOSAT-2 e reforçam o posicionamento do satélite angolano como uma solução de conectividade e distribuição de conteúdos para o mercado africano.

No âmbito do projecto, foi instalada e configurada uma antena orientada para o ANGOSAT-2, permitindo que o sinal da TVM, gerado em Maputo, seja transmitido e distribuído para todas as províncias de Moçambique através da infraestrutura espacial de Angola.

Os trabalhos foram conduzidos por equipas técnicas do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e da Televisão de Moçambique, que avaliaram o desempenho e a capacidade operacional do satélite para assegurar a transmissão do canal público moçambicano.

Segundo o GGPEN, os testes iniciais registaram resultados positivos, confirmando o potencial do ANGOSAT-2 para garantir uma cobertura eficiente e estável em todo o território moçambicano.

Concluída a fase de validação técnica, a TVM poderá contratar o serviço de transmissão via ANGOSAT-2, passando a utilizar o satélite angolano como plataforma para a distribuição nacional do seu sinal.

A futura parceria integra a estratégia de comercialização das capacidades do ANGOSAT-2 nos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), consolidando a presença do satélite no mercado regional das telecomunicações.

Com esta iniciativa, o ANGOSAT-2 reforça a sua expansão internacional e demonstra a capacidade de fornecer serviços de transmissão televisiva, conectividade e soluções espaciais a operadores de telecomunicações e radiodifusão em diferentes mercados africanos.

China e Coreia do Sul reforçam aposta na inteligência artificial com novos investimentos


A China e a Coreia do Sul anunciaram novas medidas para acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), reforçando os investimentos e as estratégias nacionais para consolidar a liderança tecnológica num dos sectores mais competitivos da actualidade.

Na China, o primeiro-ministro Li Qiang defendeu o fortalecimento do desenvolvimento da inteligência artificial, sublinhando que o crescimento do sector deve ser acompanhado por mecanismos eficazes de supervisão e segurança.

Segundo a imprensa estatal chinesa, Li Qiang afirmou que o país continuará a promover avanços tecnológicos em IA, mantendo como prioridade a adopção de princípios que garantam a utilização segura e responsável da tecnologia.

Já a Coreia do Sul revelou um ambicioso plano de investimentos destinado a impulsionar a inteligência artificial e a indústria de semicondutores. O presidente Lee Jae-myung anunciou um pacote superior a 576 mil milhões de dólares para fortalecer a competitividade tecnológica do país nos próximos anos.

O programa prevê o desenvolvimento de megaprojectos ligados à produção de chips e à expansão das capacidades em inteligência artificial, sectores considerados estratégicos para o crescimento económico e a inovação.

Durante o anúncio, Lee Jae-myung destacou que a iniciativa também pretende reduzir as desigualdades regionais e estimular o desenvolvimento económico fora da região metropolitana de Seul.

A apresentação contou com a presença dos responsáveis da Samsung Electronics e da SK Hynix, duas das maiores fabricantes mundiais de chips de memória, reforçando o compromisso entre o Governo e a indústria tecnológica sul-coreana.

Com os novos anúncios, China e Coreia do Sul intensificam a corrida global pela liderança em inteligência artificial, numa altura em que os investimentos em inovação, infra-estruturas digitais e semicondutores se tornam cada vez mais determinantes para a competitividade das economias.

Fonte: G1

WhatsApp lança nomes de utilizador e permite conversar sem partilhar o número de telefone

O WhatsApp começou a disponibilizar uma das funcionalidades mais aguardadas pelos utilizadores: os nomes de utilizador (username). A novidade permitirá adicionar novos contactos e iniciar conversas sem a necessidade de partilhar o número de telefone, reforçando a privacidade na plataforma.

O anúncio foi feito pela Meta através dos canais oficiais do WhatsApp. A funcionalidade está a ser disponibilizada de forma gradual para utilizadores em todo o mundo e deverá chegar globalmente até ao final de 2026.

Quando disponível, os utilizadores poderão criar o seu nome de utilizador através do menu Definições > Conta > Nome de utilizador. A partir desse momento, será possível partilhar apenas esse identificador para que outras pessoas iniciem uma conversa, sem acesso ao número de telefone.

Segundo a Meta, os nomes de utilizador serão únicos e obedecerão a um conjunto de regras para evitar duplicações e confusões. Entre os requisitos definidos estão:

  • O nome não pode ultrapassar 35 caracteres;
  • Deve começar obrigatoriamente por uma letra;
  • Não pode iniciar com “www”;
  • Não pode terminar com extensões de domínio, como “.com”, “.ao” ou “.gov”;
  • É permitido utilizar pontos e sublinhados (_), mas não dois pontos consecutivos.

A empresa confirmou ainda que será possível utilizar o mesmo nome de utilizador já usado no Instagram ou no Facebook, desde que esteja disponível.

Ao contrário do que acontece noutras plataformas da Meta, o WhatsApp não pretende disponibilizar uma pesquisa pública por nomes de utilizador. Para iniciar uma conversa, será necessário que o contacto partilhe o seu nome de utilizador, de forma semelhante ao que acontece actualmente com os números de telefone.

A chegada dos nomes de utilizador representa uma das maiores mudanças na história do WhatsApp, oferecendo aos utilizadores uma camada adicional de privacidade e tornando a aplicação mais próxima de plataformas como Telegram, Signal e Discord, que já utilizam identificadores em vez de números de telefone para facilitar novas ligações.

AGT reforça modernização tecnológica com compra de 285 portáteis

A Administração Geral Tributária (AGT) lançou um concurso público para a aquisição de 285 computadores portáteis, num investimento estimado em mais de mil milhões de kwanzas, o equivalente a cerca de 1,1 milhão de dólares, de acordo com o anúncio publicado no Portal das Compras Públicas do Ministério das Finanças.

A iniciativa visa reforçar a capacidade tecnológica da instituição, no âmbito do processo de modernização e transformação digital dos seus serviços.

Segundo os cálculos divulgados pelo jornal Economia & Mercado (E&M), o investimento representa um custo médio superior a 3,5 milhões de kwanzas, ou cerca de 3,8 mil dólares, por equipamento.

O procedimento será realizado na modalidade de concurso público electrónico e está reservado exclusivamente à participação de empresas nacionais. A aquisição será financiada com verbas inscritas no Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício económico de 2026.

De acordo com o caderno de encargos, os concorrentes deverão garantir a originalidade dos equipamentos, certificada pelo fabricante, incluindo peças de reposição e acessórios.

As especificações técnicas exigidas pela AGT apontam para computadores portáteis de classe empresarial, equivalentes ao modelo ThinkPad T16 Corporate, equipados com ecrã IPS antirreflexo de 16 polegadas, resolução WUXGA (1920×1200), processador Intel Core Ultra 7, 32 GB de memória RAM DDR5, armazenamento SSD NVMe PCIe 4.0 de 1 TB e sistema operativo Windows 11 Pro.

Os equipamentos deverão ainda incluir conectividade Wi-Fi 6E ou Wi-Fi 7, Bluetooth 5.x, porta Ethernet (RJ-45), portas USB-A e USB-C/Thunderbolt 4, saída HDMI, webcam Full HD 1080p, teclado retroiluminado com teclado numérico, leitor biométrico, módulo de segurança TPM 2.0 e bateria com autonomia entre 52 Wh e 86 Wh.

A aquisição integra a estratégia de modernização tecnológica da AGT. Em 2025, o Presidente da República autorizou a abertura de um concurso para a contratação de serviços especializados de tecnologias de informação e aquisição de equipamentos, no âmbito de um programa avaliado em 40 mil milhões de kwanzas, destinado à transformação digital da instituição.

GGPEN envia cinco quadros para mestrados em França no âmbito do projecto ANGEO-1

Cinco quadros seniores do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) foram seleccionados para frequentar programas de mestrado em França, no âmbito do Projecto ANGEO-1, iniciativa que prevê a construção, lançamento e colocação em órbita do primeiro satélite angolano de observação da Terra.

A formação faz parte dos compromissos assumidos no contrato celebrado com a Airbus Defence and Space e tem como objectivo reforçar as competências técnicas e científicas nacionais no sector espacial.

Os profissionais foram seleccionados com base em critérios como experiência profissional, domínio da língua inglesa, capacidade de liderança, maturidade institucional e recomendações hierárquicas.

Os quadros irão frequentar programas de especialização no prestigiado Instituto Superior de Aeronáutica e Espaço (ISAE-SUPAERO), em França, nas áreas de Engenharia de Sistemas, Inteligência Artificial, Gestão, Empreendedorismo e Inovação.

Além da componente académica, os formandos poderão integrar a equipa residente responsável pelo acompanhamento do projecto ANGEO-1, permitindo conciliar a formação teórica com actividades práticas directamente ligadas ao desenvolvimento do satélite junto da Airbus Defence and Space.

O ANGEO-1 está a ser desenvolvido pela Airbus e terá como base a plataforma tecnológica S250, uma arquitectura utilizada pela empresa europeia em satélites ópticos de última geração destinados à observação da Terra.

O projecto contempla igualmente um amplo programa de transferência de conhecimento e formação técnica, destinado a preparar dezenas de especialistas angolanos, incluindo engenheiros, investigadores e técnicos, para operar o satélite e desenvolver aplicações baseadas em dados espaciais.

A iniciativa enquadra-se na estratégia nacional de capacitação de quadros especializados, visando assegurar a sustentabilidade do Programa Espacial Nacional e fortalecer a capacidade de Angola no desenvolvimento e utilização de tecnologias espaciais.

Angola e Moçambique reforçam cooperação espacial e iniciam testes com o ANGOSAT-2

Angola e Moçambique assinaram dois memorandos de cooperação destinados a fortalecer a colaboração bilateral nos sectores espacial, das comunicações, das tecnologias de informação e comunicação (TIC) e da meteorologia. Os acordos foram rubricados à margem da 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, realizada em Maputo.

A cerimónia contou com a participação do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social de Angola, Mário Oliveira, e do ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Américo Muchanga.

No domínio espacial, o memorando estabelece um quadro de cooperação voltado para a partilha de conhecimentos, desenvolvimento de capacidades técnicas e promoção de iniciativas conjuntas ligadas à utilização de tecnologias espaciais para o desenvolvimento económico e social dos dois países.

O segundo acordo abrange os sectores das comunicações, tecnologias de informação e comunicação e meteorologia, prevendo o intercâmbio de experiências, cooperação técnica e institucional e a promoção de boas práticas em áreas consideradas estratégicas para a transformação digital e a modernização dos serviços públicos.

A delegação angolana integra a directora do Gabinete do Ministro, Laldemira Nambala, a directora de Intercâmbio do MINTTICS, Gisela Inácio, o director-geral do GGPEN, Zolana João, e o presidente do Conselho de Administração do INACOM, Joaquim Muhongo. Uma técnica comercial do GGPEN integra igualmente os trabalhos em curso.

Paralelamente à assinatura dos acordos, Angola e Moçambique iniciaram os testes operacionais com o satélite ANGOSAT-2. O GGPEN tem vindo a trabalhar em estreita colaboração com o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) para implementar soluções de conectividade suportadas pelo satélite angolano.

Neste âmbito, a Estação Terrena de Boane, localizada na província de Maputo, já se encontra tecnicamente alinhada ao ANGOSAT-2, estando actualmente a receber sinais e a realizar testes operacionais. As equipas técnicas trabalham agora na conclusão desta fase, com vista à activação plena dos terminais remotos.

Com os novos acordos e o avanço dos testes do ANGOSAT-2, Angola e Moçambique reforçam a cooperação tecnológica e dão mais um passo para expandir a conectividade e acelerar a transformação digital na região.

Angola investe 9,7 mil milhões de kwanzas na rede de comunicações da Administração Pública

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, autorizou uma despesa avaliada em 9,7 mil milhões de kwanzas destinada à implementação e manutenção da infra-estrutura da rede de comunicação da Administração Pública, numa medida que visa melhorar a eficiência dos serviços públicos e expandir a cobertura tecnológica em várias regiões do país.

A decisão foi formalizada através de um Despacho Presidencial, que autoriza igualmente a abertura de um Procedimento de Contratação Simplificada, por critério material, para a aquisição dos serviços necessários à execução do projecto.

De acordo com o documento, a iniciativa prevê a realização de trabalhos de manutenção preventiva e correctiva da actual rede de comunicação da Administração Pública, bem como a instalação de 90 kits VSAT, 90 antenas de 1,2 metros e 90 sistemas solares. Estes equipamentos serão fundamentais para garantir a conectividade em localidades com acesso limitado às redes convencionais de telecomunicações.

O projecto inclui ainda um programa de formação contínua para os técnicos responsáveis pela assistência e manutenção da infra-estrutura, com o objectivo de assegurar a sustentabilidade e o funcionamento eficiente do sistema a longo prazo.

Com este investimento, o Executivo pretende reforçar a capacidade tecnológica das instituições do Estado, promover uma comunicação mais eficiente entre os órgãos públicos e melhorar a prestação de serviços aos cidadãos.