
Angola passou a contar com um Centro de Backup do Governo, uma infra-estrutura destinada a reforçar a protecção dos dados do Estado e garantir a continuidade dos serviços digitais em caso de falhas ou interrupções nos sistemas principais.
A informação foi avançada esta terça-feira pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, que explicou que a infra-estrutura já existia, mas foi alvo de um processo de requalificação e remodelação.
Segundo o governante, a modernização do centro surge num momento em que Angola acelera a digitalização da Administração Pública, da economia e dos serviços disponibilizados aos cidadãos.
De acordo com o director do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação (INFOSI), André Pedro, o Governo celebrou um contrato com os Emirados Árabes Unidos para a construção e modernização da infra-estrutura tecnológica.
O novo centro funcionará como uma estrutura de redundância e contingência, permitindo manter cópias actualizadas dos dados nacionais e facilitar a recuperação dos sistemas em caso de incidentes.
As informações armazenadas no Data Center do Camama e na Cloud Nacional, inaugurada em Abril deste ano, serão replicadas em tempo real para o Centro de Backup.
Na prática, caso a infra-estrutura principal enfrente uma falha, os dados terão uma segunda cópia disponível, reduzindo o risco de perda de informação e de interrupção prolongada dos serviços digitais do Estado.
Para Mário Oliveira, a expansão da digitalização torna necessário garantir que os dados produzidos pelo Estado, pelas empresas e pelos cidadãos estejam protegidos e armazenados em território nacional.
A estratégia pretende reforçar a soberania digital de Angola, dando ao Estado maior controlo sobre informações consideradas estratégicas e reduzindo a dependência de infra-estruturas tecnológicas localizadas fora do país.
A entrada em funcionamento do Centro de Backup representa, assim, mais uma etapa na construção da infra-estrutura digital do Estado, com foco na segurança, continuidade dos serviços e protecção dos dados nacionais.

A decisão foi tomada pelo Conselho Executivo Federal a 22 de Agosto e contempla os satélites NIGCOMSAT-2A e NIGCOMSAT-2B, que deverão suportar serviços de banda larga, radiodifusão, comunicações empresariais e comunicações governamentais.


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De acordo com a informação disponível, esta é a primeira vez que um ciberataque ligado a Teerão provoca a interrupção total de uma infraestrutura deste tipo em território britânico.


