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O “carro voador” da Tesla: voa mesmo ou salta muito?

A Tesla voltou a chamar a atenção com uma demonstração do novo Roadster, um automóvel desportivo de dois lugares que, segundo Elon Musk, poderá ir além da condução tradicional e realizar manobras aéreas com recurso a um sistema de propulsão a ar comprimido.

A apresentação decorreu na quinta-feira, numa instalação de testes da SpaceX, no Texas, Estados Unidos, onde o empresário mostrou algumas das capacidades previstas para o veículo.

O automóvel integra dez saídas de jacto, associadas a reservatórios de ar a pressão ultra-alta, que deverão permitir gerar impulsos para elevar o carro e aumentar a sua aceleração em terra.

Durante a demonstração, o Roadster realizou um salto sobre uma fila de veículos Tesla estacionados lado a lado. A apresentação incluiu ainda uma sequência de manobras numa rampa, com o automóvel a executar uma cambalhota no ar antes de aterrar.

Musk afirmou também que o modelo poderá acelerar dos zero aos 100 quilómetros por hora em menos de um segundo, uma capacidade que colocaria o veículo num patamar de desempenho extraordinário. No entanto, os valores anunciados ainda precisam de validação independente.

Por razões de segurança, o automóvel não transportava um condutor durante a demonstração. O próprio empresário reconheceu que o sucesso da tecnologia não está garantido.

Apesar do espectáculo, a principal questão permanece: o Roadster consegue realmente voar ou apenas realizar saltos curtos através de impulsos de ar?

A distinção é importante do ponto de vista tecnológico. Um veículo conseguir elevar-se momentaneamente do solo não significa que tenha capacidade para voar de forma sustentada, controlar a trajectória no ar e efectuar aterragens seguras em diferentes condições.

Por enquanto, a demonstração mostra uma possível aplicação de sistemas de propulsão alternativos num automóvel, mas não comprova que o Roadster possa funcionar como um verdadeiro carro voador.

A viabilidade da tecnologia dependerá de testes adicionais que demonstrem o controlo do veículo durante o voo, a segurança do sistema e a possibilidade de utilização prática, tanto no ar como nas estradas.

Até lá, o “carro voador” da Tesla continua a ser uma promessa tecnológica cuja capacidade de voar ainda está por demonstrar.

Finastra debate inovação e transformação digital da banca em Angola

A Finastra reuniu, esta quarta-feira, 14 de Outubro, representantes do sector bancário e especialistas em tecnologia financeira no Angola Reimagine Banking Forum, realizado no InterContinental Luanda Miramar, para debater o futuro da banca em Angola, com destaque para a inovação tecnológica e a transformação digital.

Promovido em parceria com a Innovation Makers e a Teciem, o encontro decorreu sob o lema “Reimagine Banking: Adapt. Evolve. Thrive.” e abordou os desafios enfrentados pelas instituições financeiras num mercado cada vez mais digital e competitivo.

Entre os principais temas estiveram a inteligência artificial generativa, a computação em nuvem, a soberania dos dados, a modernização dos sistemas centrais bancários (core banking) e a conectividade dos pagamentos. A agenda incluiu igualmente questões relacionadas com as operações de tesouraria, os mercados de capitais e a gestão de liquidez.

A transformação digital do sector foi analisada para além da adopção de novas ferramentas tecnológicas, com enfoque na modernização das infra-estruturas, na continuidade operacional e na gestão dos riscos associados à implementação de novas soluções.

O fórum destacou também a necessidade de as instituições financeiras desenvolverem estratégias de modernização sustentáveis e adaptadas à realidade angolana, conciliando a inovação com o cumprimento dos requisitos regulamentares e a melhoria da eficiência operacional.

Outro ponto em análise foi a aplicação da inteligência artificial generativa nos modelos de negócio bancários. A discussão incidiu sobre as suas potencialidades e as condições necessárias para uma utilização responsável, incluindo a qualidade dos dados, a robustez dos sistemas e a governação tecnológica.

O programa contemplou ainda uma análise do panorama bancário angolano, com destaque para os desafios regulamentares, a rentabilidade das instituições financeiras e as oportunidades de melhoria na gestão do risco e da liquidez.

A iniciativa juntou a experiência internacional da Finastra no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o sector financeiro ao conhecimento do mercado nacional da Innovation Makers. A Teciem participou com a sua especialização nas áreas de tesouraria, mercados de capitais e gestão de liquidez.

O encontro serviu para promover a reflexão sobre o papel da tecnologia na evolução dos serviços bancários e sobre as estratégias que poderão contribuir para tornar as instituições financeiras mais eficientes, resilientes e preparadas para responder às novas exigências do mercado.

Meta lança novos modelos de IA para reforçar concorrência com OpenAI e Anthropic


A Meta anunciou, na segunda-feira, 12 de Outubro, dois novos modelos de inteligência artificial (IA), denominados Muse Wonder e Muse Wonder Full, que a empresa apresenta como os mais avançados do seu portfólio.

Com o lançamento, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp procura reforçar a sua posição no mercado da inteligência artificial e aumentar a concorrência com empresas como a OpenAI, criadora do ChatGPT, e a Anthropic, responsável pelo Claude.

Segundo a empresa, o Muse Wonder será integrado no assistente pessoal Muse, inicialmente para utilizadores com assinatura paga. Já o Muse Wonder Full, uma versão mais avançada, está disponível para assinantes do Muse Code, ferramenta de IA destinada à programação.

Lançado no início de Setembro, o Muse foi concebido para executar tarefas em nome dos utilizadores, podendo aceder a informações de aplicações de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e dispositivos domésticos inteligentes.

A tecnologia também tem gerado preocupações relacionadas com a privacidade. Recentemente, o assistente esteve no centro de uma polémica depois de o youtuber de tecnologia Matt J. Robb afirmar que a IA forneceu o seu endereço a uma pessoa desconhecida.

New Cognito testa plataforma NC+ para aproximar serviços essenciais das comunidades em Angola

A New Cognito lançou, esta terça-feira, 13 de Outubro, a Prova de Conceito (PoC) da plataforma NC+, em Calumbo, município de Icolo e Bengo, numa iniciativa desenvolvida em parceria com a Administração Municipal.

A plataforma foi concebida para aproximar serviços essenciais das comunidades, integrando saúde digital, conectividade, serviços financeiros digitais e educação digital. Na área da saúde, a solução recorre à telemedicina para facilitar o acesso a consultas, avaliações clínicas, orientação médica e acompanhamento de pacientes.

Segundo Ivan António, director de Saúde Digital da New Cognito, o projecto pretende reforçar os cuidados de saúde primários e melhorar a articulação entre os diferentes níveis de assistência, sem substituir o papel dos profissionais e das instituições de saúde.

A fase experimental permitirá avaliar o funcionamento da plataforma no terreno, compreender as necessidades dos utilizadores e identificar melhorias para o seu desenvolvimento futuro.

A implementação conta com a colaboração de parceiros como a Africell, a Ution, a Paratus, a Aliva e a Yapama, além da Missão Pastoral de Calumbo e da Reabilitary, responsável pela prestação de cuidados de saúde e pelo acompanhamento clínico da população local.

Integrada no portfólio tecnológico da JETA Africa Holding, a New Cognito pretende, através do NC+, avaliar um modelo de inclusão digital com potencial para ser adaptado e expandido a outras regiões de Angola.

CyberSecur Summit debate estratégias para reforçar a cibersegurança em Angola

A quinta edição do CyberSecur Summit realizou-se esta segunda-feira, 12 de Outubro, no Hotel Epic Sana, em Luanda, sob o lema “A Divina Estratégia: Segurança não depende de milagres”, com foco na necessidade de reforçar as estratégias de prevenção e resposta às ameaças cibernéticas em Angola.

O encontro reuniu profissionais do sector tecnológico, especialistas e representantes de empresas para abordar os desafios da segurança digital e a importância de integrar a cibersegurança nas decisões estratégicas das organizações.

Ao longo do programa, foram realizados painéis dedicados à governação e gestão de riscos, à governação operacional, à segurança das instituições financeiras, à regulação e responsabilidade, bem como à protecção de infra-estruturas críticas. A agenda incluiu igualmente discussões sobre Inteligência Artificial e sessões dedicadas à resposta a incidentes de segurança.

Um dos pontos centrais do encontro foi a relação entre inovação e segurança, sobretudo no sector financeiro, onde a expansão dos serviços digitais exige mecanismos capazes de prevenir fraudes, identificar vulnerabilidades e garantir a continuidade das operações.

O evento procurou igualmente chamar a atenção para a responsabilidade das administrações das empresas na gestão dos riscos cibernéticos, destacando que a segurança digital não deve ficar limitada às equipas técnicas, mas fazer parte da cultura e do funcionamento das organizações.

Em declarações à imprensa, Hélio Pereira, director-geral da CyberSecur, destacou a evolução do perfil dos participantes ao longo das cinco edições do Summit. Segundo o responsável, o encontro, que anteriormente reunia sobretudo estudantes, passou a contar com uma maior presença de directores-gerais, administradores e especialistas, sinalizando uma crescente atenção das empresas aos riscos cibernéticos.

A quinta edição do CyberSecur Summit reforçou, assim, a discussão sobre a necessidade de combinar tecnologia, formação, governação e preparação operacional para enfrentar os desafios da cibersegurança, num contexto de crescente digitalização dos serviços e das actividades empresariais em Angola.

EMIS reforça uso da Inteligência Artificial para detectar ameaças e proteger pagamentos digitais

A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) está a reforçar os mecanismos de segurança dos seus sistemas, recorrendo à Inteligência Artificial (IA) para detectar ameaças digitais e prevenir possíveis ataques informáticos, segundo avançou o administrador executivo da instituição, Eduardo Bettencourt, em declarações à imprensa, à margem da quinta edição do CyberSecur Summit, realizada esta segunda-feira, 12 de Outubro, em Luanda.

De acordo com o responsável, o aumento da divulgação de casos de burlas e fraudes informáticas não significa necessariamente que estes crimes estejam a ocorrer com maior frequência, mas também reflecte uma maior consciencialização pública sobre o fenómeno.

Eduardo Bettencourt explicou que a segurança constitui um dos pilares fundamentais da EMIS e está presente desde a concepção das soluções tecnológicas da instituição, através de princípios como o security by design, que integra a segurança desde a fase de desenvolvimento, e o zero trust, baseado na verificação contínua dos acessos.

O responsável reconheceu, contudo, que nenhuma organização está totalmente livre de riscos, defendendo a necessidade de identificar vulnerabilidades, adoptar medidas preventivas e manter mecanismos de mitigação e resposta a incidentes.

No domínio da Inteligência Artificial, Eduardo Bettencourt revelou que a EMIS criou, em 2024, um Centro de Operações de Segurança (SOC), que utiliza ferramentas baseadas nesta tecnologia para acompanhar ameaças e reforçar a protecção dos seus sistemas.

“Monitorizamos centenas de milhares de dispositivos, quer internamente, quer de forma externa”, afirmou, acrescentando que a instituição dispõe de equipas que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial para identificar, entre outras ameaças, cartões bancários que possam estar expostos na Internet ou na dark web.

O administrador executivo salientou ainda que a utilização da IA deve responder a necessidades concretas de segurança, em vez de ser adoptada apenas por se tratar de uma tecnologia emergente.

Questionado sobre os ataques informáticos enfrentados pela instituição, o responsável confirmou que a EMIS é alvo de tentativas recorrentes de ataque, incluindo ataques de negação de serviço, conhecidos como Denial of Service (DoS). No entanto, não avançou números, alegando limitações relacionadas com a divulgação de informação.

Segundo Eduardo Bettencourt, a prioridade passa por garantir que os sistemas, as ferramentas e as equipas estejam preparados para detectar ameaças, manter os controlos necessários e reagir rapidamente perante eventuais incidentes.

O responsável destacou igualmente a importância dos planos de continuidade do negócio, defendendo que estes devem ser testados e executados na prática, e não permanecer apenas no papel.

A intervenção enquadrou-se nos debates da quinta edição do CyberSecur Summit, que reuniu profissionais e representantes de empresas para discutir estratégias de prevenção, gestão de riscos e reforço da cibersegurança em Angola.

CyberSecur Summit: Hélio Pereira defende maior preparação das empresas angolanas para ataques cibernéticos

A 5ª edição do CyberSecur Summit realizou-se esta segunda-feira, 12 de Outubro, em Luanda, sob o lema “A Divina Estratégia: Segurança não depende de milagres”, reunindo profissionais e representantes de empresas para debater os desafios da cibersegurança em Angola.

Durante o encontro, os participantes abordaram questões relacionadas com a gestão de riscos, a protecção de dados, a segurança das instituições financeiras, as infra-estruturas críticas e o impacto da Inteligência Artificial na protecção dos sistemas digitais.

Um dos pontos em destaque foi a necessidade de as organizações deixarem de encarar a cibersegurança apenas como uma questão técnica e passarem a integrá-la nas decisões estratégicas e na gestão dos negócios.

Em declarações à margem do evento, Hélio Pereira, director-geral da CyberSecur, considerou que a participação crescente de dirigentes empresariais nas diferentes edições do Summit demonstra uma mudança na forma como as organizações encaram os riscos cibernéticos.

“Anteriormente nós tínhamos muitos estudantes, hoje temos muitos directores-gerais, CEOs e especialistas a participar a cada edição”, afirmou, acrescentando que o risco cibernético está a deixar de ser visto apenas como um problema técnico para assumir a dimensão de um risco de negócio.

Apesar dos progressos, o responsável alertou para a necessidade de reforçar a formação dos utilizadores, que considera um dos elos mais frágeis da segurança digital. Segundo Hélio Pereira, as empresas devem investir nas pessoas, nos processos e na tecnologia, evitando falhas como a utilização de ambientes de teste em sistemas de produção e páginas mal configuradas.

O director-geral da CyberSecur defendeu igualmente que as organizações devem passar dos planos escritos para a aplicação prática das medidas de segurança. Para o responsável, é necessário realizar testes, simular situações de risco e operacionalizar os planos de continuidade de negócio, de modo a melhorar a capacidade de resposta perante incidentes.

“Cibersegurança já não é uma questão de se vai ser atacada, mas uma questão de quando”, alertou Hélio Pereira, deixando uma recomendação às empresas e aos investidores: “Preparem-se para o inevitável”.

A quinta edição do CyberSecur Summit procurou, assim, reforçar a importância de uma abordagem mais consciente e prática à segurança digital, num contexto em que a transformação tecnológica exige maior preparação das organizações para prevenir, enfrentar e recuperar de possíveis ataques cibernéticos.

Angola reforça Programa Espacial Nacional com formação, inovação e acordos internacionais

Angola está a reforçar o Programa Espacial Nacional (PEN), com investimentos na formação de quadros, investigação científica, inovação e cooperação internacional, anunciou, esta segunda-feira, em Luanda, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.

Ao intervir na sessão de encerramento da Semana Mundial do Espaço 2026, realizada de 4 a 10 de Outubro, sob o lema “Revolução dos Foguetes”, o governante afirmou que o programa espacial está cada vez mais orientado para responder aos desafios do país e contribuir para o desenvolvimento económico e social.

Segundo Mário Oliveira, as tecnologias espaciais têm aplicações em diferentes sectores, incluindo agricultura, telecomunicações, gestão dos recursos naturais, monitorização ambiental, prevenção de catástrofes, ordenamento do território e melhoria dos serviços públicos.

No domínio da formação, o ministro revelou que, nos últimos 12 meses, foram capacitados 8.987 cidadãos, através de 74 acções realizadas em 16 províncias. No mesmo período, 148 técnicos das 21 províncias receberam certificação para utilizar, gerir e interpretar dados e serviços disponibilizados por satélites.

“Não existe soberania tecnológica sem pessoas preparadas para criar, operar e desenvolver tecnologia”, afirmou o ministro, defendendo o investimento na preparação de engenheiros, técnicos e investigadores nacionais para assegurar a continuidade do programa.

Angola estabeleceu igualmente 20 novos acordos de cooperação internacional nos últimos 12 meses, incluindo parcerias com as agências espaciais da Nigéria e dos Emirados Árabes Unidos. Estas iniciativas visam promover a troca de conhecimentos, a formação especializada, o desenvolvimento de projectos conjuntos e o acesso a tecnologias avançadas.

O governante realçou ainda a necessidade de aproximar a ciência e a tecnologia espacial dos jovens, das escolas e das universidades, de modo a estimular o interesse pela investigação científica e a criação de soluções tecnológicas nacionais.

Google lança agente de IA capaz de executar tarefas de trabalho de forma autónoma

A Google Cloud, divisão de serviços de computação em nuvem da Alphabet, apresentou nesta quinta-feira, 8 de Outubro, o Gemini Agent, um agente de Inteligência Artificial (IA) concebido para executar tarefas profissionais de forma autónoma. A ferramenta consegue responder a perguntas, criar conteúdos, escrever código e planear actividades, com o objectivo de facilitar o trabalho nas empresas.

Segundo a empresa, o agente consegue utilizar diferentes ferramentas e ligar-se aos sistemas de uma organização para concluir tarefas, com resultados que podem ser apresentados em documentos, e-mails e ambientes de desenvolvimento.

A ferramenta funciona com aplicações do Google Workspace, incluindo Gmail, Docs, Sheets e Agenda, e também pode ser utilizada através do Microsoft 365 e do Slack, permitindo integrar diferentes plataformas nos fluxos de trabalho.

O Gemini Agent selecciona o modelo de Inteligência Artificial mais adequado para cada tarefa. Actualmente, utiliza modelos Gemini, da Google, e Claude, da Anthropic, estando prevista a integração de outros modelos no futuro.

Outra funcionalidade permite criar agentes de IA concebidos para actuar como colegas de trabalho. Estes podem ter um endereço de e-mail próprio e aceder apenas às informações disponibilizadas pelo utilizador, de acordo com as permissões definidas.

A empresa está também a testar versões destinadas aos sectores financeiro e jurídico, enquanto soluções para as áreas da administração pública, saúde e retalho deverão ser disponibilizadas posteriormente.

O lançamento surge num contexto de crescente concorrência entre empresas tecnológicas no desenvolvimento de agentes de IA capazes de realizar tarefas com menor intervenção humana. A aposta está a evoluir para ferramentas que não se limitam a responder a perguntas, mas que também conseguem executar etapas de trabalho e interagir com diferentes aplicações.

CyberSecur Summit debate estratégias para reforçar a cibersegurança em Angola


O CyberSecur Summit realiza a sua 5.ª edição no dia 12 de Outubro, a partir das 8h00, no Hotel Epic Sana, em Luanda, sob o lema “A Divina Estratégia: Segurança não depende de milagres”. O encontro pretende promover a reflexão sobre os desafios da cibersegurança em Angola, com enfoque nas estratégias que empresas e instituições devem adoptar para enfrentar os riscos do ambiente digital.

A edição deste ano vai abordar a integração da cibersegurança nas decisões de gestão, com debates sobre governação, infra-estruturas críticas, sector financeiro, regulação, responsabilidade e Inteligência Artificial (IA).

Entre os temas previstos estão a participação dos conselhos de administração na prevenção de ataques informáticos, o nível de protecção das infra-estruturas críticas em Angola e a capacidade das instituições financeiras para acompanhar os riscos associados à inovação tecnológica.

O programa inclui igualmente uma discussão sobre regulação e responsabilidade na protecção de dados, com a questão “Duas leis, duas entidades, um vazamento. Quem manda em Angola?”, além de um debate sobre a importância da responsabilidade colectiva na cibersegurança.

A Inteligência Artificial também estará em destaque, através de uma apresentação sobre o seu impacto na estratégia, na gestão de dados e nas capacidades de defesa e ataque no domínio digital, numa altura em que a automação assume um papel crescente na segurança das organizações.

Criado em 2021, o CyberSecur Summit surgiu com o objectivo de estabelecer em Angola um espaço de referência para o debate sobre cibersegurança, segurança da informação, perícia digital, investigação corporativa e protecção de dados. Desde a sua criação, o fórum tem reunido empresas, especialistas, instituições públicas, profissionais de tecnologia, juristas, investigadores e decisores.

Com esta 5.ª edição, o evento pretende reforçar a discussão sobre a necessidade de integrar a segurança digital na governação das organizações, num contexto em que a protecção de dados, a continuidade das operações e a segurança das infra-estruturas exigem respostas coordenadas e estratégias de prevenção cada vez mais consistentes.