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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2026
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iOS 26.3 traz ferramenta que facilita mudança do iPhone para Android

A Apple disponibilizou a versão 26.3 do seu sistema operativo para iPhone, introduzindo uma novidade que promete mexer com o mercado: uma ferramenta que simplifica a migração de dados para dispositivos com Android.

A actualização não se limita a melhorias de desempenho e reforço da segurança. O grande destaque vai para o novo recurso de transferência, que permite aos utilizadores moverem informações como contactos, fotografias, mensagens e outros conteúdos de forma mais directa para equipamentos que utilizam o sistema da Google.

A introdução desta funcionalidade surge num contexto de maior pressão regulatória na Europa. A Comissão Europeia tem vindo a exigir maior interoperabilidade entre plataformas digitais, defendendo que os consumidores devem ter mais liberdade para alternar entre ecossistemas tecnológicos sem barreiras técnicas.

Com o iOS 26.3, a Apple dá assim um passo no sentido de facilitar a mobilidade dos utilizadores, numa altura em que a concorrência entre iOS e Android continua cada vez mais intensa.

FONTE: TECH AO MINUTO

Como África pode aproveitar todo o potencial dos cabos submarinos 

Com uma capacidade projectada de até 180 terabits por segundo (Tbps), o sistema supera, em conjunto, todos os cabos submarinos actualmente ao serviço do continente africano. Esta capacidade tem potencial para transformar a conectividade de mais de três mil milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo cerca de 1,4 mil milhões de residentes em África, e coloca o continente como um centro estratégico do tráfego global da Internet, deixando de ser apenas um corredor de trânsito.

No entanto, a presença do 2Africa por si só não determina o sucesso. Os Estados africanos, reguladores, empresas, prestadores de serviços, inovadores e cidadãos devem aproveitar activamente esta infra-estrutura para gerar valor, aumentar a productividade e impulsionar a inclusão digital.

2Africa, empresas de telecomunicações africanas e potencial económico

O sistema de cabos submarinos 2Africa é uma rede de última geração que oferece capacidade avançada de banda larga e redundância. A sua capacidade de design de 180 Tbps pode suportar milhões de transmissões simultâneas de vídeo de alta definição, serviços na nuvem, redes empresariais e outras aplicações com uso intensivo de dados.

Desenvolvido ao longo de seis anos por um consórcio de empresas de telecomunicações globais e africanas, o 2Africa inclui a Meta Platforms (anteriormente Facebook) como patrocinadora principal, a China Mobile International, a Orange S.A., a Telecom Egypt, o STC Group (center3) e a West Indian Ocean Cable Company (WIOCC). As empresas de telecomunicações africanas são fundamentais para o projecto: a MTN GlobalConnect (Bayobab) liderou as instalações em Gana e na Nigéria, a Vodacom supervisionou várias instalações na África do Sul, enquanto em Angola a operadora Unitel firmou a perceira com o cabo 2Africa.

Além do investimento financeiro, as operadoras envolvidas contribuíram de forma técnica, com a construção de estações de amarração, redes de backhaul e pontos de acesso para operadores, permitindo a integração da capacidade internacional nas redes nacionais. A produção e instalação do cabo ficaram a cargo da Alcatel Submarine Networks, num processo que exigiu coordenação regulatória intensa em mais de 50 jurisdições.

O impacto económico previsto é significativo. Estudos independentes indicam que o projecto 2Africa pode acrescentar entre 26,2 e 36,9 mil milhões de dólares ao Produto Interno Bruto de África num prazo de dois a três anos. Experiências anteriores demonstram efeitos positivos claros da conectividade por fibra submarina, incluindo aumentos do PIB per capita, crescimento do emprego qualificado e criação de novos postos de trabalho em vários países africanos. Estes resultados confirmam que o reforço da conectividade internacional impulsiona o crescimento económico, a adopção de serviços digitais e o emprego, colocando as operadoras africanas numa posição estratégica para liderar esta transformação.

“Verifica-se que a nossa solução Clouds2Africa, quer ao nível dos nós quer da infra-estrutura, está localizada em África e nos próprios países africanos. O nosso objectivo passa por alinhar a estratégia com a soberania dos dados, mantendo a informação dentro de cada país e no continente. Para 2025 e 2026, está prevista a expansão de mais soluções locais de infra-estrutura de cloud em África. A ideia central consiste em desenvolver soluções de cloud ajustadas ao mercado africano e assegurar que os dados e a informação permanecem localmente.” Sudhir Juggernath, CEO da Telcables Africa do Sul

O que África deve fazer para além da chegada do cabo

Um cabo submarino, por mais elevada que seja a sua capacidade, não garante por si só uma transformação económica se as infra-estruturas nacionais e regionais forem frágeis ou fragmentadas. Especialistas referem frequentemente o problema da chamada “economia de trânsito”, em que os dados atravessam África, mas o valor da cadeia digital desenvolve-se maioritariamente fora do continente. Para tirar pleno proveito destes investimentos, África precisa de pensar para além do simples trânsito de dados.

Investir em centros de dados locais e ecossistemas de cloud

Menos de um por cento da capacidade global de centros de dados está localizada em África, apesar de o continente concentrar cerca de 18 por cento da população mundial. A expansão de centros de dados locais e de infra-estruturas de edge computing permite que empresas e instituições retenham valor internamente, reduzindo a dependência do processamento no exterior. Parcerias entre grandes fornecedores globais de serviços de cloud e operadores africanos podem acelerar este crescimento, reforçar a soberania dos dados e apoiar o desenvolvimento de serviços digitais modernos para empresas e startups.

Reforçar as redes nacionais e o acesso de última milha

A capacidade de um cabo submarino só tem impacto real se as redes nacionais conseguirem distribuí-la a residências, empresas e instituições. Governos africanos, operadores de telecomunicações e investidores em infra-estruturas precisam de expandir as redes de fibra terrestre, modernizar o acesso móvel em 4G e 5G e acelerar a implementação de soluções de banda larga fixa. Reduzir a distância entre a capacidade disponível e o acesso efectivo é essencial para garantir benefícios tanto às populações urbanas como às rurais.

Alinhar políticas públicas e regulação para o crescimento digital

Os quadros regulatórios devem promover o acesso aberto, a concorrência justa e a partilha de infra-estruturas. O sistema 2Africa assenta no princípio de acesso aberto, assegurando que os operadores das estações de amarração disponibilizam capacidade grossista de forma equitativa. A harmonização regulatória entre países, leis claras de protecção de dados e incentivos ao investimento revelam-se igualmente determinantes para estimular um ecossistema digital competitivo.

Desenvolver competências e capital humano digital

Infra-estruturas de elevada capacidade perdem eficácia sem profissionais qualificados para as utilizar. Os sistemas de ensino, os programas de formação profissional e as parcerias público-privadas devem apostar no desenvolvimento de competências em programação, engenharia de redes, computação em cloud, cibersegurança e ciência de dados. Uma força de trabalho qualificada é fundamental para maximizar o valor da infra-estrutura digital e promover um ecossistema de inovação sustentável.

Para que África impulsione a inovação e a competitividade digital, precisamos de investir na formação de talentos tecnológicos entre os nossos jovens. Este desenvolvimento de competências digitais não deve apenas responder à procura a curto prazo das organizações dos setores público e privado, mas também antecipar o potencial futuro da economia digital do nosso continente. Matimba Mbungela, Director de Recursos Humanos, Vodacom Group 

A chegada do cabo submarino 2Africa proporciona à África uma base estratégica para a economia digital do continente. Não é uma garantia de transformação nem apenas um marco técnico. A verdadeira oportunidade reside na criação de políticas, investimentos, competências e ecossistemas de inovação com base nesta infra-estrutura.

Se África aproveitar o 2Africa de forma propositada, o continente poderá deixar de ser principalmente um ponto de trânsito nos fluxos globais de dados e tornar-se um centro dinâmico e compectitivo de valor económico digital. A oportunidade é clara; a tarefa agora é agir com visão, coordenação e compromisso.

Rússia bloqueia funcionamento do WhatsApp em todo o país

O governo da Rússia bloqueou totalmente o funcionamento do WhatsApp no país nesta quarta-feira (12), alegando que a Meta, empresa proprietária do aplicativo, não cumpriu a legislação local. A decisão foi confirmada pelo Kremlin, que também passou a incentivar o uso do MAX, um aplicativo de mensagem apoiado pelo Estado russo.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a medida foi adotada após Meta ter recusado em se adequar às exigências legais impostas pelas autoridades russas. Ele afirmou que o MAX está disponível como uma alternativa nacional para os cidadãos.

Críticos e organizações de direitos digitais apontam que o aplicativo estatal pode funcionar como ferramenta de vigilância, acusação que o governo russo nega. As autoridades afirmam que o MAX foi desenvolvido para integrar serviços públicos e facilitar a comunicação dos cidadãos.

O bloqueio é resultado de cerca de seis meses de pressão sobre o WhatsApp e faz parte de uma estratégia mais ampla do governo russo para ampliar o controle sobre a infra-estrutura de comunicações, especialmente durante o período de guerra.

A Meta afirmou, em comunicado, que a decisão isola mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura, classificando a medida como um retrocesso. Segundo a empresa, o bloqueio ocorreu após a retirada de domínios ligados ao WhatsApp do registro nacional, o que interrompeu o acesso ao serviço, que agora só pode ser utilizado por meio de redes privadas virtuais (VPNs).

A agência reguladora russa de comunicações, Roskomnadzor, não se pronunciou oficialmente até o momento.

Portugal proíbe redes sociais a menores de 16 anos

O Parlamento português aprovou esta quinta-feira na generalidade um diploma do PSD para regular o acesso às redes sociais a menores de 16 anos, com os votos favoráveis dos grupos parlamentares do PSD e PS, e dos deputados únicos do PAN e JPP, votos contra do Chega e Iniciativa Liberal, e abstenção do CDS-PP, PCP, Livre e Bloco de Esquerda.

projecto de lei trava o acesso livre às redes sociais e outras plataformas a crianças até aos 16 anos, passando a exigir-se o consentimento dos seus pais ou seus representantes legais. Em matéria de acesso às redes sociais e outras plataformas, a lei em vigor estabelece o limite de 13 anos para o consentimento das pessoas menores de idade.

“A idade mínima digital para acesso autónomo a plataformas de redes sociais, serviços de partilha de vídeos e serviços de comunicação aberta é fixada em 16 anos; crianças com idade igual ou superior a 13 anos apenas podem aceder mediante (…) consentimento parental expresso e verificado”, lê-se na proposta do PSD.

Já as crianças com idade inferior a 13 anos “não podem aceder a plataformas, serviços, jogos e aplicações abrangidos pela presente lei”. As limitações de acesso vão abranger redes sociais como o Instagram, o Facebook ou o TikTok, mas não, por exemplo, o WhatsApp, que é utilizado por muitos pais para comunicação com os seus filhos.

Segundo o partido, as empresas e plataformas têm de garantir que as redes que podem ser utilizadas por menores entre os 13 e os 16 anos “têm determinadas funcionalidades para evitar a exposição à violência, a conteúdos sexuais precoces, a jogos aditivos, a vídeos manipulados, a imagens manipuladas”.

De acordo com o diploma do PSD, a criação de uma nova conta de crianças até aos 13 anos não é possível e, entre os 13 e os 16, “carece de um mecanismo associado à Chave Móvel Digital ou outro mecanismo que permite identificar o menor e ver apenas a idade”.

Quanto à forma como se pretende garantir o cumprimento efetivo das medidas aprovadas, os deputados sociais-democratas entendem que a fiscalização deve caber à Autoridade Nacional de Comunicações de Portugal (Anacom) e à Comissão Nacional de Proteção e Dados daquele país europeu (CNPD).

Tanto a Anacom, como a CNPD, devem articular-se com “a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, para garantir a integração segura e adequada do sistema Chave Móvel Digital nos sistemas de verificação de idade previstos na presente lei”.

A medida não é inédita e segue exemplos de vários países que já impuseram restrições ao uso de plataformas digitais às crianças e adolescentes, com o objectivo de reduzir riscos associados à exposição excessiva, desinformação e problemas de saúde mental.

Entre os países que já adotaram políticas semelhantes destacam-se França, que exige autorização parental para menores de 15 anos, Espanha, que discute limites mais rígidos no acesso às redes, Itália, com regras de verificação de idade, e Reino Unido, que implementou leis para reforçar a segurança online de menores. Fora da Europa, Austrália e alguns estados dos Estados Unidos também avançaram com restrições e obrigações legais às plataformas digitais.

UAN estreia internet via Angosat-2 e reforça digitalização do ensino superior

A Universidade Agostinho Neto (UAN) tornou-se a primeira instituição de ensino superior em Angola a operar a versão comercial do Conecta Angola, serviço assegurado pelo satélite Angosat-2, passando a contar com acesso pleno e reforçado à internet. A iniciativa marca um passo estratégico na modernização tecnológica do sector académico e posiciona a universidade na linha da frente da transformação digital no país.

Com a nova infraestrutura, a UAN passa a dispor de internet de alta velocidade, maior estabilidade de ligação e largura de banda ampliada, factores que garantem melhor desempenho nas actividades académicas, administrativas e científicas. A conectividade reforçada permite acesso contínuo a plataformas digitais de ensino, bibliotecas virtuais, bases de dados científicas internacionais e ferramentas avançadas de investigação, criando um ambiente mais favorável à produção de conhecimento.

A entrada em funcionamento do Conecta Angola via Angosat-2 no ensino superior demonstra também o potencial estratégico do satélite nacional na expansão dos serviços de conectividade e no suporte a projectos estruturantes.

Para a UAN, o investimento representa não apenas melhoria na qualidade do ensino, mas também um impulso à inovação, à investigação académica e à cooperação científica, consolidando o seu papel como referência no panorama universitário angolano.

África do Sul lança Scam Signal, uma plataforma contra fraudes financeiras

A implementação do Scam Signal baseia-se na colaboração entre bancos, operadoras móveis e empresas de tecnologia. O projecto envolve vários bancos importantes da África do Sul, bem como a MTN Chenosis, a FICO, a Jersey Telecom e a GSMA, a organização global de operadoras móveis.

A plataforma utiliza interfaces de programação de aplicações (APIs) para conectar redes móveis com sistemas bancários, permite a análise em tempo real de dados de transações e comportamento da rede para identificar indicadores de fraude antes que os pagamentos sejam concluídos.

Dados oficiais mostram que a fraude em pagamentos digitais causou perdas de quase 3 mil milhões de rands (189 milhões de dólares) em 2024.

Os golpes em aplicações móveis geralmente dependem de engenharia social, o que limita a eficácia dos sistemas de decteção tradicionais. O Scam Signal oferece uma procteção adicional, bloqueando transações suspeitas ou alertando os utilizadores no momento da sua iniciação.

Facturação electrónica e IA impulsionam a eficácia da cobrança fiscal

O gestor discursava na abertura da Conferência “Outlook Fiscal 2026” da Deloitte, ao sublinhar o impacto real destas medidas, quer na vida dos cidadãos, quer do ponto de vista orçamental, recordando que as leis do OGE devem funcionar como instrumentos de ajustamento pontual e de correcção de imprecisões, e não como substitutos de reformas estruturais.

No que respeita à facturação electrónica, José Leiria afirmou que se trata de um processo que tem vindo a afirmar-se ao nível internacional e que, em Angola, passou a ser uma realidade efectiva desde Janeiro, não obstante os desafios associados ao momento e ao ritmo da sua implementação.

O PCA da AGT destacou os progressos já alcançados, nomeadamente a submissão automática de facturas à AGT no momento da sua emissão, tendo referido, ainda, o papel da “factura premiada” como instrumento de envolvimento dos cidadãos no controlo do cumprimento das obrigações fiscais, transformando os consumidores em agentes activos de verificação do sistema.

A intervenção abordou, igualmente, o recurso crescente à Inteligência Artificial na Administração Tributária angolana. Segundo José Leiria, a AGT iniciou em 2024 a implementação de ferramentas avançadas de análise de dados e gestão de risco, permitindo uma abordagem mais selectiva e eficiente da fiscalização.

[Angola] Presidente aprova USD 43 milhões para modernização digital da AGT

José Leria destacou, ainda, os esforços em curso para reforçar a interoperabilidade entre sistemas do Estado, incluindo a ligação entre a conformidade fiscal, os pagamentos do Estado e o acesso a determinados serviços, bem como o compromisso da Administração Geral Tributária com maior justiça, transparência e diálogo com os contribuintes.

Estas ferramentas já possibilitam que os contribuintes recebam notificações para exercer o direito de audição prévia, em substituição de processos de fiscalização mais extensos e generalizados.

O presidente da Deloitte Angola, José Barata, sublinhou que falar de Outlook Fiscal é falar de futuro, de confiança e de capacidade de adaptação. Para o responsável, a política fiscal assume um papel central na estabilidade macroeconómica e na competitividade das economias modernas, sendo hoje indissociável da tecnologia, da gestão da informação e da qualidade da tomada de decisão.

A Inteligência Artificial está já a alterar profundamente a forma como os Estados administram impostos, como as empresas gerem o risco fiscal e como as decisões são tomadas, sendo utilizada na análise de dados fiscais, na detecção de inconformidades, na previsão de receitas, na gestão de auditorias e no apoio à decisão, tanto no sector público como no privado.

O presidente da Deloitte Angola destacou que este avanço tecnológico coloca novas exigências ao sistema fiscal, nomeadamente ao nível da qualidade dos dados, da robustez dos processos digitais e da necessidade de uma relação mais transparente e estruturada entre os contribuintes e a Administração Tributária.

Criar caricaturas com o ChatGPT? Saiba como aderir à nova tendência viral

A Inteligência Artificial voltou a tomar conta das redes sociais, desta vez com uma tendência que está a conquistar milhares de utilizadores: a criação de caricaturas personalizadas através do ChatGPT.

Cada vez mais pessoas estão a recorrer à ferramenta para transformar fotografias comuns em versões ilustradas, criativas e até bem-humoradas de si próprias. O resultado? Imagens que podem ir do estilo cartoon profissional a versões mais artísticas, realistas ou totalmente criativas.

A tendência consiste em pedir à Inteligência Artificial que crie uma caricatura com base numa fotografia carregada pelo utilizador e nas instruções fornecidas no pedido (prompt). Dependendo do nível de detalhe e criatividade, os resultados podem ser surpreendentemente próximos da realidade.

Como criar a sua caricatura no ChatGPT

Se também quer experimentar, siga estes passos simples:

1. Aceda ao ChatGPT

Entre na plataforma através da aplicação ou do navegador.

2. Carregue uma fotografia sua

Escolha uma imagem com boa iluminação e com o rosto bem visível. Quanto melhor a qualidade da foto, melhor será o resultado final.

3. Escreva um pedido claro (prompt)

Seja específico. Por exemplo:

“Cria uma caricatura minha em estilo cartoon profissional, ligada à minha área de trabalho em tecnologia.”

Pode ainda indicar detalhes como:

  • Tipo de fundo
  • Expressão facial
  • Roupa
  • Ambiente (escritório, estúdio, espaço futurista, etc.)
  • Estilo artístico (anime, banda desenhada, realista, minimalista, entre outros)

4. Aguarde a geração da imagem

Em poucos instantes, a Inteligência Artificial irá apresentar a sua caricatura.

5. Ajuste até ficar satisfeito

Se o resultado não corresponder ao que imaginava, pode pedir alterações. Pequenos ajustes no pedido fazem grande diferença no resultado final.

Por que esta tendência está a viralizar?

Além de ser divertida, esta funcionalidade permite criar imagens personalizadas para:

  • Fotografias de perfil
  • Redes sociais
  • Apresentações profissionais
  • Conteúdos digitais
  • Branding pessoal

A facilidade de uso e o nível de personalização tornaram esta tendência num verdadeiro fenómeno digital.

Cibercrime custa mais de quatro mil milhões de dólares por ano ao continente africano


Os crimes praticados no ciberespaço estão a provocar perdas anuais superiores a 4.000 milhões de dólares em África, segundo estimativas da Interpol. O alerta foi feito pela coordenadora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em Angola, Manuela Carneiro, no âmbito de um workshop sobre crimes facilitados por meios cibernéticos e ciberataques, iniciado ontem, em Luanda, numa iniciativa conjunta da Embaixada dos Estados Unidos em Angola e da UNODC.

De acordo com a responsável, o cibercrime consolidou-se como um fenómeno transnacional, com impacto directo sobre infra-estruturas críticas, serviços públicos, sistemas financeiros e economias nacionais. A situação tornou-se ainda mais complexa com a crescente incorporação da inteligência artificial, que tem ampliado a escala, velocidade e eficácia dos ataques cibernéticos.

“A utilização de IA permite a automatização de técnicas criminosas, a personalização de campanhas maliciosas e dificulta significativamente a detecção dos ataques”, explicou Manuela Carneiro, sublinhando que o cenário actual representa um desafio sem precedentes para a segurança no ciberespaço, sobretudo em países em desenvolvimento.

Dados da Interpol referentes a 2024 indicam que as actividades criminosas online têm um custo económico mensurável e alarmante para o continente africano. Estas perdas reflectem-se directamente em governos, bancos, empresas, pequenos negócios e cidadãos, enfraquecendo economias, pressionando os orçamentos públicos e reduzindo a confiança dos investidores.

Segundo a coordenadora da UNODC, cada ataque bem-sucedido aumenta os custos de protecção, compromete o crescimento económico e coloca em risco a estabilidade institucional e a própria democracia. “Enfrentar o cibercrime não é apenas uma questão de segurança. É também uma questão de desenvolvimento económico e de soberania nacional”, afirmou.

O workshop em curso visa reforçar as capacidades técnicas e institucionais das autoridades angolanas na prevenção, investigação e resposta aos crimes cibernéticos, num contexto em que a transformação digital avança mais rápido do que os mecanismos de protecção.

FONTE: O PAÍS

Tribunal Constitucional vai recorrer à inteligência artificial para detectar fraudes digitais nos processos eleitorais

O Tribunal Constitucional (TC) prevê introduzir, ainda este ano, soluções de inteligência artificial (IA) para a detecção de fraudes digitais nos processos eleitorais, no âmbito da modernização dos seus sistemas de gestão e processamento de dados. O investimento está avaliado em mais de 2,4 mil milhões de kwanzas, de acordo com o Plano Anual de Contratação da instituição.

A iniciativa integra um conjunto de medidas estratégicas consideradas essenciais para a evolução do sistema de gestão eleitoral, com foco na segurança, transparência e eficiência dos processos. Entre as acções previstas constam a validação e certificação do Centro de Processamento de Dados (CPD), bem como o desenvolvimento e implementação de sistemas integrados de gestão do processo eleitoral.

O plano contempla igualmente a actualização da plataforma digital de agendamento e recepção de candidaturas, reforçando os mecanismos tecnológicos de suporte às operações eleitorais e reduzindo vulnerabilidades associadas ao manuseamento de dados sensíveis.

Segundo o documento a que o jornal O PAÍS teve acesso, o pacote de investimentos inclui ainda o licenciamento de software especializado, a realização de auditorias técnicas e de testes de intrusão (pentests) ao ecossistema eleitoral, com o objectivo de identificar falhas de segurança e prevenir ataques cibernéticos.

No domínio logístico, o Tribunal Constitucional prevê a aquisição de viaturas destinadas ao apoio ao processo eleitoral de 2027, num investimento estimado em 3,8 mil milhões de kwanzas, com vista ao reforço da mobilidade operacional durante as fases de preparação e execução do pleito.

Já na componente de capacitação e apoio técnico, estão previstos cerca de 62 milhões de kwanzas para serviços de consultoria, formação e capacitação em processos eleitorais. O plano reserva ainda 35 milhões de kwanzas para a elaboração do Manual Eleitoral de Apoio ao Regulamento sobre o Acesso e Utilização do CPD, considerado um instrumento-chave para a gestão técnica e normativa do sistema eleitoral.

Com esta aposta na inteligência artificial e em infra-estruturas digitais robustas, o Tribunal Constitucional procura alinhar-se com as boas práticas internacionais em matéria de segurança eleitoral, num contexto em que os riscos associados às fraudes digitais e aos ciberataques assumem crescente relevância.

FONTE: O PAÍS