
A Apple enfrenta uma acção colectiva de 2 mil milhões de libras, equivalente a aproximadamente Kz 2,5 biliões, no Reino Unido, movida em nome de programadores de aplicações. A empresa é acusada de abusar da sua posição no mercado ao impor regras de rastreamento mais rigorosas a serviços de terceiros.
O processo foi apresentado nesta quinta-feira, 3 de Setembro, no Tribunal de Apelação da Concorrência de Londres (Competition Appeal Tribunal) e está relacionado com o App Tracking Transparency (ATT), sistema lançado pela Apple em 2021. (Reuters)
A funcionalidade permite que os utilizadores decidam se pretendem autorizar as aplicações a acompanhar a sua actividade em aplicações e sites de outras empresas. A Apple defende que o sistema foi criado para reforçar a privacidade e dar aos utilizadores maior controlo sobre os seus dados.
No entanto, os responsáveis pela acção alegam que o ATT impôs exigências mais rígidas aos programadores de aplicações de terceiros do que aos próprios serviços da Apple. Segundo a acusação, essa diferença teria criado uma vantagem competitiva para o ecossistema de publicidade da empresa.
Ann Pope, antiga responsável da Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) e líder da acção, afirmou que a política da Apple causou prejuízos significativos a empresas que dependem da plataforma para chegar aos consumidores.
O caso coloca em discussão o equilíbrio entre a protecção da privacidade dos utilizadores e a concorrência no mercado de publicidade digital.
Para os programadores e empresas que dependem do rastreamento para publicidade direccionada, as restrições podem limitar a capacidade de medir campanhas e gerar receitas.
O App Tracking Transparency já foi alvo de investigações por parte de autoridades de concorrência em vários países europeus.
Na Alemanha, a Apple concordou recentemente em alterar regras relacionadas com a utilização de dados pessoais por programadores para publicidade direccionada, depois de a autoridade alemã da concorrência ter levantado preocupações sobre possíveis práticas anticoncorrenciais. Reguladores de França, Itália e Polónia também analisaram o sistema. (Reuters)
A Apple ainda não apresentou uma resposta específica sobre o novo processo no Reino Unido.






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