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Data centers em Angola: quais têm certificação internacional?

Os titulares das certificações dos centros de dados em Angola são nomes centrais da economia e do sistema financeiro angolano: data center da MSTelcom, subsidiária do Grupo Sonangol; o Banco Millennium Atlântico, através do seu CFIN Atlântico Data Center em Tatatona; a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), com dois data centers, o Centro Informático Seguro 1 (CIS I) e o Centro Informático Seguro 2 (CIS II); e a Raxio Angola, subsidiária local do grupo africano Raxio, com o seu AG1.

O que significa classificação Tier III

A classificação Tier III é o terceiro nível numa escala de quatro e garante redundância de componentes, manutenção concorrente, ou seja, é possível intervir em sistemas sem interromper a operação, e uma disponibilidade anual de 99,982%, o que corresponde a um tempo máximo de inactividade de 1,6 horas por ano. Para uma instituição financeira, uma operadora de telecomunicações ou um organismo do Estado que aloja dados sensíveis, esta certificação é uma garantia técnica e reputacional de primeira ordem.

O processo de certificação do Uptime Institute divide-se em três etapas distintas. A primeira, o Tier Certification of Design Documents (TCDD), valida os documentos de projecto antes da construção. A segunda, o Tier Certification of Constructed Facility (TCCF), confirma que a instalação foi edificada em conformidade com o projecto aprovado. A terceira, e mais exigente, é o Tier Certification of Operational Sustainability (TCOS), que avalia a capacidade operacional contínua da instalação ao longo do tempo.

Nenhum data center em Angola detém ainda o TCOS. Dos cinco registados pela Uptime Institute, três alcançaram as duas primeiras etapas, o CFIN Atlântico do BMA e os dois CIS da EMIS, enquanto o AG1 da Raxio e o da MSTelcom têm apenas a certificação de design concluída.

O Data Center e Cloud Nacional do Governo

É neste contexto que ganha relevo a situação do Data Center e Cloud Nacional do Governo, inaugurado a 28 de Abril deste ano pelo Presidente da República, João Lourenço. A instalação, desenvolvida no âmbito de um Memorando de Entendimento com os Emirados Árabes Unidos e considerada um dos maiores investimentos tecnológicos já realizados pelo Estado angolano, ainda não consta da lista do Uptime Institute.

Segundo o jornal Expansão, na sua edição número 878, os módulos do data center e cloud do Governo foram certificados com o nível Tier III, mas o edifício onde foram instalados ainda não tem o selo de garantia do Uptime Institute. O semanário apurou junto do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (Infosi) que os 12 contentores foram certificados, mas a instalação física em Camama ainda aguarda a avaliação da própria Uptime. André Mpumba, director-geral do Infosi, confirmou ao Expansão que a instituição está à espera de que os técnicos do Uptime visitem as instalações para avaliação e consequente certificação, sem adiantar datas para as auditorias.

A razão técnica está na natureza da tecnologia adoptada. A certificação Tier-ready, atribuída em fábrica ao módulo, não equivale à certificação da instalação enquanto infraestrutura operacional integrada. Trata-se de uma certificação parcial que, como o próprio Uptime Institute esclarece, não garante a operação do data center enquanto conjunto. Para que a instalação passe a figurar na lista oficial, será necessário submeter o local às auditorias completas de construção e design realizadas pela entidade certificadora. Enquanto isso não acontecer, a operação de alojamento de dados de instituições públicas e privadas naquela infraestrutura fica tecnicamente sem o reconhecimento internacional.

A Paratus e o caso das certificações alternativas

A situação da Paratus Angola ilustra bem uma realidade comum no mercado africano de data centers: é possível operar infraestruturas de elevada qualidade sem recorrer à certificação do Uptime Institute. A operadora pan-africana possui dois data centers em Luanda, no Patriota, projectados segundo os padrões Tier III, e anunciou a construção do que será o primeiro data center Tier IV by design de Angola, num terreno de 30.000 metros quadrados com capacidade para mais de 2.000 armários e uma potência de TI superior a 10 MW.

No entanto, nenhuma das instalações angolanas da Paratus consta da lista oficial do Uptime Institute. A empresa optou por um caminho diferente de reconhecimento internacional, tendo obtido as certificações PCI-DSS, que garante os mais elevados padrões de segurança para dados de pagamento com cartão; ISO 9001, relativa à gestão da qualidade; e ISO/IEC 27001, que certifica a gestão da segurança da informação. Estas são normas internacionalmente reconhecidas e relevantes para o mercado corporativo e financeiro, mas situam-se num domínio diferente da certificação Tier do Uptime Institute.

A distinção é importante. Quando uma instalação é descrita como “Tier III by design”, significa que foi projectada segundo os princípios do padrão Tier III, mas sem que o Uptime Institute tenha auditado e emitido certificação formal. Quando uma instalação consta da lista do Uptime Institute com TCDD ou TCCF, significa que a entidade certificadora verificou presencialmente os documentos de projecto ou a própria construção. São dois níveis de reconhecimento distintos, com processos e implicações diferentes para quem contrata serviços de alojamento de dados.

Angola sobe no ranking de startups em África

Paradoxalmente, Angola figura também entre os países com o ambiente mais difícil do mundo para iniciar e sustentar um negócio inovador. O relatório aponta que o País é um dos mais difíceis para realizar lucros com uma startup e, no capítulo da confiança de mercado que avalia a credibilidade institucional, o país ocupa o sétimo lugar entre os piores classificados a nível global. O ecossistema é considerado imprevisível e inseguro para fins de investimento.

Angola tem cerca de 65% da sua população com menos de 25 anos, a faixa etária geralmente mais propensa à inovação e ao empreendedorismo. Combinada com as baixas oportunidades de emprego formal, esta demografia gera uma pressão estrutural para a criação de novos negócios, incluindo startups. O crescimento do ecossistema pode assim compreender-se como uma resposta à necessidade e não apenas uma expressão genuína de oportunidade tornando-se esta a principal fragilidade sistémica do ecossistema.

A taxa mundial de mortalidade de startups ronda os 90% devido ao alto risco destes tipos de negócios. Em ecossistemas maduros, esse número já é preocupante. Em ambientes mais fragilizados, como o angolano, a probabilidade de sucesso de negócios escaláveis de base tecnológica é ainda mais reduzida.

O GSEI analisou os ecossistemas de 122 países dos quais apenas 100 entram no ranking e 1.556 cidades no mundo. O índice mede o volume dos actores do ecossistema com parâmetros como o número de startups, a procura real sobre o serviço ou produto, o número de investidores, os espaços de co-working e o número de aceleradores e incubadoras no mercado.

O Incide igualmente sobre a qualidade do ecossistema, avalia o investimento acumulado em startups, o número de unicórnios criados, a realização de lucros ou exits, o ranking do ensino superior e os centros de emprego no sector tecnológico. São precisamente estes últimos domínios em que o País enfrenta ainda enormes debilidades.

Destaque no valor do mercado

Apesar das fragilidades estruturais, Angola destaca-se no valor do ecossistema, ocupa o 61.º lugar a nível mundial, com uma valorização de 5,4 mil milhões de USD superior à de Cabo Verde, por exemplo, que é o 5.º melhor país do continente, mas cujo mercado vale apenas 48 milhões de USD. Esta classificação indica que as startups angolanas estão a alcançar avaliações e saídas financeiras expressivas, onde acabam por gerar um valor económico real bem acima do que seria esperado para um País com um ecossistema ainda por maturar.

No pilar dos incentivos empresariais, contudo, Angola figura entre os países com pior desempenho a nível global, um sinal claro de que o crescimento acelerado do ecossistema não será sustentável enquanto o ambiente regulatório, financeiro e institucional não acompanhar o dinamismo dos seus empreendedores.

A Cloud não está no céu, está no fundo do oceano

Mais de 95% do tráfego internacional de dados incluindo internet, ligações telefónicas, transmissões de vídeo e serviços em nuvem é realizado por cabos submarinos de fibra óptica. O que chamamos de “cloud” seja o Google Drive, o Microsoft Azure, a Netflix ou o WhatsApp depende fisicamente dessa infraestrutura invisível

Os cabos submarinos são instalados no leito do oceano por navios especializados, que conectam estações de terra. No centro, possuem fibras de vidro para transmitir dados rapidamente, enquanto camadas externas protegem toda a estrutura. Além de dados, transportam também electricidade e interligam as redes de energia de diferentes países.

Segundo o Telegeography, mais de 436 cabos submarinos estão espalhados pelo mundo que totalizam cerca de 1,3 milhão de quilômetros de conexão. O cabo Dunant, da Google, que liga a Virgínia à França, chegou a ser o de maior capacidade do mundo, com 250 terabits por segundo.

Durante décadas, os cabos foram geridos por consórcios de telecomunicações. A última década trouxe uma virada: empresas como Google, Meta, Microsoft e Amazon passaram a financiar directamente novas rotas, assumiram o controlo estratégico sobre a espinha dorsal da internet.

Os projectos em curso são de escala histórica:

  • Meta – Projecto Waterworth: a Meta anunciou planos para construir um cabo submarino de 50 mil quilômetros, mais longo que a circunferência da Terra com 24 pares de fibra óptica e prevê conectar os cinco continentes.
  • Google – Sistema Sol: o Google revelou o investimento no sistema Sol, uma malha de mais de 30 cabos submarinos interligando Estados Unidos, Bermudas, Açores e Espanha, com o objetivo de garantir desempenho robusto para os serviços do Google Cloud e de inteligência artificial em mercados internacionais.

A motivação é clara: as empresas querem dar conta da demanda por conexão e largura de banda na internet, principalmente com a expansão no uso da inteligência artificial.

África é um dos continentes menos conectados do mundo, contrariamente à Europa e à América do Norte, e os cabos submarinos seguem maioritariamente as rotas marítimas mais utilizadas pelos navios comerciais.

Angola é, talvez sem que a maioria dos seus cidadãos o saibam, um ponto estratégico desta infraestrutura global. Luanda serve de ponto de aterragem para vários cabos que ligam a costa ocidental africana à Europa e às Américas, entre os quais o WACS (West Africa Cable System), o SAT-3 e, mais recentemente, o sistema 2Africa.

O 2Africa cujo arranque operacional ocorreu no final de 2025, representa um salto qualitativo sem precedentes para o continente. Com 45.000 quilómetros de extensão e uma capacidade de 180 Tbps, o sistema supera, em conjunto, toda a capacidade dos cabos submarinos que serviam África até então. Para Angola, este cabo aterra no site Kanda, em Luanda, através de uma estação de aterragem construída de raiz pela UNITEL que é única operadora angolana envolvida no consórcio.

A Angola Cables, por seu lado, opera os cabos SACS (South Atlantic Cable System), MONET e WACS, posiciona o país como hub de interligação entre África, América Latina e Europa. Em Maio de 2026, a empresa anunciou uma parceria com a norte-americana Uniti Wholesale para expandir a conectividade transatlântica, reforçando a capacidade disponível para operadores, empresas e fornecedores de conteúdos em toda a região.

O Corredor do Lobito como oportunidade estratégica

Angola não está apenas no oceano está também no continente. E esta posição dupla confere ao país uma vantagem única no tabuleiro da conectividade africana. O Corredor do Lobito, projecto de reabilitação ferroviária que liga o litoral angolano à República Democrática do Congo e à Zâmbia, é também uma oportunidade para a implementação de um backbone de fibra óptica terrestre que transformaria Angola num verdadeiro hub regional de dados.

Tal infraestrutura permitiria criar rotas alternativas para dados provenientes do interior do continente, aumentar a resiliência da rede regional e reduzir a dependência de pontos únicos de falha. Num contexto geopolítico em que o controlo das infraestruturas digitais se torna cada vez mais estratégico, Angola começa a afirmar-se como actor relevante no Atlântico Sul.

Os incidentes recentes, como os cortes de cabos no Mar Vermelho e actividades suspeitas no Mar Báltico, demonstraram como é relativamente fácil perturbar a conectividade intercontinental, seja através de atos deliberados de sabotagem, seja por acidentes marítimos comuns, como o arrastamento de âncoras por navios mercantes

A cloud tem endereço e parte dele é angolano

Da próxima vez que guardar um ficheiro na nuvem ou fizer streaming de um vídeo, lembre-se: aqueles dados muito provavelmente atravessaram o Atlântico pelo fundo do oceano, passaram por uma estação de aterragem em Luanda ou Cacuaco, percorreram centenas de quilómetros de fibra óptica terrestre, e só depois chegaram ao servidor de uma empresa tecnológica algures na Europa ou nos Estados Unidos.

A “nuvem” não flutua. Tem peso, tem profundidade, tem coordenadas geográficas. E Angola faz parte dessa equação, não como espectador, mas como ponto de passagem obrigatório de uma das infraestruturas mais críticas do século XXI.

Funcionário do Google acusado de lucrar US$ 1,2 milhões com uso de dados internos

Um funcionário da Google foi detido e acusado pelas autoridades norte-americanas de utilizar informação interna da empresa para obter lucros em apostas online. O caso envolve o engenheiro Michele Spagnuolo, que terá arrecadado cerca de 1,2 milhões de dólares com a prática.

De acordo com o procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, Spagnuolo foi formalmente acusado de violar leis relacionadas ao uso indevido de informação privilegiada. O engenheiro, cidadão italiano residente na Suíça, foi detido na quarta-feira (27) e apresentado perante um juiz federal em Nova York.

As investigações indicam que o funcionário utilizou dados internos da Google, nomeadamente materiais de marketing acessíveis antes de serem tornados públicos para realizar apostas estratégicas na plataforma Polymarket.

Com base nessas informações antecipadas, Spagnuolo terá conseguido prever determinados acontecimentos com maior precisão, garantindo ganhos elevados no mercado de previsões.

Em comunicado, a Google afirmou estar a colaborar com as autoridades na investigação e confirmou que o funcionário foi colocado em licença. A empresa destacou ainda que, embora o acesso às informações fosse permitido internamente, a sua utilização para fins pessoais constitui uma violação grave das políticas corporativas.

Por sua vez, a Polymarket também confirmou ter cooperado activamente com as autoridades durante o processo investigativo.

O caso levanta novas preocupações sobre o uso indevido de dados internos em grandes empresas tecnológicas, sobretudo num contexto em que plataformas de apostas baseadas em previsões continuam a ganhar popularidade.

Fonte: G1

Meta lança WhatsApp Plus, Instagram Plus e Facebook Plus a nível global

A Meta anunciou oficialmente o lançamento global dos serviços de assinatura WhatsApp Plus, Instagram Plus e Facebook Plus. A novidade, que vinha sendo testada em alguns mercados, passa agora a estar disponível para utilizadores em todo o mundo a partir desta quarta-feira (27).

Com estes planos pagos, a empresa introduz um conjunto de funcionalidades adicionais voltadas sobretudo para criadores de conteúdo e utilizadores mais activos nas plataformas, permitindo maior controlo sobre interacções, visibilidade e personalização.

O que oferecem os planos Plus?

No Instagram Plus e no Facebook Plus, os utilizadores passam a ter acesso a ferramentas semelhantes, incluindo:

  • Visualizar Stories sem que o autor saiba
  • Saber quantas pessoas visualizaram um Story mais de uma vez
  • Criar listas mais segmentadas para partilha de Stories
  • Destacar Stories por mais de 24 horas
  • Identificar utilizadores que possam ter visualizado um Story
  • Publicar no perfil sem aparecer no feed dos seguidores
  • Reagir com animações exclusivas, como o “Super Coração”
  • Personalizar ícones da aplicação (no caso do Instagram)
  • Alterar fontes na biografia do perfil
  • Fixar mais publicações no perfil

E no WhatsApp Plus, o que muda?

Já a versão Plus do WhatsApp aposta em funcionalidades mais ligadas à personalização e organização, incluindo:

  • Possibilidade de trocar os temas do aplicativo
  • Utilização de toques personalizados
  • Fixar um maior número de conversas
  • Personalizar listas e organização de chats
  • Acesso a “figurinhas premium”

Segundo a Meta, estas funcionalidades foram desenhadas para melhorar a experiência dos utilizadores que procuram aumentar o alcance, compreender melhor o seu público ou simplesmente explorar novas formas de interacção nas redes sociais.

A iniciativa reforça a aposta da empresa em modelos de monetização baseados em subscrições, numa altura em que as plataformas digitais procuram diversificar as suas fontes de receita para além da publicidade.

iPhone 20 com “tela infinita” surge em novas imagens e reforça aposta futurista da Apple

Novas imagens renderizadas do alegado iPhone 20 estão a agitar o universo tecnológico, revelando um possível salto de design por parte da Apple para marcar os 20 anos do iPhone.

As imagens foram divulgadas pelo conhecido youtuber Jon Prosser e apontam para um dispositivo com “tela infinita”, caracterizada por bordas curvas e praticamente sem interrupções visuais.

A proposta lembra a mudança introduzida com o iPhone X, que celebrou os 10 anos da linha, mas leva o conceito ainda mais longe ao apostar num design mais limpo, sofisticado e futurista.

Um dos principais destaques vai para a possível integração dos sensores de câmara frontal e do Face ID sob o ecrã, algo inédito nos smartphones da Apple. Caso se confirme, esta tecnologia permitirá que toda a parte frontal do dispositivo seja ocupada pelo display, reforçando a ideia de um verdadeiro ecrã sem limites.

Segundo Prosser, o visual do equipamento deverá alinhar-se com a nova linguagem de design “Liquid Glass”, introduzida no iOS 26.

No campo do hardware, os rumores apontam para a inclusão de um sensor HDR avançado na câmara, capaz de oferecer imagens mais vibrantes e com maior alcance dinâmico. O dispositivo deverá também estrear o chip A21, prometendo melhor desempenho e maior eficiência energética.

Outro destaque é a possível adopção de uma nova tecnologia de bateria, denominada “Apple Anode”, semelhante às soluções de silício-carbono, que permitirá aumentar a capacidade sem alterar o tamanho físico do equipamento.

As melhorias não ficam por aí. O iPhone 20 poderá integrar memória do tipo mHBM (Mobile High Bandwidth Memory), optimizada para suportar funcionalidades de inteligência artificial associadas ao ecossistema Apple Intelligence.

Além disso, os botões físicos deverão dar lugar a versões hápticas, mantendo a posição tradicional, mas oferecendo uma experiência mais moderna e sensível ao toque.

Embora todas estas informações ainda se enquadrem no campo dos rumores, o alegado iPhone 20 deverá ser apresentado oficialmente em 2027, assinalando duas décadas desde o lançamento do primeiro iPhone.

Fonte: Tecmundo

Sector das Pescas investe mais de 627 milhões Kz em sistemas tecnológicos


O sector das Pescas e Recursos Marinhos vai investir cerca de 627,1 milhões de Kwanzas na implementação de infra-estruturas tecnológicas, numa aposta clara na digitalização e modernização dos serviços públicos ligados à gestão marítima.

A medida consta do Despacho Presidencial n.º 197/26, que autoriza a contratação de serviços para implementação de sistemas de informação e bases de dados de apoio ao Ministério das Pescas e Recursos Marinhos.

O investimento visa garantir maior eficiência e eficácia no funcionamento do sector, através de soluções tecnológicas capazes de melhorar a recolha, tratamento e análise de dados, elementos considerados fundamentais para a tomada de decisões estratégicas.

De acordo com o documento, esta iniciativa enquadra-se no esforço contínuo do Executivo para desenvolver o sector, alinhando-se com a estratégia nacional do mar, os princípios da economia azul e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas no âmbito da Agenda 2030.

O despacho destaca ainda que a definição de políticas eficazes para o sector depende, em grande medida, do acesso a informação fiável, actualizada e abrangente sobre as dinâmicas das pescas e a evolução dos seus diferentes segmentos.

O documento é assinado pelo Presidente da República, João Lourenço, que delega à Ministra das Pescas e Recursos Marinhos a competência para conduzir o processo de contratação, incluindo a aprovação dos procedimentos, validação legal dos actos e assinatura do contrato.

Com este passo, o sector reforça a aposta na transformação digital como ferramenta essencial para a gestão sustentável dos recursos marinhos e para o crescimento da economia azul em Angola.

Fonte: Economia & Mercado

Programa Pan-Africano abre candidaturas para bolsas em Ciências Espaciais e Tecnologia Planetária

Estão abertas as candidaturas para bolsas de estudo do Programa Pan-Africano para Ciência Planetária e Tecnologia (PAP2SN), uma iniciativa da Rede Pan-Africana para Ciência e Tecnologia Planetária no âmbito do programa de mobilidade académica intra-africana.

A oportunidade é destinada a cidadãos africanos interessados em áreas como Astronomia, Astrofísica, Ciência Espacial, Tecnologia Espacial, Ciência Planetária, Geologia Planetária e Sensoriamento Remoto, sectores considerados estratégicos para o avanço científico e tecnológico no continente.

O programa oferece formação em instituições africanas de referência, permitindo que estudantes e profissionais seleccionados participem em programas de pós-graduação, investigação científica, ensino e formação especializada.

No total, o PAP2SN disponibiliza quatro bolsas de doutoramento, seis bolsas de mestrado e três bolsas para mobilidade de curta duração, estas últimas dirigidas a profissionais e funcionários académicos.

As bolsas incluem cobertura de propinas, participação em actividades académicas, seguro de saúde, viagens, subsídio mensal, apoio para instalação e ainda contribuição para custos de investigação.

O consórcio destaca também o seu compromisso com a inclusão, garantindo que 50% das bolsas sejam atribuídas a mulheres e candidatos provenientes de grupos marginalizados.

Entre as instituições parceiras do programa constam a Universidade de Copperbelt, a Universidade Federal de Tecnologia de Akure, a Universidade de Addis Abeba, a Universidade da Namíbia de Ciência e Tecnologia e a Universidade de Witwatersrand.

As candidaturas decorrem até ao dia 31 de Maio de 2026.

Mais informações e submissão de candidaturas estão disponíveis no portal oficial:https://www.pap2sn.com/admissions.html

MULTICAIXA Express regista instabilidade e dificulta acesso dos utilizadores

O serviço MULTICAIXA Express registou, na manhã desta terça-feira (26), uma instabilidade que está a dificultar o acesso por parte dos utilizadores em várias zonas do país.

De acordo com a comunicação oficial da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), entidade responsável pela gestão da rede MULTICAIXA em Angola, já estão em curso trabalhos técnicos para a normalização do sistema, sendo que a reposição do serviço deverá acontecer com a maior brevidade possível.

Apesar dos constrangimentos verificados na aplicação, a EMIS assegura que os restantes canais da Rede MULTICAIXA continuam disponíveis e a funcionar sem interrupções. Entre estes, destacam-se os caixas automáticos (ATM) e os terminais de pagamento automático (TPA), que permanecem operacionais.

A falha no MULTICAIXA Express surge numa altura em que a aplicação é amplamente utilizada para pagamentos, transferências e outros serviços bancários digitais, sendo hoje uma das principais ferramentas de inclusão financeira no país.

New Cognito defende modelo integrado para transformação digital da saúde em Angola

A transformação digital do sector da saúde em Angola continua a enfrentar desafios estruturais, sobretudo ao nível da integração entre sistemas e da governação tecnológica. A posição foi defendida por João Almeida, durante a Conferência Nacional de Gestão em Saúde e Liderança 2026, realizada esta sexta-feira (22), em Luanda.

Durante a sua intervenção, subordinada ao tema “Ecossistema digital do sector da saúde”, o responsável destacou que muitos dos constrangimentos enfrentados pelas instituições não resultam da falta de tecnologia, mas sim da fragmentação dos sistemas existentes e da ausência de interoperabilidade entre plataformas clínicas e operacionais.

Segundo o CTO da New Cognito, a digitalização da saúde deve ser encarada de forma estratégica e integrada, assente numa visão unificada que inclua operações, segurança, dados e continuidade dos serviços. Neste sentido, defendeu a criação de ecossistemas digitais capazes de combinar diferentes componentes tecnológicas, como plataformas clínicas, conectividade, cibersegurança, automação e inteligência artificial.

“Digitalizar a saúde não é apenas implementar software ou adquirir equipamentos. É criar um ecossistema integrado, governado e operacional, capaz de garantir continuidade, segurança e eficiência, além de melhorar a experiência do paciente”, afirmou.

Por sua vez, Jorge Amaral apresentou o projecto NC+, uma iniciativa estruturante que visa expandir o acesso aos cuidados de saúde em Angola através de soluções digitais integradas, especialmente em zonas remotas.

O projecto assenta numa infra-estrutura tecnológica híbrida, combinando fibra óptica, conectividade via satélite e redes móveis de nova geração. Esta base suporta os chamados NC+ Smart Hub, centros digitais comunitários que funcionam como pontos de acesso a serviços de saúde, incluindo telemedicina, registo clínico electrónico e monitorização remota de pacientes.

Na prática, o modelo permite que os cidadãos realizem medições básicas de saúde localmente e tenham acesso imediato a teleconsultas, recebendo diagnóstico e prescrição médica sem necessidade de deslocação aos grandes centros urbanos.

“O NC+ foi desenvolvido para reduzir barreiras geográficas e aproximar os serviços essenciais das populações, promovendo um modelo mais inclusivo, eficiente e sustentável”, explicou.

Além do impacto directo na saúde, o projecto integra também serviços de inclusão financeira, educação digital e conectividade, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades e reforçando o papel da tecnologia como motor de transformação social em Angola.