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A nova era da cibersegurança: em 2026, a identidade é a chave

Para o especialista, o modelo de ameaças mudou. A inteligência artificial baixou drasticamente a barreira de entrada para o cibercrime, com um aumento exponencial da velocidade e da sofisticação dos ataques.

A identidade tornou-se a nova fronteira da segurança. Com o crescimento das identidades sintéticas, contas não humanas e esquemas de personificação gerados por IA, os controlos de acesso tradicionais baseados em credenciais deixaram de ser suficientes.

Segundo o Relatório Global de Cibersegurança 2026 do Fórum Económico Mundial, a cibersegurança está no centro da confiança, o que exige que inteligência, competências, sistemas e soluções funcionem de forma coordenada.

África acumula 3 mil milhões em perdas

O Relatório de Ciberameaças em África da INTERPOL 2025 estima que o continente acumulou perdas de cerca de 3 mil milhões de dólares ao cibercrime entre 2019 e 2025. Uma economia criminosa organizada, industrializada e bem financiada.

A mensagem para os líderes empresariais é directa: os orçamentos de segurança devem orientar-se para a protecção de identidade, automação inteligente e defesa preventiva.

Deepfakes a cada cinco minutos

Em 2024, registou-se um ataque de deepfake a cada cinco minutos, com uma subida de 244% face ao ano anterior, de acordo com o Instituto de Cibersegurança da Entrust. Estes ataques afectam salas de conselho, fornecedores, prestadores de serviços externos e fluxos de trabalho internos.

Uma reunião comprometida, uma interacção falsa com um fornecedor ou uma autorização executiva fabricada podem levar colaboradores a realizar transacções financeiras ou a assumir compromissos contratuais de grande valor, antes de o esquema ser detectado. O prejuízo não é apenas financeiro: reputação e operações saem sempre danificadas.

IA, automação e confiança zero

A gestão de identidade e acesso com base em IA tem de se tornar uma prioridade de investimento. Os sistemas precisam de distinguir identidades humanas de sintéticas, validar comportamentos de forma contínua e aplicar autenticação baseada no risco. A arquitectura de confiança zero deve estender-se a todo o ecossistema da organização.

A automação é essencial, mas tem de ser implementada com critério. Os centros de operações de segurança (SOC) enfrentam cada vez mais fadiga de alertas e milhares de eventos diários. A triagem e investigação com apoio de IA são uma resposta necessária.

A automação total sem supervisão humana é, contudo, um risco. Bloquear comunicações executivas ou desactivar sistemas com base em sinais mal interpretados pode paralisar operações. A abordagem correcta é a inteligência combinada: IA para acelerar a detecção, humanos para gerir o impacto.

Fornecedores e computação quântica no radar

O risco na cadeia de abastecimento ganha cada vez mais relevância. Muitos ataques de ransomware e explorações de dia zero têm origem no comprometimento de fornecedores externos, em especial os de menor dimensão, com menos recursos para implementar controlos avançados. A gestão deste risco tem de evoluir das listas de verificação de conformidade para a monitorização activa e contínua.

A computação quântica começa também a desafiar os pressupostos sobre a robustez criptográfica. Ainda sem impacto massivo, os avanços em investigação já demonstraram capacidade para quebrar algoritmos de encriptação sofisticados. As organizações devem avaliar estratégias de criptografia pós-quântica nos próximos dois a três anos.

Segurança antecipatória, não reactiva

Em 2026, a segurança tem de deixar de ser reactiva para se tornar antecipatória. Em vez do ciclo alerta-resposta-remediação, o foco deve estar na identificação de padrões de reconhecimento pré-ataque, movimentos laterais anómalos ou comunicações de comando e controlo, antes de qualquer exfiltração de dados ou implantação de ransomware.

Nenhum sistema prevê todos os ataques. A próxima fase da ciberdefesa assentará na estratégia, na resiliência e na agilidade para minimizar tanto o risco como o impacto, avança Caesar Tonkin.

Angola Digital Forum debate impacto da Inteligência Artificial em sectores estratégicos

“A Era da Inteligência Artificial” foi o tema central da 5.ª edição do Angola Digital Forum, iniciativa promovida pelo Portal de T.I., que decorreu ontem, 29 de Abril, no Hotel Epic Sana, em Luanda.

O encontro juntou 21 especialistas, empresários e profissionais ligados ao sector tecnológico, num espaço de reflexão sobre os desafios, oportunidades e perspectivas da transformação digital em Angola.

Ao longo da conferência, os debates estiveram distribuídos por cinco painéis temáticos. O primeiro painel abordou “A IA na Saúde e nos Serviços Públicos”, com enfoque no uso da tecnologia para melhorar a eficiência institucional e a prestação de serviços aos cidadãos.

No segundo painel, dedicado ao tema “O impacto da IA nos Mercados Financeiros”, os participantes analisaram as mudanças que a inteligência artificial está a introduzir no sector bancário, na gestão de risco e nos serviços financeiros digitais.

Já o terceiro painel centrou-se em “A IA na Agricultura e na Logística”, destacando soluções inovadoras para aumentar a produtividade no campo e optimizar cadeias de abastecimento.

O quarto momento de debate tratou da “Conectividade e Infra-estrutura Digital na Era da IA”, sublinhando a importância de redes modernas, centros de dados e inclusão digital como base para o crescimento tecnológico.

Por fim, o quinto painel analisou “O impacto da IA no Sector do Petróleo e Gás”, com destaque para a automação de processos, eficiência operacional e inovação numa das principais áreas da economia angolana.

A 5.ª edição do Angola Digital Forum reforçou, deste modo, a relevância da inteligência artificial como ferramenta estratégica para impulsionar a modernização e a competitividade de Angola.

AfricArena Summit: a cimeira que coloca África no centro da inovação

Durante dois dias, a cimeira reúne startups, investidores e líderes do ecossistema tecnológico africano em sessões de pitches e painéis dedicados à aceleração do sector tecnológico no continente.

O evento em Nairobi faz parte de uma série de seis cimeiras regionais em quatro regiões de África, todas a preparar terreno para o AfricArena Grand Summit anual, marcado para a Cidade do Cabo em Dezembro de 2026.

Fintech em destaque no primeiro dia

A jornada inaugural centra-se no fintech e os números justificam a escolha. Mais de 83% dos adultos quenianos têm hoje acesso a serviços financeiros. O sector deverá ultrapassar os 14 mil milhões de dólares até 2028, segundo dados da própria cimeira, o que faz do Quénia um mercado incontornável para fundadores e investidores.

A mudança na governança da IA redefine o sector financeiro africano

Segundo dia com foco nas tecnologias climáticas

No segundo dia, o destaque vai para o clima. Em 2024, as startups climáticas quenianas angariaram mais de 325 milhões de dólares quase metade do financiamento total obtido por startups no país nesse ano.

O Quénia consolida-se como polo de inovação verde nas áreas da mobilidade eléctrica, energia solar e agricultura sustentável. A rede energética nacional é composta por cerca de 90% de fontes renováveis, de acordo com a AfricArena.

Angola conta com 17,5 milhões de utilizadores de internet

A taxa de penetração móvel em Angola situa-se actualmente nos 75%, valor que supera em 5,5 pontos percentuais os objectivos definidos pela SADC para a conectividade regional. Os números, avançados pelo ministro das Telecomunicações, reflectem uma trajectória de crescimento sustentado no sector e os seus efeitos concretos na inclusão digital e no acesso a serviços nas áreas da saúde, educação, segurança e administração pública.

Na base deste desempenho está, em parte, a expansão da rede nacional de fibra óptica, que ultrapassa já os 22 mil quilómetros. A malha cobre progressivamente as capitais provinciais e os municípios, com ramificações que alcançam países vizinhos.

Presidente João Lourenço inaugura Data Center e Cloud do Governo de Angola

A este esforço somam-se infra-estruturas de alcance estratégico: o satélite AngoSat-2, que reforçou a capacidade nacional de comunicações, e os cabos submarinos internacionais, que colocam Angola num ponto de passagem relevante na ligação digital entre África e o resto do mundo.

Para Mário Oliveira, o conjunto destes investimentos criou uma base tecnológica capaz de sustentar o crescimento económico e acelerar a transformação digital do país. O novo Data Center do Governo insere-se nessa lógica: ao centralizar o armazenamento, o processamento e a protecção de dados em território nacional, reforça as condições para o desenvolvimento de serviços digitais e para a inovação tecnológica.

Presidente João Lourenço inaugura Data Center e Cloud do Governo de Angola

Após o corte da fita, o Presidente da República, acompanhado do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, fez uma visita demorada à infra-estrutura. Durante a visita, recebeu explicações sobre o funcionamento do Data Center e Cloud do Governo, prestadas pelo director-geral do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI), André Pedro.

O ministro Mário Oliveira destacou o impacto positivo do Data Center e Cloud do Governo de Angola na modernização do Estado, na transformação da economia e na melhoria dos serviços públicos.

“Vivemos numa era em que os dados constituem um dos mais relevantes activos estratégicos das nações. A sua gestão eficiente, o seu processamento seguro e a sua protecção são hoje determinantes para a competitividade económica, a transparência governativa e, sobretudo, para a salvaguarda da soberania nacional”, afirmou o ministro.

A infra-estrutura prevê ainda a disponibilização de serviços tecnológicos a entidades privadas, com contributo para o fortalecimento do ecossistema digital nacional.O Executivo considera que os Data Centers têm um papel central no ecossistema das TIC e grande importância no desenvolvimento das economias. Funcionam como o “coração” das infra-estruturas digitais, ao garantir o armazenamento massivo e o processamento avançado de grandes volumes de dados, a disponibilidade contínua de aplicações e serviços online, bem como uma protecção mais robusta dos dados.

Embaixada dos EUA em Angola promove seminário sobre Inteligência Artificial

A iniciativa que conta com a colaboração do grupo norte-americano, DAIMLAS, vai reunir decisores e líderes institucionais para uma reflexão estratégica sobre o impacto da inteligência artificial na governação, nos media e no desenvolvimento económico.

O acto de abertura vai contar com altas entidades governamentais e a chefe de Missão dos Estados Unidos em Angola e São Tomé e Príncipe, Shannon Cazeau.

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Segundo a mesma fonte, o seminário insere-se na iniciativa Freedom 250, que assinala os 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, promovendo o diálogo sobre inovação, tecnologia e os valores da liberdade, da inclusão e do progresso.

MINTTICS inaugura hoje primeiro Data Center e Cloud Nacional

Segundo um comunicado do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), o acto será presidido pelo Presidente da República, João Lourenço.

Com 208 racks — estruturas físicas que alojam servidores e equipamentos de rede e capacidade para 13 000 servidores virtuais (vCPU), a infra-estrutura destina-se ao armazenamento seguro de dados governamentais e à hospedagem de sistemas informáticos públicos. Está prevista a migração das aplicações existentes e a disponibilização de mais de 80 serviços governamentais na nova plataforma.

O edifício, composto por dois pisos pré-fabricados de centros de dados modulares, ocupa uma área de 860 metros quadrados no Camama, em Luanda, e integra uma rede de fibra óptica com capacidade de 50 gigabits por segundo, que interliga todos os ministérios e a Assembleia Nacional. A infra-estrutura permite ainda a implementação de escritórios inteligentes e a unificação de dados provenientes de diferentes sectores da administração pública.

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Está igualmente prevista a disponibilização de serviços tecnológicos a empresas privadas, nacionais e estrangeiras.

De acordo com o ministério, o projecto visa reforçar a soberania digital do país, reduzir a dependência de infra-estruturas de armazenamento externas, e acelerar a transformação digital em sectores como a saúde, a educação, a segurança e a economia.

O investimento abrangeu a construção da infra-estrutura, a formação de técnicos especializados e a unificação dos serviços governamentais numa plataforma de computação em nuvem (cloud) partilhada.

O projecto resulta de um Memorando de Entendimento celebrado em dezembro de 2021 entre os Governos de Angola e dos Emirados Árabes Unidos, assinado entre o MINTTICS e a multinacional Presight (grupo G42), tendo sido apresentado publicamente em fevereiro de 2023 pelo ministro da tutela, Mário Oliveira.

Luanda recebe primeira arena de jogos em realidade virtual de Angola no Shopping Atrium


Luanda passou a contar com a primeira arena de jogos em realidade virtual de Angola, instalada no Shopping Atrium, na zona da Nova Vida. O espaço, denominado VR Arena Angola, introduz ao mercado nacional uma nova proposta de entretenimento baseada em tecnologia imersiva e experiências interactivas.

A infra-estrutura utiliza equipamentos Meta Quest 3 e tecnologia internacional Anvio, amplamente usada em arenas de realidade virtual noutros mercados. A inauguração oficial já decorreu e marca a entrada de Angola no segmento global de entretenimento digital imersivo.

Diferente dos modelos tradicionais de realidade virtual, em que o utilizador permanece limitado por fios ou por uma pequena área, a nova arena funciona com sistema Free Roam.

Na prática, os participantes podem deslocar-se livremente por uma área física de 100 metros quadrados, enquanto os seus movimentos são reproduzidos em tempo real no ambiente virtual. A proposta procura tornar a experiência mais realista e dinâmica.

A abertura do espaço surge num momento em que cresce o interesse por soluções de lazer tecnológico em Luanda, sobretudo entre o público jovem e consumidores ligados a videojogos e inovação digital.

Microsoft flexibiliza acordo com OpenAI e termina exclusividade no Azure

A Microsoft e a OpenAI anunciaram nesta segunda-feira (27) mudanças significativas no acordo que mantém as duas empresas ligadas desde o início da parceria em inteligência artificial. A revisão do contrato coloca fim à exclusividade que existia na área de serviços em nuvem e abre uma nova fase de cooperação entre ambas.

Com as novas condições, a OpenAI passa a ter liberdade para disponibilizar as suas ferramentas e modelos de inteligência artificial em diferentes plataformas de computação em nuvem, deixando de depender apenas do Azure, serviço pertencente à Microsoft.

Mesmo com essa abertura, a gigante tecnológica norte-americana continuará a ser a principal parceira da OpenAI neste sector. Isso significa que futuros produtos deverão continuar a chegar primeiro ao Azure, excepto em situações em que a Microsoft não tenha capacidade ou opte por não oferecer determinada tecnologia.

Outro ponto confirmado no novo entendimento é a manutenção dos direitos de utilização de propriedade intelectual da OpenAI por parte da Microsoft até 2032. No entanto, esses direitos deixam de ser exclusivos, permitindo à OpenAI negociar licenças semelhantes com outras empresas.

A parceria também sofreu alterações no campo financeiro. A Microsoft deixará de efectuar pagamentos relacionados com participação nos lucros da OpenAI. Em contrapartida, a empresa criadora do ChatGPT continuará a transferir valores para a Microsoft até 2030.

A empresa afirmou ainda que os projectos conjuntos permanecem ambiciosos, incluindo expansão de centros de dados, desenvolvimento de chips avançados e uso da inteligência artificial em soluções de segurança digital.

FONTE: G1

Argélia lança primeiro cluster de startups dedicado à IA e segurança cibernética

A Argélia deu um passo importante na aposta pela inovação tecnológica ao inaugurar o primeiro centro de startups do país dedicado exclusivamente à inteligência artificial (IA) e à segurança cibernética. A iniciativa pretende transformar o potencial técnico nacional num activo estratégico para a economia.

O centro foi lançado no Pólo Científico e Tecnológico “Chahid Abdelhafid-Ihaddaden”, em Sidi Abdellah, sob supervisão conjunta do ministro do Ensino Superior e Investigação Científica, Kamel Baddari, do ministro da Economia do Conhecimento e Startups, Noureddine Ouadah, e do ministro dos Correios e Telecomunicações, Sid Ali Zerrouki.

A nova estrutura representa uma mudança na política de inovação argelina, que passa de iniciativas isoladas de startups para um modelo mais integrado, reunindo universidades, centros de investigação e empresas emergentes num mesmo espaço de colaboração.

O principal objectivo do centro é reduzir a distância entre a investigação académica e a aplicação industrial, criando um mecanismo capaz de acelerar processos de inovação e transformar conhecimento científico em soluções práticas.

Entre os sectores prioritários estão a saúde, agricultura, energia e serviços digitais, áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento económico do país.

As autoridades argelinas indicaram que o modelo poderá ser replicado noutros campus universitários em todo o território nacional. O ano de 2027 foi apontado como meta para consolidar um crescimento económico baseado no conhecimento e na tecnologia.

FONTE: TECHINAFRICA