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Internet via ANGOSAT-2 volta a beneficiar 5 mil moradores no Bengo

Cerca de 5 mil moradores da comuna do Quiage, no município do Bula Atumba, província do Bengo, vão voltar a beneficiar de acesso à internet através do ANGOSAT-2, após a recuperação do ponto de conectividade do programa Conecta Angola na localidade.

Situada a cerca de 310 quilómetros de Luanda, a comuna é constituída por 15 aldeias e está localizada a aproximadamente 56 quilómetros da sede municipal. Para as comunidades locais, a ligação por satélite representa uma importante alternativa às redes convencionais, que apresentam limitações de cobertura na região.

A recuperação do ponto de conectividade está a ser realizada pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), através do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e parceiros.

As intervenções decorrem até ao final de Setembro de 2026 e abrangem 11 províncias, nomeadamente Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza Sul, Malanje, Uíge, Zaire, Bié, Moxico, Lunda Norte, Lunda Sul e Cabinda.

Além da recuperação e migração de antenas de conectividade através do ANGOSAT-2, o projecto inclui a instalação da aplicação Observa+ e acções de mobilização das comunidades para iniciativas ligadas à ciência, tecnologia e inovação espacial.

A iniciativa pretende também aproximar as tecnologias espaciais das instituições de ensino, permitindo que estudantes tenham acesso a aplicações e dados espaciais para aprendizagem, investigação e desenvolvimento de soluções para problemas das próprias comunidades.

Observa+ leva inteligência artificial e tecnologia espacial a mais de 2.300 estudantes no Bengo

Mais de 2.300 estudantes do Instituto Politécnico de Administração e Gestão Dr. João Bernardo de Miranda Nº 1013, em Caxito, província do Bengo, passam a ter acesso ao Observa+, uma aplicação geoespacial que combina tecnologias de observação da Terra e inteligência artificial para disponibilizar informações sobre o território.

A iniciativa pretende aproximar os estudantes das tecnologias espaciais e permitir que ferramentas digitais sejam utilizadas na sala de aula para analisar problemas concretos da província e do país.

Entre as funcionalidades do Observa+ estão aplicações relacionadas com a agricultura, ambiente, recursos hídricos e ordenamento do território.

Na agricultura, por exemplo, os dados disponibilizados pela plataforma podem ser utilizados para acompanhar áreas cultivadas, analisar o estado da vegetação e observar alterações no uso e ocupação do solo. A tecnologia também pode apoiar a análise de situações de seca e de recursos hídricos.

Com acesso a estas informações, os estudantes podem observar o território, analisar fenómenos e desenvolver trabalhos de investigação utilizando dados geoespaciais.

O director da instituição, Isaac Capemba, considera que a ferramenta poderá contribuir para despertar o interesse dos estudantes pela investigação e pelas tecnologias espaciais.

“Essa aplicação vai ajudar a que os nossos estudantes comecem a despertar o interesse pela investigação e compreendam melhor o impacto da tecnologia espacial no mundo e, particularmente, na nossa província”, afirmou.

Segundo o responsável, a utilização da plataforma também permitirá aproximar a formação teórica da realidade, dando aos estudantes a possibilidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em situações concretas.

O instituto ministra cursos de Estatística e Planeamento, Finanças, Contabilidade e Gestão e Administração e Autarquias Locais, áreas que podem beneficiar da utilização de dados sobre o território.

A implementação do Observa+ no Bengo faz parte das acções desenvolvidas pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), através do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e parceiros.

O projecto decorre até ao final de Setembro de 2026 e abrange 11 províncias: Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza Sul, Malanje, Uíge, Zaire, Bié, Moxico, Lunda Norte, Lunda Sul e Cabinda.

Além da instalação do Observa+, as acções incluem a recuperação e migração de antenas de conectividade através do ANGOSAT-2 e a mobilização das comunidades para iniciativas relacionadas com ciência, tecnologia e inovação espacial.

A aposta procura levar o uso de dados e aplicações espaciais para mais perto das instituições de ensino, criando condições para que os estudantes utilizem a tecnologia não apenas como ferramenta de aprendizagem, mas também para investigar e desenvolver soluções para desafios das suas comunidades.

Operação Serengeti 2.0: INTERPOL desmantela rede de cibercrime activa em Angola

Angola foi um dos três países africanos visados pela Operação Serengeti 2.0, uma acção coordenada pela INTERPOL contra operações ilegais de mineração de criptomoedas, centros de burla (“scam centres“) e infra-estrutura de ransomware, avança o relatório de Avaliação de Ciber – Ameaças Africanas 2026 da organização. A par de Angola, a operação abrangiu também a África do Sul e o Uganda.

Segundo o documento, a operação — conduzida em 2025 no âmbito da Operação Conjunta Africana contra o Cibercrime (AFJOC, na sigla em inglês) — resultou no desmantelamento de mais de 1.200 servidores maliciosos, na apreensão de 1.800 dispositivos e na detenção de 120 indivíduos, travando redes criminosas responsáveis por perdas estimadas em 300 milhões de dólares.

A Serengeti 2.0 integra uma série mais alargada de operações internacionais lideradas pela INTERPOL ao longo de 2025 e início de 2026, já no âmbito da terceira fase do AFJOC:

  • Operação Contender 3.0 (Julho-Agosto de 2025), focada em burlas românticas em 14 países, que resultou em 260 detenções e na recuperação de cerca de 2,8 milhões de dólares em fundos ilícitos;
  • Operação Sentinel (Outubro-Novembro de 2025), descrita pela INTERPOL como “a maior operação coordenada de sempre contra o cibercrime em África”, abrangendo 19 países e visando fraude por e-mail corporativo (BEC), sextorsão digital e ransomware, com 574 detenções e cerca de 3 milhões de dólares recuperados;
  • Operação Red Card 2.0 (Dezembro de 2025 a Janeiro de 2026), contra fraude bancária móvel, fraude de investimento e burlas em aplicações de mensagens, que levou a 651 detenções e à recuperação de mais de 4,3 milhões de dólares em 16 países africanos.
Calendário de operações da INTERPOL no âmbito da terceira fase do AFJOC (2025-2026), incluindo a Operação Serengeti 2.0. Fonte: INTERPOL African Cyberthreat Assessment Report 2026

O combate à mineração ilegal de criptomoedas tem sido também uma prioridade das autoridades angolanas a nível interno: o Serviço de Investigação Criminal (SIC) tem desmantelado, nos últimos meses, várias infra-estruturas clandestinas de mineração digital no país, alegando consumo irregular de energia e utilização indevida de infra-estrutura pública. A menção de Angola na Operação Serengeti 2.0 sugere que este tipo de actividade ilícita tem também uma dimensão transnacional, integrada em redes mais amplas de cibercrime que operam em vários países da região.

Angola entre os países mais visados por ataques DDoS e fugas de dados na África Austral

A região da África Austral foi apontada pelo relatório da INTERPOL como “a região mais digitalmente avançada e mais visada” do continente em 2025, em grande parte devido à elevada conectividade proporcionada pelos cabos submarinos e pelos centros de dados ali concentrados. Angola surge repetidamente citada como um dos países da região com maior exposição a diferentes tipos de Ciber – Ataques.

Segundo o documento, Angola foi um dos países, a par das Maurícias, onde se registou um surto de ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) em 2025, fenómeno que a INTERPOL associa à “concentração de infra-estrutura digital de elevado valor” nestes dois países. Na região, o recorde absoluto pertenceu à África do Sul, que sozinha registou 213.523 ataques DDoS, um deles atingindo 312 Gbps, mas o relatório destaca especificamente Angola e as Maurícias pelo crescimento deste tipo de ataque. O documento nota ainda que a Namíbia, país vizinho, sofreu uma fuga de dados que expôs cerca de 500 mil registos do seu operador nacional de telecomunicações, “uma consequência directa de vulnerabilidades não corrigidas”.

Detecção de vulnerabilidades informáticas por país em África em 2025. Fonte: Shadowserver Foundation, via INTERPOL African Cyberthreat Assessment Report 2026 (pág. 22).

O mesmo relatório aponta Angola como o país da região com o maior volume de detecções de botnet, em termos de vulnerabilidades informáticas expostas publicamente, coloca o país em sexto lugar no ranking continental da Shadowserver Foundation, responsável por 3,2% do total de mais de 6.000 vulnerabilidades exploráveis identificadas em toda a África em 2025 — atrás da África do Sul (43,6%), Quénia (11,9%), Nigéria (9,1%), Senegal (4,6%) e Etiópia (3,3%).

Segundo a INTERPOL, os sistemas mais visados incluem routers desactualizados, redes privadas virtuais (VPN) vulneráveis e plataformas de gestão documental mal configuradas — falhas “bem documentadas, publicamente conhecidas e facilmente exploráveis”.

O relatório identifica também Angola entre os cinco principais países de origem das detecções de sextorsão digital em África em 2025. Do total de 600 mil casos registados pela TrendAI no continente, 4% tiveram origem em Angola, atrás da África do Sul (30%), Quénia (13%), Costa do Marfim (11%) e Etiópia (8%). A maioria destas campanhas, refere o documento, foi distribuída através da botnet Phorpiex, usada para o envio em massa de e-mails que exigem pagamentos em criptomoeda sob ameaça de divulgação de conteúdo íntimo.

Angola é o país africano com mais detecções de Botnets em 2025

Angola foi identificada como o país africano com o maior volume de detecções de botnets em 2025, de acordo com o mais recente Relatório de Avaliação de Ciber-Ameaças Africanas da INTERPOL (INTERPOL African Cyberthreat Assessment Report 2026), publicado em Junho do corrente ano.

Segundo dados da FortiGuard Labs citados no documento, 37,95% de todas as detecções de botnets registadas no continente em 2025 tiveram origem em Angola, uma percentagem muito acima da segunda posição, ocupada pelos Camarões (23,89%), e ainda mais distante da África do Sul (9,12%), do Quénia (7,78%) e do Gana (6,29%).

O que é um Botnet?

Um botnet é uma rede de dispositivos infectados (computadores, routers, etc), por exemplo, que passam a ser controlados remotamente por criminosos, geralmente sem o conhecimento dos seus donos, para lançar ataques coordenados como negação de serviço (DDoS), envio massivo de spam ou distribuição de ransomware. O relatório da INTERPOL associa directamente o elevado nível de actividade de botnets detectado em Angola a “uma rede crescente de dispositivos comprometidos usados para lançar ataques coordenados”.

Entre as ferramentas identificadas como motor deste tipo de actividade em África está o Sliver, um framework de comando e controlo (C2) de código aberto e de acesso gratuito que, segundo a INTERPOL, “está a ser transformado em arma para implementar novas variantes de ransomware“, entre elas o 01flip, uma estirpe recente escrita para funcionar em múltiplas plataformas. A nível continental, a família Sliver.Botnet foi responsável por 40,9% de todas as detecções de botnet em 2025 (62,9 milhões de ocorrências), seguida pela família Mozi, com 25,4%.

O documento sublinha ainda que os agentes de ameaça têm vindo a recorrer a ferramentas automatizadas de reconhecimento, apoiadas em aprendizagem automática, capazes de analisar dezenas de milhares de sistemas por segundo à procura de routers desactualizados, software não corrigido e serviços de nuvem mal configurados, precisamente o tipo de falha que alimenta a expansão de redes de bots. Os Camarões, segunda posição do ranking, registaram 40,5 milhões de detecções de botnet em 2025, o volume absoluto mais alto do continente.

Camarões começa a bloquear telemóveis não tributados

O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, Louis Paul Motaze, marcando uma nova fase da reforma aduaneira implementada pelo Governo camaronês desde 2023 para controlar a entrada de equipamentos de telecomunicações no país.

A medida abrangerá os telemóveis não declarados que se liguem pela primeira vez a uma rede móvel camaronesa. Também serão afectados os dispositivos que se tenham ligado pela primeira vez após 1 de Abril de 2026 e cujos proprietários receberam notificações e avisos para regularizar a sua situação, mas não efectuaram os procedimentos exigidos pelas autoridades aduaneiras.

Além disso, os aparelhos activados em série com o mesmo cartão SIM após essa data e que já não apresentem utilização contínua também poderão ser alvo de restrições. O bloqueio será aplicado em todas as redes de telecomunicações do país, incluindo as operadas pela Camtel, MTN Cameroon e Orange Cameroon.

A dimensão do mercado informal de telemóveis nos Camarões tornou-se mais evidente no início deste ano. Em Abril, as autoridades revelaram que o sistema nacional de controlo detectou cerca de 700 mil telemóveis não declarados ligados às redes móveis do país em menos de um mês.

Os dados evidenciam a escala das importações informais e das perdas de receitas fiscais associadas à entrada de dispositivos sem o pagamento das taxas aduaneiras obrigatórias.

Até agora, as autoridades privilegiaram uma abordagem baseada na identificação dos equipamentos irregulares e no envio de alertas aos respectivos proprietários. Com a entrada em vigor das novas regras, a fiscalização passa para uma fase mais rigorosa, que prevê o bloqueio efectivo dos aparelhos que permaneçam em situação irregular.

Os utilizadores podem verificar o estado aduaneiro dos seus dispositivos através do número IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel), obtido ao marcar o código *#06# no telemóvel.

O número pode depois ser consultado na plataforma governamental CAMCIS ou através dos serviços aduaneiros, utilizando o número 8044. Caso o aparelho seja identificado como não regularizado, o proprietário poderá efectuar o pagamento das taxas devidas através da plataforma electrónica CAMCIS ou junto dos serviços da alfândega.

A implementação do sistema resulta da colaboração entre várias entidades governamentais e operadores de telecomunicações. Entre os organismos envolvidos encontram-se o Ministério dos Correios e Telecomunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações, a Agência Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação, a Direcção-Geral das Alfândegas, bem como as operadoras Camtel, MTN Cameroon e Orange Cameroon.

Com esta iniciativa, os Camarões pretendem reforçar o controlo sobre a importação de telemóveis, combater o comércio informal e assegurar que os dispositivos em utilização no país cumprem as obrigações fiscais e aduaneiras estabelecidas pela legislação nacional.

Kamba Work lança plataforma digital para ligar jovens angolanos a oportunidades profissionais

Uma nova plataforma digital angolana quer facilitar o acesso dos jovens a oportunidades profissionais no país. Trata-se do Kamba Work, serviço que reúne, num único espaço, ofertas de emprego, estágios, voluntariado, cursos, formações e microtrabalhos.

A plataforma foi criada para tornar a procura por oportunidades mais organizada, permitindo aos utilizadores pesquisar ofertas de acordo com a província, área profissional, categoria e tipo de oportunidade.

Além da pesquisa, os candidatos podem criar o seu perfil, elaborar o currículo e realizar candidaturas directamente através da plataforma.

Candidaturas e CV numa única plataforma

Entre as funcionalidades disponibilizadas pelo Kamba Work está a possibilidade de criar e gerir currículos, acompanhar candidaturas e manter um perfil profissional actualizado.

A plataforma conta ainda com o SkillPass, ferramenta destinada a dar maior visibilidade às competências dos utilizadores e facilitar a apresentação dos seus perfis perante potenciais empregadores.

Para as empresas, o serviço permite publicar e gerir oportunidades, receber candidaturas e consultar perfis de candidatos.

Mais do que ofertas de emprego

O Kamba Work pretende ampliar o conceito tradicional de plataformas de emprego ao incluir diferentes formas de desenvolvimento profissional.

Além das vagas de trabalho, os utilizadores podem encontrar estágios, programas de voluntariado, cursos, formações e microtrabalhos, criando um espaço dedicado a diferentes fases da vida profissional.

A plataforma já está disponível para utilização através do seu site oficial, com foco inicial no mercado angolano.

www.kambawork.ao

Angola reforça segurança dos dados do Estado com novo Centro de Backup


Angola passou a contar com um Centro de Backup do Governo, uma infra-estrutura destinada a reforçar a protecção dos dados do Estado e garantir a continuidade dos serviços digitais em caso de falhas ou interrupções nos sistemas principais.

A informação foi avançada esta terça-feira pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, que explicou que a infra-estrutura já existia, mas foi alvo de um processo de requalificação e remodelação.

Segundo o governante, a modernização do centro surge num momento em que Angola acelera a digitalização da Administração Pública, da economia e dos serviços disponibilizados aos cidadãos.

De acordo com o director do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação (INFOSI), André Pedro, o Governo celebrou um contrato com os Emirados Árabes Unidos para a construção e modernização da infra-estrutura tecnológica.

O novo centro funcionará como uma estrutura de redundância e contingência, permitindo manter cópias actualizadas dos dados nacionais e facilitar a recuperação dos sistemas em caso de incidentes.

As informações armazenadas no Data Center do Camama e na Cloud Nacional, inaugurada em Abril deste ano, serão replicadas em tempo real para o Centro de Backup.

Na prática, caso a infra-estrutura principal enfrente uma falha, os dados terão uma segunda cópia disponível, reduzindo o risco de perda de informação e de interrupção prolongada dos serviços digitais do Estado.

Para Mário Oliveira, a expansão da digitalização torna necessário garantir que os dados produzidos pelo Estado, pelas empresas e pelos cidadãos estejam protegidos e armazenados em território nacional.

A estratégia pretende reforçar a soberania digital de Angola, dando ao Estado maior controlo sobre informações consideradas estratégicas e reduzindo a dependência de infra-estruturas tecnológicas localizadas fora do país.

A entrada em funcionamento do Centro de Backup representa, assim, mais uma etapa na construção da infra-estrutura digital do Estado, com foco na segurança, continuidade dos serviços e protecção dos dados nacionais.

Nigéria aposta em dois novos satélites para impulsionar a transformação digital

A decisão foi tomada pelo Conselho Executivo Federal a 22 de Agosto e contempla os satélites NIGCOMSAT-2A e NIGCOMSAT-2B, que deverão suportar serviços de banda larga, radiodifusão, comunicações empresariais e comunicações governamentais.

Segundo Nkechi Egerton-Idehen, directora-geral da NIGCOMSAT, o objectivo passa por garantir que o investimento se traduza em benefícios concretos para os cidadãos nigerianos, ao mesmo tempo que fortalece a posição do país na economia digital e no sector espacial internacional.

A aprovação surge numa altura em que a Nigéria procura responder às limitações da sua infraestrutura tecnológica. Em Maio deste ano, o ministro das Comunicações, Inovação e Economia Digital, Bosun Tijani, alertou que anos de subinvestimento em infraestruturas contribuíram para os actuais desafios de conectividade enfrentados pelo país.

Para ultrapassar estas dificuldades, o Governo nigeriano tem vindo a investir na expansão da rede de telecomunicações através do projecto BRIDGE, na instalação de novas estações de telecomunicações e no reforço da capacidade satelital nacional.

Apesar da aprovação governamental, o projecto ainda terá de cumprir várias etapas antes da fase de produção. A NIGCOMSAT deverá formalizar acordos com parceiros tecnológicos, concluir negociações contratuais e finalizar o planeamento técnico dos satélites.

De acordo com a empresa, a Israel Aerospace Industries (IAI) e a Thales Alenia Space deverão participar no desenvolvimento do projecto. O lançamento do primeiro satélite está previsto para o final de 2028, enquanto o segundo deverá entrar em órbita entre 2029 e 2030.

Actualmente, a Nigéria opera o NigComSat-1R, lançado em Dezembro de 2011 para substituir o NigComSat-1, que deixou de funcionar em 2008 devido a uma falha em órbita.

Com os novos satélites, o Governo espera reforçar a cobertura digital do país, melhorar o acesso a serviços de Internet e apoiar a transformação digital da maior economia africana.

Banco ATLANTICO lança pagamentos por aproximação com cartão Multicaixa

O Banco Millennium Atlântico passou a disponibilizar cartões Multicaixa com tecnologia contactless, permitindo aos clientes efectuar pagamentos de forma mais rápida, sem a necessidade de inserir o cartão no terminal de pagamento automático (TPA).

Com a nova funcionalidade, o cliente precisa apenas de aproximar o cartão de um TPA que tenha o símbolo de pagamentos sem contacto. Depois da leitura, o equipamento apresenta a confirmação da operação.

Como fazer um pagamento contactless?

O processo é simples:

  1. Verifique o símbolo contactless no TPA;
  2. Aproxime o cartão do terminal;
  3. Aguarde a confirmação do pagamento.

Segundo o banco, o limite máximo para pagamentos realizados sem contacto é de 20.000 kwanzas por dia.

A tecnologia contactless permite que os dados necessários para efectuar a operação sejam transmitidos entre o cartão e o TPA através de uma comunicação de curta distância, sem que seja necessário inserir fisicamente o cartão no equipamento.

A novidade pretende tornar os pagamentos do dia-a-dia mais rápidos e convenientes, sobretudo em operações presenciais de menor valor.

Com a introdução dos cartões Multicaixa contactless, o ATLANTICO acompanha a evolução dos meios de pagamento digitais em Angola, apostando numa experiência de utilização mais simples para os seus clientes.

Nota: a funcionalidade depende da disponibilidade de um TPA compatível com pagamentos contactless.