25.3 C
Angola
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2026
Início Site

Como activar o Modo Perdido no iPhone e reforçar a segurança dos seus dados

 

Perder o telemóvel ou ser vítima de roubo é uma situação que ninguém deseja. Felizmente, a Apple disponibiliza uma funcionalidade que pode ajudar a proteger as suas informações pessoais: o Modo Perdido do iPhone.

Saiba neste guia como activar o recurso e que outras definições deve ajustar para manter os seus dados seguros.

O que é o Modo Perdido?

O Modo Perdido é uma funcionalidade integrada no sistema da Apple que permite bloquear o iPhone à distância, impedir acessos não autorizados e exibir uma mensagem personalizada no ecrã, como um contacto alternativo para devolução.

Quando activado, o dispositivo:

  • Fica bloqueado com código de acesso;
  • Suspende cartões associados ao Apple Pay;
  • Permite acompanhar a localização em tempo real;
  • Mostra uma mensagem personalizada no ecrã bloqueado.

Como activar o Modo Perdido no iPhone:

Através de outro iPhone, iPad ou computador

Siga estes passos:

  1. Aceda à aplicação Buscar (Find My) noutro dispositivo Apple ou entre em iCloud.com.
  2. Inicie sessão com o seu ID Apple.
  3. Seleccione o dispositivo perdido.
  4. Clique em Marcar como Perdido ou Modo Perdido.
  5. Defina um número de contacto e escreva uma mensagem para aparecer no ecrã.
  6. Confirme a activação.

Após isso, o iPhone será bloqueado automaticamente.

Caso não seja possível localizar o dispositivo, pode optar por apagar todos os dados remotamente através da mesma plataforma. Contudo, após apagar, deixará de ser possível acompanhar a localização.

O Modo Perdido é uma ferramenta simples, mas extremamente eficaz, para proteger os seus dados em caso de perda ou roubo do iPhone. Manter as definições de segurança activadas e actualizadas é a melhor forma de prevenir dores de cabeça no futuro.

Num cenário onde a segurança digital é cada vez mais importante, estar prevenido faz toda a diferença.

iOS 26.3 traz ferramenta que facilita mudança do iPhone para Android

A Apple disponibilizou a versão 26.3 do seu sistema operativo para iPhone, introduzindo uma novidade que promete mexer com o mercado: uma ferramenta que simplifica a migração de dados para dispositivos com Android.

A actualização não se limita a melhorias de desempenho e reforço da segurança. O grande destaque vai para o novo recurso de transferência, que permite aos utilizadores moverem informações como contactos, fotografias, mensagens e outros conteúdos de forma mais directa para equipamentos que utilizam o sistema da Google.

A introdução desta funcionalidade surge num contexto de maior pressão regulatória na Europa. A Comissão Europeia tem vindo a exigir maior interoperabilidade entre plataformas digitais, defendendo que os consumidores devem ter mais liberdade para alternar entre ecossistemas tecnológicos sem barreiras técnicas.

Com o iOS 26.3, a Apple dá assim um passo no sentido de facilitar a mobilidade dos utilizadores, numa altura em que a concorrência entre iOS e Android continua cada vez mais intensa.

FONTE: TECH AO MINUTO

Como África pode aproveitar todo o potencial dos cabos submarinos 

Com uma capacidade projectada de até 180 terabits por segundo (Tbps), o sistema supera, em conjunto, todos os cabos submarinos actualmente ao serviço do continente africano. Esta capacidade tem potencial para transformar a conectividade de mais de três mil milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo cerca de 1,4 mil milhões de residentes em África, e coloca o continente como um centro estratégico do tráfego global da Internet, deixando de ser apenas um corredor de trânsito.

No entanto, a presença do 2Africa por si só não determina o sucesso. Os Estados africanos, reguladores, empresas, prestadores de serviços, inovadores e cidadãos devem aproveitar activamente esta infra-estrutura para gerar valor, aumentar a productividade e impulsionar a inclusão digital.

2Africa, empresas de telecomunicações africanas e potencial económico

O sistema de cabos submarinos 2Africa é uma rede de última geração que oferece capacidade avançada de banda larga e redundância. A sua capacidade de design de 180 Tbps pode suportar milhões de transmissões simultâneas de vídeo de alta definição, serviços na nuvem, redes empresariais e outras aplicações com uso intensivo de dados.

Desenvolvido ao longo de seis anos por um consórcio de empresas de telecomunicações globais e africanas, o 2Africa inclui a Meta Platforms (anteriormente Facebook) como patrocinadora principal, a China Mobile International, a Orange S.A., a Telecom Egypt, o STC Group (center3) e a West Indian Ocean Cable Company (WIOCC). As empresas de telecomunicações africanas são fundamentais para o projecto: a MTN GlobalConnect (Bayobab) liderou as instalações em Gana e na Nigéria, a Vodacom supervisionou várias instalações na África do Sul, enquanto em Angola a operadora Unitel firmou a perceira com o cabo 2Africa.

Além do investimento financeiro, as operadoras envolvidas contribuíram de forma técnica, com a construção de estações de amarração, redes de backhaul e pontos de acesso para operadores, permitindo a integração da capacidade internacional nas redes nacionais. A produção e instalação do cabo ficaram a cargo da Alcatel Submarine Networks, num processo que exigiu coordenação regulatória intensa em mais de 50 jurisdições.

O impacto económico previsto é significativo. Estudos independentes indicam que o projecto 2Africa pode acrescentar entre 26,2 e 36,9 mil milhões de dólares ao Produto Interno Bruto de África num prazo de dois a três anos. Experiências anteriores demonstram efeitos positivos claros da conectividade por fibra submarina, incluindo aumentos do PIB per capita, crescimento do emprego qualificado e criação de novos postos de trabalho em vários países africanos. Estes resultados confirmam que o reforço da conectividade internacional impulsiona o crescimento económico, a adopção de serviços digitais e o emprego, colocando as operadoras africanas numa posição estratégica para liderar esta transformação.

“Verifica-se que a nossa solução Clouds2Africa, quer ao nível dos nós quer da infra-estrutura, está localizada em África e nos próprios países africanos. O nosso objectivo passa por alinhar a estratégia com a soberania dos dados, mantendo a informação dentro de cada país e no continente. Para 2025 e 2026, está prevista a expansão de mais soluções locais de infra-estrutura de cloud em África. A ideia central consiste em desenvolver soluções de cloud ajustadas ao mercado africano e assegurar que os dados e a informação permanecem localmente.” Sudhir Juggernath, CEO da Telcables Africa do Sul

O que África deve fazer para além da chegada do cabo

Um cabo submarino, por mais elevada que seja a sua capacidade, não garante por si só uma transformação económica se as infra-estruturas nacionais e regionais forem frágeis ou fragmentadas. Especialistas referem frequentemente o problema da chamada “economia de trânsito”, em que os dados atravessam África, mas o valor da cadeia digital desenvolve-se maioritariamente fora do continente. Para tirar pleno proveito destes investimentos, África precisa de pensar para além do simples trânsito de dados.

Investir em centros de dados locais e ecossistemas de cloud

Menos de um por cento da capacidade global de centros de dados está localizada em África, apesar de o continente concentrar cerca de 18 por cento da população mundial. A expansão de centros de dados locais e de infra-estruturas de edge computing permite que empresas e instituições retenham valor internamente, reduzindo a dependência do processamento no exterior. Parcerias entre grandes fornecedores globais de serviços de cloud e operadores africanos podem acelerar este crescimento, reforçar a soberania dos dados e apoiar o desenvolvimento de serviços digitais modernos para empresas e startups.

Reforçar as redes nacionais e o acesso de última milha

A capacidade de um cabo submarino só tem impacto real se as redes nacionais conseguirem distribuí-la a residências, empresas e instituições. Governos africanos, operadores de telecomunicações e investidores em infra-estruturas precisam de expandir as redes de fibra terrestre, modernizar o acesso móvel em 4G e 5G e acelerar a implementação de soluções de banda larga fixa. Reduzir a distância entre a capacidade disponível e o acesso efectivo é essencial para garantir benefícios tanto às populações urbanas como às rurais.

Alinhar políticas públicas e regulação para o crescimento digital

Os quadros regulatórios devem promover o acesso aberto, a concorrência justa e a partilha de infra-estruturas. O sistema 2Africa assenta no princípio de acesso aberto, assegurando que os operadores das estações de amarração disponibilizam capacidade grossista de forma equitativa. A harmonização regulatória entre países, leis claras de protecção de dados e incentivos ao investimento revelam-se igualmente determinantes para estimular um ecossistema digital competitivo.

Desenvolver competências e capital humano digital

Infra-estruturas de elevada capacidade perdem eficácia sem profissionais qualificados para as utilizar. Os sistemas de ensino, os programas de formação profissional e as parcerias público-privadas devem apostar no desenvolvimento de competências em programação, engenharia de redes, computação em cloud, cibersegurança e ciência de dados. Uma força de trabalho qualificada é fundamental para maximizar o valor da infra-estrutura digital e promover um ecossistema de inovação sustentável.

Para que África impulsione a inovação e a competitividade digital, precisamos de investir na formação de talentos tecnológicos entre os nossos jovens. Este desenvolvimento de competências digitais não deve apenas responder à procura a curto prazo das organizações dos setores público e privado, mas também antecipar o potencial futuro da economia digital do nosso continente. Matimba Mbungela, Director de Recursos Humanos, Vodacom Group 

A chegada do cabo submarino 2Africa proporciona à África uma base estratégica para a economia digital do continente. Não é uma garantia de transformação nem apenas um marco técnico. A verdadeira oportunidade reside na criação de políticas, investimentos, competências e ecossistemas de inovação com base nesta infra-estrutura.

Se África aproveitar o 2Africa de forma propositada, o continente poderá deixar de ser principalmente um ponto de trânsito nos fluxos globais de dados e tornar-se um centro dinâmico e compectitivo de valor económico digital. A oportunidade é clara; a tarefa agora é agir com visão, coordenação e compromisso.

Rússia bloqueia funcionamento do WhatsApp em todo o país

O governo da Rússia bloqueou totalmente o funcionamento do WhatsApp no país nesta quarta-feira (12), alegando que a Meta, empresa proprietária do aplicativo, não cumpriu a legislação local. A decisão foi confirmada pelo Kremlin, que também passou a incentivar o uso do MAX, um aplicativo de mensagem apoiado pelo Estado russo.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a medida foi adotada após Meta ter recusado em se adequar às exigências legais impostas pelas autoridades russas. Ele afirmou que o MAX está disponível como uma alternativa nacional para os cidadãos.

Críticos e organizações de direitos digitais apontam que o aplicativo estatal pode funcionar como ferramenta de vigilância, acusação que o governo russo nega. As autoridades afirmam que o MAX foi desenvolvido para integrar serviços públicos e facilitar a comunicação dos cidadãos.

O bloqueio é resultado de cerca de seis meses de pressão sobre o WhatsApp e faz parte de uma estratégia mais ampla do governo russo para ampliar o controle sobre a infra-estrutura de comunicações, especialmente durante o período de guerra.

A Meta afirmou, em comunicado, que a decisão isola mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura, classificando a medida como um retrocesso. Segundo a empresa, o bloqueio ocorreu após a retirada de domínios ligados ao WhatsApp do registro nacional, o que interrompeu o acesso ao serviço, que agora só pode ser utilizado por meio de redes privadas virtuais (VPNs).

A agência reguladora russa de comunicações, Roskomnadzor, não se pronunciou oficialmente até o momento.

Portugal proíbe redes sociais a menores de 16 anos

O Parlamento português aprovou esta quinta-feira na generalidade um diploma do PSD para regular o acesso às redes sociais a menores de 16 anos, com os votos favoráveis dos grupos parlamentares do PSD e PS, e dos deputados únicos do PAN e JPP, votos contra do Chega e Iniciativa Liberal, e abstenção do CDS-PP, PCP, Livre e Bloco de Esquerda.

projecto de lei trava o acesso livre às redes sociais e outras plataformas a crianças até aos 16 anos, passando a exigir-se o consentimento dos seus pais ou seus representantes legais. Em matéria de acesso às redes sociais e outras plataformas, a lei em vigor estabelece o limite de 13 anos para o consentimento das pessoas menores de idade.

“A idade mínima digital para acesso autónomo a plataformas de redes sociais, serviços de partilha de vídeos e serviços de comunicação aberta é fixada em 16 anos; crianças com idade igual ou superior a 13 anos apenas podem aceder mediante (…) consentimento parental expresso e verificado”, lê-se na proposta do PSD.

Já as crianças com idade inferior a 13 anos “não podem aceder a plataformas, serviços, jogos e aplicações abrangidos pela presente lei”. As limitações de acesso vão abranger redes sociais como o Instagram, o Facebook ou o TikTok, mas não, por exemplo, o WhatsApp, que é utilizado por muitos pais para comunicação com os seus filhos.

Segundo o partido, as empresas e plataformas têm de garantir que as redes que podem ser utilizadas por menores entre os 13 e os 16 anos “têm determinadas funcionalidades para evitar a exposição à violência, a conteúdos sexuais precoces, a jogos aditivos, a vídeos manipulados, a imagens manipuladas”.

De acordo com o diploma do PSD, a criação de uma nova conta de crianças até aos 13 anos não é possível e, entre os 13 e os 16, “carece de um mecanismo associado à Chave Móvel Digital ou outro mecanismo que permite identificar o menor e ver apenas a idade”.

Quanto à forma como se pretende garantir o cumprimento efetivo das medidas aprovadas, os deputados sociais-democratas entendem que a fiscalização deve caber à Autoridade Nacional de Comunicações de Portugal (Anacom) e à Comissão Nacional de Proteção e Dados daquele país europeu (CNPD).

Tanto a Anacom, como a CNPD, devem articular-se com “a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, para garantir a integração segura e adequada do sistema Chave Móvel Digital nos sistemas de verificação de idade previstos na presente lei”.

A medida não é inédita e segue exemplos de vários países que já impuseram restrições ao uso de plataformas digitais às crianças e adolescentes, com o objectivo de reduzir riscos associados à exposição excessiva, desinformação e problemas de saúde mental.

Entre os países que já adotaram políticas semelhantes destacam-se França, que exige autorização parental para menores de 15 anos, Espanha, que discute limites mais rígidos no acesso às redes, Itália, com regras de verificação de idade, e Reino Unido, que implementou leis para reforçar a segurança online de menores. Fora da Europa, Austrália e alguns estados dos Estados Unidos também avançaram com restrições e obrigações legais às plataformas digitais.

UAN estreia internet via Angosat-2 e reforça digitalização do ensino superior

A Universidade Agostinho Neto (UAN) tornou-se a primeira instituição de ensino superior em Angola a operar a versão comercial do Conecta Angola, serviço assegurado pelo satélite Angosat-2, passando a contar com acesso pleno e reforçado à internet. A iniciativa marca um passo estratégico na modernização tecnológica do sector académico e posiciona a universidade na linha da frente da transformação digital no país.

Com a nova infraestrutura, a UAN passa a dispor de internet de alta velocidade, maior estabilidade de ligação e largura de banda ampliada, factores que garantem melhor desempenho nas actividades académicas, administrativas e científicas. A conectividade reforçada permite acesso contínuo a plataformas digitais de ensino, bibliotecas virtuais, bases de dados científicas internacionais e ferramentas avançadas de investigação, criando um ambiente mais favorável à produção de conhecimento.

A entrada em funcionamento do Conecta Angola via Angosat-2 no ensino superior demonstra também o potencial estratégico do satélite nacional na expansão dos serviços de conectividade e no suporte a projectos estruturantes.

Para a UAN, o investimento representa não apenas melhoria na qualidade do ensino, mas também um impulso à inovação, à investigação académica e à cooperação científica, consolidando o seu papel como referência no panorama universitário angolano.

África do Sul lança Scam Signal, uma plataforma contra fraudes financeiras

A implementação do Scam Signal baseia-se na colaboração entre bancos, operadoras móveis e empresas de tecnologia. O projecto envolve vários bancos importantes da África do Sul, bem como a MTN Chenosis, a FICO, a Jersey Telecom e a GSMA, a organização global de operadoras móveis.

A plataforma utiliza interfaces de programação de aplicações (APIs) para conectar redes móveis com sistemas bancários, permite a análise em tempo real de dados de transações e comportamento da rede para identificar indicadores de fraude antes que os pagamentos sejam concluídos.

Dados oficiais mostram que a fraude em pagamentos digitais causou perdas de quase 3 mil milhões de rands (189 milhões de dólares) em 2024.

Os golpes em aplicações móveis geralmente dependem de engenharia social, o que limita a eficácia dos sistemas de decteção tradicionais. O Scam Signal oferece uma procteção adicional, bloqueando transações suspeitas ou alertando os utilizadores no momento da sua iniciação.

Facturação electrónica e IA impulsionam a eficácia da cobrança fiscal

O gestor discursava na abertura da Conferência “Outlook Fiscal 2026” da Deloitte, ao sublinhar o impacto real destas medidas, quer na vida dos cidadãos, quer do ponto de vista orçamental, recordando que as leis do OGE devem funcionar como instrumentos de ajustamento pontual e de correcção de imprecisões, e não como substitutos de reformas estruturais.

No que respeita à facturação electrónica, José Leiria afirmou que se trata de um processo que tem vindo a afirmar-se ao nível internacional e que, em Angola, passou a ser uma realidade efectiva desde Janeiro, não obstante os desafios associados ao momento e ao ritmo da sua implementação.

O PCA da AGT destacou os progressos já alcançados, nomeadamente a submissão automática de facturas à AGT no momento da sua emissão, tendo referido, ainda, o papel da “factura premiada” como instrumento de envolvimento dos cidadãos no controlo do cumprimento das obrigações fiscais, transformando os consumidores em agentes activos de verificação do sistema.

A intervenção abordou, igualmente, o recurso crescente à Inteligência Artificial na Administração Tributária angolana. Segundo José Leiria, a AGT iniciou em 2024 a implementação de ferramentas avançadas de análise de dados e gestão de risco, permitindo uma abordagem mais selectiva e eficiente da fiscalização.

[Angola] Presidente aprova USD 43 milhões para modernização digital da AGT

José Leria destacou, ainda, os esforços em curso para reforçar a interoperabilidade entre sistemas do Estado, incluindo a ligação entre a conformidade fiscal, os pagamentos do Estado e o acesso a determinados serviços, bem como o compromisso da Administração Geral Tributária com maior justiça, transparência e diálogo com os contribuintes.

Estas ferramentas já possibilitam que os contribuintes recebam notificações para exercer o direito de audição prévia, em substituição de processos de fiscalização mais extensos e generalizados.

O presidente da Deloitte Angola, José Barata, sublinhou que falar de Outlook Fiscal é falar de futuro, de confiança e de capacidade de adaptação. Para o responsável, a política fiscal assume um papel central na estabilidade macroeconómica e na competitividade das economias modernas, sendo hoje indissociável da tecnologia, da gestão da informação e da qualidade da tomada de decisão.

A Inteligência Artificial está já a alterar profundamente a forma como os Estados administram impostos, como as empresas gerem o risco fiscal e como as decisões são tomadas, sendo utilizada na análise de dados fiscais, na detecção de inconformidades, na previsão de receitas, na gestão de auditorias e no apoio à decisão, tanto no sector público como no privado.

O presidente da Deloitte Angola destacou que este avanço tecnológico coloca novas exigências ao sistema fiscal, nomeadamente ao nível da qualidade dos dados, da robustez dos processos digitais e da necessidade de uma relação mais transparente e estruturada entre os contribuintes e a Administração Tributária.

Criar caricaturas com o ChatGPT? Saiba como aderir à nova tendência viral

A Inteligência Artificial voltou a tomar conta das redes sociais, desta vez com uma tendência que está a conquistar milhares de utilizadores: a criação de caricaturas personalizadas através do ChatGPT.

Cada vez mais pessoas estão a recorrer à ferramenta para transformar fotografias comuns em versões ilustradas, criativas e até bem-humoradas de si próprias. O resultado? Imagens que podem ir do estilo cartoon profissional a versões mais artísticas, realistas ou totalmente criativas.

A tendência consiste em pedir à Inteligência Artificial que crie uma caricatura com base numa fotografia carregada pelo utilizador e nas instruções fornecidas no pedido (prompt). Dependendo do nível de detalhe e criatividade, os resultados podem ser surpreendentemente próximos da realidade.

Como criar a sua caricatura no ChatGPT

Se também quer experimentar, siga estes passos simples:

1. Aceda ao ChatGPT

Entre na plataforma através da aplicação ou do navegador.

2. Carregue uma fotografia sua

Escolha uma imagem com boa iluminação e com o rosto bem visível. Quanto melhor a qualidade da foto, melhor será o resultado final.

3. Escreva um pedido claro (prompt)

Seja específico. Por exemplo:

“Cria uma caricatura minha em estilo cartoon profissional, ligada à minha área de trabalho em tecnologia.”

Pode ainda indicar detalhes como:

  • Tipo de fundo
  • Expressão facial
  • Roupa
  • Ambiente (escritório, estúdio, espaço futurista, etc.)
  • Estilo artístico (anime, banda desenhada, realista, minimalista, entre outros)

4. Aguarde a geração da imagem

Em poucos instantes, a Inteligência Artificial irá apresentar a sua caricatura.

5. Ajuste até ficar satisfeito

Se o resultado não corresponder ao que imaginava, pode pedir alterações. Pequenos ajustes no pedido fazem grande diferença no resultado final.

Por que esta tendência está a viralizar?

Além de ser divertida, esta funcionalidade permite criar imagens personalizadas para:

  • Fotografias de perfil
  • Redes sociais
  • Apresentações profissionais
  • Conteúdos digitais
  • Branding pessoal

A facilidade de uso e o nível de personalização tornaram esta tendência num verdadeiro fenómeno digital.

Cibercrime custa mais de quatro mil milhões de dólares por ano ao continente africano


Os crimes praticados no ciberespaço estão a provocar perdas anuais superiores a 4.000 milhões de dólares em África, segundo estimativas da Interpol. O alerta foi feito pela coordenadora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em Angola, Manuela Carneiro, no âmbito de um workshop sobre crimes facilitados por meios cibernéticos e ciberataques, iniciado ontem, em Luanda, numa iniciativa conjunta da Embaixada dos Estados Unidos em Angola e da UNODC.

De acordo com a responsável, o cibercrime consolidou-se como um fenómeno transnacional, com impacto directo sobre infra-estruturas críticas, serviços públicos, sistemas financeiros e economias nacionais. A situação tornou-se ainda mais complexa com a crescente incorporação da inteligência artificial, que tem ampliado a escala, velocidade e eficácia dos ataques cibernéticos.

“A utilização de IA permite a automatização de técnicas criminosas, a personalização de campanhas maliciosas e dificulta significativamente a detecção dos ataques”, explicou Manuela Carneiro, sublinhando que o cenário actual representa um desafio sem precedentes para a segurança no ciberespaço, sobretudo em países em desenvolvimento.

Dados da Interpol referentes a 2024 indicam que as actividades criminosas online têm um custo económico mensurável e alarmante para o continente africano. Estas perdas reflectem-se directamente em governos, bancos, empresas, pequenos negócios e cidadãos, enfraquecendo economias, pressionando os orçamentos públicos e reduzindo a confiança dos investidores.

Segundo a coordenadora da UNODC, cada ataque bem-sucedido aumenta os custos de protecção, compromete o crescimento económico e coloca em risco a estabilidade institucional e a própria democracia. “Enfrentar o cibercrime não é apenas uma questão de segurança. É também uma questão de desenvolvimento económico e de soberania nacional”, afirmou.

O workshop em curso visa reforçar as capacidades técnicas e institucionais das autoridades angolanas na prevenção, investigação e resposta aos crimes cibernéticos, num contexto em que a transformação digital avança mais rápido do que os mecanismos de protecção.

FONTE: O PAÍS