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Banco ATLANTICO lança pagamentos por aproximação com cartão Multicaixa

O Banco Millennium Atlântico passou a disponibilizar cartões Multicaixa com tecnologia contactless, permitindo aos clientes efectuar pagamentos de forma mais rápida, sem a necessidade de inserir o cartão no terminal de pagamento automático (TPA).

Com a nova funcionalidade, o cliente precisa apenas de aproximar o cartão de um TPA que tenha o símbolo de pagamentos sem contacto. Depois da leitura, o equipamento apresenta a confirmação da operação.

Como fazer um pagamento contactless?

O processo é simples:

  1. Verifique o símbolo contactless no TPA;
  2. Aproxime o cartão do terminal;
  3. Aguarde a confirmação do pagamento.

Segundo o banco, o limite máximo para pagamentos realizados sem contacto é de 20.000 kwanzas por dia.

A tecnologia contactless permite que os dados necessários para efectuar a operação sejam transmitidos entre o cartão e o TPA através de uma comunicação de curta distância, sem que seja necessário inserir fisicamente o cartão no equipamento.

A novidade pretende tornar os pagamentos do dia-a-dia mais rápidos e convenientes, sobretudo em operações presenciais de menor valor.

Com a introdução dos cartões Multicaixa contactless, o ATLANTICO acompanha a evolução dos meios de pagamento digitais em Angola, apostando numa experiência de utilização mais simples para os seus clientes.

Nota: a funcionalidade depende da disponibilidade de um TPA compatível com pagamentos contactless.

MINTTICS inaugura salas de informática e pontos de internet gratuita em Luanda e Icolo e Bengo


O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) inaugurou, nesta sexta-feira(21), novas salas de informática e pontos de acesso gratuito à internet em instituições de ensino dos municípios de Viana, em Luanda, e de Calumbo, na província do Icolo e Bengo.

A iniciativa foi dirigida pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, e está enquadrada no programa N’gola Digital, que tem como um dos seus objectivos ampliar o acesso às tecnologias de informação e comunicação no país.

As novas salas de informática vão permitir que estudantes tenham maior contacto com ferramentas digitais e recursos tecnológicos, enquanto os pontos de internet livre deverão facilitar o acesso à conectividade por parte das comunidades abrangidas.

A medida integra a estratégia do Executivo para promover a inclusão digital e a massificação do acesso à internet, sobretudo em espaços ligados ao ensino e à formação.

Com a implementação destas estruturas, o MINTTICS pretende contribuir para a redução das desigualdades no acesso às tecnologias e criar melhores condições para que estudantes e cidadãos utilizem recursos digitais para fins académicos, profissionais e de acesso à informação.

A iniciativa faz parte de um conjunto de acções desenvolvidas no âmbito do N’gola Digital, programa que procura ampliar a utilização das tecnologias de informação e comunicação e reforçar a conectividade em diferentes regiões de Angola.

iPhone 18 Pro: veja as principais novidades esperadas para o novo topo de linha da Apple

A Apple ainda não apresentou oficialmente o iPhone 18 Pro, mas a próxima geração dos seus smartphones já é alvo de vários rumores. As informações disponíveis apontam para melhorias no desempenho, câmaras, ecrã e eficiência energética.

O lançamento dos modelos Pro é esperado para Setembro de 2026, seguindo o calendário tradicional da empresa. No entanto, a data ainda não foi confirmada oficialmente pela Apple.

Chip A20 pode estrear processo de 2 nm

Uma das principais novidades esperadas está no processador. A Apple poderá utilizar o A20, produzido com um processo de fabrico de 2 nanómetros.

A mudança poderá melhorar o desempenho e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo energético do dispositivo. Informações divulgadas por fontes da cadeia de fornecimento e por analistas apontam para ganhos significativos em relação à geração anterior, embora os números ainda não tenham sido confirmados pela Apple.

Os modelos Pro deverão receber uma versão mais avançada do processador, seguindo a estratégia adoptada pela empresa nas últimas gerações.

Câmaras podem ganhar abertura variável

O sistema fotográfico também poderá receber uma das maiores actualizações da nova geração.

Rumores indicam que o iPhone 18 Pro poderá contar com câmaras com abertura variável, permitindo controlar a quantidade de luz que entra na lente. Na prática, a tecnologia poderá oferecer maior flexibilidade para fotografar em diferentes condições de iluminação e melhorar o controlo sobre efeitos de profundidade.

Ainda não existem informações oficiais sobre as especificações finais do sistema de câmaras.

Ecrã pode adoptar tecnologia LTPO+

Outra possível novidade está no ecrã. A Apple poderá adoptar uma tecnologia denominada LTPO+, apontada como uma evolução do sistema LTPO utilizado nos modelos Pro actuais.

A tecnologia poderá contribuir para uma gestão mais eficiente do consumo energético e para melhorias no funcionamento do painel, embora os detalhes sobre a implementação ainda não sejam conhecidos.

Design deve manter a identidade actual

Apesar das possíveis mudanças internas, o iPhone 18 Pro deverá manter grande parte da linguagem visual introduzida pela Apple na geração anterior.

Os rumores apontam para a manutenção do módulo rectangular das câmaras na traseira, enquanto a área do MagSafe poderá receber alterações no acabamento.

Entre as possíveis novas opções de cor está o cereja escuro (Dark Cherry), além de acabamentos como azul-claro, cinza-escuro e prata.

O preço é outro ponto que tem gerado especulação. Algumas informações indicam que o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max poderão sofrer aumentos em relação à geração anterior.

Há estimativas que apontam para preços iniciais de cerca de 1.299 dólares para o iPhone 18 Pro e 1.399 dólares para o Pro Max.

Entre o M-PESA e o Pix: o percurso angolano dos pagamentos digitais

Em África, existem dois modelos de referência para a digitalização dos pagamentos. O primeiro é o modelo queniano, assente numa carteira móvel criada por um operador de telecomunicações com forte presença no mercado, que conquista escala rapidamente e só mais tarde é enquadrada pela regulação. O segundo é o modelo brasileiro, onde o banco central assume a liderança, cria uma infra-estrutura pública de pagamentos instantâneos e obriga as instituições financeiras a ligarem-se a essa rede.

Angola não seguiu integralmente nenhum deles. Escolheu um caminho intermédio, menos evidente e mais difícil de avaliar.

Um ecossistema construído em várias camadas

Para compreender a realidade dos pagamentos digitais em Angola é necessário olhar para o ecossistema como um conjunto de camadas complementares.

A primeira é a camada bancária. Desde 2002, a EMIS opera a rede Multicaixa, a principal infra-estrutura interbancária do país para caixas automáticas, terminais de pagamento e cartões de débito. Trata-se da base sobre a qual assenta todo o sistema de pagamentos electrónico nacional. Em 2025, segundo dados da própria empresa, os sistemas por si operados processaram cerca de 3,4 mil milhões de transacções, num valor superior a 46 biliões de kwanzas.

A segunda camada corresponde aos canais digitais associados ao sistema bancário. O Multicaixa Express tornou-se o meio digital mais utilizado pelos clientes dos bancos angolanos. Em 2025 movimentou cerca de 19,7 biliões de kwanzas, registando um crescimento de 56% face ao ano anterior. No mesmo período, o número de utilizadores com cartões activos passou de 1,3 milhões para 2 milhões. Apesar deste crescimento expressivo, mantém uma limitação importante: exige uma conta bancária e um IBAN, servindo sobretudo quem já está integrado no sistema financeiro formal.

A terceira camada é representada pelo KWiK, o sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Nacional de Angola (BNA) em parceria com a EMIS, em 2023. Criado com apoio técnico do Banco Mundial, o KWiK procura funcionar como uma infra-estrutura aberta e interoperável para transferências imediatas. Desde o seu lançamento acumulou cerca de 58,5 milhões de operações, correspondentes a mais de 1,3 biliões de kwanzas. Apenas no primeiro semestre de 2026 processou 8,7 milhões de transacções, num total superior a 557 mil milhões de kwanzas, crescendo 62% em relação ao período homólogo.

A quarta camada é a das carteiras móveis. A Unitel Money iniciou operações em Agosto de 2021 e chegou a cerca de 1,5 milhões de clientes em Janeiro de 2023, apoiada por uma rede superior a 50 mil agentes distribuídos por todas as províncias. A Afrimoney, lançada pela Africell em 2023, anunciou mais de dois milhões de utilizadores registados. Contudo, os dados divulgados pela operadora relativos ao segundo trimestre de 2024 mostravam que apenas 630 mil clientes utilizaram efectivamente o serviço naquele período, dos quais cerca de 250 mil eram utilizadores frequentes.

A estas camadas juntam-se agora novos prestadores de serviços de pagamento não bancários, como o PayPay, já autorizado pelo BNA a aderir ao KWiK.

Comparar Angola com o Quénia é inevitável.

No exercício terminado em Março de 2026, o M-PESA gerou receitas de 182,7 mil milhões de xelins quenianos e representou quase metade das receitas de serviços da Safaricom. O sistema processou 46,4 mil milhões de transacções num valor superior a 41 biliões de xelins, apoiado por uma base de quase 41 milhões de utilizadores activos mensais e mais de três milhões de comerciantes.

Os números falam por si. Enquanto o Quénia conta dezenas de milhões de utilizadores activos, Angola soma aproximadamente 3,5 milhões de utilizadores registados nas suas duas principais carteiras móveis, com apenas uma parte a utilizar regularmente os serviços.

Este é o preço do modelo angolano. A inclusão financeira digital avançou de forma mais lenta do que provavelmente teria acontecido caso o país tivesse apostado cedo num sistema semelhante ao M-PESA.

Ao longo de quase duas décadas, o Quénia permitiu que uma parte significativa da sua infra-estrutura de pagamentos ficasse concentrada num único operador privado. O resultado foi a criação de uma dependência estrutural em relação ao M-PESA e à Safaricom.

Por essa razão, o Banco Central do Quénia encontra-se actualmente a desenvolver um sistema nacional de pagamentos instantâneos. A iniciativa procura criar uma alternativa pública e interoperável, reduzir a dependência de um único actor e aumentar a concorrência.

O exemplo brasileiro ajuda a compreender esta tendência. Com o Pix, o Brasil demonstrou que uma infra-estrutura pública, eficiente e de baixo custo pode desafiar os modelos tradicionais de pagamento. Quando as transferências se tornam instantâneas e praticamente gratuitas, a capacidade dos intermediários para capturar margens elevadas diminui substancialmente.

Angola parece ter aprendido essa lição antecipadamente. O KWiK foi concebido desde o início como uma plataforma interoperável e aberta a bancos e instituições não bancárias. Além disso, o BNA definiu critérios objectivos de adesão obrigatória para os principais participantes do sistema e procurou evitar a fragmentação do mercado.

Em termos estratégicos, a mensagem é clara: o país procura impedir a formação de um monopólio privado sobre os pagamentos digitais.

A lição da África do Sul

Existe, contudo, um terceiro caso frequentemente ignorado neste debate.

O M-PESA foi lançado na África do Sul em 2010 com grandes expectativas. O objectivo passava por alcançar dez milhões de utilizadores. Cinco anos depois, contava apenas com cerca de 76 mil clientes registados e acabou por ser encerrado em 2016.

O fracasso não resultou de limitações tecnológicas. O problema era outro: a maioria da população sul-africana já tinha acesso a serviços bancários convencionais e a mecanismos alternativos de transferência de dinheiro.

A principal lição é que o mobile money não é uma solução universal. O seu sucesso depende do contexto económico e financeiro de cada mercado.

Angola encontra-se numa posição intermédia. Por um lado, ainda possui uma elevada percentagem de população sem acesso a serviços bancários. Por outro, dispõe de uma rede interbancária relactivamente desenvolvida e de canais digitais em crescimento acelerado. Esta combinação explica porque nenhum dos modelos puros, nem o queniano nem o sul-africano, se ajusta totalmente à realidade nacional.

Existe, porém, uma questão que continua por resolver.

Nem o KWiK nem o Multicaixa Express transformam numerário em saldo electrónico. Ambos operam essencialmente entre contas já existentes. Numa economia onde grande parte do comércio informal continua a funcionar com dinheiro físico, a capacidade de realizar operações de depósito e levantamento continua a ser determinante.

É precisamente aqui que as redes de agentes das carteiras móveis fazem a diferença.

Os mais de 50 mil agentes da Unitel Money representam muito mais do que simples pontos de atendimento. Constituem uma rede física de confiança, proximidade e liquidez que nenhum sistema digital consegue substituir exclusivamente através de tecnologia.

O programa “KWiK nos Mercados” reflecte o reconhecimento desta realidade. O sucesso ou fracasso da iniciativa poderá determinar até que ponto o sistema de pagamentos instantâneos conseguirá penetrar no sector informal da economia.

O risco silencioso do modelo angolano

Há ainda uma dimensão menos discutida, mas extremamente relevante.

Grande parte dos pagamentos electrónicos em Angola depende da mesma infra-estrutura tecnológica. Multicaixa, Multicaixa Express e KWiK funcionam sobre plataformas operadas pela EMIS.

Esta concentração simplifica a interoperabilidade e reduz a fragmentação do mercado. Contudo, também aumenta a exposição a falhas operacionais. Sempre que ocorrem problemas técnicos numa plataforma central, o impacto pode propagar-se rapidamente por todo o sistema financeiro.

O trilho digital já existe. O desafio está agora na última milha.

A diversidade de participantes reduz o risco de captura económica. Não elimina, porém, o risco associado à dependência de um único operador de infra-estrutura.

É possível que Angola venha a tornar-se um dos primeiros países africanos a alcançar uma ampla inclusão financeira digital sem passar por uma fase dominada por carteiras móveis de operadores de telecomunicações. Se tal acontecer, o país terá antecipado uma tendência que hoje começa a emergir noutras geografias.

A evolução dependerá de quatro factores fundamentais: o custo de utilização do KWiK para comerciantes, o modelo de liquidação utilizado pelo sistema, o número real de utilizadores activos das carteiras móveis e, sobretudo, a capacidade do KWiK de chegar à economia informal.

No fim de contas, o futuro dos pagamentos digitais em Angola não será decidido nos centros de processamento de dados nem nas salas de regulação. Será decidido nos mercados, nas pequenas lojas, nos bairros e nas ruas, onde o numerário continua a dominar.

Hackers associados ao Irão forçaram paragem de instalação energética no Reino Unido

De acordo com a informação disponível, esta é a primeira vez que um ciberataque ligado a Teerão provoca a interrupção total de uma infraestrutura deste tipo em território britânico.

Importa, contudo, esclarecer algumas informações que circularam nas redes sociais. A instalação afectada não era uma grande central eléctrica. Fontes governamentais citadas pelo The Telegraph descrevem-na como um gerador de pequena escala, com uma capacidade tão reduzida que fica abaixo do limiar legal para a notificação obrigatória de incidentes de cibersegurança.

Um responsável britânico chegou mesmo a afirmar que a produção da unidade representava “menos do que um erro de arredondamento” quando comparada com a capacidade total da rede eléctrica nacional. O Governo confirmou a ocorrência do incidente, mas garantiu que nunca existiu qualquer risco para o abastecimento energético do país.

Cibercriminoso coloca à venda dados de funcionários de várias multinacionais

Até ao momento, não existe uma atribuição oficial do ataque. O National Cyber Security Centre (NCSC), organismo responsável pela cibersegurança no Reino Unido e integrado no GCHQ, mantém a política de não comentar incidentes individuais.

Para as autoridades britânicas, o objectivo dos atacantes dificilmente terá sido provocar perturbações à população. A interrupção passou despercebida para a maioria dos cidadãos e não produziu consequências relevantes para a rede eléctrica.

A principal hipótese considerada pelas autoridades é a de uma demonstração de capacidade operacional: mostrar que grupos ligados ao Irão conseguem aceder a sistemas industriais sensíveis e interromper o seu funcionamento quando assim o entendem.

O contexto geopolítico reforça esta interpretação. Desde a intensificação das tensões e dos confrontos no Médio Oriente, a actividade cibernética associada ao Irão tem aumentado, com alegações e suspeitas de ataques reportadas em países como Alemanha, Polónia, Finlândia, Bélgica e Albânia.

Em Junho, o director do NCSC revelou que a agência tinha respondido a mais de 200 incidentes que afectaram infra-estruturas críticas durante o ano anterior, o equivalente a cerca de quatro ocorrências de relevância nacional por semana.

O caso britânico volta a demonstrar uma realidade conhecida no sector: os ataques mais eficazes nem sempre recorrem a técnicas sofisticadas. Muitas vezes, exploram vulnerabilidades básicas que permanecem expostas durante demasiado tempo.

Google permite remover marca d’água visível de conteúdos gerados por IA

O Google vai permitir que os utilizadores removam a marca d’água visível de imagens, vídeos e outros conteúdos criados com recurso à inteligência artificial (IA). A alteração foi anunciada por Josh Woodward, vice-presidente do Google Labs.

A nova opção estará disponível no Gemini e no Flow, editor de vídeos da empresa, permitindo que o utilizador escolha se pretende manter ou retirar o selo visível antes de partilhar o conteúdo.

A funcionalidade aplica-se às imagens produzidas com o modelo Nano Banana, aos vídeos criados através do Omni e às músicas geradas com o modelo de IA Lyria. A remoção, contudo, não estará disponível em países onde a legislação obrigue à manutenção da identificação visual.

Apesar da possibilidade de remover o selo visível, o Google afirma que os conteúdos continuarão a contar com mecanismos de identificação.

A marca d’água invisível SynthID permanecerá incorporada nos ficheiros, permitindo identificar que o conteúdo foi criado ou manipulado através de ferramentas de IA. Os metadados C2PA, utilizados para fornecer informações sobre a origem e autenticidade dos conteúdos digitais, também continuarão a ser utilizados.

Nos serviços que já receberam a funcionalidade, o utilizador poderá aceder às definições de Marca d’água de mídia e escolher se pretende apresentar ou ocultar o identificador visível.

A decisão do Google já levanta preocupações relacionadas com a identificação de conteúdos produzidos por inteligência artificial.

Com imagens e vídeos gerados por IA cada vez mais realistas, a ausência de um marcador visível poderá tornar mais difícil para o público distinguir imediatamente entre conteúdos reais e artificiais.

Por outro lado, o Google defende que a manutenção dos identificadores invisíveis permite preservar mecanismos de transparência sem limitar a utilização criativa dos conteúdos.

A empresa considera que a medida procura encontrar um equilíbrio entre o controlo dado aos utilizadores e a necessidade de manter ferramentas que permitam verificar a origem dos conteúdos.

Outras empresas do sector também têm adoptado mecanismos semelhantes. A OpenAI e a Meta não utilizam marcas d’água visíveis em todos os conteúdos gerados pelos seus modelos, enquanto a Anthropic anunciou igualmente uma estratégia baseada em marcadores invisíveis.

A tendência mostra que a identificação de conteúdos gerados por IA está a passar de elementos visíveis para sistemas incorporados nos próprios ficheiros, numa altura em que a distinção entre conteúdos reais e artificiais se torna cada vez mais difícil.

A história do USB: do conector que só encaixava de um lado ao iPhone

Hoje, é difícil imaginar um computador, smartphone ou outro dispositivo electrónico sem algum tipo de ligação USB. O padrão está presente em carregadores, cabos de dados, computadores, consolas, televisores e diversos acessórios.

Mas a tecnologia nem sempre fez parte do dia a dia dos consumidores. Antes da sua criação, ligar diferentes equipamentos a um computador podia ser uma tarefa complicada, devido à existência de vários tipos de conectores e padrões.

Antes do USB, conectar dispositivos era mais complicado

Nas décadas de 1980 e 1990, computadores utilizavam diferentes portas para ligar periféricos como teclados, ratos, impressoras e outros equipamentos.

Entre os conectores mais comuns estavam as portas série e paralela, além das portas PS/2, utilizadas principalmente para ratos e teclados.

Cada tipo de dispositivo podia exigir uma ligação específica e, em alguns casos, adaptadores. Além das diferenças físicas entre os conectores, também existiam problemas de compatibilidade entre equipamentos e sistemas.

Foi neste cenário que surgiu a necessidade de criar um padrão mais simples e universal.

O nascimento do USB

O desenvolvimento do USB começou na década de 1990, com a participação de várias empresas da indústria tecnológica. A primeira especificação oficial do USB 1.0 foi publicada em 1996.

A proposta era relativamente simples: criar uma ligação que permitisse conectar diferentes tipos de periféricos ao computador através de um padrão comum.

Uma das principais vantagens estava no conceito Plug and Play, que permitia ao sistema reconhecer automaticamente determinados dispositivos depois de serem ligados, reduzindo a necessidade de configurações manuais.

A tecnologia também permitia transportar dados e, posteriormente, energia através do mesmo tipo de ligação.

A evolução dos conectores

Com o passar dos anos, o USB foi evoluindo e ganhou diferentes versões e formatos.

O tradicional USB Type-A, presente durante muitos anos em computadores e carregadores, ficou conhecido pelo formato rectangular e pela característica que se tornou motivo de brincadeiras entre utilizadores: era necessário tentar encaixá-lo várias vezes até encontrar o lado correcto.

Depois surgiram formatos mais pequenos, como o Micro-USB, muito utilizado em smartphones e outros dispositivos.

Mais recentemente, o USB Type-C tornou-se o principal sucessor dos formatos anteriores. O conector é reversível, permitindo ser ligado de qualquer lado, além de suportar velocidades de transferência de dados e capacidades de carregamento superiores, dependendo da especificação utilizada.

Do computador aos smartphones

A adopção do USB ultrapassou rapidamente o universo dos computadores. O padrão passou a estar presente em câmaras, consolas, impressoras, discos externos, smartphones e vários outros equipamentos.

A evolução também transformou o USB numa das principais tecnologias utilizadas para carregamento de dispositivos.

No mercado dos smartphones, o USB Type-C ganhou ainda mais importância com a sua adopção por diferentes fabricantes. A própria Apple passou a utilizar este conector nos iPhones, substituindo a porta Lightning a partir do iPhone 15.

Um padrão que continua a evoluir

O USB deixou de ser apenas uma forma de ligar um rato ou uma impressora ao computador. Actualmente, pode ser utilizado para transferência de dados, carregamento, ligação a monitores e outros equipamentos, dependendo da versão e das especificações do dispositivo e do cabo.

Outro factor que contribuiu para a sua popularização foi a adopção do padrão por diferentes fabricantes e a disponibilidade de especificações que permitem a utilização da tecnologia sem o mesmo tipo de barreiras que existiam entre conectores proprietários.

Quase três décadas depois da primeira especificação oficial, o USB continua a evoluir e permanece como uma das tecnologias fundamentais para a ligação entre dispositivos electrónicos.

Moçambique inicia testes com o ANGOSAT-2 para serviços de telecomunicações

A Moçambique Telecom (Tmcel), empresa pública de telecomunicações de Moçambique, iniciou testes de Prova de Conceito (PoC) com o ANGOSAT-2, com o objectivo de avaliar a utilização do satélite angolano para a prestação de serviços de telecomunicações em território moçambicano.

A iniciativa enquadra-se nos acordos de cooperação assinados entre Angola e Moçambique nos sectores espacial e das comunicações e representa mais um passo na expansão regional das soluções suportadas pelo satélite angolano.

Os testes acontecem na sequência dos memorandos assinados em Junho, à margem da 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, realizada em Maputo.

A Tmcel junta-se à Televisão de Moçambique (TVM), que já realizou testes de Prova de Conceito para a transmissão do seu sinal através do ANGOSAT-2.

Os testes realizados pela TVM apresentaram resultados positivos e as duas partes preparam agora um acordo comercial que permitirá distribuir o sinal da televisão pública moçambicana para todo o território através do satélite angolano.

Com a entrada da Tmcel na fase de testes, o ANGOSAT-2 passa a ser avaliado também como uma solução para apoiar serviços de telecomunicações no país vizinho.

A utilização do ANGOSAT-2 por empresas e instituições moçambicanas reforça o potencial da infraestrutura espacial angolana para responder às necessidades de conectividade e comunicação de outros países africanos.

A cooperação entre Angola e Moçambique enquadra-se ainda na estratégia de expansão regional dos serviços associados ao ANGOSAT-2, particularmente no espaço da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A realização dos testes com a Tmcel poderá abrir caminho para novos serviços comerciais e reforçar a utilização da capacidade do satélite angolano fora do território nacional.

O avanço representa, igualmente, um exemplo de como a infraestrutura espacial pode ser transformada em soluções concretas para telecomunicações, radiodifusão e conectividade na região.

ChatGPT ganha versão para adolescentes com limites de conteúdo e controlo parental

A OpenAI anunciou uma nova experiência do ChatGPT desenvolvida especificamente para adolescentes entre os 13 e os 17 anos. A versão inclui ferramentas de inteligência artificial direccionadas para os estudos, além de medidas adicionais de segurança, limites de utilização e funcionalidades de controlo parental.

Segundo a empresa, os utilizadores que indicarem ter entre 13 e 17 anos, ou que sejam identificados pelo sistema como menores de 18 anos, poderão ser encaminhados automaticamente para a experiência destinada ao público adolescente.

Entre as principais novidades está a forma como o ChatGPT deverá apoiar os estudantes nas tarefas escolares. Em vez de apresentar directamente uma resposta, a ferramenta poderá orientar o utilizador através de perguntas, explicações e diferentes etapas, permitindo que chegue à solução por conta própria.

A experiência inclui também o Modo Estudo, que utiliza perguntas orientadoras e explicações passo a passo para ajudar na compreensão dos conteúdos. A OpenAI anunciou ainda funcionalidades destinadas às tarefas de casa, que podem identificar situações em que o estudante procura apenas obter uma resposta pronta e incentivá-lo a trabalhar de forma mais colaborativa.

Para reforçar a aprendizagem, a plataforma contará igualmente com quizzes e ferramentas de visualização, permitindo aos estudantes praticar os conteúdos e avaliar os conhecimentos adquiridos.

Outra funcionalidade anunciada são as Horas de Estudo, que permitem definir determinados períodos do dia em que o Modo Estudo será activado por defeito.

A nova experiência faz parte dos esforços da OpenAI para adaptar o ChatGPT às necessidades dos utilizadores mais jovens, procurando equilibrar o acesso às ferramentas de inteligência artificial com medidas destinadas a promover uma utilização mais segura e responsável.

Chrome pode transformar páginas da internet em podcasts com Inteligência Artificial

O Google está a preparar uma nova funcionalidade para o Chrome que poderá transformar o conteúdo de páginas da internet numa espécie de podcast produzido por Inteligência Artificial (IA).

A ferramenta, chamada “AI Playback”, foi identificada em desenvolvimento nas versões recentes do Chrome Canary para computadores. A funcionalidade deverá permitir que os utilizadores ouçam o conteúdo de uma página através de uma conversa simulada entre dois apresentadores gerados por IA.

A novidade segue o conceito de “Resumo em áudio”, recurso já disponível no NotebookLM e que também chegou ao Chrome para Android no final de 2025.

Como vai funcionar?

Em vez de simplesmente converter o texto da página em voz, a ferramenta utiliza Inteligência Artificial para interpretar o conteúdo e transformá-lo numa conversa semelhante a um podcast.

Desta forma, dois apresentadores virtuais podem discutir os principais pontos do conteúdo, tornando o consumo de informação mais dinâmico para quem prefere ouvir em vez de ler.

A funcionalidade poderá ser encontrada no painel lateral do Modo de leitura do Chrome. O botão associado à ferramenta é identificado por ondas sonoras e por um símbolo de estrela, semelhante ao utilizado pelo Gemini.

Segundo informações divulgadas pelo Windows Report, o utilizador poderá activar ou desactivar a leitura com IA. Quando a funcionalidade estiver desactivada, o Chrome deverá utilizar a leitura tradicional da página.

Apesar da proposta, o recurso não substitui necessariamente as ferramentas tradicionais de leitura em voz alta.

A leitura convencional reproduz o conteúdo da página de forma mais fiel, enquanto o sistema baseado em IA poderá resumir, reorganizar e comentar determinadas informações para criar uma experiência semelhante a um podcast.

Isso significa que alguns detalhes presentes no texto original podem não aparecer no áudio gerado pela Inteligência Artificial.

A funcionalidade pode ser particularmente útil para quem pretende acompanhar artigos enquanto realiza outras actividades ou para utilizadores que preferem consumir informação através de áudio.

A ferramenta foi identificada nas versões de testes do Chrome Canary e, neste momento, ainda apresenta limitações. Segundo os relatos, o botão da funcionalidade já aparece no navegador, mas ainda não funciona de forma completa.

O Google ainda não confirmou oficialmente quando o recurso será disponibilizado para todos os utilizadores do Chrome.

Caso seja lançado, o “AI Playback” poderá representar mais um passo na integração da Inteligência Artificial no navegador, transformando conteúdos tradicionalmente consumidos através da leitura em experiências de áudio mais próximas dos podcasts.