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Segunda-feira, Março 2, 2026
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Deepfake: a tecnologia que pode enganar o mundo digital

A evolução da inteligência artificial trouxe avanços impressionantes, mas também novos desafios. Entre as inovações que mais têm gerado debate está o deepfake, uma tecnologia capaz de criar vídeos e áudios falsos com um nível de realismo que pode confundir até os mais atentos.

Num cenário em que as redes sociais são a principal fonte de informação para muitos angolanos, o impacto dessa tecnologia levanta sérias preocupações sobre segurança digital, reputação e desinformação.

O que é, afinal, o deepfake?

O termo surge da combinação de deep learning (aprendizagem profunda) com a palavra inglesa fake (falso). Trata-se de uma técnica baseada em inteligência artificial que permite manipular imagens, vídeos e vozes para criar conteúdos altamente realistas, mas que nunca aconteceram na vida real.

Na prática, é possível fazer uma figura pública “dizer” algo que nunca disse ou colocar o rosto de uma pessoa num vídeo onde ela nunca esteve.

Como funciona essa tecnologia?

O deepfake utiliza redes neurais artificiais que analisam centenas ou até milhares de imagens e gravações de uma pessoa. A partir desses dados, o sistema aprende padrões de voz, expressões faciais e movimentos, conseguindo reproduzi-los de forma convincente.

Quanto maior for a quantidade de conteúdo disponível online sobre alguém, maior será a precisão da manipulação.

Onde está o perigo?

Embora possa ser usado para entretenimento, cinema ou educação, o deepfake tem sido cada vez mais associado a:

  • Desinformação política;
  • Fraudes financeiras com clonagem de voz;
  • Manipulação de discursos públicos;
  • Uso indevido de imagem em conteúdos íntimos falsos;

Em países como Angola, onde o consumo de conteúdos digitais cresce de forma acelerada, a circulação de vídeos manipulados pode influenciar opiniões e gerar crises desnecessárias.

Angola está preparada?

Actualmente, Angola não possui uma legislação específica sobre deepfake. No entanto, crimes como burla informática, difamação e uso indevido de imagem já estão previstos na lei.

Especialistas defendem que, além de reforço legal, é fundamental apostar na literacia digital, sobretudo entre jovens, para que saibam identificar possíveis manipulações.

Como identificar um possível deepfake?

Apesar de cada vez mais sofisticados, alguns sinais podem ajudar:

  • Movimentos labiais ligeiramente descoordenados;
  • Expressões faciais artificiais;
  • Voz com entonação pouco natural;
  • Falhas de iluminação ou sombras inconsistentes;

Ainda assim, com a evolução da tecnologia, distinguir o real do falso torna-se cada vez mais difícil.

O futuro: inovação ou ameaça?

O deepfake é um reflexo do poder crescente da inteligência artificial. Pode ser uma ferramenta criativa poderosa, mas também uma arma perigosa quando usada sem ética.

Num mundo cada vez mais digital, a responsabilidade não é apenas das plataformas e das autoridades, mas também dos utilizadores. Pensar antes de partilhar e verificar antes de acreditar tornou-se mais importante do que nunca.

Testes de Penetração: tipos de testes que podem revelar vulnerabilidades

O que é um Teste de Penetração?

Um teste de penetração, ou pentest, é uma simulação controlada de ciberataque a sistemas, redes ou aplicações, com o objetivo de descobrir falhas, antes que estas sejam exploradas. Enquanto um simples scanner de vulnerabilidades só mostra onde há falhas, um pentest tem como objetivo explorar essas falhas para avaliar o impacto real.

Tipos de Testes de Penetração

1) Black Box

  • O pentester não tem informação prévia sobre o sistema.
  • Simula um ataque externo real
  • Ideal para testar a resiliência de firewalls e serviços expostos
  • Pode ser mais demorado, mas revela vulnerabilidades que seriam ignoradas em testes internos

2) Grey Box

  • O pentester recebe informação limitada, como por exemplo credenciais de um utilizador comum.
  • Simula um atacante interno ou autenticado

3) White Box

  • O pentester tem acesso completo ao código-fonte, diagramas e credenciais de admin.
  • Revela falhas profundas que escapam a outros testes
  • Ideal para auditorias completas e compliance
  • Muito eficiente, menos tempo gasto do que um Black Box

Quanto ao alvo do teste

Pentest de Rede

  • Avalia infraestruturas internas e externas: servidores, switches, firewalls e serviços expostos. Ferramentas comuns: Nmap, Metasploit

Pentest Web

  • Focado em aplicações web, onde ataques como SQL Injection ou XSS podem comprometer dados. Referência: OWASP – Top 10 vulnerabilidades críticas

Pentest Mobile

Testa apps Android e iOS para encontrar falhas em:

  • APIs inseguras
  • Armazenamento de dados sensíveis
  • Engenharia reversa de código

Engenharia Social

O elo mais fraco de qualquer sistema é o fator humano.

  • Phishing
  • Vishing
  • Pretexting

Este teste mostra como alguém pode ser manipulado a entregar dados confidenciais

Pentest Físico

Avalia a segurança física das instalações:

  • Acesso não autorizado a salas técnicas
  • Proteção de equipamentos
  • Controlo de entradas

Pentest Cloud

No mundo da nuvem, configurações erradas e permissões excessivas podem ser fatais.

  • AWS, Azure ou Google Cloud
  • Serviços mal configurados podem expor dados críticos

Testes Especiais

Red Team

  • Simula um ataque real sem aviso, para testar a reação da empresa

Blue Team

  • Equipa defensiva que deteta e responde a ataques

Purple Team

  • Combinação de Red e Blue para melhorar processos de segurança

A segurança digital deve ser proactiva. Conhecer os diferentes tipos de testes de penetração permite planear estratégias de defesa eficientes e evitar surpresas que podem custar milhões.

Pagamentos via RUPE já valem 36% das receitas correntes do Estado

O Estado arrecadou mais de 18,9 biliões de kwanzas em receitas correntes em 2025. Deste montante, cerca de 36%, o equivalente a 6,7 biliões de kwanzas, deram entrada na Conta Única do Tesouro através da Referência Única de Pagamentos ao Estado, conhecida como RUPE. O sistema tem registado um crescimento consistente desde 2020, ano em que foi aprimorado, segundo cálculos do Expansão com base em dados da Empresa Interbancária de Serviços, EMIS.

A RUPE é um instrumento utilizado para o pagamento de impostos, emolumentos e diversos serviços estatais. Apesar de os impostos do sector petrolífero ainda não serem pagos por esta via, o que reduz o seu peso nas receitas fiscais correntes, o crescimento dos pagamentos electrónicos aponta para uma digitalização cada vez mais efectiva dos pagamentos ao Estado, garantindo maior agilidade e segurança aos contribuintes.

Desde 2020, o número de operações efectuadas através da RUPE aumentou mais de 927%, o que corresponde a uma média de crescimento anual de 155%. Só em 2025, as operações cresceram 122%, atingindo 12,5 milhões, face ao ano anterior. Esse aumento resultou numa arrecadação de 6,7 biliões de kwanzas, mais 1,3 biliões em comparação com 2024.

Este desempenho acompanha o crescimento das operações e transacções na rede Multicaixa, com destaque para a expansão do Multicaixa Express e de outros mecanismos de pagamentos electrónicos. Ainda assim, no universo específico dos pagamentos via RUPE, o Multicaixa Express surge apenas como o quarto canal mais utilizado. À frente estão os Caixas Automáticos, o modelo Host to Host, que envolve transacções directas e automatizadas entre sistemas de instituições, e os Terminais de Pagamento Automáticos.

No campo das finanças públicas, a digitalização já apresenta sinais mais evidentes. No entanto, o mesmo não se verifica em outros serviços da administração pública, onde, apesar de medidas de simplificação e integração tecnológica, o progresso tem sido lento. Um exemplo disso é o ranking das Nações Unidas sobre Governação Electrónica, que coloca Angola entre os países com pior desempenho na prestação de serviços digitais pelo Estado, ocupando a 83.ª posição entre 193 países. A governação electrónica, contudo, não se resume apenas à tecnologia, envolvendo também transparência, eficiência e confiança nos serviços públicos.

A RUPE, implementada em 2018, é um serviço de pagamento electrónico criado pela EMIS em coordenação com o Banco Nacional de Angola e a Administração Geral Tributária. O objectivo passa por digitalizar os pagamentos ao Estado, eliminar burocracias administrativas, aumentar a segurança das transacções e tornar os processos mais eficientes e ágeis.

Os pagamentos são gerados com base no Número de Identificação Fiscal do contribuinte e podem ser liquidados através de vários canais da rede Multicaixa, como Caixas Automáticos, TPA, Multicaixa Express, Host to Host, ou ainda através do Sistema de Transferência de Créditos.

O mecanismo obriga todos os organismos públicos e privados que arrecadam receitas públicas, bem como as instituições bancárias que operam no país, a integrarem-se na RUPE. Está igualmente em preparação a introdução do pagamento RUPE via KWIK, um meio que não exige bancarização, o que deverá abrir uma nova porta para maior inclusão financeira e acelerar ainda mais a digitalização dos pagamentos ao Estado.

WhatsApp vai permitir agendar envio de mensagens

O WhatsApp está a desenvolver uma nova funcionalidade que permitirá aos utilizadores agendar o envio de mensagens diretamente no aplicativo. A novidade foi descoberta pelo site especializado WABetaInfo, que identificou o recurso numa versão de testes para Android.

De acordo com a publicação, a função está presente na versão 2.26.8.11 do WhatsApp Beta. Com esta actualização, o utilizador poderá escrever uma mensagem normalmente e, em vez de a enviar de imediato, definir uma data e hora específicas para o seu envio, incluindo os minutos exatos.

Como vai funcionar?

As mensagens agendadas serão criadas directamente na caixa de texto da conversa, mantendo o fluxo tradicional do chat. A proposta é tornar a experiência simples e integrada, sem necessidade de recorrer a aplicações externas ou truques alternativos.

Apesar da descoberta, o WABetaInfo não revelou ainda de que forma o recurso será ativado na interface, se através de um menu adicional, pressão prolongada no botão de envio ou outra opção.

Sempre que uma mensagem for agendada, o WhatsApp deverá apresentar uma notificação de confirmação com os detalhes definidos pelo utilizador, como a data e o horário do envio. A medida pretende evitar erros ou envios acidentais, garantindo maior controlo sobre as mensagens programadas.

Ainda não há previsão oficial para o lançamento da funcionalidade na versão estável do aplicativo, mas a presença nos testes indica que o recurso poderá ser disponibilizado ao público em breve.

FONTE: TECMUNDO

Nigéria e União Europeia assinam acordo de cooperação em Ciência e Tecnologia


A Nigéria e a
União Europeia assinaram, em Abuja, um acordo de cooperação científica e tecnológica que reforça a parceria bilateral no domínio da investigação e inovação.

O entendimento foi formalizado por Gautier Mignot, chefe da delegação da UE para a Nigéria e CEDEAO, e por Kingsley Udeh, ministro nigeriano da Inovação, Pesquisa e Tecnologia.

O acordo garante à Nigéria acesso ao Horizon Europe, o principal programa europeu de financiamento à investigação, com orçamento global de cerca de 100 mil milhões de euros. Segundo dados oficiais, 55 projectos com participação nigeriana já beneficiaram de cerca de 20 milhões de euros, sobretudo nas áreas da saúde, agricultura, alimentação e ambiente.

As duas partes criaram ainda um Comité Conjunto de Cooperação Científica e Técnica para acompanhar a implementação do acordo, que é apontado como a primeira estrutura formal de cooperação científica entre a Nigéria e a UE em mais de duas décadas.

FONTE: TECHINAFRICA

AGT alerta para ameaça cibernética ao seu sistema fiscal

Apesar da violência dos ataques informáticos, José Leiria garante que a instituição dispõe de um sistema de alta segurança capaz de neutralizar essas tentativas e frustrar os seus autores.

Segundo a AGT, no país, a Administração Geral Tributária é a instituição que mais sofre tentativas de ataques informáticos mas até agora nenhuma teve sucesso.

O presidente do conselho de administração AGT avançou ainda que a instituição que dirige se viu impelida a melhorar a sua defesa informática, mudar de sistema recentemente.

Em tribunal, esta segunda-feira,23, na qualidade de testemunha, José Leiria assegurou que em 2022 foram detectadas fragilidades no sistema que permitiu o desfalque internamente de 6,4 mil milhões de kwanzas, de cobranças de impostos do IVA, que desencadeou no processo-crime em julgamento conhecido por “Caso AGT”.

Segundo José Leiria, o sistema de segurança da AGT é actualmente um dos mais seguros do mundo, tanto é que tem sofrido várias tentativas de invasão mas nenhuma teve êxito.

“Agora as auditorias aos sistemas informáticos da AGT são feitas permanentemente visto que é das instituições no país que mais sofre tentativas de ataques informáticos. Até agora, não tivemos uma única tentativa bem-sucedida porque temos uma área de informática competente que vai monitorar e auditar tudo”, esclareceu.

Sonangol inaugura Centro de Dados Corporativo nos 50 anos e reforça aposta na transformação digital

A Sonangol inaugurou, nesta quarta-feira (25), o seu novo Centro de Dados Corporativo, no quadro das celebrações dos 50 anos da empresa. A infra-estrutura foi oficialmente apresentada pelo Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, e pelo Presidente do Conselho de Administração, Sebastião Martins.

Com cerca de 920 metros quadrados, o centro integra uma área administrativa, centro de operações de segurança (SOC), espaço de monitorização de infra-estruturas, redes e sistemas, salas de UPS, salas de comunicações e uma área principal de data center com 400 metros quadrados. Deste total, 182 metros quadrados já se encontram em utilização efectiva, mantendo margem para expansão futura.

Segundo o Director de Sistemas e Tecnologias de Informação da empresa, Edivaldo Manuel, o projecto resulta de uma estratégia de centralização tecnológica.

“Até então, a empresa dispunha de vários centros de dados distribuídos pelas subsidiárias, mas a Administração decidiu congregar toda a informação num único espaço, garantindo maior eficiência, controlo e segurança operacional”, explicou.

A centralização permitirá maior robustez na gestão de dados, reforço da cibersegurança e optimização dos processos internos, alinhando a companhia às melhores práticas internacionais em governação tecnológica.

Cidade que “cresce sozinha” na Lua? O novo plano de Elon Musk pode sair do papel em menos de 10 anos

O empresário Elon Musk, dono do X (Antigo X), da Tesla e da SpaceX, voltou a agitar o sector espacial ao revelar um novo foco para a empresa: construir uma cidade na Lua que possa “crescer sozinha”.

Segundo Musk, o projecto poderá tornar-se realidade em menos de 10 anos, um prazo que, para muitos especialistas, levanta dúvidas.

Por que a Lua e não Marte?

Durante anos, o grande objectivo da SpaceX foi colonizar Marte. No entanto, Musk afirma agora que a Lua oferece vantagens estratégicas importantes.

A principal razão é a logística. Enquanto as missões para Marte só podem acontecer quando os planetas se alinham, algo que ocorre a cada 26 meses e com viagens que duram cerca de seis meses, a Lua está a apenas dois dias de distância. Isso permitiria lançamentos frequentes, até de 10 em 10 dias, acelerando a construção de infra-estruturas.

Para Musk, se o objectivo é garantir o futuro da civilização humana fora da Terra, a Lua é o caminho mais rápido.

Como funcionaria uma cidade que “cresce sozinha”?

Ainda não existe um plano técnico detalhado divulgado publicamente. A ideia, partilhada por Musk no X, passa por criar um assentamento humano capaz de se expandir gradualmente usando recursos da própria Lua.

Especialistas explicam que, em teoria, o solo lunar pode ser utilizado para produzir oxigénio, água e até materiais de construção. Ou seja, a cidade dependeria cada vez menos de envios constantes da Terra.

Contudo, o ambiente lunar apresenta desafios sérios:

• Temperaturas extremas;

• Poeira altamente abrasiva;

• Baixa gravidade;

• Escassez de energia;

Segundo académicos da área espacial, a tecnologia necessária não é ficção científica, mas ainda precisa ser testada de forma consistente na superfície lunar.

O prazo é realista?

Elon Musk é conhecido por estabelecer metas ambiciosas que nem sempre se cumprem nos prazos anunciados. A própria SpaceX já adiou várias previsões relacionadas com missões a Marte.

Apesar disso, a empresa tem demonstrado capacidade de inovação rápida e redução de custos no lançamento de foguetes. Se o novo sistema da SpaceX funcionar como previsto, poderá realmente acelerar missões lunares.

Ainda assim, muitos especialistas consideram que construir uma cidade funcional e auto-sustentável na Lua em menos de uma década é um enorme desafio técnico e financeiro.

O que esperar agora?

A SpaceX já indicou aos investidores que vai priorizar missões lunares, com um pouso não tripulado previsto para 2027.

Se o plano avançar, a Lua poderá tornar-se o primeiro passo concreto para uma presença humana permanente fora da Terra, algo que, até há pouco tempo, parecia apenas cenário de filme de ficção científica.

Resta saber se esta nova visão será mais um anúncio ousado ou o início de uma nova era na exploração espacial.

FONTE: G1- TECNOLOGIA

Angola reforça governação da Inteligência Artificial com apoio da UNESCO

Angola reforça o seu posicionamento no domínio da governação tecnológica ao implementar a metodologia RAM (Readiness Assessment Methodology), ferramenta da UNESCO destinada a avaliar a preparação dos Estados para a adopção ética e responsável da Inteligência Artificial (IA).

Seleccionado para integrar o programa internacional no ano passado, o país demonstra uma abordagem estruturada e preventiva perante os desafios das tecnologias inteligentes, alinhando inovação, direitos fundamentais e solidez institucional.

Durante a visita técnica realizada entre os dias 18 e 19  de Fevereiro pelo coordenador do projecto, Ph.D. Camilo Sarmiento, foram promovidos encontros com instituições estratégicas como o Serviço de Investigação Criminal, a Universidade Agostinho Neto, a Procuradoria-Geral da República, a Agência de Protecção de Dados e a Universidade Católica de Angola.

O Executivo destacou que Angola já colocou em vigor o pacote legislativo de cibersegurança e mantém em consulta pública a proposta de lei sobre Inteligência Artificial, visando consolidar um quadro normativo moderno e adequado aos desafios digitais.

Mais do que um diagnóstico técnico, a metodologia RAM permitirá identificar lacunas regulatórias e reforçar bases éticas e institucionais, num momento em que temas como privacidade, transparência e responsabilidade algorítmica assumem centralidade global.

FONTE: MINTTICS

Quénia manifesta interesse no AngoSat-2 e reforça cooperação tecnológica com Angola

O Quénia manifestou interesse na experiência e consultoria de Angola no domínio espacial, com destaque para o AngoSat-2, visando apoiar a materialização do primeiro satélite queniano em órbita, projecto conjunto envolvendo ainda o Ruanda, Tanzânia e Uganda.

A intenção foi expressa pelo responsável do Departamento de Estado de Tecnologias de Informação, Comunicação e Economia Digital do Quénia, que reconheceu o percurso de Angola no sector espacial e tecnológico. O governante assegurou igualmente que irá mobilizar instituições quenianas ligadas às Telecomunicações e Tecnologias de Informação para participarem na sexta edição da ANGOTIC 2026, a decorrer de 11 a 13 de Junho, em Luanda, garantindo representação ao mais alto nível.

O coordenador da delegação angolana, Matias Borges, Director Nacional de Telecomunicações e Tecnologias de Informação, fez um balanço positivo da missão, sublinhando que a equipa deixa Nairobi com boas referências e perspectivas concretas de cooperação.

Durante a visita, a delegação manteve encontros com a Safaricom, maior operadora móvel do Quénia, com a Agência Digital da Saúde e com o Escritório de Protecção de Dados do país, além de ter visitado uma fábrica de fibra óptica cujos responsáveis manifestaram interesse em expandir operações e estabelecer parcerias com empresas angolanas.

Integraram igualmente a missão Lumonansoni Eduardo André, do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), Bruno dos Santos e Belsizario Abílio, quadros do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM).

A aproximação entre os dois países reforça a diplomacia tecnológica de Angola e consolida o seu papel como referência regional nos sectores espacial, digital e das telecomunicações.

FONTE: MINTTICS