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Meta reforça restrições de conteúdo para menores no Instagram, Facebook e Messenger

A Meta anunciou a expansão das restrições de conteúdo para menores de idade nas plataformas Instagram, Facebook e Messenger. A medida, divulgada nesta terça-feira (2), passa a aplicar-se a nível global.

De acordo com a empresa, as contas de adolescentes passam agora a seguir uma classificação de conteúdo inspirada em sistemas de filmes para maiores de 13 anos. A actualização faz parte de uma política já existente, anunciada em Outubro do ano passado, e que vem sendo gradualmente implementada em diferentes mercados.

Com as novas regras, utilizadores menores de 18 anos são automaticamente colocados em configurações mais restritivas, não podendo alterá-las sem autorização dos pais ou responsáveis.

Entre as principais mudanças, destacam-se:

  • Restrição ao seguimento de contas consideradas impróprias para a idade;
  • Bloqueio de conteúdos de perfis já seguidos que violem as novas diretrizes;
  • Limitação de termos de pesquisa relacionados com temas sensíveis, como suicídio, automutilação e distúrbios alimentares;
  • Remoção de conteúdos inadequados das recomendações, incluindo Explorar, Reels e Feed;
  • Ajuste das interacções com Inteligência Artificial para linguagem apropriada à idade.

A Meta afirma que a actualização visa criar um ambiente digital mais seguro para adolescentes, reduzindo a exposição a conteúdos potencialmente prejudiciais.

A empresa também incentiva pais e encarregados de educação a participarem activamente, fornecendo feedback sobre conteúdos disponíveis nas plataformas. Segundo a tecnológica, milhares de adultos já contribuíram na avaliação de mais de 15 milhões de conteúdos.

A iniciativa reforça o foco crescente das grandes plataformas tecnológicas na protecção de menores online, numa altura em que aumentam as preocupações globais sobre o impacto das redes sociais no bem-estar dos jovens.

Quénia faz parceria com a Google para impulsionar turismo com Inteligência Artificial

O Quénia deu um passo estratégico para transformar o seu sector turístico ao firmar uma parceria com a Google. A iniciativa, anunciada pelo Ministério do Turismo e Vida Selvagem, visa posicionar o país como um dos principais destinos turísticos digitais de África, com forte aposta em Inteligência Artificial (IA).

A colaboração foi apresentada pela Secretária do Gabinete, Rebecca Miano, que destacou o projecto como parte de uma estratégia nacional mais ampla para modernizar o turismo através de tecnologias avançadas e análise de dados.

Um dos pilares da parceria é a criação de um Tourism Pulse Data Hub, que será desenvolvido na infraestrutura do Google Cloud. A plataforma permitirá recolher e analisar dados em tempo real, apoiando o planeamento estratégico, a formulação de políticas e a análise de tendências do mercado turístico.

Outro destaque é o lançamento de um planeador de viagens inteligente, baseado no modelo Gemini. A ferramenta será capaz de criar roteiros personalizados para turistas, com base nas preferências individuais, melhorando significativamente a experiência dos visitantes.

Além disso, serão implementadas estratégias de marketing digital mais precisas, com o objectivo de aumentar a visibilidade do Quénia nos principais mercados internacionais.

Fonte: Tech África News

 

Nvidia lança chip que reinventa portáteis para agentes de IA

A compra de computadores pessoais (PC) aumentou no último ano, mas as vendas avizinham-se tímidas para este por causa da falta de “chips”. No entanto, a Nvidia parece querer colocar este problema atrás das costas. Se a fabricante liderada por Jensen Huang estava focada nos centros de dados, a visão está agora na reinvenção dos portáteis.

Em conjunto com a Microsoft, a Nvidia anunciou o lançamento da plataforma RTX Spark na Computex, que decorre em Taipei até 5 de junho. Este é, de acordo com as tecnológicas, um “superchip” para reinventar os PC para a era dos agentes de inteligência artificial. Se na teoria parece complexo, na prática isto significa que o PC se vai transformar num agente autónomo e com capacidade para organizar tudo o que hoje requer mão humana.

A reinvenção do portátil é tão importante quanto a transformação do telefone, que hoje conhecemos como ‘smartphone’.

Para tal, Jensen Huang apresentou os processadores N1, destinados para os portáteis, e os N1X, para computadores de secretária. A fabricante de “chips” marca então a sua entrada num novo modelo de negócio, tendo o CEO apresentado os novos produtos com portáteis à sua frente, das mais variadas marcas que existem no mercado.

Ao associar-se à Microsoft, a Nvidia vai concorrer diretamente com a Intel, a AMD, a Qualcomm e mesmo com a Apple. “A reinvenção do portátil é tão importante quanto a transformação do telefone, que hoje conhecemos como ‘smartphone'”, apontou Jensen Huang no discurso no palco da Computex, acrescentando que “a Microsoft e a Nvidia estão a reinventar o PC”. “Esta é a primeira linha totalmente redesenhada e reinventada dos últimos 40 anos”, adiantou o CEO.

Os primeiros equipamentos com um processador desenvolvido pela Nvidia começam a chegar a partir de Setembro. A empresa vai ter o novo chip em modelos fabricados pela Dell, Lenovo, Microsoft (equipamentos Surface), HP, Asus e a MSI. Os preços estarão virados para um segmento de topo de gama. Serão computadores “finos, com até 14 milímetros e leves com cerca de 1,4 quilos”, com dimensões de ecrã entre 14 e 16 polegadas.

Em comunicado, a Nvidia refere que os agentes de IA “atingiram um momento de inflexão”, devido a plataformas como a OpenClaw. Mas considera que uma “adoção ampla está ainda limitada pela incapacidade de os agentes serem executados de forma segura e privada no PC principal dos utilizadores”.

ANPG e GGPEN reforçam cooperação tecnológica no sector petrolífero


Uma delegação do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), liderada pelo seu Director-Geral, Zolana João, visitou, esta segunda-feira (1), a sede da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), com o objectivo de avaliar o estado da parceria estratégica entre as duas instituições.

Durante o encontro, a delegação da ANPG, chefiada pelo Presidente do Conselho de Administração, Paulino Jerónimo, fez uma avaliação positiva da cooperação existente. As partes acordaram dar continuidade à prestação de serviços e reforçar a colaboração em áreas consideradas estratégicas para o sector.

Actualmente, a ANPG beneficia de uma solução tecnológica desenvolvida com base em dados espaciais e Inteligência Artificial, que permite a detecção de derrames de petróleo ao longo da costa angolana. A ferramenta tem contribuído para a monitorização contínua das actividades marítimas e para o reforço da capacidade de resposta a potenciais incidentes ambientais.

No decurso da reunião, foram igualmente discutidos novos projectos conjuntos, com destaque para o monitoramento das bacias interiores. A iniciativa deverá ser apresentada durante o ANGOTIC 2026, que terá lugar de 11 a 13 de Junho, em Luanda.

A cooperação entre as duas instituições reflecte a crescente aposta na utilização de tecnologias avançadas para a gestão eficiente e sustentável do sector petrolífero nacional.

Data centers em Angola: quais têm certificação internacional?

Os titulares das certificações dos centros de dados em Angola são nomes centrais da economia e do sistema financeiro angolano: data center da MSTelcom, subsidiária do Grupo Sonangol; o Banco Millennium Atlântico, através do seu CFIN Atlântico Data Center em Tatatona; a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), com dois data centers, o Centro Informático Seguro 1 (CIS I) e o Centro Informático Seguro 2 (CIS II); e a Raxio Angola, subsidiária local do grupo africano Raxio, com o seu AG1.

O que significa classificação Tier III

A classificação Tier III é o terceiro nível numa escala de quatro e garante redundância de componentes, manutenção concorrente, ou seja, é possível intervir em sistemas sem interromper a operação, e uma disponibilidade anual de 99,982%, o que corresponde a um tempo máximo de inactividade de 1,6 horas por ano. Para uma instituição financeira, uma operadora de telecomunicações ou um organismo do Estado que aloja dados sensíveis, esta certificação é uma garantia técnica e reputacional de primeira ordem.

O processo de certificação do Uptime Institute divide-se em três etapas distintas. A primeira, o Tier Certification of Design Documents (TCDD), valida os documentos de projecto antes da construção. A segunda, o Tier Certification of Constructed Facility (TCCF), confirma que a instalação foi edificada em conformidade com o projecto aprovado. A terceira, e mais exigente, é o Tier Certification of Operational Sustainability (TCOS), que avalia a capacidade operacional contínua da instalação ao longo do tempo.

Nenhum data center em Angola detém ainda o TCOS. Dos cinco registados pela Uptime Institute, três alcançaram as duas primeiras etapas, o CFIN Atlântico do BMA e os dois CIS da EMIS, enquanto o AG1 da Raxio e o da MSTelcom têm apenas a certificação de design concluída.

O Data Center e Cloud Nacional do Governo

É neste contexto que ganha relevo a situação do Data Center e Cloud Nacional do Governo, inaugurado a 28 de Abril deste ano pelo Presidente da República, João Lourenço. A instalação, desenvolvida no âmbito de um Memorando de Entendimento com os Emirados Árabes Unidos e considerada um dos maiores investimentos tecnológicos já realizados pelo Estado angolano, ainda não consta da lista do Uptime Institute.

Segundo o jornal Expansão, na sua edição número 878, os módulos do data center e cloud do Governo foram certificados com o nível Tier III, mas o edifício onde foram instalados ainda não tem o selo de garantia do Uptime Institute. O semanário apurou junto do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (Infosi) que os 12 contentores foram certificados, mas a instalação física em Camama ainda aguarda a avaliação da própria Uptime. André Mpumba, director-geral do Infosi, confirmou ao Expansão que a instituição está à espera de que os técnicos do Uptime visitem as instalações para avaliação e consequente certificação, sem adiantar datas para as auditorias.

A razão técnica está na natureza da tecnologia adoptada. A certificação Tier-ready, atribuída em fábrica ao módulo, não equivale à certificação da instalação enquanto infraestrutura operacional integrada. Trata-se de uma certificação parcial que, como o próprio Uptime Institute esclarece, não garante a operação do data center enquanto conjunto. Para que a instalação passe a figurar na lista oficial, será necessário submeter o local às auditorias completas de construção e design realizadas pela entidade certificadora. Enquanto isso não acontecer, a operação de alojamento de dados de instituições públicas e privadas naquela infraestrutura fica tecnicamente sem o reconhecimento internacional.

A Paratus e o caso das certificações alternativas

A situação da Paratus Angola ilustra bem uma realidade comum no mercado africano de data centers: é possível operar infraestruturas de elevada qualidade sem recorrer à certificação do Uptime Institute. A operadora pan-africana possui dois data centers em Luanda, no Patriota, projectados segundo os padrões Tier III, e anunciou a construção do que será o primeiro data center Tier IV by design de Angola, num terreno de 30.000 metros quadrados com capacidade para mais de 2.000 armários e uma potência de TI superior a 10 MW.

No entanto, nenhuma das instalações angolanas da Paratus consta da lista oficial do Uptime Institute. A empresa optou por um caminho diferente de reconhecimento internacional, tendo obtido as certificações PCI-DSS, que garante os mais elevados padrões de segurança para dados de pagamento com cartão; ISO 9001, relativa à gestão da qualidade; e ISO/IEC 27001, que certifica a gestão da segurança da informação. Estas são normas internacionalmente reconhecidas e relevantes para o mercado corporativo e financeiro, mas situam-se num domínio diferente da certificação Tier do Uptime Institute.

A distinção é importante. Quando uma instalação é descrita como “Tier III by design”, significa que foi projectada segundo os princípios do padrão Tier III, mas sem que o Uptime Institute tenha auditado e emitido certificação formal. Quando uma instalação consta da lista do Uptime Institute com TCDD ou TCCF, significa que a entidade certificadora verificou presencialmente os documentos de projecto ou a própria construção. São dois níveis de reconhecimento distintos, com processos e implicações diferentes para quem contrata serviços de alojamento de dados.

Angola sobe no ranking de startups em África

Paradoxalmente, Angola figura também entre os países com o ambiente mais difícil do mundo para iniciar e sustentar um negócio inovador. O relatório aponta que o País é um dos mais difíceis para realizar lucros com uma startup e, no capítulo da confiança de mercado que avalia a credibilidade institucional, o país ocupa o sétimo lugar entre os piores classificados a nível global. O ecossistema é considerado imprevisível e inseguro para fins de investimento.

Angola tem cerca de 65% da sua população com menos de 25 anos, a faixa etária geralmente mais propensa à inovação e ao empreendedorismo. Combinada com as baixas oportunidades de emprego formal, esta demografia gera uma pressão estrutural para a criação de novos negócios, incluindo startups. O crescimento do ecossistema pode assim compreender-se como uma resposta à necessidade e não apenas uma expressão genuína de oportunidade tornando-se esta a principal fragilidade sistémica do ecossistema.

A taxa mundial de mortalidade de startups ronda os 90% devido ao alto risco destes tipos de negócios. Em ecossistemas maduros, esse número já é preocupante. Em ambientes mais fragilizados, como o angolano, a probabilidade de sucesso de negócios escaláveis de base tecnológica é ainda mais reduzida.

O GSEI analisou os ecossistemas de 122 países dos quais apenas 100 entram no ranking e 1.556 cidades no mundo. O índice mede o volume dos actores do ecossistema com parâmetros como o número de startups, a procura real sobre o serviço ou produto, o número de investidores, os espaços de co-working e o número de aceleradores e incubadoras no mercado.

O Incide igualmente sobre a qualidade do ecossistema, avalia o investimento acumulado em startups, o número de unicórnios criados, a realização de lucros ou exits, o ranking do ensino superior e os centros de emprego no sector tecnológico. São precisamente estes últimos domínios em que o País enfrenta ainda enormes debilidades.

Destaque no valor do mercado

Apesar das fragilidades estruturais, Angola destaca-se no valor do ecossistema, ocupa o 61.º lugar a nível mundial, com uma valorização de 5,4 mil milhões de USD superior à de Cabo Verde, por exemplo, que é o 5.º melhor país do continente, mas cujo mercado vale apenas 48 milhões de USD. Esta classificação indica que as startups angolanas estão a alcançar avaliações e saídas financeiras expressivas, onde acabam por gerar um valor económico real bem acima do que seria esperado para um País com um ecossistema ainda por maturar.

No pilar dos incentivos empresariais, contudo, Angola figura entre os países com pior desempenho a nível global, um sinal claro de que o crescimento acelerado do ecossistema não será sustentável enquanto o ambiente regulatório, financeiro e institucional não acompanhar o dinamismo dos seus empreendedores.

A Cloud não está no céu, está no fundo do oceano

Mais de 95% do tráfego internacional de dados incluindo internet, ligações telefónicas, transmissões de vídeo e serviços em nuvem é realizado por cabos submarinos de fibra óptica. O que chamamos de “cloud” seja o Google Drive, o Microsoft Azure, a Netflix ou o WhatsApp depende fisicamente dessa infraestrutura invisível

Os cabos submarinos são instalados no leito do oceano por navios especializados, que conectam estações de terra. No centro, possuem fibras de vidro para transmitir dados rapidamente, enquanto camadas externas protegem toda a estrutura. Além de dados, transportam também electricidade e interligam as redes de energia de diferentes países.

Segundo o Telegeography, mais de 436 cabos submarinos estão espalhados pelo mundo que totalizam cerca de 1,3 milhão de quilômetros de conexão. O cabo Dunant, da Google, que liga a Virgínia à França, chegou a ser o de maior capacidade do mundo, com 250 terabits por segundo.

Durante décadas, os cabos foram geridos por consórcios de telecomunicações. A última década trouxe uma virada: empresas como Google, Meta, Microsoft e Amazon passaram a financiar directamente novas rotas, assumiram o controlo estratégico sobre a espinha dorsal da internet.

Os projectos em curso são de escala histórica:

  • Meta – Projecto Waterworth: a Meta anunciou planos para construir um cabo submarino de 50 mil quilômetros, mais longo que a circunferência da Terra com 24 pares de fibra óptica e prevê conectar os cinco continentes.
  • Google – Sistema Sol: o Google revelou o investimento no sistema Sol, uma malha de mais de 30 cabos submarinos interligando Estados Unidos, Bermudas, Açores e Espanha, com o objetivo de garantir desempenho robusto para os serviços do Google Cloud e de inteligência artificial em mercados internacionais.

A motivação é clara: as empresas querem dar conta da demanda por conexão e largura de banda na internet, principalmente com a expansão no uso da inteligência artificial.

África é um dos continentes menos conectados do mundo, contrariamente à Europa e à América do Norte, e os cabos submarinos seguem maioritariamente as rotas marítimas mais utilizadas pelos navios comerciais.

Angola é, talvez sem que a maioria dos seus cidadãos o saibam, um ponto estratégico desta infraestrutura global. Luanda serve de ponto de aterragem para vários cabos que ligam a costa ocidental africana à Europa e às Américas, entre os quais o WACS (West Africa Cable System), o SAT-3 e, mais recentemente, o sistema 2Africa.

O 2Africa cujo arranque operacional ocorreu no final de 2025, representa um salto qualitativo sem precedentes para o continente. Com 45.000 quilómetros de extensão e uma capacidade de 180 Tbps, o sistema supera, em conjunto, toda a capacidade dos cabos submarinos que serviam África até então. Para Angola, este cabo aterra no site Kanda, em Luanda, através de uma estação de aterragem construída de raiz pela UNITEL que é única operadora angolana envolvida no consórcio.

A Angola Cables, por seu lado, opera os cabos SACS (South Atlantic Cable System), MONET e WACS, posiciona o país como hub de interligação entre África, América Latina e Europa. Em Maio de 2026, a empresa anunciou uma parceria com a norte-americana Uniti Wholesale para expandir a conectividade transatlântica, reforçando a capacidade disponível para operadores, empresas e fornecedores de conteúdos em toda a região.

O Corredor do Lobito como oportunidade estratégica

Angola não está apenas no oceano está também no continente. E esta posição dupla confere ao país uma vantagem única no tabuleiro da conectividade africana. O Corredor do Lobito, projecto de reabilitação ferroviária que liga o litoral angolano à República Democrática do Congo e à Zâmbia, é também uma oportunidade para a implementação de um backbone de fibra óptica terrestre que transformaria Angola num verdadeiro hub regional de dados.

Tal infraestrutura permitiria criar rotas alternativas para dados provenientes do interior do continente, aumentar a resiliência da rede regional e reduzir a dependência de pontos únicos de falha. Num contexto geopolítico em que o controlo das infraestruturas digitais se torna cada vez mais estratégico, Angola começa a afirmar-se como actor relevante no Atlântico Sul.

Os incidentes recentes, como os cortes de cabos no Mar Vermelho e actividades suspeitas no Mar Báltico, demonstraram como é relativamente fácil perturbar a conectividade intercontinental, seja através de atos deliberados de sabotagem, seja por acidentes marítimos comuns, como o arrastamento de âncoras por navios mercantes

A cloud tem endereço e parte dele é angolano

Da próxima vez que guardar um ficheiro na nuvem ou fizer streaming de um vídeo, lembre-se: aqueles dados muito provavelmente atravessaram o Atlântico pelo fundo do oceano, passaram por uma estação de aterragem em Luanda ou Cacuaco, percorreram centenas de quilómetros de fibra óptica terrestre, e só depois chegaram ao servidor de uma empresa tecnológica algures na Europa ou nos Estados Unidos.

A “nuvem” não flutua. Tem peso, tem profundidade, tem coordenadas geográficas. E Angola faz parte dessa equação, não como espectador, mas como ponto de passagem obrigatório de uma das infraestruturas mais críticas do século XXI.

Funcionário do Google acusado de lucrar US$ 1,2 milhões com uso de dados internos

Um funcionário da Google foi detido e acusado pelas autoridades norte-americanas de utilizar informação interna da empresa para obter lucros em apostas online. O caso envolve o engenheiro Michele Spagnuolo, que terá arrecadado cerca de 1,2 milhões de dólares com a prática.

De acordo com o procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, Spagnuolo foi formalmente acusado de violar leis relacionadas ao uso indevido de informação privilegiada. O engenheiro, cidadão italiano residente na Suíça, foi detido na quarta-feira (27) e apresentado perante um juiz federal em Nova York.

As investigações indicam que o funcionário utilizou dados internos da Google, nomeadamente materiais de marketing acessíveis antes de serem tornados públicos para realizar apostas estratégicas na plataforma Polymarket.

Com base nessas informações antecipadas, Spagnuolo terá conseguido prever determinados acontecimentos com maior precisão, garantindo ganhos elevados no mercado de previsões.

Em comunicado, a Google afirmou estar a colaborar com as autoridades na investigação e confirmou que o funcionário foi colocado em licença. A empresa destacou ainda que, embora o acesso às informações fosse permitido internamente, a sua utilização para fins pessoais constitui uma violação grave das políticas corporativas.

Por sua vez, a Polymarket também confirmou ter cooperado activamente com as autoridades durante o processo investigativo.

O caso levanta novas preocupações sobre o uso indevido de dados internos em grandes empresas tecnológicas, sobretudo num contexto em que plataformas de apostas baseadas em previsões continuam a ganhar popularidade.

Fonte: G1

Meta lança WhatsApp Plus, Instagram Plus e Facebook Plus a nível global

A Meta anunciou oficialmente o lançamento global dos serviços de assinatura WhatsApp Plus, Instagram Plus e Facebook Plus. A novidade, que vinha sendo testada em alguns mercados, passa agora a estar disponível para utilizadores em todo o mundo a partir desta quarta-feira (27).

Com estes planos pagos, a empresa introduz um conjunto de funcionalidades adicionais voltadas sobretudo para criadores de conteúdo e utilizadores mais activos nas plataformas, permitindo maior controlo sobre interacções, visibilidade e personalização.

O que oferecem os planos Plus?

No Instagram Plus e no Facebook Plus, os utilizadores passam a ter acesso a ferramentas semelhantes, incluindo:

  • Visualizar Stories sem que o autor saiba
  • Saber quantas pessoas visualizaram um Story mais de uma vez
  • Criar listas mais segmentadas para partilha de Stories
  • Destacar Stories por mais de 24 horas
  • Identificar utilizadores que possam ter visualizado um Story
  • Publicar no perfil sem aparecer no feed dos seguidores
  • Reagir com animações exclusivas, como o “Super Coração”
  • Personalizar ícones da aplicação (no caso do Instagram)
  • Alterar fontes na biografia do perfil
  • Fixar mais publicações no perfil

E no WhatsApp Plus, o que muda?

Já a versão Plus do WhatsApp aposta em funcionalidades mais ligadas à personalização e organização, incluindo:

  • Possibilidade de trocar os temas do aplicativo
  • Utilização de toques personalizados
  • Fixar um maior número de conversas
  • Personalizar listas e organização de chats
  • Acesso a “figurinhas premium”

Segundo a Meta, estas funcionalidades foram desenhadas para melhorar a experiência dos utilizadores que procuram aumentar o alcance, compreender melhor o seu público ou simplesmente explorar novas formas de interacção nas redes sociais.

A iniciativa reforça a aposta da empresa em modelos de monetização baseados em subscrições, numa altura em que as plataformas digitais procuram diversificar as suas fontes de receita para além da publicidade.

iPhone 20 com “tela infinita” surge em novas imagens e reforça aposta futurista da Apple

Novas imagens renderizadas do alegado iPhone 20 estão a agitar o universo tecnológico, revelando um possível salto de design por parte da Apple para marcar os 20 anos do iPhone.

As imagens foram divulgadas pelo conhecido youtuber Jon Prosser e apontam para um dispositivo com “tela infinita”, caracterizada por bordas curvas e praticamente sem interrupções visuais.

A proposta lembra a mudança introduzida com o iPhone X, que celebrou os 10 anos da linha, mas leva o conceito ainda mais longe ao apostar num design mais limpo, sofisticado e futurista.

Um dos principais destaques vai para a possível integração dos sensores de câmara frontal e do Face ID sob o ecrã, algo inédito nos smartphones da Apple. Caso se confirme, esta tecnologia permitirá que toda a parte frontal do dispositivo seja ocupada pelo display, reforçando a ideia de um verdadeiro ecrã sem limites.

Segundo Prosser, o visual do equipamento deverá alinhar-se com a nova linguagem de design “Liquid Glass”, introduzida no iOS 26.

No campo do hardware, os rumores apontam para a inclusão de um sensor HDR avançado na câmara, capaz de oferecer imagens mais vibrantes e com maior alcance dinâmico. O dispositivo deverá também estrear o chip A21, prometendo melhor desempenho e maior eficiência energética.

Outro destaque é a possível adopção de uma nova tecnologia de bateria, denominada “Apple Anode”, semelhante às soluções de silício-carbono, que permitirá aumentar a capacidade sem alterar o tamanho físico do equipamento.

As melhorias não ficam por aí. O iPhone 20 poderá integrar memória do tipo mHBM (Mobile High Bandwidth Memory), optimizada para suportar funcionalidades de inteligência artificial associadas ao ecossistema Apple Intelligence.

Além disso, os botões físicos deverão dar lugar a versões hápticas, mantendo a posição tradicional, mas oferecendo uma experiência mais moderna e sensível ao toque.

Embora todas estas informações ainda se enquadrem no campo dos rumores, o alegado iPhone 20 deverá ser apresentado oficialmente em 2027, assinalando duas décadas desde o lançamento do primeiro iPhone.

Fonte: Tecmundo