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New Cognito defende Inteligência Artificial como motor da competitividade e desenvolvimento em Angola

A New Cognito defendeu que Angola precisa de evoluir de uma digitalização fragmentada para um modelo de inteligência económica coordenada, capaz de transformar dados, Inteligência Artificial (IA) e conectividade em produtividade, competitividade e desenvolvimento sustentável. A posição foi apresentada durante o Fórum Nacional de Inteligência Artificial (FNIA 2026), realizado em Luanda.

Na conferência, subordinada ao tema “Inteligência Artificial, Dados e o Futuro da Economia Digital”, o CEO da New Cognito, Sérgio Lopes, afirmou que a IA deve deixar de ser vista apenas como uma tecnologia emergente para assumir um papel estratégico no desenvolvimento económico e na competitividade das organizações.

“O tema já não é apenas tecnologia. O tema é competitividade, soberania e desenvolvimento. A Inteligência Artificial só gerará impacto real se fizer parte de uma estratégia integrada, assente em dados de qualidade, conectividade, talento e modelos de governação capazes de transformar inovação em produtividade e crescimento económico”, afirmou.

Segundo o responsável, Angola reúne condições para acelerar a transformação digital, mas esse processo exige mais do que a adopção de novas tecnologias. Na sua visão, é necessário estruturar os dados, desenvolver competências, reforçar as infra-estruturas digitais e criar modelos de governação capazes de converter informação em inteligência e inteligência em valor para a economia.

A importância dos dados também esteve em destaque na intervenção de Hélio Santana, Director de Serviços ao Cliente da New Cognito, durante a mesa-redonda “Data & AI Leadership – Como Transformar Dados em Decisões e Impacto de Negócio”.

O especialista defendeu que o sucesso dos projectos de Inteligência Artificial depende da qualidade dos dados, da maturidade digital das organizações e da existência de uma estratégia alinhada com os objectivos do negócio.

“Os dados só podem ser considerados o novo petróleo se forem dados confiáveis. Antes de adoptar Inteligência Artificial, as organizações precisam de garantir que possuem processos estruturados, dados integrados, pessoas capacitadas e uma estratégia alinhada com o negócio”, sublinhou.

A participação da New Cognito no FNIA 2026 incluiu ainda uma masterclass conduzida por Celso Rodrigues, Director de Consultoria, Governação, Risco e Conformidade da empresa, dedicada ao tema “Transformação Digital: Da Estratégia à Execução”.

Durante a sessão, dirigida a administradores, gestores e líderes de transformação digital, foram abordados temas como liderança digital, gestão da mudança, escalabilidade da Inteligência Artificial, modelos operacionais digitais e a construção de organizações orientadas para a IA.

Segundo Celso Rodrigues, a transformação digital exige uma mudança profunda na forma como as organizações trabalham e tomam decisões.

“A transformação digital não acontece apenas através da implementação de tecnologia. É um processo que exige líderes preparados para gerir a mudança, tomar decisões estratégicas e criar organizações capazes de integrar as tecnologias emergentes de forma sustentável e alinhada com os objectivos do negócio”, afirmou.

Com a sua participação no FNIA 2026, a New Cognito reforçou o seu posicionamento como parceira estratégica da transformação digital em Angola, defendendo uma abordagem integrada que coloca os dados, a governação, as pessoas e a Inteligência Artificial no centro da modernização das organizações e do desenvolvimento da economia digital.

Microsoft corrige número recorde de 622 vulnerabilidades

Microsoft disponibilizou as actualizações de segurança de julho, com a corecção de um número recorde de 622 vulnerabilidades em vários produtos. Entre as falhas resolvidas estão duas vulnerabilidades de zero day já exploradas em ataques e uma falha no BitLocker que tinha sido divulgada publicamente antes da disponibilização das correções.

Uma das vulnerabilidades exploradas, identificada como CVE-2026-56155, afecta o Active Directory Federation Services (AD FS) e pode ser utilizada para elevar privilégios locais até administrador. A segunda, CVE-2026-56164, afecta o SharePoint Server e permite a elevação de privilégios através da rede, sem necessidade de autenticação.

A Microsoft corrigiu também a vulnerabilidade CVE-2026-50661, que permite contornar mecanismos de proteção do BitLocker em cenários de acesso físico ao equipamento. A falha tinha sido divulgada publicamente antes da atualização de julho.

Segundo as notas de lançamento, o Windows recebeu correções para 416 vulnerabilidades, enquanto a suíte Microsoft Office foi alvo de atualizações para 164 falhas. Entre as vulnerabilidades consideradas mais críticas destacam-se uma falha no Windows VMSwitch, com classificação CVSS 9,9, e duas vulnerabilidades no SharePoint classificadas com CVSS 9,8.

As actualizações abrangem ainda produtos como Azure, Microsoft Defender, Exchange Server, Microsoft Edge e SQL Server, incluindo correções para vulnerabilidades de execução remota de código e de cross-site scripting.

O elevado número de vulnerabilidades corrigidas surge poucos dias depois de a Microsoft revelar que está a recorrer a inteligência artificial para acelerar a identificação de falhas de segurança. A empresa afirmou que utiliza o sistema Multi-model Agentic Scanning Harness (MDASH) para automatizar a deteção de vulnerabilidades na base de código do Windows, integrando este processo no desenvolvimento e validação do sistema operativo.

WhatsApp prepara serviço de nuvem próprio para backups de conversas

A Meta está a desenvolver um serviço de armazenamento em nuvem próprio para guardar os backups das conversas do WhatsApp, oferecendo aos utilizadores uma alternativa ao Google Drive e ao iCloud. A novidade foi identificada nas versões de teste da aplicação para Android e iOS.

Segundo informações divulgadas pelo WABetaInfo, a nova funcionalidade permitirá aos utilizadores escolherem onde pretendem guardar as cópias de segurança das conversas. Nas versões em desenvolvimento, o serviço da Meta surge como uma nova opção na secção dedicada aos provedores de backup.

De acordo com as informações disponíveis, a empresa pretende disponibilizar até 2 GB de armazenamento gratuito para guardar os backups do WhatsApp. Além disso, está a estudar a introdução de planos pagos para quem necessitar de mais espaço, sendo que a primeira opção poderá oferecer 50 GB de armazenamento por cerca de 0,99 dólares por mês.

O serviço foi identificado pela primeira vez em Abril deste ano na versão beta do WhatsApp para Android e, mais recentemente, também foi encontrado na versão de testes para iOS, indicando que a Meta continua a desenvolver a funcionalidade para ambas as plataformas.

A criação de uma nuvem própria poderá representar uma vantagem significativa para os utilizadores, sobretudo os proprietários de iPhone. Actualmente, a Apple disponibiliza apenas 5 GB de armazenamento gratuito no iCloud, espaço que é partilhado entre fotografias, documentos, aplicações e backups, esgotando-se rapidamente.

Com a nova solução, os backups do WhatsApp passarão a ser armazenados separadamente, reduzindo a dependência dos serviços de armazenamento da Apple e da Google e libertando espaço para outros conteúdos.

A Meta ainda não revelou a data oficial de lançamento da funcionalidade, mas a presença da ferramenta nas versões de teste indica que o desenvolvimento está numa fase avançada.

Governo reforça estratégias para o uso das tecnologias

A garantia foi dada, ontem, em Luanda, pelo director nacional das Políticas de Cibersegurança e Serviços Digitais do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS).

Em declarações à imprensa durante a abertura da II edição do Fórum Nacional de Inteligência Artificial, Hecdiantro Mena afirmou que o Plano Nacional de Inteligência Artificial, em consulta pública, será o principal instrumento de orientação estratégica do país na matéria.

O documento resulta das recomendações da metodologia de Avaliação da Prontidão (RAM), desenvolvida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que visa medir o nível de preparação dos Estados para a adopção ética e responsável da tecnologia.

O director nacional das Políticas de Cibersegurança e Serviços Digitais do MINTTICS salientou que a aplicação da metodologia permitiu realizar um diagnóstico abrangente das capacidades existentes.

A partir deste mapeamento, o país poderá identificar desafios e definir prioridades em termos de governação, legislação, investigação e competências digitais.

Os resultados deste processo, realçou, vão ser fundamentais para orientar os próximos instrumentos de política pública, incluindo a preparação de um Plano Nacional de Inteligência Artificial, que vai estabelecer uma visão integrada para o desenvolvimento e utilização responsável e sustentável da tecnologia.

“Acreditamos que regular não significa limitar a inovação, mas criar as condições para que a inovação aconteça de forma sustentável, segura, ética e responsável”, disse.

Segundo Hecdiantro Mena, a transformação tecnológica representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade para Angola. O desafio reside na exigência de investimento contínuo, enquanto a oportunidade se traduz no estímulo à inovação e no reforço do desenvolvimento nacional.

Por sua vez, o cofundador do fórum, Estêvão Zinga, destacou que o maior desafio no país continua a ser a literacia digital e o acesso desigual à Internet, sobretudo nas províncias onde persistem limitações de conectividade.

“É necessário que haja um esforço conjunto entre o Estado, o sector privado, universidades e parceiros internacionais, a fim de se democratizar o acesso às tecnologias emergentes.”

Na ocasião, o director executivo da New Cognite, Sérgio Lopes, disse que a IA representa uma oportunidade para acelerar a transformação dos sectores da Saúde, Educação, Agricultura e Serviços Públicos, desde infraestruturas, energias e formação de recursos humanos.

Internet gratuita no Belas já beneficia mais de dois mil estudantes

A iniciativa tecnológica visa impulsionar a modernização do ensino e da economia local. Trata-se de uma solução inovadora de conectividade que permitirá expandir o acesso à internet em escolas e comunidades situadas em zonas com reduzida cobertura das redes de telecomunicações.

O projecto-piloto, lançado numa das instituições de ensino da circunscrição, vai beneficiar directamente mais de 2.000 estudantes do ensino primário e secundário das escolas 1024 e 1025.

Inserido nas acções do Executivo para o aumento da literacia digital, o programa vai permitir uma cobertura alargada numa área de aproximadamente 10 quilómetros.

As duas escolas seleccionadas receberam novas salas de informática equipadas com 19 e 20 computadores, além de computadores portáteis entregues pelo ministro Mário Oliveira.

O plano prevê uma forte aposta na formação contínua do corpo docente. Professores de disciplinas como Física, Matemática e Informática serão seleccionados para capacitação especializada, de forma a garantir a sustentabilidade do projecto e a transmissão de conhecimentos aos alunos.

Na ocasião, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), que presidiu ao acto, considerou a iniciativa mais um marco para o sector rumo à massificação digital no país.

Mário Oliveira sublinhou que a expansão da conectividade traduz o compromisso assumido com a transformação digital do país e com o futuro dos jovens.

EY: Inteligência Artificial não substitui pessoas, mas pode substituir empresas

A Inteligência Artificial (IA) não vai substituir as pessoas, mas poderá substituir organizações que não acompanharem esta transformação tecnológica. O alerta foi feito por Filipe Colaço, Partner de Consulting da EY Angola, durante a sua participação no Fórum Nacional de Inteligência Artificial (FNIA), realizado em Luanda.

Na apresentação subordinada ao tema “Beyond the Hype – Como a Inteligência Artificial está a redefinir os Modelos Operativos das Organizações”, o especialista afirmou que a IA deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar um elemento estratégico de competitividade e crescimento empresarial.

Segundo Filipe Colaço, o maior desafio das organizações já não está na adopção da tecnologia, mas na capacidade de transformar os seus modelos operativos, preparar as equipas e garantir uma base sólida de dados capaz de gerar valor de forma sustentável.

O responsável explicou que as empresas que lideram a adopção da Inteligência Artificial começaram por redefinir os seus processos e estratégias de negócio, utilizando a tecnologia para optimizar operações, apoiar a tomada de decisões e aumentar a eficiência.

“A transformação não acontece quando implementamos Inteligência Artificial. Acontece quando conseguimos alinhar estratégia, dados, tecnologia, processos e pessoas para gerar resultados concretos e sustentáveis para o negócio”, afirmou.

Durante a intervenção, Filipe Colaço revelou que, actualmente, 85% das organizações consideram a Inteligência Artificial uma prioridade estratégica. No entanto, apenas 11% conseguem demonstrar impacto financeiro mensurável, evidenciando a dificuldade em converter investimentos em resultados concretos.

O especialista alertou ainda que muitas organizações continuam focadas apenas na aquisição de novas tecnologias, sem investir suficientemente na qualidade dos dados e na preparação das equipas, factores considerados essenciais para o sucesso da implementação da IA.

“Quem não investir na sua base de dados corre o risco de implantar Inteligência Artificial sobre areia em vez de alicerces sólidos. A qualidade dos dados continua a ser um dos principais factores que distingue as organizações que lideram daquelas que apenas seguem a tendência”, sublinhou.

Na ocasião, Filipe Colaço apresentou também o Framework EY.ai, uma metodologia desenvolvida pela EY para apoiar as organizações na adopção estruturada da Inteligência Artificial. O modelo assenta em seis pilares fundamentais: estratégia de IA alinhada ao negócio, governação e qualidade dos dados, IA responsável, desenvolvimento de competências, inovação através do AI Lab e implementação de casos de uso com impacto mensurável.

Na conclusão da sua intervenção, o Partner da EY Angola reforçou que o futuro pertencerá às organizações que actuarem de forma antecipada, investindo nas pessoas, nos dados e na integração da Inteligência Artificial nas suas estratégias empresariais.

 

Angola pode transformar a IA em motor de desenvolvimento, defende cofundador do FNIA 2026

De acordo com Estevão Zinga, a literacia digital acaba por ser a base para sustentar a Inteligência Artificial. “Ainda temos algumas zonas cinzentas, províncias que não têm conexão à internet. Notamos que há muito poucos profissionais que dominam essa tecnologiaˮ, lamentou.

Ao Falar da fraca literacia digital, o responsável apontou as fraudes como um dos principais perigos, destacando os ataques e criação de outras situações maléficas.

“Nós defendemos que todos devem ter acesso à tecnologia. Se existir uma discrepância entre alguém que conhece a tecnologia e alguém que não conhece, teremos uma desigualdade bastante acentuada. É importante ter mais conexão a nível de internetˮ, defendeu.

Ao abordar a Lei Sobre Inteligência Artificial, Estevão Zinga sublinhou que Angola está no caminho certo, já que está a usar uma abordagem levada a cabo por outros países.

A tecnologia ainda não está no seu pico máximo, há muita coisa que precisa ser explorada. Precisa-se ter acautelada a questão do cuidado da informação. A Lei está em conformidade, mas precisamos ter solidificada uma estratégia nacional.

Sob o lema “AI, Data & Digital Transformation – Da Análise à Decisão. Dos Dados ao Impacto”, o FNIA26 reúne líderes governamentais, decisores, especialistas nacionais e internacionais, académicos, empresários e representantes do sector tecnológico para debater os principais desafios, oportunidades e tendências da Inteligência Artificial em Angola e no mundo.

longo dos dois dias de trabalhos serão abordados temas estratégicos relacionados com a inovação, transformação digital, governação de dados, cibersegurança, desenvolvimento de talento, políticas públicas e o impacto da Inteligência Artificial nos diversos sectores da economia.

Liderança e talento humano serão a chave para o sucesso da Inteligência Artificial, afirma a EY


A Inteligência Artificial (IA) representa uma das maiores transformações tecnológicas da actualidade, mas o seu sucesso dependerá sobretudo das pessoas. Esta foi a principal mensagem transmitida por Marta Santos, Partner de People Consulting da EY, durante a sua intervenção no Carreira International Summit 2026, realizado em Luanda.

Na ocasião, a responsável defendeu que as organizações que conseguirão retirar maior valor da Inteligência Artificial serão aquelas capazes de combinar tecnologia, liderança, desenvolvimento de competências e capacidade de adaptação às constantes mudanças do mercado.

Segundo Marta Santos, a adopção da IA deve estar alinhada com objectivos concretos de negócio e ser acompanhada por investimentos consistentes na qualificação dos colaboradores, na qualidade dos dados e na modernização dos processos organizacionais.

Com base na experiência da EY em programas de transformação organizacional, liderança e capacitação digital, a especialista destacou a importância de preparar os gestores para liderarem equipas num contexto de rápida evolução tecnológica, promovendo uma cultura de aprendizagem contínua, inovação e confiança na utilização das novas ferramentas digitais.

Durante a apresentação, Marta Santos deu ainda a conhecer a abordagem da EY para a gestão da mudança, que acompanha as organizações desde a definição da estratégia de transformação até ao desenvolvimento de competências, preparação das equipas e consolidação de novos modelos de trabalho.

Ao abordar os desafios e oportunidades para Angola, defendeu que a prioridade das organizações deve passar pelo desenvolvimento de competências essenciais para o futuro, como pensamento crítico, adaptabilidade, resolução de problemas, colaboração, comunicação e liderança.

Na sua perspectiva, estas competências deixaram de ser consideradas apenas competências comportamentais e assumem hoje um papel estratégico para a competitividade, a inovação e o crescimento sustentável das empresas.

“A Inteligência Artificial pode acelerar processos e aumentar a produtividade, mas são sempre as pessoas que dão direcção, propósito e significado à transformação”, afirmou Marta Santos.

A responsável reforçou ainda a importância de uma utilização responsável da Inteligência Artificial, citando uma recente declaração do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres: “Temos de garantir que a Inteligência Artificial está ao serviço da humanidade, e não o contrário.”

Nigéria abre investigação a Meta, Google e X por exploração de conteúdos jornalísticos

 

 

A investigação partiu de uma directiva do Presidente Bola Tinubu, em resposta a uma petição da Organização de Imprensa Nigeriana (NPO). É a segunda acção contra a Meta, que em 2025 foi multada em 220 milhões USD por violação de dados no país.

A investigação vai avaliar alegações de domínio de mercado, violações da Lei Federal da Concorrência de 2018, “extração” e uso comercial não autorizado de artigos noticiosos para treino de modelos de IA generativa, além da falta de negociação de compensação justa com os órgãos de comunicação. Tunji Bello, vice-presidente da FCCPC, prometeu uma investigação independente e baseada em evidências.

Além da Meta, a dona do Facebook e do WhatsApp, a investigação abrange a Alphabet, empresa-mãe do Google, a rede social X, de Elon Musk, e a plataforma de IA generativa.

O artigo nota ainda que, na sequência de um caso semelhante na África do Sul, a Google concordou em compensar os media sul-africanos em 688 milhões de rands (40 milhões USD) anuais, durante três a cinco anos.

A investigação foi desencadeada por uma directiva do Presidente nigeriano, Bola Tinubu, em resposta a uma petição da Organização de Imprensa Nigeriana (NPO), entidade que congrega a Associação de Proprietários de Jornais da Nigéria, a União Nacional de Jornalistas da Nigéria, as Organizações de Radiodifusão da Nigéria e a Corporação de Editores Corporativos Online.

“A investigação promete abrir uma nova perspectiva na história dos media nigerianos”, refere um comunicado assinado por Ondaje Ijagwu, director de Assuntos Corporativos da FCCPC, lembrando que, nos últimos anos, a indústria mediática “tem manifestado preocupação com o crescente impacto de determinadas plataformas digitais na sustentabilidade do ecossistema noticioso do país”.

Ijagwu enumera práticas das grandes empresas tecnológicas “capazes de prejudicar a concorrência leal e a viabilidade comercial das organizações de media nigerianas”, além de porem em causa os direitos “legítimos” dos criadores e editores de conteúdos.

“Reconhecemos a importância estratégica dos meios de comunicação social para a democracia da Nigéria e o papel igualmente significativo da tecnologia para impulsionar a inovação e o crescimento económico. A nossa responsabilidade é determinar objectivamente os factos e garantir que a concorrência dentro do ecossistema digital permanece justa, transparente e consistente com a lei nigeriana”, afirmou Tunji Bello, vice-presidente da FCCPC, que promete uma investigação “independente” e “baseada em evidências”.

WhatsApp: aprenda a criar o seu nome de utilizador

O WhatsApp anunciou recentemente que pretende, de facto, permitir que os utilizadores da app de mensagens se adicionem entre si recorrendo a nomes de utilizador em vez dos números de telemóvel.

O intuito passa precisamente por proteger a informação do número de telemóvel, permitindo que os utilizadores do WhatsApp desfrutem de uma camada acrescida de privacidade.

Ainda que os nomes de utilizador só comecem a ser usados mais perto do final do ano, o WhatsApp já permite que quem usa a app de mensagens reserve o nome de utilizador de modo a garantir que aquele que pretendem e não aquela que seria uma segunda ou terceira escolha.

Para o ajudar, decidimos ensinar-lhe – passo a passo – como pode reservar o seu nome de utilizador no WhatsApp. Pode encontrar as instruções mais abaixo:

  • Abra a aplicação do WhatsApp;
  • Clique no ícone dos três pontos no canto superior direito do ecrã inicial;
  • Entre em Definições;
  • No ecrã de definições entre em Conta;
  • Na área A sua conta, entre em Nome de utilizador;
  • Selecione a opção Criar nome de utilizador e crie um nome que tenha entre 3 e 40 caracteres;
  • Caso o nome de utilizador que escolheu não esteja disponível, o WhatsApp apresentará algumas opções alternativas que serão variações do que escreveu anteriormente;

Uma vez criado o nome de utilizador, poderá escolher quem tem a opção de o contator pelo nome de utilizador, sendo que se não quiser dar essa oportunidade a todos os contatos, poderá indicar que apenas os que tenham acesso à sua chave têm essa possibilidade.

  • Na área do Nome de utilizador, entre em Contactar-me pelo nome de utilizador;
  • Encontrará então duas opções: Todos ou Pessoas que sabem a minha chave;
  • Se quiser ter uma conta mais privada e não permitir que todos o possam adicionar através do nome de utilizador, seleciona a opção Pessoas que sabem a minha chave, obrigando as pessoas que o querem adicionar a terem a sua chave;

Desde a apresentação dos nomes de utilizador que o WhatsApp tem procurado garantir que a nova funcionalidade é segura e que oferece mais privacidade do propostas semelhantes – como é o caso do Telegram.

Apesar disso, e de acordo com o site TechCrunch, parece que os eguladores e especialistas em cibersegurança da Índia acreditam que a introdução dos nomes de utilizador no WhatsApp contribuirá para o aumento de burlas e fraudes na plataforma digital, o que levou o governo indiano a apelar ao WhatsApp que suspenda o lançamento desta funcionalidade.