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Sexta-feira, Janeiro 23, 2026
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Angola aprova Proposta de Lei Contra Informações Falsas

Recentemente, o Governo Angolano enviou à Assembleia Nacional dois diplomas para combater as falsas informações na internet e outro para reforçar a cibersegurança. Na visão do Governo, os dois diplomas visam proteger o espaço digital, garantir informação confiável e criar órgãos especializados para enfrentar ameaças cibernéticas.

A Proposta de Lei contra Informações Falsas na Internet, com 97 votos a favor, 74 contra e três abstenções. O diploma foi amplamente discutido, com diferentes abordagens e manifestação de posições pelos deputados.

Durante o debate, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, defendeu que o Estado e as famílias devem estar atentos ao elevado nível de disseminação de informações falsas na internet.

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Segundo o governante, o fenómeno das fake news não se limita ao campo político ou ao activismo, tendo impactos profundos, sobretudo, no plano social. “Famílias são destruídas e muitos jovens enfrentam sérios problemas emocionais devido a informações falsas criadas e difundidas de forma intencional”, afirmou.

Este pacote legislativo que foi à consulta pública em Abril do ano passado, foi aprovado na segunda-feira, pela Comissão de Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria da Assembleia Nacional.

Crescimento digital de África será decidido por custos baixos e tecnologia simples

Para alcançar escala, será essencial apostar em tecnologias leves e em políticas públicas de apoio, com aplicações de baixo consumo de dados e sistemas de pagamento acessíveis, capazes de funcionar de forma fiável em telemóveis simples e em redes lentas. É esta abordagem pragmática que vai sustentar a próxima fase do crescimento digital em África.

A expansão digital de África em 2026 já não é uma probabilidade, é uma inevitabilidade. À medida que os telemóveis consolidam o seu estatuto como instrumentos principais para o comércio, a agricultura, a gestão de energia e os serviços públicos, o impulso da digitalização é imparável. No entanto, a trajectória deste crescimento não será uniforme. Embora a procura por serviços digitais seja garantida, as recompensas não irão para aqueles com os produtos mais chamativos ou o marketing mais agressivo.

Em vez disso, o domínio do mercado vai pertencer aos participantes do ecossistema, governos, fornecedores de infra-estrutura e startups, que podem oferecer suporte regulatório, trabalhista e técnico com o menor custo e a maior eficiência. Nesse ambiente, as estratégias de custo «lite» não são meramente uma táctica orçamentária; elas são o motor fundamental da escala.

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O The Economist Intelligence Unit identifica os serviços digitais como um dos principais motores económicos do continente em 2026, mas esse potencial está intimamente ligado ao custo da conectividade. O acesso à Internet evoluiu de um luxo para um recurso essencial, tão vital quanto a electricidade ou o transporte. Consequentemente, os serviços que terão sucesso nessa onda de crescimento inevitável são aqueles projectados para tratar os dados como um recurso escasso.

O sucesso pertence às plataformas que carregam instantaneamente, consomem largura de banda mínima e funcionam de forma robusta, mesmo quando os sinais se degradam. Ao respeitar a realidade financeira dos pequenos pacotes pré-pagos e rendimentos irregulares, estes serviços de baixo atrito garantem que tarefas essenciais, seja pagar uma conta ou gerir uma quinta e que possam ser concluídas sem esgotar os recursos do utilizador.

Esta filosofia de eficiência aplica-se ao hardware e ao design, que se foca em produtos digitais que reduzem o custo por ação do utilizador. Smartphones de entrada e redes lentas exigem soluções leves, com interfaces simples, aplicações de baixo consumo de dados e actualizações discretas. Funcionalidades como pagamentos rápidos em 3G ou confirmações de entrega que usam poucos dados demonstram eficiência de engenharia. Estes cuidados reduzem erros, diminuem pedidos de suporte e fricção operacional, criam um ciclo que aumenta a satisfação, a retenção e a rentabilidade dos serviços digitais.

A busca por custos mais baixos e maior eficiência está a redefinir o mapa geográfico da inovação em África. Embora polos tradicionais como Lagos e Nairobi permaneçam importantes, o aumento de custos operacionais e as pressões de infra-estrutura estão a atrair investidores para mercados com custos mais competitivos.

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O capital flui para regiões que combinam mão de obra, infra-estrutura e estabilidade de forma eficiente. O Egipto aproveita a sua escala para a manufactura digital, o Senegal destaca-se por estruturas regulatórias estáveis que reduzem custos, e a África do Sul mantém-se como referência em software empresarial graças à infra-estrutura robusta de dados. Em 2026, a estratégia vencedora será alinhar actividades empresariais com locais que ofereçam a base de custos mais eficiente.

O crescimento digital de África depende cada vez mais da evolução dos sistemas de pagamento, que estão a tornar-se mais rápidos e económicos, que reduzem os custos das transações e aceleram o comércio transfronteiriço. Taxas mais baixas e tempos de processamento reduzidos permitem que comerciantes e prestadores de serviços operem de forma eficiente entre cidades e países.

A sustentabilidade deste crescimento exige políticas que priorizem a eficiência regulatória, com custos previsíveis de energia e espectro, evitem medidas que encareçam dados ou dispositivos. A transparência sobre a qualidade das redes incentiva a concorrência e melhora a fiabilidade do sistema. Em 2026, vencerão as nações e empresas que entenderem que quanto menor o custo, mais rápido se concretiza o futuro digital do continente africano.

YouTube vai apostar na Inteligência Artificial em 2026, mas quer travar os “vídeos preguiçosos”

O YouTube vai reforçar o uso da Inteligência Artificial (IA) em 2026, mas pretende, ao mesmo tempo, reduzir de forma significativa a circulação de conteúdos considerados “preguiçosos” ou de baixo valor, produzidos com recurso a essa tecnologia.

A posição foi assumida pelo CEO da plataforma, Neal Mohan, na sua carta anual dirigida aos colaboradores do YouTube, publicada nesta quarta-feira (21), onde apresenta as principais prioridades da rede social de partilha de vídeos para o próximo ano.

Segundo Mohan, um dos grandes desafios actuais é o combate ao chamado “AI Slop”, termo usado para descrever conteúdos curtos, repetitivos e de fraca qualidade, criados apenas para captar a atenção dos utilizadores sem acrescentar valor real.

Na mesma carta, o responsável máximo do YouTube alertou ainda para os riscos associados aos deepfakes, destacando que este tipo de material representa uma ameaça crescente à credibilidade do conteúdo online.

“Está cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é gerado por Inteligência Artificial”, afirmou.

O executivo sublinhou igualmente que a plataforma mantém um acompanhamento rigoroso dos conteúdos produzidos com recurso à IA. Embora esse tipo de publicação seja permitido, o YouTube exige que os criadores indiquem claramente quando um vídeo foi alterado ou gerado com ferramentas de Inteligência Artificial.

Com estas medidas, a empresa pretende promover um ecossistema mais transparente, responsável e focado na qualidade do conteúdo disponibilizado aos utilizadores

EMIS anuncia instabilidade em alguns serviços do Multicaixa Express

A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) informou, na manhã desta quarta-feira (22), a existência de alguma instabilidade em certos serviços do Multicaixa Express, situação que poderá provocar dificuldades na realização de algumas operações.

Em comunicado, a EMIS esclarece que as equipas técnicas já estão a trabalhar no sentido de normalizar o sistema com a maior brevidade possível, garantindo a reposição total dos serviços.

A instituição pede desculpas pelos transtornos causados aos utilizadores e recomenda que as operações sejam tentadas novamente mais tarde.

Os perigos de carregar telemóvel no quarto

O período noturno é o escolhido por muitos utilizadores para carregar o respetivo telemóvel, mas acontece que – dependendo dos seus hábitos – esta pode ser uma prática que está a prejudicar a qualidade do seu sono e (potencialmente) também a colocá-lo em risco.

Comecemos desde logo pela luz azul emitida pelo ecrã do telemóvel e que pode ser um problema por impactar o relógio biológico. Se tiver todas as notificações ativadas no telemóvel, o constante piscar do ecrã não demorará a interferir com a qualidade do seu descanso.

Há ainda o facto de, por esta a pouca distância, o telemóvel poderá gerar estímulos constantes e levá-lo a pegar nele várias vezes antes de dormir – interferindo diretamente nas horas de sono e contribuindo uma sensação de cansaço ao acordar.

Mas, tirando estes problemas, há ainda o facto do perigo que representa carregar o telemóvel no quarto, sobretudo se este estiver pousado na cama.

Acontece que todos os dispositivos electrónicos aquecem um pouco mais enquanto estão a carregar, com a temperatura a subir um pouco mais caso o aparelho esteja rodeado de tecidos como lençóis, cobertores e almofadas. A maior dificuldade na dissipação de calor pode resultar num risco de incêndio caso o telemóvel tenha algum problema técnico.

A nova geração de centros de dados na era da Inteligência Artificial

Não se tratam de acontecimentos comuns mas, se carregar o telemóvel na cama é uma prática habitual, o sobreaquecimento da bateria pode resultar em deformações e, eventualmente, poderá ter problemas. Adicione-se o facto de o utilizador estar a dormir e não estar alerta para sinais como cheiro ou fumo para ter um problema à espera de acontecer.

Como carregar o telemóvel no quarto (em segurança)

Se usar o telemóvel para acordar de manhã e não estiver disponível para comprar um relógio despertador, deverá então garantir que adota práticas que não só assegurem a qualidade do sono como ainda a sua segurança.

Para tal, o site BGR recomenda que coloque o telemóvel fora do alcance de tecidos e numa área mais ventilada. Uma superfície rígida como uma mesa, uma cómoda ou até uma mesa de cabeceira serão mais indicados para reduzir a probabilidade de um sobreaquecimento.

Mais ainda, se quiser continuar a carregar o telemóvel no quarto, recomendamos que coloque sempre o telemóvel com o ecrã voltado para baixo para evitar que a luz emitida com o ecrã não interfere com o seu sono.

A nova geração de centros de dados na era da Inteligência Artificial

É um momento para o qual temos vindo a preparar-nos desde que o ChatGPT da OpenAI trouxe a Inteligência Artificial para o mainstream no final de 2022, causando um impacto em todas as áreas, desde a academia e os cuidados de saúde mental até todos os tipos e tamanhos de negócios.

Uma transformação verdadeiramente profunda vai começar a ocorrer em 2026, à medida que a IA se tornar cada vez mais enraizada em todos os aspectos da vida e o foco mudar dos grandes modelos de linguagem (LLMs) para a inferência da IA. De certa forma, 2026 será o ano em que a IA realmente entrará em ação.

De acordo com a última pesquisa State of AI da McKinsey, 78% das organizações utilizam IA em pelo menos uma função de negócios; isso representa um aumento em relação aos 72% no início de 2024 e aos 55% no ano anterior. Embora a maior parte da adoção continue a ser em vendas e marketing, a IA está a expandir-se rapidamente nos sectores de manucfatura, saúde, finanças e, principalmente, centros de dados.

  • Os fabricantes que utilizam IA para apoiar a previsão da procura melhoraram a precisão em uma mediana de 30 pontos percentuais.
  • Os hospitais estão a utilizar IA predictiva para faturação, agendamento de consultas e identificação proactiva de pacientes ambulatoriais de alto risco.
  • As instituições financeiras estão a aproveitar a IA para deteção de fraudes, optimização de pagamentos e gestão de riscos.

Os centros de dados estão cada vez mais a utilizar sistemas de refrigeração baseados em IA e análises predictivas para minimizar o sobreaquecimento, reduzir o desperdício de energia e melhorar a eficiência da rede através de um melhor equilíbrio entre a oferta e a procura de electricidade.

À medida que a adoção se aprofunda, a IA não irá simplesmente apoiar as funções empresariais, irá transformar as indústrias. Por exemplo, os agentes de IA que operam com pouca ou nenhuma supervisão tornar-se-ão centrais para as operações, que vai depender de vários modelos e exigir uma vasta capacidade computacional dentro das fábricas de IA.

A ascensão das fábricas de IA

Uma fábrica de IA é um centro de dados que não só armazena dados, mas também produz inteligência. Na verdade, estamos a avançar para além do treino de modelos para a inferência. É aqui que o ROI é realizado e estes ambientes se tornam essenciais.

Além disso, as cargas de trabalho de inferência estão a tornar-se mais variadas, desde prompts de chatbots até análises em tempo real em sistemas de saúde, retalho e sistemas autónomos. Embora normalmente exijam menos energia por servidor do que o treino, as cargas de trabalho de inferência estão a tornar-se cada vez mais variadas e difundidas.

Agora, elas variam de simples prompts de chatbots a análises complexas em tempo real nas áreas de saúde, retalho e outros sectores que utilizam sistemas autónomos e agentes. Consoante a implantação e a carga de trabalho, os ambientes de inferência variam entre menos de 20 kW, no caso de modelos comprimidos ou ajustados, e até 140 kW por rack, nos casos de uso de agentes mais avançados.

Para acompanhar o ritmo, as operadoras adotarão GPUs de última geração, como a NVIDIA Rubin CPX, com lançamento previsto para o final de 2026. E, combinado com as CPUs NVIDIA Vera e as GPUs Rubin na plataforma NVIDIA Vera Rubin NVL144 CPX, este sistema oferece 8 exaflops de computação de IA e um desempenho de IA 7,5 vezes superior ao da NVIDIA GB300 NVL72.

A sustentabilidade continua a ser fundamental

O abastecimento de energia continuará a ser um grande desafio em 2024. Os operadores contarão com diversas fontes de energia, incluindo turbinas a gás natural com captura de carbono, geradores de reserva movidos a HVO, energia eólica, solar, geotérmica e armazenamento em baterias.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), as energias renováveis fornecem atualmente 27% da eletricidade consumida pelos centros de dados e espera-se que satisfaçam quase metade do crescimento adicional da procura até 2030.

Espera-se que 2026 seja um ano crítico, em que o impacto da IA passe de uma força disruptiva para um elemento fundamental dos negócios e da tecnologia. À medida que a IA remodela todas as camadas da infraestrutura digital, os centros de dados do futuro não irão simplesmente suportar a tecnologia, irão permitir a própria inteligência.

Jovem angolano conquista ouro em olimpíada internacional de programação nos EUA


O jovem angolano, Ireneu Zola Francisco Miguel, destacou-se no cenário tecnológico internacional ao conquistar a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Programação (International Coding Olympiad), realizada em Orlando, Flórida (EUA), entre os dias 10 e 15 de Janeiro de 2026.

Estudante da 11.ª classe, do curso de Informática, no Instituto Politécnico Dom Damião Franklin n.º 8028, Ireneu foi o único representante de Angola e de todo o continente africano na competição, que contou com a participação de estudantes provenientes de vários países da América, Europa e Ásia.

Além da medalha de ouro em Programação, o jovem talento somou ainda mais duas distinções:

  • Medalha de prata na categoria AI Prompt (Inteligência Artificial);
  • Menção honrosa na competição de Matemática.

No total, Angola regressa ao país com três medalhas, fruto do desempenho de um único estudante, facto que reforça o potencial da juventude angolana nas áreas de tecnologia, ciência e inovação.

A olimpíada foi organizada pela Coding Olympiad em parceria com a NEO Science Olympiad, instituições internacionais voltadas para a promoção do ensino das ciências exactas e da programação a nível global.

No momento da premiação, Ireneu Zola subiu ao palco empunhando a bandeira de Angola, gesto que simbolizou o orgulho nacional e marcou a presença do país no mais alto lugar do pódio.

A conquista representa não apenas um feito individual, mas também um sinal claro de que Angola tem talentos capazes de competir e vencer nos maiores palcos tecnológicos do mundo.

FONTE: MINJUD

Anúncios no ChatGPT? Brevemente…

A OpenAI anunciou recentemente o lançamento de um sistema de anúncios contextuais no ChatGPT, uma alteração drástica do seu modelo de negócios.

Segundo o anúncio da empresa, esses anúncios serão integrados de forma subtil ao fluxo da conversa, aparecendo como sugestões úteis na parte inferior das respostas da IA.

Como funcionará?

Quando o usuário fizer uma consulta com potencial comercial, exemplo: pedir uma receita de jantar ou planear uma viagem, o ChatGPT manterá a sua resposta neutra e objectiva, gerada sem influência publicitária. Abaixo dessa resposta, surgirá uma secção claramente identificada como “patrocinado”, indicando produtos ou serviços relacionados ao contexto.

Exemplos incluem sugestões de ingredientes de um supermercado parceiro para uma receita ou indicações de hotéis e seguros para uma consulta sobre destinos turísticos.

A OpenAI reforçou que as conversas permanecem privadas e nunca são vendidas ou partilhadas com anunciantes. Os usuários podem desactivar a personalização ou indicar preferências para ver mais ou menos ofertas.

Os testes começam nas próximas semanas, exclusivamente nos Estados Unidos, para usuários adultos nos planos gratuitos e no novo ChatGPT Go (US$ 8/mês). Para quem paga pelo ChatGPT, Plus, Pro, Team e Enterprise, terão a experiência 100% livre de anúncios.

Essa estratégia visa diversificar receitas em meio a custos bilionários com infraestrutura, transformando o ChatGPT em um ecossistema de descoberta comercial, similar ao que o Google faz com buscas, mas de forma conversacional. Os riscos estão à vista, anúncios mal implementados poderiam acabar com a confiança que tornou o ChatGPT popular.

A iniciativa desafia o modelo tradicional de buscas e posiciona a OpenAI para competir directamente com gigantes como Google e Meta.

Governo autoriza 8,6 mil milhões de kwanzas para licenciamento de serviços Microsoft

A decisão consta do Despacho Presidencial n.º 11/26, de 13 de janeiro, e enquadra-se na parceria firmada entre o Instituto de Modernização Administrativa e a Microsoft, celebrada em julho de 2023. No âmbito desse acordo, está prevista a capacitação de cerca de 120 mil funcionários públicos, a integração de 160 mil professores e 3,7 milhões de estudantes em plataformas digitais, bem como a geração de uma economia estimada em 264 milhões de dólares até 2030.

A parceria insere-se nos programas de Desenvolvimento Digital e de Bens Públicos Digitais, liderados pela Microsoft Tech for Social Impact, com apoio das Nações Unidas. O programa contempla ainda o suporte a startups por meio de uma rede nacional de incubadoras, com o propósito de impulsionar a inovação tecnológica e o empreendedorismo em Angola.

Segundo as entidades envolvidas, a centralização da aquisição das licenças permitirá uma redução substancial dos custos, com uma poupança estimada em cerca de 80 por cento face à compra individual por cada instituição pública. Ainda este ano, está prevista a disponibilização inicial de 80 mil licenças para os diferentes organismos da administração pública.

O despacho presidencial delega no IMA a competência para a prática de todos os atos decisórios e de aprovação tutelar, incluindo a verificação da validade e legalidade do procedimento, bem como a celebração e assinatura do respetivo contrato.

A medida surge num contexto de avanços significativos de Angola no Índice de Maturidade GovTech do Banco Mundial, em 2025. O país passou do Grupo C para o Grupo B, passando a integrar o conjunto de Estados com um nível considerado significativo de maturidade digital governamental.

O índice avalia, entre outros aspetos, os sistemas centrais do Estado, os serviços públicos digitais, a participação digital dos cidadãos e os habilitadores institucionais, incluindo governação, normas, capacidades, gestão de dados e segurança.

Esta evolução confirma a trajetória de modernização administrativa do país, alinhada com a Agenda de Transição Digital da Administração Pública 2027 e com o Programa do Governo. As autoridades sublinham, contudo, que o processo exige continuidade, aprofundamento da interoperabilidade técnica e institucional e um foco permanente na execução das políticas definidas.

Nigéria prepara lei para regular a Inteligência Artificial

O projecto de lei introduz uma estrutura baseada no risco, que sujeita o sistemas de IA de alto risco, como os utilizados nas finanças, administração pública, vigilância e tomada de decisões, a uma supervisão mais rigorosa, que obriga os desenvolvedores desses sistemas a apresentar avaliações de impacto anuais onde detalham os riscos potenciais, medidas de mitigação e desempenho do sistema.

De acordo com a lei proposta, os reguladores poderiam impor multas de até 10 milhões de nairas (USD 7.000) ou 2% da receita anual de um fornecedor de IA gerada na Nigéria.

A legislação visa estabelecer padrões éticos de transparência, justiça e responsabilidade, ao mesmo tempo em que preenche lacunas regulatórias que existem desde que a Nigéria divulgou um projecto de estratégia de IA em 2024.

Google investe 2,1 milhões de dólares no desenvolvimento da inteligência artificial na Nigéria

Kashifu Abdullahi, director-geral da Agência Nacional de Desenvolvimento de Tecnologia da Informação, disse numa entrevista à Bloomberg que o objectivo é regulamentar a IA logo no início, à medida que a sua adoção se acelera em toda a economia.

Abdullahi afirmou que uma governança eficaz da IA requer proteções claras para garantir que os sistemas sejam desenvolvidos dentro de limites definidos, facilitar às autoridades a identificação e o combate ao uso indevido por parte de agentes mal-intencionados.

Segundo Abdullahi, a regulamentação tem como objectivo orientar a inovação, em vez de ultrapassá-la, moldar as práticas de mercado e os resultados sociais de forma a incentivar o uso responsável e benéfico da IA.