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ZAP distinguida como melhor participação no ramo das Tecnologias de Informação e Telecomunicações na Expo Huambo 2026

A ZAP foi distinguida como melhor participação no ramo das Tecnologias de Informação e Telecomunicações na Expo Huambo 2026, realizada de 24 a 27 de Setembro, na cidade do Huambo. A distinção reconhece a participação da empresa na feira, marcada pela apresentação das suas soluções e conteúdos, bem como pela interacção directa com os visitantes.

Pelo segundo ano consecutivo, a ZAP marcou presença no certame, levando ao público do Huambo diferentes soluções e experiências. Entre os principais destaques esteve o ZAP LINK, serviço de Internet por satélite, a oferta ZAP Empresas, dirigida ao sector hoteleiro, além dos conteúdos televisivos disponibilizados pela operadora.

A participação da empresa incluiu ainda a Arena ZSports, instalada na área exterior da feira. O espaço recebeu visitantes com jogos, dinâmicas e momentos de entretenimento, numa iniciativa que aproximou o público do universo do desporto e das experiências promovidas pela ZAP.

Além da componente comercial e de entretenimento, a presença da empresa no Huambo ficou também marcada por uma acção de responsabilidade social. Através do Vidas ZAP, foram entregues donativos ao Lar dos Pequeninos S. Salvador, na cidade do Huambo.

As crianças da instituição tiveram igualmente a oportunidade de visitar os stands da Expo Huambo, onde participaram em actividades recreativas, jogos e pinturas faciais, num momento de convívio e interacção com os participantes da feira.

Segundo a iniciativa, a acção procurou proporcionar às crianças uma experiência diferente, estimulando a criatividade, a curiosidade e o contacto com novas experiências, ao mesmo tempo que reforçou a componente social da participação da ZAP no evento.

Segurança Operacional: proteger o que mporta, sem exageros

A Segurança Operacional (OPSEC, sigla em inglês) existe precisamente para reduzir este risco. Não se trata de hacking nem de paranoia, mas de um processo estruturado que ajuda a identificar e proteger informações que, quando combinadas, podem ser exploradas por terceiros.

Este guia apresenta os cinco passos fundamentais da OPSEC, adaptados à realidade das equipas de TI e das instituições públicas e privadas. O objectivo é simples: aplicar medidas de protecção adequadas ao risco real, evitar excessos e concentrar esforços onde produzem resultados.

O que é a OPSEC e qual é a sua origem

A OPSEC surgiu durante a Guerra do Vietname, quando militares norte-americanos concluíram que o adversário conseguia antecipar operações através da observação de padrões e rotinas, sem necessidade de aceder a informação classificada.

Actualmente, a OPSEC é definida como um processo sistemático destinado a impedir que potenciais adversários obtenham conhecimento sobre capacidades, intenções ou actividades sensíveis através da recolha de informação não classificada. O seu foco está na protecção de dados públicos ou acessíveis, cujo verdadeiro valor reside na sua combinação.

Embora tenha origens militares, a metodologia é hoje amplamente utilizada no sector empresarial para proteger processos, infraestruturas, cadeias de fornecimento e informação institucional.

Passo 1: Identificar a informação crítica

O primeiro erro em muitos programas de OPSEC é tentar proteger tudo. Quando tudo é considerado crítico, torna-se impossível definir prioridades.

A informação crítica corresponde aos elementos que podem causar prejuízos significativos caso sejam utilizados por um adversário. Entre os exemplos mais comuns encontram-se:

  • Modelos e versões de equipamentos e sistemas em produção.
  • Topologias de rede, endereços IP, VLAN e circuitos de comunicação.
  • Padrões de nomenclatura dos equipamentos.
  • Janelas de manutenção e períodos de menor vigilância.
  • Identificação dos utilizadores com privilégios elevados e respectivas ausências.

O mais importante não é determinar o que é secreto, mas compreender quais os dados que, quando agregados, podem expor a organização.

Passo 2: Analisar as ameaças

Depois de identificar a informação crítica, é necessário perceber quem poderá ter interesse nela e quais as suas capacidades.

As ameaças podem incluir concorrentes, fornecedores, atacantes oportunistas, colaboradores negligentes ou grupos com motivações políticas. O essencial é avaliar a capacidade e a oportunidade do adversário, evitar construir toda a estratégia de segurança com base em intenções difíceis de prever.

O resultado deve ser uma visão realista dos riscos, permitir ajustar o esforço de protecção às ameaças mais prováveis.

Passo 3: Identificar vulnerabilidades

Nesta fase analisam-se os locais e processos através dos quais a informação pode ser divulgada inadvertidamente.

As vulnerabilidades mais frequentes incluem:

  • Capturas de ecrã com informações técnicas visíveis.
  • Publicação de configurações em fóruns e comunidades técnicas.
  • Perfis profissionais demasiado detalhados.
  • Estudos de caso e materiais promocionais divulgados por fornecedores.
  • Má separação entre contas pessoais e institucionais.
  • Diagramas e documentação distribuídos sem controlo.

Na maioria dos casos, estas falhas resultam de hábitos e procedimentos inadequados, e não de problemas tecnológicos.

Passo 4: Avaliar o risco

A avaliação do risco consiste em cruzar a probabilidade de exploração de cada vulnerabilidade com o impacto que essa exploração poderá causar.

O objectivo não é eliminar todos os riscos, mas identificar aqueles que exigem intervenção prioritária. As vulnerabilidades com elevada probabilidade e elevado impacto devem receber atenção imediata, enquanto outras podem ser aceites ou monitorizadas.

Uma avaliação eficaz evita investir recursos excessivos em ameaças pouco prováveis e permite concentrar esforços onde o benefício é maior.

Passo 5: Aplicar contramedidas

As contramedidas devem incidir apenas sobre os riscos considerados prioritários.

As medidas com maior retorno incluem:

Compartimentação e menor privilégio

Cada colaborador deve possuir apenas os acessos necessários para desempenhar as suas funções. Devem evitar-se contas partilhadas e privilegiar-se autenticação individual com registo de actividades.

Separação de identidades digitais

As identidades pessoais, profissionais e operacionais devem permanecer distintas. A utilização do mesmo dispositivo ou dos mesmos meios de recuperação aumenta a probabilidade de erros e exposição involuntária.

Gestão do ciclo de vida da informação

A proteção da informação deve abranger todas as fases do seu ciclo de vida. Documentos devem ser classificados, distribuídos apenas a quem necessita deles e eliminados quando deixarem de ser úteis.

Verificação por canal alternativo

Pedidos de acesso, alteração de configurações ou partilha de credenciais devem ser confirmados através de um canal diferente daquele onde foram recebidos. Esta prática reduz significativamente o risco de engenharia social.

Publicação acidental de conteúdo privado em contas institucionais

Quando uma conta oficial divulga, por engano, conteúdos pessoais, normalmente a origem está na falta de separação entre identidades digitais. A utilização de dispositivos ou perfis exclusivos para funções institucionais reduz substancialmente este risco.

Portal indisponível e especulação pública

Quando um portal fica indisponível sem qualquer comunicação oficial, surgem rapidamente rumores sobre ataques ou compromissos de segurança. Uma comunicação clara e atempada ajuda a evitar especulação e preserva a confiança dos utilizadores.

Quando o controlo falha

Nenhuma organização consegue impedir totalmente a fuga de informação. Por isso, é fundamental estar preparada para responder.

As ações prioritárias incluem:

  • Invalidar a informação exposta sempre que possível.
  • Reforçar os controlos afectados.
  • Aceitar formalmente os riscos residuais quando não existirem alternativas viáveis.

A comunicação também desempenha um papel essencial. É importante informar o que se sabe, o que está a ser feito, o que ainda não se conhece e quando serão disponibilizadas novas atualizações.

Após o incidente, deve realizar-se uma análise destinada a identificar falhas processuais e oportunidades de melhoria, evitando uma cultura centrada na procura de culpados.

Por onde começar

Um programa de OPSEC pode iniciar-se com cinco medidas simples:

  1. Definir uma lista reduzida de informação crítica.
  2. Classificar a documentação técnica por níveis de sensibilidade.
  3. Substituir contas partilhadas por acessos individuais.
  4. Implementar a verificação por canal alternativo.
  5. Rever e remover acessos desnecessários de fornecedores.

A partir daí, bastam revisões periódicas para acompanhar alterações na infraestrutura e na exposição da organização.

A OPSEC não pretende criar uma cultura de desconfiança permanente. O seu objectivo é proteger o que realmente importa, através de medidas proporcionais ao risco. As organizações mais eficazes não são as que tentam controlar tudo, mas as que identificam os activos críticos, compreendem as ameaças e aplicam contramedidas adequadas, equilibram segurança, custo e operacionalidade.

Trump e gigantes tecnológicos assinam acordo para controlar os riscos da IA

Entre os signatários encontravam-se Sundar Pichai (Google), Dario Amodei (Anthropic), Mark Zuckerberg (Meta), Greg Brockman (OpenAI), Elon Musk (xAI) e Jensen Huang (Nvidia). Em conjunto, representam os criadores dos modelos de IA mais sofisticados da actualidade e a empresa responsável pelo fornecimento dos processadores que suportam grande parte do sector.

O acordo ocupa apenas uma página. Não cria uma autoridade reguladora, não estabelece sanções nem possui força legal. Trata-se de um compromisso voluntário, descrito pelo próprio Trump como sendo “moralmente vinculativo”.

O elemento central do acordo assenta em quatro camadas de controlo e auditoria que cada empresa se compromete a adoptar.

1. Controlos internos

As organizações deverão monitorizar continuamente as capacidades, o comportamento e o alinhamento dos seus modelos, tanto durante o desenvolvimento como após a sua colocação em operação. A atenção incide particularmente sobre riscos de cibersegurança, biológicos e químicos, bem como sobre a possibilidade de os sistemas executarem acções não previstas, incluindo o acesso indevido a infra-estruturas tecnológicas.

2. Equipa interna independente

Cada empresa deverá constituir uma equipa dedicada à verificação da eficácia desses controlos, com autoridade para identificar falhas e promover as respectivas correcções.

3. Auditoria externa

O acordo prevê ainda a avaliação periódica por entidades independentes, responsáveis por validar a robustez dos mecanismos de controlo, monitorização e detecção de riscos.

4. Supervisão ao nível da administração

Por fim, um comité independente do conselho de administração receberá os relatórios das equipas internas e dos auditores externos, garantindo que os problemas identificados sejam tratados de forma adequada.

Para quem trabalha na área da governação tecnológica, a arquitectura proposta não é propriamente nova. O modelo aproxima-se do princípio das “três linhas de defesa”, amplamente utilizado em instituições financeiras e em organizações alinhadas com normas como a ISO 27001.

A diferença está no objecto da supervisão: pela primeira vez, este tipo de estrutura é aplicado explicitamente ao desenvolvimento e operação de modelos avançados de inteligência artificial. Além disso, as empresas comprometem-se a reunir-se regularmente para definir normas comuns, partilhar boas práticas e coordenar abordagens de gestão de risco.

Por que surge este acordo agora?

A iniciativa surge num contexto de crescente pressão sobre a indústria da inteligência artificial. Nos últimos meses, vários relatos da imprensa norte-americana deram conta de incidentes em que agentes de IA de diferentes empresas terão conseguido aceder ou interagir com sistemas de terceiros de formas não previstas pelos seus criadores.

Não é por acaso que o primeiro ponto do acordo menciona especificamente a necessidade de prevenir comportamentos que permitam aos modelos aceder a sistemas técnicos de forma inesperada ou não autorizada.

O que fica por esclarecer

Apesar do simbolismo político e mediático, o documento deixa várias questões sem resposta.

O acordo não define métricas de avaliação, calendários de implementação nem critérios objectivos para medir o sucesso dos controlos propostos. Também não especifica quem selecciona os auditores externos, quais as qualificações exigidas ou se os resultados das auditorias deverão ser divulgados ao público.

Mais importante ainda, não existe qualquer mecanismo de execução ou penalização para as empresas que não cumpram os compromissos assumidos.

O próprio texto reconhece esta limitação ao admitir que, no futuro, determinadas medidas poderão vir a ser incorporadas em legislação ou regulamentação formal. Até lá, a sua eficácia dependerá essencialmente da vontade dos signatários em cumprir aquilo que prometeram.

Angola prepara entrada de mil autocarros eléctricos no transporte público

O Executivo prevê introduzir, de forma faseada, pelo menos mil autocarros eléctricos no sistema de transporte público em Angola, anunciou esta segunda-feira, 28, em Luanda, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu.

A medida faz parte do programa ONDJILA GREEN, que prevê também a instalação, numa primeira fase, de dois mil carregadores em diferentes pontos do país, criando uma rede de apoio para autocarros e outros veículos eléctricos.

O anúncio foi feito durante a abertura da segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit 2026, realizado em Luanda sob o lema “Conectando Mercados, Pessoas e Oportunidades”.

Segundo o ministro, a introdução dos autocarros será feita por etapas e acompanhada pela expansão da infraestrutura necessária para o carregamento e funcionamento dos veículos.

O projecto resulta de um memorando de entendimento entre o Ministério dos Transportes, o Fundo Soberano de Angola e a OPAIA Motors.

Com a iniciativa, o Executivo pretende ampliar a utilização de veículos eléctricos no país e reforçar a aposta numa mobilidade mais sustentável no transporte público.

Conecta Angola reforça ligação à Internet com integração ao cabo submarino 2Africa

O Conecta Angola vai reforçar a sua capacidade de acesso à Internet com a integração ao cabo submarino internacional 2Africa, numa iniciativa que junta o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e a ANYCONNECT, com apoio da UNITEL.

A ligação pretende responder ao crescimento da procura pelos serviços do Conecta Angola, sobretudo entre comunidades, startups e empreendedores que beneficiam do projecto.

Na prática, a nova estrutura permitirá combinar a cobertura proporcionada pelo satélite ANGOSAT-2 com a capacidade das redes submarinas. O tráfego gerado pelos terminais VSAT instalados em diferentes localidades do país é transportado pelo ANGOSAT-2 até ao HUB do Conecta Angola e, a partir daí, encaminhado para as redes nacionais e internacionais através da ligação ao 2Africa.

Desta forma, o ANGOSAT-2 continua a desempenhar um papel importante na disponibilização de Internet em zonas onde as redes tradicionais têm menor cobertura, enquanto o 2Africa reforça a capacidade de encaminhar esse tráfego para plataformas, conteúdos e serviços disponíveis na Internet.

Com cerca de 45 mil quilómetros de extensão e presença em mais de 30 países, o 2Africa é uma das maiores infraestruturas de cabos submarinos de telecomunicações do mundo, ligando o continente africano a outras regiões.

Para os utilizadores do Conecta Angola, a integração deverá permitir acompanhar o aumento da procura com maior capacidade, estabilidade e disponibilidade do serviço. A utilização de diferentes infraestruturas e rotas internacionais também contribui para aumentar a resiliência da rede e reduzir o impacto de eventuais falhas ou congestionamentos.

Em Angola, a ligação ao 2Africa beneficia da infraestrutura da UNITEL, incluindo a estação de amarração do cabo em Cacuaco, Luanda.

A iniciativa junta, assim, diferentes tecnologias de conectividade satélite, redes terrestres e cabo submarino para reforçar a capacidade do Conecta Angola e criar melhores condições para a expansão dos serviços digitais no país.

WhatsApp para Android vai ganhar visual mais parecido com o iPhone

O WhatsApp está a preparar uma mudança no visual da sua aplicação para Android, com uma nova interface que deixa a experiência mais próxima da versão disponível no iPhone.

A principal novidade está na barra de navegação, que deverá passar a ter um formato “flutuante”, dando à aplicação um aspecto mais moderno. A mudança foi identificada pelo site especializado WABetaInfo numa versão beta do WhatsApp para Android.

Com o novo design, o acesso às Comunidades deixa de ocupar um espaço dedicado na barra de navegação, dando lugar a um ícone da Meta AI, a ferramenta de Inteligência Artificial da Meta que já está integrada no WhatsApp.

As imagens divulgadas mostram ainda uma interface que segue uma linguagem visual semelhante ao Liquid Glass, adoptado pela Apple nas versões mais recentes dos seus sistemas operativos. O novo visual estará disponível tanto no modo claro como no modo escuro.

A novidade foi identificada na versão beta 2.26.38.10 do WhatsApp para Android. Por enquanto, o novo design está limitado aos utilizadores que têm acesso à versão de testes, enquanto os restantes deverão aguardar pelo lançamento oficial da actualização.

Ainda não há uma data confirmada para a disponibilização da nova interface para todos os utilizadores.

TVCABO reforça aposta na conectividade durante a Expo Huambo 2026

A TVCABO participa na Expo Huambo 2026, onde apresenta soluções de conectividade e serviços destinados a responder às necessidades de famílias e empresas.

Entre os destaques da participação está o reforço da estabilidade dos serviços de Internet, resultado dos investimentos realizados pela empresa na expansão da largura de banda e na optimização da sua rede. A evolução pretende proporcionar maior desempenho e continuidade do serviço para actividades como streaming, videoconferências, jogos online, ensino à distância e utilização de vários dispositivos em simultâneo.

Durante a feira, a empresa apresenta também o serviço de Débito Directo, desenvolvido em parceria com a EMIS. A solução permite aos clientes efectuar o pagamento automático das facturas directamente a partir da sua conta bancária e pode ser activada nas lojas da TVCABO ou através do Multicaixa Express.

A presença no evento acontece no ano em que a TVCABO assinala 20 anos de actividade em Angola. Segundo Tânia Lopes, Directora de Marketing da empresa, a data representa também a responsabilidade de continuar a investir em soluções de conectividade adaptadas às necessidades dos clientes.

“Estar no Huambo é uma oportunidade para reforçarmos a nossa proximidade com esta comunidade e o nosso compromisso em continuar a investir em soluções cada vez mais fiáveis, simples e adaptadas à realidade dos nossos clientes”, afirmou.

Ao longo da Expo Huambo 2026, os visitantes poderão conhecer os serviços da empresa através de demonstrações e do acompanhamento das equipas técnicas e comerciais da TVCABO.

A participação enquadra-se na estratégia da empresa de continuar a investir em infra-estrutura, qualidade de serviço e inovação, acompanhando o crescimento das necessidades de conectividade no país.

Ivan António leva transformação digital da saúde angolana ao Africa HealthTech Summit 2026

Ivan António, Director de Saúde Digital da New Cognito, foi seleccionado como Embaixador de Angola no Africa HealthTech Summit (AHTS) 2026, onde vai representar o País no debate sobre o futuro da saúde digital em África.

O responsável integra o Ambassadors Circle da cimeira, que acontece de 30 de Setembro a 2 de Outubro, no Kigali Convention Centre, no Ruanda, reunindo líderes, profissionais de saúde, especialistas e parceiros ligados à tecnologia e inovação no sector.

Durante o evento, Ivan António vai abordar o tema “Transformação digital no sector da saúde”, com foco nas oportunidades e desafios da adopção de tecnologias digitais nos sistemas de saúde africanos.

Para o responsável, a transformação digital na saúde vai além da introdução de novas tecnologias, passando também pela integração de dados, pessoas e processos para criar serviços mais eficientes e adaptados às necessidades das populações.

A participação de Ivan António coloca a experiência do sector privado angolano no centro de um debate continental sobre tecnologia, dados e inovação, numa altura em que vários países africanos procuram modernizar os seus sistemas de saúde.

A presença no AHTS 2026 enquadra-se ainda na estratégia da New Cognito, empresa que integra o portfólio tecnológico da JETA Africa Holding, de desenvolver soluções digitais para apoiar a modernização de diferentes sectores em África, incluindo a saúde.

Governo anuncia medidas para acelerar a transformação digital em Angola

O Governo angolano está a desenvolver políticas e iniciativas para acelerar a transformação digital no país, com foco na modernização da Administração Pública e na melhoria dos serviços prestados aos cidadãos.

A informação foi avançada esta quarta-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, durante a abertura do 4.º Fórum Lusófono da Governação da Internet, que decorre no Centro de Convenções de Talatona.

Durante a intervenção, o responsável destacou a adopção de instrumentos legislativos relacionados com o ambiente digital, entre os quais a Lei de Políticas Fiscais na Internet, a Lei de Cibersegurança e o Regulamento de Assinaturas Digitais.

Nuno Caldas Albino reafirmou também o compromisso do Executivo em expandir o acesso às tecnologias de informação e comunicação, apoiar a formação dos jovens, incentivar o empreendedorismo tecnológico e reforçar a cibersegurança, além de criar condições favoráveis à inovação.

O secretário de Estado defendeu ainda o reforço da cooperação entre os países lusófonos para responder aos desafios associados à transformação digital. Segundo o responsável, a partilha de experiências, o desenvolvimento de projectos conjuntos e a harmonização de abordagens podem contribuir para enfrentar questões comuns relacionadas com a Internet.

O 4.º Fórum Lusófono da Governação da Internet reúne especialistas e representantes de Angola, Portugal, São Tomé e Príncipe e Moçambique para discutir o desenvolvimento, a utilização e a governação da Internet no espaço lusófono.

O encontro decorre até quinta-feira e aborda também os impactos da transformação digital sobre a diversidade linguística e cultural, além dos desafios resultantes da evolução do ambiente digital.

Meta prepara óculos inteligentes sem câmera em meio a preocupações com privacidade

A Meta deve apresentar nesta quarta-feira (23), novos modelos de óculos inteligentes durante a conferência anual Connect, realizada na Califórnia, nos Estados Unidos. Entre as novidades esperadas estão versões sem câmera, numa altura em que a utilização destes dispositivos levanta questões relacionadas com privacidade e gravações sem consentimento.

Os óculos da Meta são desenvolvidos em parceria com a fabricante de lentes EssilorLuxottica e tornaram-se um dos principais exemplos da aposta da indústria em dispositivos de inteligência artificial que vão além dos smartphones e computadores. As vendas dos modelos ultrapassaram os 7 milhões no ano passado.

Segundo o site The Information, a empresa deverá apresentar dois novos modelos sem câmera, identificados pelos codinomes Clubmaster e Burbank. Também é esperada uma nova versão dos Meta Ray-Ban, que contam com câmera integrada, além de uma versão mais fina e leve de óculos de realidade aumentada, de codinome Phoenix.

Por que lançar óculos sem câmera?

A remoção da câmera surge como uma possível resposta às preocupações relacionadas com a utilização destes dispositivos para fotografar ou gravar pessoas sem o seu conhecimento.

Os modelos actuais da Meta permitem tirar fotografias e gravar vídeos através de uma câmera integrada na armação. Os dispositivos também contam com microfones e alto-falantes e podem utilizar inteligência artificial para responder a comandos do utilizador e interpretar informações presentes no ambiente.

Com os novos modelos, a Meta procura ampliar as possibilidades de utilização dos seus óculos inteligentes, enquanto enfrenta o desafio de tornar estes dispositivos mais aceitáveis em situações do quotidiano onde a privacidade de outras pessoas pode estar em causa.