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ChatGPT ganha versão para adolescentes com limites de conteúdo e controlo parental

A OpenAI anunciou uma nova experiência do ChatGPT desenvolvida especificamente para adolescentes entre os 13 e os 17 anos. A versão inclui ferramentas de inteligência artificial direccionadas para os estudos, além de medidas adicionais de segurança, limites de utilização e funcionalidades de controlo parental.

Segundo a empresa, os utilizadores que indicarem ter entre 13 e 17 anos, ou que sejam identificados pelo sistema como menores de 18 anos, poderão ser encaminhados automaticamente para a experiência destinada ao público adolescente.

Entre as principais novidades está a forma como o ChatGPT deverá apoiar os estudantes nas tarefas escolares. Em vez de apresentar directamente uma resposta, a ferramenta poderá orientar o utilizador através de perguntas, explicações e diferentes etapas, permitindo que chegue à solução por conta própria.

A experiência inclui também o Modo Estudo, que utiliza perguntas orientadoras e explicações passo a passo para ajudar na compreensão dos conteúdos. A OpenAI anunciou ainda funcionalidades destinadas às tarefas de casa, que podem identificar situações em que o estudante procura apenas obter uma resposta pronta e incentivá-lo a trabalhar de forma mais colaborativa.

Para reforçar a aprendizagem, a plataforma contará igualmente com quizzes e ferramentas de visualização, permitindo aos estudantes praticar os conteúdos e avaliar os conhecimentos adquiridos.

Outra funcionalidade anunciada são as Horas de Estudo, que permitem definir determinados períodos do dia em que o Modo Estudo será activado por defeito.

A nova experiência faz parte dos esforços da OpenAI para adaptar o ChatGPT às necessidades dos utilizadores mais jovens, procurando equilibrar o acesso às ferramentas de inteligência artificial com medidas destinadas a promover uma utilização mais segura e responsável.

Chrome pode transformar páginas da internet em podcasts com Inteligência Artificial

O Google está a preparar uma nova funcionalidade para o Chrome que poderá transformar o conteúdo de páginas da internet numa espécie de podcast produzido por Inteligência Artificial (IA).

A ferramenta, chamada “AI Playback”, foi identificada em desenvolvimento nas versões recentes do Chrome Canary para computadores. A funcionalidade deverá permitir que os utilizadores ouçam o conteúdo de uma página através de uma conversa simulada entre dois apresentadores gerados por IA.

A novidade segue o conceito de “Resumo em áudio”, recurso já disponível no NotebookLM e que também chegou ao Chrome para Android no final de 2025.

Como vai funcionar?

Em vez de simplesmente converter o texto da página em voz, a ferramenta utiliza Inteligência Artificial para interpretar o conteúdo e transformá-lo numa conversa semelhante a um podcast.

Desta forma, dois apresentadores virtuais podem discutir os principais pontos do conteúdo, tornando o consumo de informação mais dinâmico para quem prefere ouvir em vez de ler.

A funcionalidade poderá ser encontrada no painel lateral do Modo de leitura do Chrome. O botão associado à ferramenta é identificado por ondas sonoras e por um símbolo de estrela, semelhante ao utilizado pelo Gemini.

Segundo informações divulgadas pelo Windows Report, o utilizador poderá activar ou desactivar a leitura com IA. Quando a funcionalidade estiver desactivada, o Chrome deverá utilizar a leitura tradicional da página.

Apesar da proposta, o recurso não substitui necessariamente as ferramentas tradicionais de leitura em voz alta.

A leitura convencional reproduz o conteúdo da página de forma mais fiel, enquanto o sistema baseado em IA poderá resumir, reorganizar e comentar determinadas informações para criar uma experiência semelhante a um podcast.

Isso significa que alguns detalhes presentes no texto original podem não aparecer no áudio gerado pela Inteligência Artificial.

A funcionalidade pode ser particularmente útil para quem pretende acompanhar artigos enquanto realiza outras actividades ou para utilizadores que preferem consumir informação através de áudio.

A ferramenta foi identificada nas versões de testes do Chrome Canary e, neste momento, ainda apresenta limitações. Segundo os relatos, o botão da funcionalidade já aparece no navegador, mas ainda não funciona de forma completa.

O Google ainda não confirmou oficialmente quando o recurso será disponibilizado para todos os utilizadores do Chrome.

Caso seja lançado, o “AI Playback” poderá representar mais um passo na integração da Inteligência Artificial no navegador, transformando conteúdos tradicionalmente consumidos através da leitura em experiências de áudio mais próximas dos podcasts.

Linux 7.2 é lançado com melhorias de desempenho e suporte para novo hardware

No comunicado que acompanha a nova versão, o responsável pelo kernel admitiu que os últimos dias de desenvolvimento trouxeram mais mudanças do que seria desejável. Ainda assim, considerou que a situação não justificava um adiamento. Segundo Torvalds, estas semanas mais agitadas antes de cada lançamento parecem estar a tornar-se uma tendência cada vez mais frequente.

De acordo com o The Register, esta nova realidade poderá estar relacionada com a crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial no desenvolvimento de software. Torvalds já havia referido anteriormente que estas soluções permitem aos programadores produzir mais código e submeter um maior número de alterações para integração no kernel.

Alterações no subsistema gráfico revertidas

Entre as mudanças de última hora destacam-se várias reversões no Direct Rendering Manager (DRM), o subsistema responsável pela gestão do hardware gráfico no Linux.

As alterações relacionadas com o agendamento de tarefas da GPU foram removidas após se verificar que o código ainda apresentava problemas de estabilidade. Para Torvalds, a reversão continua a ser a melhor opção quando uma funcionalidade não está suficientemente madura para integrar uma versão estável. As modificações poderão regressar em futuras versões, depois de corrigidas as falhas identificadas.

Além destas alterações, a maioria dos patches incluídos na fase final do desenvolvimento corresponde a correcções de menor dimensão, sobretudo em controladores (drivers). O subsistema de rede recebeu igualmente um número significativo de actualizações, enquanto foram introduzidas várias correcções em componentes específicos de diferentes arquitecturas e no subsistema perf, utilizado para análise e monitorização de desempenho.

Melhor gestão de cache em processadores de servidor

Uma das novidades mais relevantes do Linux 7.2 é a introdução do Cache-Aware Scheduling (agendamento com consciência de cache).

Esta funcionalidade permite ao kernel optimizar a distribuição de tarefas em processadores multi-core, tendo em conta os dados já armazenados na memória cache. Sempre que possível, o sistema privilegia núcleos que já disponham dos dados necessários, reduzindo acessos à memória principal e melhorando a eficiência do processamento.

A tecnologia poderá beneficiar especialmente plataformas de elevado desempenho, incluindo os processadores AMD EPYC 5 e os Intel Xeon 6, frequentemente utilizados em centros de dados e ambientes empresariais.

Suporte alargado para novo hardware

O Linux 7.2 traz ainda melhorias que aproximam o kernel do suporte completo para sistemas equipados com processadores Apple M3. Foram igualmente introduzidos preparativos para futuras gerações de hardware da AMD, Intel e Nvidia, reforçando a compatibilidade da plataforma com equipamentos de próxima geração.

Desenvolvimento do Linux 7.3 já arrancou

Com a conclusão do ciclo do Linux 7.2, as atenções da comunidade voltam-se agora para a próxima versão do kernel. A janela de integração para o Linux 7.3 abriu a 17 de Agosto e Torvalds revelou que já tinha cerca de 40 pedidos de integração (pull requests) prontos para análise logo após o lançamento da nova versão.

O elevado volume de contribuições sugere que o ritmo acelerado de desenvolvimento deverá manter-se nos próximos meses, à medida que o kernel continua a expandir o suporte para novo hardware e a optimizar o desempenho em diferentes plataformas.

Microsoft alerta para o fim do suporte do Windows Server 2022

A actualização de segurança disponibilizada nesse mês será a última abrangida por esta fase do ciclo de vida do produto. Posteriormente, o sistema entrará em suporte alargado, período durante o qual continuará a receber actualizações de segurança mensais gratuitas até 14 de Outubro de 2031.

A empresa publicou um aviso com 60 dias de antecedência para assinalar a transição do Windows Server 2022 para a fase de suporte alargado. A partir de 13 de Outubro de 2026, deixarão de ser disponibilizadas novas funcionalidades, melhorias ou correcções que não estejam relacionadas com segurança. No entanto, as actualizações de segurança continuarão sem custos adicionais durante mais cinco anos.

A entrada nesta nova fase não significa o fim do suporte ao sistema operativo. As organizações que continuarem a utilizar o Windows Server 2022 manterão o acesso às actualizações de segurança. Ainda assim, a Microsoft recomenda a migração para o Windows Server 2025, sobretudo para quem necessita de suporte completo e das funcionalidades mais recentes.

O Windows Server 2025, a mais recente versão de canal de suporte de longo prazo (LTSC), beneficiará de suporte principal até 13 de Novembro de 2029 e de suporte alargado até 14 de Novembro de 2034.

Novidades do Windows Server 2025

Entre as principais melhorias introduzidas no Windows Server 2025 destacam-se o suporte para TLS 1.3, a activação da encriptação LDAP por predefinição, optimizações de desempenho para unidades SSD e NVMe, bem como um modelo de subscrição opcional.

A funcionalidade mais relevante é, contudo, o hotpatching, que permite instalar actualizações de segurança sem necessidade de reiniciar o servidor, reduzindo os períodos de indisponibilidade.

Hotpatching deixou de ser gratuito

Desde 1 de Julho de 2025, a Microsoft passou a cobrar pela utilização do hotpatching em ambientes locais (on-premises). O serviço custa 1,50 dólares por núcleo de CPU por mês e exige gestão através do Azure Arc.

Num servidor equipado com 16 núcleos, o custo anual ascende a cerca de 288 dólares. Já na edição Windows Server Datacenter: Azure Edition, esta funcionalidade continua disponível sem custos adicionais.

WINS será descontinuado

O Windows Server 2025 será também a última versão a incluir o protocolo Windows Internet Name Service (WINS). A Microsoft prevê remover a funcionalidade das futuras versões do sistema operativo, embora o suporte ao protocolo permaneça disponível até Novembro de 2034.

Microsoft recomenda planeamento antecipado

A tecnológica aconselha as organizações a avaliarem desde já as opções de migração e a iniciarem os testes de implementação o mais cedo possível, de forma a evitar constrangimentos quando o suporte principal do Windows Server 2022 chegar ao fim.

Para facilitar o processo de avaliação, a Microsoft disponibiliza uma versão experimental do Windows Server 2025 com validade de 180 dias através do seu Centro de Avaliação.

Cibercriminoso coloca à venda dados de funcionários de várias multinacionais

Alegadamente, os dados foram obtidos a partir de ambientes Microsoft Azure e através da utilização de credenciais de acesso comprometidas. Entre as empresas visadas encontram-se a McDonald’s, Vodafone, Kyndryl e a Tata Consultancy Services (TCS). Algumas organizações, contudo, rejeitam ter sido vítimas de qualquer intrusão.

Desde 31 de Julho, o atacante publica conjuntos de dados em fóruns dedicados ao cibercrime. A maior base de dados, alegadamente proveniente da McDonald’s, contém mais de 1,7 milhões de registos. Seguem-se mais de 800 mil registos da TCS, 425 mil da Vodafone e 250 mil da HCL Technologies.

A lista inclui ainda o InterContinental Hotels Group (185 mil registos), Kyndryl (170 mil), Gap (80 mil), Hexaware Technologies (20 mil) e Wyndham Hotels (9 mil). Segundo o BleepingComputer, o atacante disponibiliza amostras das bases de dados para permitir aos potenciais compradores avaliar o conteúdo.

Estrutura interna das organizações exposta

De acordo com o TheHatman, os conjuntos de dados incluem nomes, endereços de correio electrónico corporativo, números de identificação de funcionários, cargos, contactos telefónicos e moradas. Em alguns casos, terão sido também roubadas contas de serviço e outros dados associados aos inquilinos (tenants) do Azure.

A empresa de cibersegurança Hudson Rock analisou amostras dos dados disponibilizados e concluiu que a sua estrutura corresponde à informação habitualmente encontrada em directórios empresariais. Entre os elementos identificados estão domínios activos, endereços .onmicrosoft.com e referências a contas com privilégios de Administrador Global.

Este tipo de informação pode servir para futuras campanhas maliciosas. O conhecimento sobre cargos, departamentos e contas privilegiadas poderá facilitar ataques de phishing direccionado, usurpação da identidade de gestores ou equipas de TI e outras formas de engenharia social.

Apesar disso, a autenticidade de todos os conjuntos de dados continua por confirmar. A Hudson Rock considera os dados credíveis, mas o BleepingComputer não conseguiu validar as alegações do atacante de forma independente.

TCS e Gap rejeitam alegações

Duas das empresas referidas contestaram publicamente a alegada violação. A TCS afirmou ter investigado o caso sem identificar provas credíveis de comprometimento dos seus sistemas ou dos ambientes dos seus clientes. Segundo a empresa, os dados apresentados terão pelo menos quatro anos e incluem apenas informações básicas sobre colaboradores.

O TheHatman afirma ter recorrido a ataques de força bruta de palavras-passe e de fadiga de autenticação multifactor (MFA) para obter acesso à TCS. Nos ataques de força bruta, os criminosos testam um conjunto limitado de palavras-passe comuns em numerosas contas. Já os ataques de fadiga MFA consistem no envio repetido de pedidos de autenticação a um utilizador, na expectativa de que este aprove um deles por engano.

A TCS garante que adoptou medidas de protecção contra estas técnicas há mais de dois anos.

Também a Gap afirmou não ter encontrado quaisquer indícios de comprometimento dos seus sistemas. A empresa sustenta que os dados divulgados são limitados, não sensíveis e têm vários anos de antiguidade.

Origem dos dados continua por esclarecer

Até ao momento, não existe confirmação de que os dados tenham sido efectivamente extraídos de ambientes Azure durante ataques recentes. Embora o atacante afirme ter utilizado credenciais comprometidas, não foram apresentadas provas independentes que sustentem essa versão.

A Hudson Rock identificou credenciais de acesso ao Azure previamente roubadas por programas de roubo de informação (infostealers) em várias das organizações visadas. Os investigadores admitem, por isso, a possibilidade de essas credenciais terem desempenhado um papel no incidente. No entanto, não foi possível demonstrar que as contas em causa serviram para recolher os dados alegadamente colocados à venda.

Outros cenários possíveis incluem campanhas de phishing, roubo de tokens de sessão ou abuso de integrações com privilégios elevados. Para já, não existem indícios de que uma vulnerabilidade no Microsoft Azure ou no Microsoft Entra esteja na origem da alegada fuga de informação.

Meta vai a julgamento nos EUA: dona do Facebook é acusada de viciar crianças

Mais da metade dos Estados dos Estados Unidos estão unidos num processo inédito contra a Meta, que foi instaurado em 2023 e vai a julgamento esta terça-feira. A dona do Instagram e do Facebook é acusada de criar, de forma intencional, produtos “perigosos” e “aditivos” para menores de idade.

O julgamento, que pode durar entre seis a oito semanas, vai acontecer no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, e vai ouvir o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, bem como o CEO do Instagram, Adam Mosseri, e Arturo Béjar, antigo funcionário que se tornou delator do processo.

“A Meta criou um produto perigoso para jovens usuários, sabia que era perigoso e mentiu às crianças, famílias e à comunidade sobre o quão perigoso ele era”, afirma Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, citado pelo The Guardian.

Nigéria abre investigação a Meta, Google e X por exploração de conteúdos jornalísticos

A Meta tem sofrido derrotas nos tribunais devido à forma como as suas plataformas prejudicaram usuários jovens, mas este caso pode representar um dano consideravelmente maior à empresa. Segundo o The Guardian, se a Meta for considerada culpada, pode ter de pagar 172,7 mil milhões de euros.

Além disso, os procuradores-gerais do Colorado, Kentucky, Califórnia e Nova Jersey pedem que a empresa seja obrigada a adotar mecanismos mais rigorosos de verificação de idade e elimine recursos como o ‘scroll’ infinito.

A gigante tecnológica nega todas as acusações e afirma que as alegações são “infundadas” e as compensações financeiras pedidas são “extremamente desproporcionais”.

Apple pode preparar iPhone Ultra 3 com telas maiores para 2028

A Apple poderá estar a planear uma terceira geração do seu possível iPhone dobrável para 2028, antes mesmo de apresentar oficialmente a primeira versão do equipamento.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa estará a estudar o lançamento do chamado “iPhone Ultra 3” no início de 2028, com uma das principais novidades centrada no aumento do tamanho dos ecrãs.

Até ao momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre as dimensões que a Apple pretende adoptar no futuro dispositivo.

Os rumores sobre o iPhone dobrável apontam para que a Apple possa apresentar o primeiro modelo ainda este ano. O equipamento deverá adoptar um formato diferente de muitos dos smartphones dobráveis actualmente disponíveis no mercado.

As especulações indicam para um ecrã externo de 5,5 polegadas e um ecrã interno de 7,8 polegadas, quando o aparelho estiver totalmente aberto.

O dispositivo deverá ainda apostar num formato mais largo e baixo, com proporção próxima de 4:3 quando aberto.

A possibilidade de aumentar os ecrãs levanta também questões sobre o próprio formato do aparelho.

Uma das hipóteses especuladas seria aumentar cerca de 0,4 polegadas em cada painel, levando o ecrã externo para aproximadamente 5,9 polegadas e o interno para 8,2 polegadas.

No entanto, estes números não foram confirmados pela Apple e devem ser encarados apenas como uma possibilidade.

Um aumento significativo poderia aproximar o formato do dispositivo ao de um smartphone convencional quando fechado, algo que poderá não estar alinhado com a proposta de design esperada para o equipamento.

Apesar dos rumores sobre diferentes gerações do possível iPhone dobrável, a Apple ainda não confirmou oficialmente o equipamento, as suas características ou sequer a existência de um modelo chamado iPhone Ultra.

Por isso, as informações sobre o iPhone Ultra 3 continuam no campo dos rumores e poderão sofrer alterações até uma eventual apresentação oficial.

Se os planos avançarem, a terceira geração poderá representar uma evolução do conceito de smartphone dobrável da Apple, com maior área de visualização e novas possibilidades de utilização.

Angola junta-se às agências espaciais parceiras da NASA no Space Apps Challenge 2026

Angola vai participar na edição de 2026 do NASA International Space Apps Challenge como Agência Espacial Parceira, depois de o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) ter sido seleccionado pela agência espacial norte-americana NASA para integrar a iniciativa.

A participação coloca Angola numa rede internacional de instituições ligadas ao sector espacial e cria novas oportunidades para jovens, estudantes, investigadores, programadores, empreendedores e profissionais angolanos desenvolverem soluções baseadas em dados espaciais.

Actualmente, a rede de Agências Espaciais Parceiras do Space Apps Challenge conta com 17 instituições, incluindo três países africanos: Angola, Nigéria e Senegal.

Dados espaciais para desenvolver novas soluções

Durante o evento, a NASA disponibilizará dados de satélite e outras informações provenientes de sistemas espaciais para serem utilizados pelos participantes no desenvolvimento de soluções tecnológicas.

As Agências Espaciais Parceiras poderão igualmente disponibilizar dados adicionais, contribuindo para que as equipas desenvolvam projectos relacionados com diferentes desafios da Terra e do espaço.

A iniciativa pretende aproximar diferentes comunidades tecnológicas e científicas, permitindo que participantes de vários países trabalhem em conjunto na criação de soluções para problemas globais.

Oportunidade para jovens angolanos

Para Angola, a integração na iniciativa representa uma oportunidade para aumentar a participação de talentos nacionais em competições internacionais ligadas à ciência, tecnologia e exploração espacial.

Estudantes, programadores, investigadores, startups e profissionais de diferentes áreas poderão integrar equipas multidisciplinares e utilizar dados espaciais para criar soluções inovadoras.

A selecção do GGPEN ocorre num período de crescimento do Programa Espacial Nacional e reforça a presença de Angola em iniciativas internacionais relacionadas com ciência, inovação e tecnologia espacial.

Space Apps Challenge acontece em Novembro

A edição de 2026 do NASA International Space Apps Challenge está prevista para os dias 14 e 15 de Novembro, reunindo milhares de participantes em centenas de cidades de diferentes países.

Durante o hackathon, as equipas terão de transformar dados espaciais em soluções capazes de responder a desafios relacionados com o planeta e o espaço.

A participação de Angola como Agência Espacial Parceira poderá, assim, aproximar o ecossistema tecnológico nacional de uma das maiores comunidades internacionais dedicadas ao desenvolvimento de soluções com recurso a dados espaciais.

Telemóvel demasiado quente? Há uma opção que deve desactivar

O carregamento rápido é uma das funcionalidades mais úteis introduzidas nos últimos anos nos smartphones, permitindo recuperar várias horas de autonomia em poucos minutos. No entanto, apesar das vantagens, esta tecnologia também contribui para o aumento da temperatura do equipamento durante o carregamento.

O sobreaquecimento é um dos principais factores associados à degradação das baterias de iões de lítio utilizadas nos telemóveis actuais, reduzir gradualmente a sua capacidade máxima ao longo do tempo.

Para minimizar este efeito, alguns fabricantes permitem desactivar o carregamento rápido. É o caso da Samsung, cujos dispositivos incluem uma opção específica para gerir os diferentes modos de carregamento.

Segundo o portal especializado How-To Geek, os utilizadores que pretendam preservar a longevidade da bateria e reduzir o aquecimento do equipamento podem desactivar esta funcionalidade através das definições do telemóvel.

Nos smartphones Samsung, o processo passa por aceder a Definições, seleccionar Bateria e, em seguida, entrar nas Definições de carregamento. Nesta secção é possível activar ou desactivar os vários tipos de carregamento disponíveis, incluindo o carregamento rápido com fios e o carregamento rápido sem fios.

A desactivação não tem de ser permanente. Os utilizadores podem voltar a activar a funcionalidade sempre que necessitem de carregar o equipamento mais rapidamente.

Além disso, existem outras formas de reduzir o impacto do carregamento na saúde da bateria. Quem costuma carregar o telemóvel durante a noite pode activar as funcionalidades de carregamento inteligente ou carregamento optimizado, disponíveis em vários modelos, que ajustam a velocidade de carregamento e completam a carga de forma mais gradual. Esta abordagem ajuda a reduzir o desgaste da bateria e a limitar o aquecimento excessivo do dispositivo.

Airtel e Starlink lançam serviço de Internet via satélite para telemóveis na RDC

A solução utiliza a tecnologia Direct-to-Cell, que permite a ligação directa entre satélites e smartphones compactíveis, sem necessidade de equipamento adicional. Numa fase inicial, os utilizadores de dispositivos Android LTE compactíveis podem aceder a aplicações de baixo consumo de dados, como o WhatsApp e mensagens SMS.

Para utilizar o serviço, os clientes devem possuir um pacote de dados activo ou o serviço de roaming de dados activado. O suporte para dispositivos Apple deverá ser disponibilizado em futuras actualizações.

Segundo Sunil Taldar, CEO da Airtel Africa, a integração da rede móvel da operadora com a tecnologia satélite da Starlink permitirá expandir o acesso à conectividade para além das limitações da infraestrutura terrestre tradicional.

“Ao combinar a rede terrestre da Airtel com a tecnologia de satélite da Starlink, estamos a expandir a conectividade essencial para além dos limites da infraestrutura móvel convencional. A República Democrática do Congo lidera este importante desenvolvimento, cuja experiência apoiará a expansão gradual do serviço nos restantes mercados, sujeita às aprovações regulatórias de cada país”, afirmou.

O serviço foi concebido para responder às necessidades de utilizadores e organizações que operam em regiões remotas, incluindo operadores logísticos, agências humanitárias, profissionais de saúde, empresas mineiras e comunidades rurais sem cobertura móvel convencional.

Para Thierry Diasonama, director-geral da Airtel RDC, as características geográficas e a dimensão do país justificam a aposta numa solução complementar às redes terrestres.

“A dimensão e a geografia do nosso país fazem com que muitas pessoas vivam, trabalhem e se desloquem para áreas sem cobertura móvel convencional. Este serviço acrescenta uma camada adicional de conectividade, ajudando os clientes a manter-se acessíveis, informados e ligados mesmo onde a cobertura terrestre não existe”, destacou.

A pegada digital: o recurso invisível da economia digital africana

A Airtel Africa já tinha sido identificada como parceira de lançamento da tecnologia Starlink Direct-to-Cell nos seus 14 mercados africanos, que, em conjunto, representam mais de 170 milhões de assinantes.

Entretanto, outras operadoras africanas, como a MTN, também têm realizado testes de tecnologias de comunicação móvel via satélite em diversos mercados do continente, incluindo a Zâmbia.

Os clientes elegíveis na RDC podem aderir ao serviço através da aplicação MyAirtel, beneficiar de um período experimental de 30 dias, enquanto a operadora prossegue a expansão operacional da solução.