O encontro que acontece no Centro de Convenções do Talatona, reúne especialistas dos Estados-Membros da SADC que aprofundam conhecimentos sobre resiliência digital, protecção de dados, infra-estruturas críticas e resposta a incidentes cibernéticos.
O segundo dia do evento teve início com a sessão dedicada à operacionalização do conhecimento da ICANN e às normas de segurança para DNS e Naming, orientada pelo especialista Yazid Alkanho, da ICANN, com o objectivo de promover uma melhor compreensão dos mecanismos de segurança associados à infra-estrutura global da Internet e contribuir para o fortalecimento da resiliência dos ecossistemas digitais dos países da região.
No período da tarde, os participantes analisaram modelos de sustentabilidade para Equipas de Resposta a Incidentes de Segurança Informática (CIRTs), com apresentação de experiências da Tanzânia, Botswana, Maurícias, Zâmbia e África do Sul.
Angola reforça bases para fortalecer a cibersegurança
A sessão permitiu uma reflexão sobre os mecanismos institucionais e financeiros necessários para garantir a continuidade e eficácia das estruturas nacionais de resposta a incidentes cibernéticos.
O programa prosseguiu com um painel de discussão sobre o papel das Autoridades de Protecção de Dados (DPAs) na cibersegurança, facilitado por Joyce Isa-Molwane, da BOCRA, Botswana, seguindo-se uma sessão sobre a Protecção de Infra-estruturas Críticas de Informação (CIIP), com enfoque no Manual da SADC, nas políticas e no quadro jurídico regional.
Os trabalhos incluíram, ainda, uma actualização sobre o Quadro Legal e Regulamentar de Cibersegurança da SADC e sobre a Força-Tarefa Regional da SADC para a Protecção de Dados, apresentada por representantes do Secretariado da SADC, bem como a apresentação da Acção da União Europeia para o Safe Digital Boost for Africa (SDBA), componente SADC, iniciativa orientada para o reforço da segurança e confiança no ambiente digital africano.
A jornada foi encerrou com o lançamento do AfricaCERT Youth Cybersecurity Hackathon, iniciativa que pretende estimular a participação da juventude na área da cibersegurança, promovendo competências técnicas, inovação e soluções para os desafios emergentes no espaço digital.



Este é um dos problemas mais traiçoeiros das infraestruturas: a redundância existe no diagrama, mas falha quando é realmente necessária. Até esse momento, o sistema transmite uma sensação de segurança que pode ser falsa.
Cada vez mais africanos acedem à Internet através dos telemóveis. No entanto, dispor de uma ligação não significa tirar pleno partido das possibilidades que esta oferece. De acordo com o mais recente relatório da GSMA, O Estado da Conectividade Móvel à Internet 2026, a grande maioria dos utilizadores de Internet móvel no continente concentra a sua actividade diária num número reduzido de tarefas, sobretudo comunicação e entretenimento.
A Fundação para a Justiça Digital e o Desenvolvimento Sustentável intentou uma acção no Tribunal Federal Superior contra a TikTok Inc., pedindo ao tribunal que determine se a alegada restrição viola os direitos dos cidadãos nigerianos à liberdade de expressão e à não discriminação.
Ao discursar na abertura da Africacert e Cyberdrill 2026, iniciativa dedicada à simulação cibernética e à cooperação no combate ao cibercrime, o governante destacou a entrada em vigor, nos últimos meses, de um novo quadro jurídico para a cibersegurança no país.

O problema, neste caso, não é apenas técnico. É também de comunicação. Durante um incidente, esperar por certezas antes de informar pode parecer prudente, mas o silêncio raramente é neutro. Quando a instituição não explica o que sabe, outros constroem a narrativa por ela.