
O CyberSecur Summit realiza a sua 5.ª edição no dia 12 de Outubro, a partir das 8h00, no Hotel Epic Sana, em Luanda, sob o lema “A Divina Estratégia: Segurança não depende de milagres”. O encontro pretende promover a reflexão sobre os desafios da cibersegurança em Angola, com enfoque nas estratégias que empresas e instituições devem adoptar para enfrentar os riscos do ambiente digital.
A edição deste ano vai abordar a integração da cibersegurança nas decisões de gestão, com debates sobre governação, infra-estruturas críticas, sector financeiro, regulação, responsabilidade e Inteligência Artificial (IA).
Entre os temas previstos estão a participação dos conselhos de administração na prevenção de ataques informáticos, o nível de protecção das infra-estruturas críticas em Angola e a capacidade das instituições financeiras para acompanhar os riscos associados à inovação tecnológica.
O programa inclui igualmente uma discussão sobre regulação e responsabilidade na protecção de dados, com a questão “Duas leis, duas entidades, um vazamento. Quem manda em Angola?”, além de um debate sobre a importância da responsabilidade colectiva na cibersegurança.
A Inteligência Artificial também estará em destaque, através de uma apresentação sobre o seu impacto na estratégia, na gestão de dados e nas capacidades de defesa e ataque no domínio digital, numa altura em que a automação assume um papel crescente na segurança das organizações.
Criado em 2021, o CyberSecur Summit surgiu com o objectivo de estabelecer em Angola um espaço de referência para o debate sobre cibersegurança, segurança da informação, perícia digital, investigação corporativa e protecção de dados. Desde a sua criação, o fórum tem reunido empresas, especialistas, instituições públicas, profissionais de tecnologia, juristas, investigadores e decisores.
Com esta 5.ª edição, o evento pretende reforçar a discussão sobre a necessidade de integrar a segurança digital na governação das organizações, num contexto em que a protecção de dados, a continuidade das operações e a segurança das infra-estruturas exigem respostas coordenadas e estratégias de prevenção cada vez mais consistentes.

Um
Uma evidência cuja integridade não se demonstra não é evidência. A maior parte das “provas” recolhidas numa organização não resistiria a uma contestação séria. Não por serem falsas, mas porque ninguém pensou em preservá-las no momento da recolha. O técnico que, com a melhor das intenções, abre o log original, copia o ficheiro para o portátil ou reinicia a máquina “para ver melhor” destrói a prova enquanto a procura.
O encontro que acontece no Centro de Convenções do Talatona, reúne especialistas dos Estados-Membros da SADC que aprofundam conhecimentos sobre resiliência digital, protecção de dados, infra-estruturas críticas e resposta a incidentes cibernéticos.

Este é um dos problemas mais traiçoeiros das infraestruturas: a redundância existe no diagrama, mas falha quando é realmente necessária. Até esse momento, o sistema transmite uma sensação de segurança que pode ser falsa.
Cada vez mais africanos acedem à Internet através dos telemóveis. No entanto, dispor de uma ligação não significa tirar pleno partido das possibilidades que esta oferece. De acordo com o mais recente relatório da GSMA, O Estado da Conectividade Móvel à Internet 2026, a grande maioria dos utilizadores de Internet móvel no continente concentra a sua actividade diária num número reduzido de tarefas, sobretudo comunicação e entretenimento.
A Fundação para a Justiça Digital e o Desenvolvimento Sustentável intentou uma acção no Tribunal Federal Superior contra a TikTok Inc., pedindo ao tribunal que determine se a alegada restrição viola os direitos dos cidadãos nigerianos à liberdade de expressão e à não discriminação.
Ao discursar na abertura da Africacert e Cyberdrill 2026, iniciativa dedicada à simulação cibernética e à cooperação no combate ao cibercrime, o governante destacou a entrada em vigor, nos últimos meses, de um novo quadro jurídico para a cibersegurança no país.