
O jovem empreendedor angolano Marcelino Caoio, de 25 anos, anunciou recentemente o lançamento da Propri, uma plataforma tecnológica desenvolvida em Angola com o objectivo de detectar, analisar e combater fraudes digitais que exploram indevidamente marcas no ambiente online.
A solução é propriedade da empresa angolana Viralize e surge num contexto de rápida expansão digital no país, onde também se registam cada vez mais práticas fraudulentas. Entre os casos mais comuns estão páginas falsas que imitam instituições financeiras, perfis que se fazem passar por operadoras de telecomunicações, anúncios enganosos em marketplaces e esquemas de phishing cada vez mais sofisticados.
Essas práticas têm causado prejuízos aos consumidores, além de afectarem a reputação e a confiança nas marcas. Como resposta, a Propri apresenta um sistema contínuo de monitorização e protecção digital.
A plataforma realiza varreduras automáticas diárias em motores de busca, redes sociais e marketplaces, analisando os dados com recurso à inteligência artificial. As ocorrências são classificadas como normais, suspeitas ou potenciais fraudes, permitindo uma resposta rápida e eficaz.
Sempre que uma ameaça é identificada, o sistema emite alertas detalhados, recomenda acções, gera notificações legais para remoção de conteúdos e facilita o acesso aos mecanismos de denúncia nas plataformas digitais.
Segundo Marcelino Caoio, a ferramenta vem simplificar um processo que, até agora, exigia recursos técnicos e humanos elevados. “Até aqui, proteger uma marca online exigia tempo, equipa e conhecimento técnico. A Propri torna esse processo mais simples e acessível a qualquer empresa”, afirmou.
De acordo com o fundador, a Propri pretende preencher essa lacuna, oferecendo uma ferramenta prática e ajustada ao contexto angolano.
Entre os próximos passos da plataforma estão a implementação de tecnologia de reconhecimento de imagem para detectar o uso indevido de logótipos, a integração com novas fontes de dados locais e o desenvolvimento de painéis de gestão voltados para agências e consultoras que gerem múltiplas marcas.




O IMA participou na 1.ª edição do Angola Quality Summit 2026, um evento dedicado à promoção da qualidade, inovação e transformação digital, reunindo especialistas, instituições públicas e parceiros estratégicos para debater os desafios e avanços na modernização administrativa em Angola.

De acordo com o documento oficial, a proposta de lei visa prevenir os riscos relacionados com o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, proteger os consumidores da natureza altamente especulativa dos activos digitais e garantir a integridade e a transparência do mercado. Tem ainda como objectivo preservar a estabilidade financeira, limitar os riscos sistémicos associados à crescente interligação entre os activos digitais e o sistema financeiro tradicional.
A iniciativa surge num contexto de crescente utilização de activos digitais, mas também de riscos crescentes. As autoridades ruandesas relataram vários casos de fraude relacionados com projectos falsos de activos digitais. De acordo com dados apresentados durante os debates parlamentares, o Gabinete de Investigação do Ruanda identificou 35 casos de esquemas piramidais e fraudes que envolveram as chamadas criptomoedas, e causaram perdas financeiras significativas ao público.
A plataforma, criada em 2025, nasceu da convicção de que tecnologia deve servir à produtividade real, combinando engenharia de software de ponta com uma compreensão profunda dos processos empresariais para criar soluções que fazem a diferença no dia a dia das organizações.
