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Segunda-feira, Fevereiro 2, 2026
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Angola realiza primeiro implante de dispositivo inteligente para monitorizar arritmias cardíacas

Angola deu um passo histórico na área da tecnologia médica com a realização do primeiro implante, no país, de um marcador de eventos cardíacos intradérmico, um dispositivo avançado utilizado no diagnóstico e monitorização de arritmias cardíacas, com impacto directo na prevenção de doenças cardiovasculares, incluindo o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O procedimento pioneiro foi realizado no dia 19 de Janeiro, na Clínica Girassol, em Luanda, num paciente do sexo masculino, de 61 anos, conforme informou a cardiologista arritmologista Domingas Baião.

Cirurgia rápida e recuperação imediata

Segundo a especialista, a intervenção teve a duração aproximada de 15 minutos e decorreu sem intercorrências. O paciente recebeu alta hospitalar apenas duas horas após o procedimento, com indicação para retomar normalmente as suas actividades quotidianas, sem restrições.

A cirurgia foi conduzida por uma equipa integralmente composta por profissionais angolanos, sob a liderança de Domingas Baião, contando ainda com a participação da cardiopneumologista Joelma Sousa, dos enfermeiros Cassefe Inglês e Suzete da Costa, além do anestesista Costa António.

Como funciona o dispositivo implantável

O marcador de eventos cardíacos implantável é um pequeno dispositivo colocado de forma subcutânea na região superior do tórax esquerdo, através de uma incisão mínima. A tecnologia permite a monitorização contínua do ritmo cardíaco por um período prolongado, podendo funcionar por até três anos.

De acordo com a cardiologista, o equipamento realiza registos automáticos de episódios de arritmias e permite também o armazenamento de eventos sintomáticos, que podem ser activados manualmente pelo próprio paciente.

Algumas versões do dispositivo incluem ainda tecnologia de monitorização remota sem fios (wireless), possibilitando a avaliação médica à distância e o envio automático de alertas sempre que são detectadas alterações relevantes no ritmo cardíaco.

Indicações clínicas e benefícios tecnológicos

Este método é indicado para pacientes com palpitações, episódios de síncope (desmaios), Acidente Isquémico Transitório (AIT), AVC sem causa aparente, fibrilação auricular paroxística e para pessoas com risco elevado de desenvolver arritmias cardíacas.

Entre os principais benefícios destacam-se a detecção precoce de arritmias, inclusive em pacientes assintomáticos, a avaliação mais precisa do risco de AVC e AIT, a melhor orientação terapêutica e, em casos de arritmias malignas, a prevenção da morte súbita.

Mais eficaz do que métodos tradicionais

Em comparação com o método tradicional de Holter, utilizado por períodos entre 24 e 72 horas, o marcador de eventos cardíacos implantável permite uma monitorização electrocardiográfica contínua e de longo prazo. Segundo a especialista, essa tecnologia aumenta em até cinco vezes a capacidade de detecção de arritmias, especialmente da fibrilação auricular paroxística, uma das principais causas de AVC.

Trata-se, de um método seguro, eficaz e com baixa taxa de complicações, alinhado com as recomendações internacionais mais recentes na área da cardiologia.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA

Esqueça o arroz: como agir quando o telemóvel entra em contacto com água ?

Um pequeno descuido é suficiente para causar um grande susto: o telemóvel escorrega para a pia, cai na piscina ou apanha uma chuva inesperada. Apesar do risco, nem tudo está perdido. Em muitas situações, é possível minimizar os danos, desde que as medidas certas sejam tomadas imediatamente.

Fabricantes como a Apple, Samsung e Motorola disponibilizam orientações específicas sobre como agir quando um smartphone entra em contacto com líquidos. Reunimos, a seguir, as principais recomendações para tentar salvar o aparelho e evitar prejuízos maiores.

Primeiro passo: mantenha a calma e desligue o aparelho

Assim que perceber que o telefone entrou em contacto com água ou outro líquido, desligue-o imediatamente. A presença de humidade pode provocar curto-circuito e corrosão dos componentes internos, especialmente da placa-mãe.

Quanto mais rápido o aparelho for desligado, maiores são as chances de recuperação.

O que fazer após o contacto com água

1. Remova impurezas, se necessário

Em situações como contacto com água do mar, piscina ou bebidas, pode ser necessário eliminar resíduos como sal, cloro ou açúcar. Os fabricantes indicam que, nesses casos, o telefone pode ser mergulhado rapidamente em água limpa, por até três minutos, apenas para remover as impurezas.

Depois disso, utilize um pano seco para limpar a parte externa do aparelho.

2. Elimine o excesso de líquido

Segure o smartphone com o conector USB virado para baixo e bata suavemente no topo do aparelho. Isso ajuda a libertar gotas de água presas nas entradas e altifalantes.

3. Deixe secar naturalmente

Coloque o telefone num local seco, arejado e com boa circulação de ar. Um ventilador pode ajudar, desde que não sopre ar quente diretamente. A secagem deve ser gradual, permitindo que a humidade evapore naturalmente.

4. Atenção aos alertas de humidade

Alguns modelos, como iPhones e smartphones da linha Galaxy, exibem um aviso quando detectam humidade no conector. Se isso acontecer, não ligue o cabo. Continue a deixar o aparelho a secar por pelo menos 24 horas. Em alguns casos, o tempo recomendado pode chegar a 48 horas.

5. Use carregamento sem fios, se for possível

Caso precise aceder a informações urgentes e o telefone esteja descarregado, o carregamento sem fios pode ser uma alternativa , desde que o aparelho seja compatível. Antes disso, certifique-se de que a parte traseira está completamente seca.

O que não fazer de forma alguma

  • Esqueça o arroz

Colocar o telefone dentro de arroz é um dos mitos mais populares  e também um dos mais prejudiciais. Partículas pequenas podem entrar nas aberturas do aparelho e causar novos danos, segundo alertas da Apple.

  • Não use cotonetes, palitos ou papel

Introduzir objectos nos orifícios do telefone pode empurrar a água ainda mais para dentro ou deixar resíduos presos nos altifalantes e conectores.

  • Nunca ligue o cabo com o aparelho molhado

Carregar o telefone enquanto ainda há humidade pode causar corrosão dos pinos, danos permanentes e até falhas completas no carregamento.

  • Evite fontes de calor

Secadores de cabelo, ar quente ou ar comprimido podem parecer soluções rápidas, mas representam um risco sério. O calor excessivo pode soltar componentes internos e comprometer a vedação do aparelho.

Nem todos os telefones reagem da mesma forma à água

É importante lembrar que o nível de resistência varia de modelo para modelo. Certificações como IP67 ou IP68 indicam protecção contra poeira e água, mas não garantem imunidade total, especialmente após quedas ou desgaste natural do aparelho.

Se, mesmo após seguir todas as recomendações, o telefone continuar a apresentar falhas, o mais seguro é procurar a assistência técnica oficial do fabricante para uma avaliação especializada.

FONTE: G1

MINSA aposta em tecnologia médica de ponta para modernizar o Hospital Américo Boavida

O Ministério da Saúde (MINSA) pretende transformar o Hospital Américo Boavida num hospital de referência nacional, apostando fortemente na alta tecnologia médica e em infra-estruturas alinhadas com os mais elevados padrões internacionais de qualidade, segurança e sustentabilidade.

A intenção foi reafirmada pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante uma missão oficial à República Popular da China, realizada no âmbito do reforço da cooperação bilateral no sector da saúde. Segundo a governante, o Executivo angolano está determinado a garantir que o hospital seja equipado com tecnologia de última geração, capaz de responder às exigências actuais do Sistema Nacional de Saúde.

Sílvia Lutucuta sublinhou que o Governo será rigoroso e inflexível no que diz respeito à qualidade dos equipamentos e das infra-estruturas a serem adquiridas. O objectivo, explicou, é fazer do Hospital Américo Boavida um centro de excelência, não apenas para assistência médica, mas também para formação, ensino e investigação científica.

“Queremos um hospital de referência nacional, dotado da melhor tecnologia disponível no mercado internacional. O processo de aquisição continua aberto porque Angola merece soluções modernas e inovadoras, à altura dos grandes centros hospitalares de África”, afirmou a ministra.

No âmbito da missão, a delegação angolana, acompanhada pela embaixadora de Angola na China, Dalva Maurícia Calombo Ringote Allen, realizou uma visita técnica às instalações industriais do Grupo GE HealthCare. Durante a visita, foram avaliados os processos de fabrico, testagem e certificação de equipamentos avançados de diagnóstico por imagem, como Ressonância Magnética, Tomografia Computorizada (TC), Mamografia, PET-Scan, bem como soluções médicas robóticas.

De acordo com a ministra, a visita permitiu constatar os elevados padrões de controlo de qualidade, inovação tecnológica e fiabilidade dos equipamentos, bem como a sua adequação às necessidades actuais e futuras do sistema de saúde angolano.

FONTE: JORNAL O PAÍS 

Primeiro ataque hacker da história ocorreu no telégrafo sem fios em 1903

Marconi estava convencido de que a sintonia dos sinais tornaria impossível qualquer interferência externa; uma afirmação ousada para a época, dado que a transmissão sem fios era uma tecnologia nova e misteriosa para muitos. No entanto, a demonstração sofreu uma interferência inesperada, que colocou à prova a segurança apregoada pelo sistema de Marconi. A transmissão planeada foi ofuscada por uma mensagem inesperada e repetitiva, seguida por um poema ofensivo em inglês, tudo transmitido em código Morse.

Maskelyne era um inventor e ilusionista britânico, além de rival acérrimo de Marconi. Com essa demonstração, Maskelyne pretendia desacreditar publicamente Marconi, mostrar que o sistema sem fios podia ser facilmente infiltrado. O episódio desencadeou um debate acalorado sobre as vulnerabilidades dos sistemas de telecomunicações sem fios, abriu um capítulo fundamental na história da cibersegurança. Este evento, que ocorreu muito antes da era digital, contribuiu para definir as primeiras reflexões sobre a segurança das comunicações, antecipou as questões de privacidade e integridade dos dados que estão no centro das tecnologias modernas actuais.

Os detalhes do primeiro ataque hacker da história

Em 4 de junho de 1903, uma plateia entusiasmada reuniu-se no famoso teatro da Royal Institution para assistir a uma demonstração histórica. Enquanto John Ambrose Fleming, um colaborador próximo de Guglielmo Marconi, explicava os princípios da transmissão sem fios, a cerca de 300 milhas de distância, Marconi preparava-se para enviar um sinal a partir de uma estação na Cornualha.

Tudo estava pronto para demonstrar como a tecnologia funcionava, quando de repente o receptor na sala começou a imprimir uma mensagem misteriosa: uma única palavra em código Morse: «rats» (ou seja, «ratos»), repetida várias vezes, seguida por uma quadra ofensiva que dizia «Havia um jovem italiano que enganou o público de uma maneira muito simpática. A surpresa reinou no teatro». A mensagem era claramente dirigida a Marconi, que insinuava que o seu sistema não era tão seguro quanto ele afirmava.

Nevil Maskelyne, o responsável pelo ataque, trabalhava para uma empresa concorrente que contestava as patentes de Marconi sobre a telegrafia sem fios. As afirmações de Marconi sobre a inviolabilidade do seu sistema sem fios serviram a Maskelyne como pretexto perfeito para uma demonstração pública, em certos aspectos irónica. Convencido de que o sistema não estava realmente protegido, Maskelyne decidiu instalar um transmissor não muito longe do local da conferência (presumivelmente no teatro pertencente ao seu pai).

Com este dispositivo, ele transmitiu um sinal suficientemente potente para interferir com o receptor utilizado por Fleming. O objectivo de Maskelyne não se limitou a perturbar a demonstração; pretendia também transmitir mensagens que lançassem dúvidas sobre a seriedade e validade das alegações de Marconi.

O incidente gerou muita controvérsia. Fleming, indignado, chamou o ataque de «vandalismo científico» e, no jornal The Times of London, pediu ajuda aos leitores para localizar o responsável pelo ataque. Poucos dias depois, Maskelyne confessou orgulhosamente o seu ato, justificou-o como uma ação necessária para revelar os limites de uma tecnologia que Marconi apresentava como infalível.

O episódio teve notável relevância histórica, não tanto pela reputação de Marconi, que continuou a ter sucesso e recebeu o Prémio Nobel de Física em 1909, mas pelo conceito de segurança nas comunicações. O incidente trouxe à tona a possibilidade de que sinais sem fio pudessem ser interceptados e manipulados por terceiros, o que alarmou governos e pesquisadores da época.

Assim começou uma nova fase de estudos para tornar as comunicações sem fio mais seguras. A experiência de Maskelyne inspirou o desenvolvimento de técnicas de criptografia, que tornariam as comunicações militares mais seguras durante as Guerras Mundiais e além.

O ataque de 1903 continua a ser um símbolo do facto de que toda inovação tecnológica traz consigo desafios e vulnerabilidades. A genialidade e irreverência de Maskelyne serviram para levantar uma questão fundamental que continua relevante até hoje: a segurança das comunicações. Embora as tecnologias tenham mudado drasticamente, o episódio lembra-nos que não existem tecnologias inexpugnáveis e, por isso, é bom tomarmos todas as precauções possíveis para proteger smartphones, computadores e automação residencial.

Angola aprova proposta de Lei da Cibersegurança

Na apresentação da proposta, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social de Angola (MINTTICS), Mário Oliveira, referiu que esta visa contrapor a ausência ou fragilidade do quadro legal especifico ou a baixa capacidade de resposta a incidentes cibernéticos.

Disse ainda que a lei estabelece obrigações com o propósito de criar um ambiente atractivo no ciberespaço nacional, garantindo um espaço cibernético seguro, que fomente uma cultura de cibersegurança responsável entre os cidadãos e as instituições públicas e privadas.

O relatório que fundamenta a proposta vinca que, apesar dos esforços institucionais, politicos e legais feitos por Angola no domínio da segurança cibernética, o Índice Global de Cibersegurança de 2024, elaborado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência especializada das Nações Unidas para as tecnologias de informação e comunicação, classifica o país “na quarta posição a partir do nível mais baixo, com uma pontuação de 39,5 em uma escala de 100”.

Angola aprova Proposta de Lei Contra Informações Falsas

Na oportunidade, Mário de Oliveira destacou que, por altura da consulta pública desta iniciativa legislativa, houve uma ampla participação de vários sectores da sociedade angolana, sobretudo da Universidade Agostinho Neto e de empresas públicas e privadas dos sectores das telecomunicações e das tecnologias de informação, que apresentaram contribuições valiosas.

Segundo Mário Oliveira, a lei tem por objectivo proteger a sociedade e as instituições, como estabelece a Constituição da República angolana, consagrando o diploma legal que “as medidas de cibersegurança devem respeitar os princípios da legalidade, proporcionalidade e necessidade”.

“A proteção da cibersegurança não pode servir de fundamento para ingerências ilegitimas na vida privada, comunicações ou dados pessoais”, disse Mário Oliveira, acrescentando que “a atuação das autoridades está sujeita ao controlo jurídico e institucional”.

A proposta de Lei da Cibersegurança foi aprovada com 105 votos a favor do grupo parlamentar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do Partido Humanista de Angola PHA) e da Frente Nacional para Libertação de Angola (FNLA), um contra e 75 abstenções do grupo parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e do Partido de Renovação Social (PRS).

WhatsApp e Facebook dominam o ecossistema digital em Angola, aponta estudo da MIRA

O WhatsApp e o Facebook continuam a ser as plataformas digitais mais influentes em Angola, consolidando-se como pilares da vida online dos angolanos. A conclusão é do 17.º Estudo de Audiências da MIRA Pesquisa, que analisou os hábitos digitais da população em várias regiões do país.

Realizado nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo e Huíla, o estudo envolveu uma amostra representativa de mais de 11 milhões de angolanos com 15 ou mais anos, revelando uma forte dependência destas redes sociais para comunicação, informação e entretenimento.

Segundo os dados, o uso do WhatsApp e do Facebook supera de forma significativa outras plataformas digitais, confirmando o seu papel central no dia a dia dos cidadãos. Mais do que simples ferramentas de troca de mensagens, ambas assumem hoje um lugar de destaque como fontes de notícias, consumo de conteúdos e partilha de informação.

O relatório aponta ainda que estas plataformas têm impacto direto na forma como os angolanos se informam, constroem opiniões e interagem socialmente, refletindo uma mudança clara no padrão de consumo de media no país.

 

Nova Siri com IA será um chatbot integrado ao iOS 27, diz analista

A Apple prepara uma profunda reformulação da Siri. Segundo o analista da Bloomberg, Mark Gurman, a nova versão da assistente virtual será baseada em inteligência artificial generativa e funcionará como um chatbot totalmente integrado ao iOS 27.

A novidade deverá ser apresentada durante a WWDC (Worldwide Developers Conference) deste ano, evento anual da Apple que, tradicionalmente, acontece em Junho.

Diferente da Siri actual, a nova assistente terá uma interface semelhante à dos chatbots populares, como o ChatGPT e o Gemini, permitindo conversas contínuas, mais naturais e contextualizadas. A grande aposta da Apple está na integração profunda com o sistema operativo, tornando a Siri mais inteligente e útil no dia a dia dos utilizadores.

De acordo com Gurman, a nova Siri poderá interagir directamente com aplicações nativas da Apple, como Música, Podcasts, TV e até o Xcode, ferramenta usada por programadores. As interacções deverão acontecer tanto por texto como por voz, mantendo o contexto da conversa mesmo após vários comandos.

Actualmente, a Siri já aceita comandos por texto e voz, mas ainda apresenta limitações quando se trata de manter diálogos contínuos ou compreender pedidos mais complexos. A reformulação com IA generativa promete resolver essas falhas e elevar a experiência do utilizador dentro do ecossistema Apple.

O iOS 27 ainda não tem data oficial de lançamento, mas, seguindo o padrão da empresa, o sistema deverá ser revelado oficialmente durante a WWDC, em Junho, com lançamento ao público nos meses seguintes.

FONTE: TECMUNDO

WhatsApp redefine a identidade digital com nomes de utilizador

Esta inovação, embora aparentemente simples, redefine o conceito de identidade online, permitindo que indivíduos e empresas sejam encontrados e contactados sem a necessidade de partilhar o número de telefone. A novidade já está disponível na versão beta para Android, assinalando uma nova era para a comunicação na plataforma.

Pela primeira vez na história da aplicação, será possível estabelecer uma ligação e partilhar um contacto utilizando apenas um nome de utilizador, eliminando a dependência dos contactos guardados. Esta funcionalidade permitirá que cada pessoa ou entidade adote um identificador único, como @menosfios, que facilita a interação e a conexão com outros utilizadores.

Análise da Mudança e Implicações

A capacidade de criar um nome de utilizador personalizado oferece uma camada adicional de privacidade e controlo sobre a presença digital. Em vez de depender exclusivamente de contactos guardados, os utilizadores podem agora iniciar conversas e partilhar informações de contacto de forma mais segura e direta, utilizando apenas o seu nome de utilizador.

Esta actualização alinha-se com a crescente necessidade de proteger a vida digital, permitir que cada utilizador controle activamente como quer ser percebido e com quem deseja comunicar. Além disso, em grupos, o WhatsApp passará a exibir apenas o nome de utilizador de contactos não gravados, o que reforça a privacidade dos membros e minimiza a exposição de números de telefone.

A transição não se restringe aos utilizadores individuais. Empresas que dependem do WhatsApp para a comunicação têm até junho de 2026 para se adaptarem a esta nova realidade. Este desafio implica a actualização de sistemas, a revisão de estratégias de comunicação e a reavaliação de como os nomes de utilizador podem funcionar como uma extensão da sua marca digital.

“Já não se trata apenas de enviar mensagens, agora, trata-se de controlar como queremos ser vistos e com quem queremos falar.”

A implementação dos nomes de utilizador únicos pelo WhatsApp representa um passo importante para a evolução da identidade digital e da privacidade online.

Ao oferecer maior controlo e segurança, a plataforma adapta-se às exigências de um mundo cada vez mais conectado, impacta tanto a interação pessoal quanto as estratégias de comunicação empresarial. Esta mudança sublinha a importância de uma presença digital consciente e protegida.

TikTok vende maioria das operações nos Estados Unidos

Os novos proprietários, entre eles Oracle, MGX, Silver Lake e a entidade de Michael Dell, controlarão mais de 80% da nova entidade e garantir a continuidade do aplicativo popular nos Estados Unidos, de acordo com a ByteDance.

Desde 2019, o TikTok enfrentou tentativas de bloqueio por parte de legisladores, universidades, Exército e pela Casa Branca, numa sucessão de atritos na relação entre os Estados Unidos e a China nos domínios tecnológico e comercial. A aplicação tinha sido alvo de ameaças de proibição e um apagão temporário de 14 horas.

A operação foi negociada durante mais de um ano e põe fim a uma disputa legal que se prolongou por seis anos.

A venda foi antecipada em 18 de dezembro de 2025, informando-se na altura que três entidades terão 45% das participações, enquanto cerca de 33% ficarão nas mãos de subsidiárias dos principais investidores por etrás da ByteDance, que manteria o controle de aproximadamente 18% do restante das ações.

Utilizadores e influenciadores organizaram protestos e campanhas, durante o longo limbo jurídico, para manter ativa a plataforma, que conta com mais de 200 milhões de utilizadores nos Estados Unidos e se assumiu como um terreno importante na disputa entre as duas potências.

Angola aprova Proposta de Lei Contra Informações Falsas

Recentemente, o Governo Angolano enviou à Assembleia Nacional dois diplomas para combater as falsas informações na internet e outro para reforçar a cibersegurança. Na visão do Governo, os dois diplomas visam proteger o espaço digital, garantir informação confiável e criar órgãos especializados para enfrentar ameaças cibernéticas.

A Proposta de Lei contra Informações Falsas na Internet, com 97 votos a favor, 74 contra e três abstenções. Um diploma que foi amplamente discutido, com diferentes abordagens e manifestação de posições pelos deputados.

Durante o debate, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, defendeu que o Estado e as famílias devem estar atentos ao elevado nível de disseminação de informações falsas na internet.

Governo autoriza 8,6 mil milhões de kwanzas para licenciamento de serviços Microsoft

Segundo o governante, o fenómeno das fake news não se limita ao campo político ou ao activismo, tendo impactos profundos, sobretudo, no plano social. “Famílias são destruídas e muitos jovens enfrentam sérios problemas emocionais devido a informações falsas criadas e difundidas de forma intencional”, afirmou.

Este pacote legislativo que foi à consulta pública em Abril do ano passado, foi aprovado na segunda-feira, pela Comissão de Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria da Assembleia Nacional.