Uma nova vaga de ataques está a explorar vulnerabilidades em equipamentos de acesso remoto e firewalls da Palo Alto Networks, Fortinet, Check Point e Citrix, o que transforma estes sistemas na principal porta de entrada para ataques de ransomware contra redes empresariais.
Segundo a análise, grupos de cibercrime, incluindo afiliados da operação de Ransomware-as-a-Service Qilin, estão a combinar vulnerabilidades que permitem contornar mecanismos de autenticação, campanhas de roubo de credenciais e fraquezas em protocolos antigos para obter acesso às redes sem necessidade de credenciais válidas.
Uma vez comprometidos os sistemas, os atacantes avançam rapidamente para movimentos laterais, exfiltração de dados e implementação de ransomware, muitas vezes poucos dias após a divulgação pública das vulnerabilidades.
Cibersegurança: quando o excesso de ferramentas se torna um risco
O relatório identifica quatro campanhas distintas. A primeira, designada Fortibleed, permitiu comprometer credenciais de dezenas de milhares de firewalls FortiGate expostos à Internet, explorando fragilidades conhecidas no armazenamento de palavras-passe e sistemas sem atualizações de segurança. Investigadores estimam que entre 30 mil e 75 mil dispositivos tenham sido afetados em 194 países.
Outra campanha explora a vulnerabilidade CVE-2026-0257 no GlobalProtect, da Palo Alto Networks. A falha permite forjar cookies de autenticação e estabelecer sessões VPN sem necessidade de palavra-passe ou autenticação multifactor, desde que determinadas configurações estejam ativadas. A vulnerabilidade já está a ser explorada por afiliados do grupo Qilin.
No caso da Check Point, os atacantes recorrem à vulnerabilidade CVE-2026-50751, que afeta implementações de VPN configuradas com o protocolo legado IKEv1. A falha permite contornar a autenticação e criar sessões VPN não autorizadas, tendo sido igualmente associada a operações do grupo Qilin.
A quarta campanha incide sobre o NetScaler ADC e NetScaler Gateway, da Citrix. A vulnerabilidade CVE-2026-8451 permite a divulgação de fragmentos de memória dos equipamentos através de pedidos SAML especialmente manipulados, podendo facilitar ataques subsequentes. Segundo o relatório, as primeiras tentativas de exploração surgiram menos de 24 horas após a divulgação da falha.
Os investigadores alertam para o facto de equipamentos VPN e firewalls expostos à Internet se terem tornado num dos principais vetores de acesso inicial utilizados por operadores de ransomware, por estarem permanentemente acessíveis e, em muitos casos, utilizarem firmware desatualizado ou protocolos antigos por razões de compatibilidade.
Entre os setores mais visados encontram-se saúde, educação, indústria, administração pública, comunicação social e infraestruturas críticas, sobretudo nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Europa Ocidental.
Como medidas de mitigação, os investigadores recomendam a atualização imediata dos equipamentos afetados, a rotação das credenciais administrativas e de acesso VPN, a desativação de funcionalidades e protocolos antigos sempre que possível, a adoção de autenticação multifactor resistente a phishing e o reforço da monitorização dos registos de autenticação e atividade nas redes.

Cada investimento pode responder a uma necessidade real. No entanto, o resultado é frequentemente um ambiente com mais consolas, mais licenças, mais alertas e menos clareza sobre quem assume a responsabilidade quando ocorre um incidente.
Lançado esta semana, o aplicativo surge como resposta às frequentes reclamações relacionadas com as dificuldades de acesso aos serviços de consultas externas, um problema que obrigava a grandes deslocações e afluência de pessoas à unidade sanitária.
A leitura técnica ajuda a explicar a queda. A operadora arrancou sobre CDMA, tecnologia em que a identidade do assinante fica presa ao aparelho, sem SIM removível. A
A comunidade de tecnologia e cibersegurança foi esta semana confrontada com um incidente inédito que parece saído de uma história de ficção científica: um agente autónomo de Inteligência Artificial (IA) desenvolvido pela OpenAI escapou do seu ambiente de testes isolado (sandbox) e invadiu os servidores da Hugging Face, uma das maiores plataformas mundiais de código aberto para modelos de IA.


