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MINTTICS promove campanha promocional de registo de domínios “AO”

O Ministério das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) vai promover, de 1 a 30 de Junho deste ano, uma campanha promocional de registo de domínios “.AO”.

“Para o efeito, deve o interessado, acessar ao site ww.dns.ao e escolher -“registar ou um agente autorizado e seguir os passos subsequentes”, explica o documento.

A campanha, que decorrerá em todo o território nacional, é parte do programa de actividades do ANGOTIC, agendada para os dias 11, 12 e 13 de Junho, em Luanda, sob o lema “Na rota da transformação digital”.

Durante este período, o registo passa a custar 9.900 kwanzas, invés dos 25 mil kwanzas cobrados actualmente pelo Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI).

Pagarias mais de 2 mil Kz pelo WhatsApp Plus?

O WhatsApp começou a disponibilizar o novo “WhatsApp Plus” para utilizadores de iPhone, introduzindo funcionalidades exclusivas focadas em personalização, organização e experiência premium dentro da aplicação. A novidade marca mais um passo da Meta na tentativa de transformar o WhatsApp numa plataforma com recursos pagos para utilizadores mais exigentes.

Entre as funcionalidades adicionadas estão temas personalizados para conversas, novos ícones para a aplicação, stickers exclusivos, toques diferenciados e uma melhor organização das mensagens. Um dos recursos que mais chama atenção é o aumento do limite de conversas fixadas, permitindo manter até 20 chats importantes no topo da aplicação, algo útil para quem usa o WhatsApp para negócios, atendimento ou gestão de equipas.

Apesar do lançamento já ter começado em alguns mercados, ainda não existe confirmação oficial da disponibilidade do serviço em Angola. A distribuição está a acontecer de forma gradual e limitada para alguns utilizadores de iPhone.

Quanto ao preço, as referências internacionais apontam para uma mensalidade próxima dos 2,49 euros, o que pode equivaler a cerca de 2.300 a 2.600 kwanzas por mês, dependendo da taxa de câmbio. Caso esse valor seja mantido para o mercado africano, o WhatsApp Plus poderá posicionar-se como um serviço premium semelhante ao Telegram Premium, Spotify ou YouTube Premium.

As novidade podem gerar opiniões divididas. Por um lado, profissionais digitais, lojas online, criadores de conteúdo e pequenos empreendedores podem beneficiar da organização extra e das opções avançadas de personalização. Por outro, muitos utilizadores ainda preferem soluções gratuitas, especialmente devido aos custos de internet móvel e às limitações financeiras que afectam parte do mercado.

Outro ponto importante é que o WhatsApp Plus pode reduzir a procura por versões modificadas e não oficiais do aplicativo, que normalmente oferecem personalização semelhante, mas trazem riscos de segurança, perda de dados e bloqueio de contas.

O lançamento mostra claramente que o WhatsApp já não quer ser apenas uma aplicação de mensagens. A Meta parece determinada em transformar a plataforma num ecossistema digital cada vez mais completo, e potencialmente mais lucrativo.

Wi-Fi 7: Quando a conectividade deixa de ser o problema

Durante anos, a evolução da internet foi medida em velocidade. Hoje, essa lógica tornou-se insuficiente. O desafio já não é aceder à rede; é garantir que ela acompanha, sem falhas, a complexidade do uso simultâneo.

A vida digital deixou de ser sequencial. Numa mesma casa, coexistem reuniões, streaming, jogos, uploads e dezenas de dispositivos ligados em paralelo. Não é a ausência de ligação que frustra; é a sua inconsistência, pequenas quebras, atrasos impercetíveis, momentos que não chegam a acontecer como deviam.

É neste ponto que o Wi-Fi 7 se torna relevante: não como promessa de velocidade, mas como resposta a um problema mais subtil, a gestão da simultaneidade.

Tecnicamente, representa um avanço claro: maior capacidade, menor latência, melhor utilização do espectro. Mas o seu impacto não se mede em gigabits por segundo; mede-se naquilo que deixa de acontecer: interrupções, instabilidade, fricção.

A possibilidade de múltiplas ligações operarem em paralelo, de forma mais eficiente e coordenada, aproxima a experiência de uma rede que simplesmente funciona, mesmo quando tudo está a acontecer ao mesmo tempo.

Isso torna-se particularmente evidente num cenário em que aplicações exigentes deixaram de ser exceção: streaming em alta-definição, trabalho remoto contínuo, ambientes digitais interligados. Não são picos de utilização; são o novo normal.

Ainda assim, convém enquadrar esta evolução com precisão. O Wi-Fi 7 não redefine, por si só, a experiência de todos os utilizadores. Tecnologias como o Wi-Fi 6 continuam a responder de forma sólida à maioria dos contextos. A diferença surge quando a rede deixa de ser suficiente, quando a exigência ultrapassa a sua capacidade de resposta.

A chegada desta tecnologia a mercados como o angolano não é apenas um marco técnico; é um sinal de maturidade. A conectividade começa a ser pensada não apenas em termos de acesso, mas de qualidade de experiência.

No limite, é isso que está em causa: não tornar a internet mais rápida, mas torná-la irrelevante, no melhor sentido possível, invisível, fiável e capaz de desaparecer por completo da equação.

Nigéria e África do Sul: as duas forças que estão a moldar o cripto em África

Actualmente, a Nigéria e a África do Sul estão no centro dessa mudança. Não são apenas grandes economias, mas as suas comunidades de criptomoedas também são activas. São os dois mercados que estão a impulsionar de forma mais notória o futuro das criptomoedas no continente.

É um facto significativo que a economia dos ativos digitais em África já não se encontra na fase inicial de fascínio e especulação que outrora dominava as manchetes. Está a tornar-se, cada vez mais, uma narrativa de infraestrutura, regulação, pagamentos e aplicações. Expressões como xrp usd já não estão confinadas às discussões de trading.

Representam também um interesse mais amplo pela liquidez, pela transferência de valor além-fronteiras e pela relação entre os mercados cripto globais e as condições financeiras locais. A Nigéria e a África do Sul lideram esse debate, cada uma à sua maneira, mas em conjunto abrem caminho para o resto do continente.

O mercado cripto da Nigéria é movido pela urgência e pela utilidade

A Nigéria é um caso singular e o mercado cripto mais acompanhado a nível mundial. Conta com uma base numerosa de utilizadores ligados ao digital, um forte espírito empreendedor e um panorama financeiro que, com frequência, levou os cidadãos a procurar formas alternativas de poupar, enviar e receber valor. Na Nigéria, a criptomoeda não é um passatempo exclusivo de traders. Passou a integrar uma luta mais alargada por flexibilidade financeira.

É precisamente por isso que a Nigéria continua a ter tanto peso. Enquanto noutros mercados a criptomoeda é uma tecnologia estimulante que impulsiona a adoção, na Nigéria essa tecnologia revelou-se útil e foi adotada por essa razão. Os utilizadores procuram formas de contornar a pressão cambial, aceder a ativos indexados ao dólar, facilitar transferências transfronteiriças e participar num sistema financeiro mais global. Isso confere ao mercado algo mais do que mero entusiasmo.

A Binance faz parte há muito desse debate mais alargado — não apenas pela sua dimensão, mas também pela sua visibilidade, o que a tornou numa das faces mais reconhecíveis do cripto em África. Embora as conversações em torno da Binance tenham assumido contornos político-legais tensos, o impacto da plataforma na sensibilização da Nigéria não pode ser ignorado. O fenómeno Binance demonstrou, em muitos aspetos, que a Nigéria já era um interveniente relevante na comunidade cripto.

A África do Sul traça um caminho mais estruturado para o cripto

Enquanto a Nigéria representa frequentemente a urgência da adoção, a África do Sul é, cada vez mais, um símbolo de maturidade. O país tem seguido um percurso de integração progressiva do cripto no sistema financeiro formal. Isso não significa que o mercado seja simples ou esteja plenamente consolidado, mas significa que a África do Sul assume um novo papel no desenvolvimento do cripto em África.

Uma das principais forças da África do Sul reside na sua capacidade de fazer a ponte entre os ativos digitais e o pensamento institucional. Sente-se com maior clareza que o cripto não é apenas um fenómeno de retalho, mas também uma questão de desenvolvimento de produtos financeiros, enquadramento regulatório e desenho de mercado a longo prazo. Isso confere-lhe uma credibilidade de outro tipo. Indica que, na África do Sul, os ativos digitais estão a ser integrados no mainstream pela via da política, da conformidade regulatória e da integração comercial — e não apenas pela procura de base popular.

Isto é relevante para o resto do continente, pois o desenvolvimento de mercado substancial exige energia e infraestrutura. A Nigéria é uma potência energética. A África do Sul introduz uma forma institucional mais robusta. Juntas, formam um modelo mais abrangente do que qualquer um dos dois mercados seria por si só.

Dois mercados diferentes, uma direção continental

O facto mais fascinante sobre a Nigéria e a África do Sul é que não estão na vanguarda exatamente da mesma forma. O mercado nigeriano pode ser descrito como mais acelerado, mais pressionado e mais centrado nas necessidades financeiras imediatas. A África do Sul tende a ser mais formal, mais ponderada e mais alinhada com a evolução regulatória. No entanto, são precisamente essas diferenças que tornam a sua combinação tão poderosa.

O futuro cripto de África não será definido por um único padrão de adoção. Vai manifestar-se em diversas direções. Em alguns mercados, o cripto será adotado por responder a problemas reais de pagamentos e poupança. Noutros, servirá de referência para produtos de investimento, sistemas de licenciamento e participação institucional. A Nigéria e a África do Sul demonstram que não só ambas as vias são possíveis, como também se podem apoiar mutuamente a nível continental.

Por que razão o resto do continente observa com atenção ?

Os restantes mercados africanos estão atentos, pois o que acontece na Nigéria e na África do Sul tende a moldar as expectativas regionais mais amplas. Os empreendedores observam estes países para perceber quais os produtos que estão a ser testados. Os decisores políticos observam-nos para identificar onde convergem riscos e oportunidades. Os utilizadores observam-nos porque estes mercados funcionam frequentemente como indicadores do que está por vir.

Se a Nigéria continuar a demonstrar que a procura por cripto pode ser integrada na utilidade económica quotidiana, isso tornará a adoção noutros pontos do continente ainda mais consistente. Se a África do Sul continuar a demonstrar que os ativos digitais podem percorrer canais mais formais, isso proporciona aos reguladores e às instituições do continente um melhor ponto de referência. O resultado é que ambos os países estão a contribuir para normalizar o cripto, embora em linguagens distintas. A Nigéria fala a linguagem da necessidade e do alcance. A África do Sul fala a linguagem da organização e da autoridade.

Mesmo os grandes mercados mundiais reconhecem esse valor. A Binance, por exemplo, é frequentemente discutida nos círculos cripto africanos não apenas pela sua dimensão, mas também pela forma como interage com os mercados principais — o que torna evidente onde se situam os pontos de pressão. Sempre que a Binance está sob escrutínio ou a expandir a sua presença em África, isso revela mais sobre a natureza estratégica do continente do que sobre a própria empresa.

O próximo capítulo cripto do continente começa cqui

O futuro do cripto em África é impulsionado pela Nigéria e pela África do Sul, pois ambas representam algo essencial. Uma delas explica por que razão os indivíduos recorrem ao cripto quando se sentem constrangidos pelos sistemas tradicionais. A outra mostra como os ativos digitais estão a atingir maturidade à medida que mercados e instituições os levam a sério. A conjugação destas duas realidades torna a narrativa cripto de África mais profunda, mais direcional e mais credível.

Em suma, é por isso que o próximo capítulo do cripto no continente não será redigido em generalidades. Será influenciado por mercados específicos, pressões específicas e formas específicas de liderança. A Nigéria e a África do Sul já o estão a demonstrar. O resto do continente não se limita a observar. Em muitos aspetos, caminha lado a lado com eles.

União Europeia quer limitar acesso de menores às redes sociais

A União Europeia poderá avançar, nos próximos meses, com novas regras para reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, incluindo possíveis limitações ao acesso de menores às redes sociais.

O anúncio foi feito esta terça-feira pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante uma cimeira sobre inteligência artificial e crianças, realizada em Copenhaga.

Segundo a responsável, a nova legislação pretende regular o modelo de negócios das plataformas digitais e aumentar a segurança online dos utilizadores mais jovens.

“Precisamos considerar a introdução de um adiamento no acesso às redes sociais”, afirmou von der Leyen, referindo-se às recomendações que serão apresentadas, até Agosto, por um painel de especialistas em proteção infantil na internet.

Actualmente, cada país da União Europeia pode definir a idade mínima para utilização destas plataformas. No entanto, países como Espanha, Dinamarca e França já discutem a criação de uma “maioridade digital” comum.

O governo francês defende que a idade mínima para acesso às redes sociais seja elevada para 15 anos em toda a União Europeia.

As discussões também incluem possíveis restrições ao uso de ferramentas de inteligência artificial por menores sem autorização dos pais ou responsáveis.

Fonte: G1

Instagram desliga recurso de privacidade reforçada nas DMs

O Instagram desativou o recurso de criptografia de ponta a ponta nas mensagens diretas (DMs), uma mudança que passa a permitir que a plataforma tenha acesso ao conteúdo trocado entre utilizadores, incluindo mensagens de texto, fotografias, vídeos e áudios.

A alteração entrou em vigor esta sexta-feira (8) e representa uma mudança significativa na política de privacidade da Meta, empresa dona do Instagram, Facebook e WhatsApp.

A criptografia de ponta a ponta, conhecida pela sigla E2EE, garantia que apenas o remetente e o destinatário conseguiam visualizar o conteúdo das conversas. Nem mesmo a própria plataforma tinha acesso às mensagens.

Especialistas em cibersegurança consideram este modelo como um dos mais seguros para comunicação digital, sobretudo para proteger dados pessoais e evitar acessos não autorizados.

No entanto, o recurso também vinha sendo alvo de críticas por parte de organizações de proteção infantil e autoridades, que alegam que a tecnologia dificulta investigações relacionadas com crimes online, exploração infantil e circulação de conteúdos extremistas.

Entre os grupos que apoiaram a decisão da Meta está a Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças (NSPCC), organização britânica que há vários anos alertava para os riscos associados à criptografia total em plataformas sociais frequentadas por menores.

Por outro lado, defensores da privacidade digital criticaram a decisão, afirmando que a remoção da criptografia de ponta a ponta pode comprometer a segurança e a confidencialidade das comunicações dos utilizadores.

A mudança também contrasta com a posição assumida anteriormente pela própria Meta. Em 2019, a empresa anunciou que o “futuro era privado” e prometeu expandir a criptografia de ponta a ponta para todas as suas plataformas de mensagens.

O Facebook Messenger recebeu a funcionalidade em 2023, enquanto no Instagram o recurso chegou de forma opcional, com planos de se tornar padrão futuramente.

Contudo, sete anos depois do anúncio inicial, a Meta recuou na estratégia para o Instagram e decidiu manter apenas a chamada criptografia padrão.

Neste modelo, o conteúdo das mensagens pode ser acessado pela plataforma em determinadas situações, como investigações internas, cumprimento de ordens judiciais ou aplicação das políticas da empresa.

A criptografia padrão é actualmente utilizada por vários serviços digitais, incluindo plataformas de e-mail como o Gmail.

A decisão reacende o debate global sobre até que ponto as plataformas devem equilibrar privacidade, segurança dos utilizadores e cooperação com autoridades no combate aos crimes digitais.

5 locais onde não deve guardar o telemóvel

Os telemóveis representam uma parte cada mais importante da nossa vida, pelo que devem ser guardados com cuidado de forma a não prejudicar o funcionamento – tanto a curto como a longo-prazo.

Isso significa que, além de ter cuidado com quedas, zonas com águia ou manter a boa saúde da bateria, deverá também guardar o equipamento em locais adequados de forma a manter o desempenho em topo de forma.

Nota o site BGR que um conselho habitual é não deixar o telemóvel a carregar em superfícies com tecido, como por exemplo no meio de lençóis, toalhas ou de roupa.

Acontece que manter o telemóvel longe de temperaturas demasiado altas é um bom princípio e que está na origem de alguns dos conselhos que poderá ficar a conhecer abaixo.

Assim, dizemos-lhe abaixo cinco locais onde nunca deve deixar o telemóvel guardado por longos períodos de tempo:

  • Armazenar ou carregar o telemóvel junto de fontes de calor (portáteis em funcionamento, por exemplo);
  • Deixar o telemóvel guardado no carro, seja em cima dos bancos ou dentro do porta-luvas;
  • No aeroporto, coloque o telemóvel num bolso de casaco dentro do tabuleiro enquanto passa pela segurança – assim evitará esquecer-se dele quando estiver a guardar os seus pertences;
  • Guardar o telemóvel no bolso durante longos períodos de tempo também não é aconselhável, uma vez que o calor corporal contínuo poderá interferir com o funcionamento em dias de temperaturas mais elevadas;
  • Deixar o telemóvel perto da cama pode ser um hábito perigoso, especialmente se você dorme com ele ao lado ou sob travesseiro. Isso aumenta a chance de acidentes e danos à saúde.

Apenas os EUA e a China podem alcançar a nuvem soberana, de acordo com o Gartner

As soluções em nuvem on-premise dos hiperescalares americanos consideradas soberanas não eliminam essa dependência. Será à conta de as companhias tecnológicas europeias provar o contrário.

Toombs afirma que os planos anteriores de soberania digital não avançaram além do papel branco ‘nice’. Ele fez essas declarações em um evento local na Sydney, conforme relatado pelo The Register. Toombs acredita que o mercado de nuvem pública é estável demais para ter uma alternativa séria à escala de AWS, Azure ou GCP imediatamente aparente. No entanto, os provedores SaaS soberanos e produtos podem ser possíveis.

Os analistas do Gartner destacam outro ponto sensível para os clientes de nuvem: onde um fornecedor soberano não está disponível atualmente, ainda há planos para se tornar independente dos hiperescalares americanos. Dada à natureza global agora do problema da soberania (embora seja frequentemente chamado por um nome diferente fora da Europa), o mesmo aplica-se a partes que compram tecnologia chinesa. No entanto, faltava uma estratégia de saída, afirma o analista sênior Adrian Wong no mesmo evento.

O analista cita uma instituição de saúde holandesa que construiu a sua própria infra-estrutura mas ainda assim foi afectada por um corte de energia porque o fornecedor dependia de um grande provedor em nuvem. Há muitos exemplos como esse, e eles não são exclusivos dos players da nuvem.

O desligamento do NorthC no seu centro de dados na Almere demonstrou que funções críticas nos transportes públicos, educação e outros setores podem parar por completo devido a um único elo na cadeia. Isso pode simplesmente ser uma necessidade financeira; uma solução temporária custa dinheiro e não gera retorno se tudo correr como o planejado. O mesmo pode aplicar-se às partes que aceitam simplesmente que estão dependentes, independentemente de qual seja o provedor escolhido.

A discussão sobre soberania na nuvem está à frente da realidade porque as organizações não consideraram adequadamente como se afastar de um fornecedor quando necessário. A escolha de produtos que prometem oferecer soberania não é garantia de evitar dependência e requer planejamento, investimento massivo (menos de dois anos) e tempo para migrar.

Os players tecnológicos europeus estão a tentar aproveitar a oportunidade para se diferenciar do mercado dominado pelos hiperescalares americanos. No entanto, é incerto se eles podem entregar uma alternativa madura com facilidade de uso semelhante aos hiperescalares no futuro previsível.

Para superar essas barreiras, os fornecedores europeus estão a trabalhar juntos para oferecer soluções soberanas. Sete provedores holandeses recentemente se uniram para criar uma alternativa soberana, enquanto a Microsoft lançou o Azure Local, que permite aos clientes escalar até uma nuvem completa em local.

Ainda assim, é preciso mais tempo e esforço para desenvolver soluções soberanas confiáveis e escaláveis. Enquanto isso, as tensões geopolíticas continuam a pressionar os clientes de nuvem a considerarem alternativas à dependência dos fornecedores americanos ou chineses.

A discussão sobre soberania na nuvem é complexa e requer uma abordagem multifacetada. As organizações buscam soluções para evitar a dependência de fornecedores estrangeiros, enquanto os players tecnológicos europeus trabalham juntos para oferecer alternativas confiáveis e escaláveis.

Apple irá lançar a AirPods com câmaras?

Os rumores sobre os próximos produtos da Apple continuam a ganhar força e, desta vez, o foco está nos AirPods. Segundo várias publicações internacionais, a empresa poderá estar a desenvolver uma nova geração dos seus auriculares sem fios com pequenas câmaras integradas.

À primeira vista, a ideia pode parecer estranha. Afinal, para que serviriam câmaras em auriculares? Mas o objectivo da Apple não seria exactamente tirar fotografias. Os relatórios apontam para sensores capazes de ajudar funcionalidades de inteligência artificial e percepção espacial.

Na prática, isso poderia permitir que os AirPods “entendessem” melhor o ambiente à volta do utilizador. Imagine receber informações contextuais enquanto caminha, ter traduções em tempo real mais precisas ou melhorar experiências de áudio espacial e realidade aumentada.

Os rumores também indicam que este projecto estaria ligado à estratégia da Apple em torno da IA e do Vision Pro, criando um ecossistema onde diferentes dispositivos trabalham juntos de forma inteligente.

Ainda não existe confirmação oficial e tudo indica que o produto pode demorar alguns anos até chegar ao mercado. Mesmo assim, o simples facto da Apple explorar esta possibilidade já está a gerar debate entre especialistas e utilizadores.

A grande questão agora é: será que faz sentido colocar câmaras nos AirPods ou estamos perante mais uma ideia tecnológica demasiado futurista para o uso diário?

 

Instagram confirma remoção de contas após queixas de perda de seguidores

O Instagram confirmou que algumas contas foram removidas da plataforma no âmbito de um processo rotineiro de eliminação de perfis inactivos, depois de vários utilizadores relatarem quedas repentinas no número de seguidores.

Em comunicado, a plataforma esclareceu que “os seguidores activos não foram afectados” e garantiu que qualquer conta suspensa que venha a ser restaurada será novamente incluída na contagem de seguidores após o processo de verificação.

A empresa, pertencente à Meta, não revelou as razões específicas para a desactivação destas contas. Ainda assim, é comum que plataformas digitais removam perfis considerados inactivos ou suspeitos para reforçar a segurança e autenticidade dos serviços.

O WhatsApp, também controlado pela Meta, por exemplo, elimina contas após 120 dias sem utilização.

Na sua central de ajuda, a Meta explica que a remoção de contas invadidas ou inactivas ajuda a proteger a privacidade dos utilizadores, bem como a “integridade e segurança dos dados e das contas”.

A empresa afirma ainda que utiliza diferentes indicadores para determinar se uma conta permanece activa. Entre os critérios analisados estão a publicação recente de fotografias, interacções na plataforma e o acto de seguir outras contas.

Nos últimos dias, vários utilizadores recorreram às redes sociais para relatar perdas significativas de seguidores, levantando dúvidas sobre uma possível falha na plataforma. O Instagram, porém, assegura que a actualização faz parte de um procedimento normal de limpeza de contas.