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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026
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[Moçambique] Computação em Nuvem ganha regulamentatação

As regras resultam da aprovação, pelo conselho de ministro, a 31 de Dezembro de 2025, dos decretos: o Regulamento de Computação em Nuvem e o Regulamento de Construção, Operação, Registo e Licenciamento de Centros de Dados.

Através destas normas cria-se um quadro jurídico moderno, seguro e alinhado com as melhores práticas internacionais, promovendo o desenvolvimento da economia digital nacional, a soberania tecnológica e a segurança da informação para cidadãos, Estado e empresas.

Ministério da Indústria e Comércio aposta na modernização da rede informática

O Regulamento de Centros de Dados define direitos, deveres e critérios para operadores, garantindo eficiência e protecção de dados sensíveis. Já o de Computação em Nuvem alinha o país com práticas internacionais, facilitando a adopção segura de serviços na nuvem por sectores público e privado.

Pontos-chave da Regulamentação em Moçambique:

  • Licenciamento Obrigatório: A nova legislação exige licenciamento para a construção e operação de centros de dados, além da prestação de serviços de nuvem.
  • Soberania e Segurança: Foca-se em manter dados críticos dentro do território nacional, reforçando a segurança cibernética e a conformidade com padrões internacionais.
  • Eficiência e Inovação: O objetivo é modernizar o sistema financeiro e impulsionar startups e Fintechs com infraestruturas locais, rápidas e estáveis.
  • Interoperabilidade: Estabelece responsabilidades claras entre provedores e utilizadores de serviços de cloud.

Segundo Lourino Chemane, Presidente do Conselho de Administração do INTIC, citado pelo Jornal Notícias, é de extrema importância a  definição, nesta fase inicial, das metas claras para a operacionalização efectiva dos regulamentos, por forma a gerar benefícios concretos para a população.

O PCA destacou ainda a importância destes regulamentos para criar um ecossistema digital seguro, confiável e alinhado com normas internacionais.

A próxima fase do processo, envolve a implementação do Sistema de Licenciamento de Operadores de Centros de Dados e de Computação em Nuvem, com o objectivo de assegurar que todas as entidades que actuam nesta área estejam devidamente alinhadas e em conformidade com os regulamentos.

Pegasus, o spyware usado para espionar jornalistas?

O Pegasus foi desenvolvido pela empresa israelita NSO Group e ficou mundialmente conhecido após investigações que revelaram o seu uso contra jornalistas, activistas, opositores políticos e líderes de Estado. Oficialmente, a empresa afirma que o software é vendido apenas a governos, para combate ao terrorismo e ao crime organizado.

No ano de 2021, uma investigação da organização não-governamental (ONG) Forbidden Stories publicada especificou que mais de mil pessoas em 50 países foram espiados pelos Estados que possuem o programa Pegasus, entre os quais jornalistas e políticos. O projecto de investigação foi coordenado pela Forbidden Stories, com o apoio da Amnistia Internacional.

Como o Pegasus colecta os dados?

Diferentes tipos de spyware usam diferentes métodos para colectar dados, incluindo infiltração de dispositivos, monitoramento da actividade na Web, gravação de pressionamentos de teclas, invasão da webcam ou do microfone, rastreamento por GPS e até mesmo captura de ecrã. E todos eles têm o mesmo objectivo: roubar dados sem que sejam detectados.

O que Pegasus pode fazer?

O Pegasus pode executar uma série de actividades invasivas e criminosas, tudo com o objectivo de colectar os seus dados. É uma forma insidiosa de malware, pois funciona em segredo e depois se exclui do sistema, tudo sem que você saiba o que está a acontecer.

Quantos líderes já descobriram que foram espionados?

Não existe um número fechado, mas investigações internacionais, sobretudo ligadas ao caso Pegasus, indicam que entre 30 e 40 líderes mundiais, entre presidentes, primeiros ministros e chefes de governo, já foram alvos confirmados ou fortemente documentados.

Alguns casos conhecidos incluem:

Emmanuel Macron, presidente da França
Pedro Sánchez, primeiro ministro de Espanha
Boris Johnson, ex primeiro ministro do Reino Unido
Imran Khan, ex primeiro ministro do Paquistão
Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul

Além destes, centenas de ministros, diplomatas, jornalistas e figuras públicas em mais de 50 países também constaram em listas de possíveis alvos.

Uma nova investigação da Amnistia Internacional identificou que o spyware Predator foi utilizado em 2024 para vigiar Teixeira Cândido, um proeminente jornalista angolano, activista da liberdade de imprensa, jurista e ex-secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA).

Em particular, o spyware Pegasus é capaz de permitir que os hackers tenham acesso ao microfone, à câmara e a outros dados confidenciais de utilizadores do iPhone. Embora as versões anteriores do spyware exigissem que os utilizadores clicassem num link enviado através da app Mensagens (iMessage), a versão mais recente é um exploit sem clique.

Ministério da Indústria e Comércio aposta na modernização da rede informática

O objectivo, segundo o despacho presidencial, é a “edificação de um ecossistema digital moderno, resiliente e interoperável, alinhado com os princípios da boa governação, da transparência, da prestação eficiente de serviços públicos e da protecção de dados”.

A escolha do procedimento de contratação simplificada, pelo critério material, é por motivo de aptidão técnica, de acordo com o documento assinado pelo Chefe de Estado.

Facturação electrónica e IA impulsionam a eficácia da cobrança fiscal

Aos 74,3 mil milhões de kwanzas juntam-se e1,7 mil milhões kz para os serviços de fiscalização técnica especializada associada à execução do projecto de infra-estruturação e modernização da rede informática do Ministério da Indústria e Comércio.

O Chefe de Estado delega no ministro da Indústria e Comércio a competência, com a faculdade de subdelegar, para a aprovação das peças do procedimento, bem como para a verificação da validade e legalidade de todos os actos praticados, incluindo a celebração e a assinatura dos contratos.

Gabão suspende redes sociais por divulgação de informações falsas

Numa declaração televisiva na terça-feira à noite, a Alta Autoridade para a Comunicação (HAC) citou a «disseminação de informações falsas», o «ciberbullying» e a «divulgação não autorizada de dados pessoais» como motivos para a decisão.

O seu porta-voz, Jean-Claude Mendome, não especificou quais as plataformas que seriam afectadas, mas o WhatsApp, o Facebook e o TikTok são populares no país.

De acordo com a agência de notícias AFP, algumas pessoas deixaram de conseguir aceder ao Facebook e ao TikTok.

O anúncio de Mendome foi um choque para a nação centro-africana de cerca de 2,5 milhões de pessoas, onde as redes sociais são particularmente populares entre os jovens, que as utilizam tanto para negócios como para lazer.

Rússia bloqueia funcionamento do WhatsApp em todo o país

O porta-voz do regulador dos meios de comunicação disse que a suspensão foi motivada pela divulgação recorrente nas redes sociais e plataformas digitais de «conteúdos inadequados, difamatórios, odiosos e insultuosos que prejudicam a dignidade humana, a coesão social, a estabilidade das instituições da república e a segurança nacional».

Tais ações, disse ele, eram suscetíveis de «gerar conflitos sociais» e «comprometer gravemente a unidade nacional, o progresso democrático e as conquistas».

Mas a liberdade de expressão, incluindo a liberdade de comentar e criticar, continuava a ser um direito fundamental consagrado no Gabão, acrescentou Mendome.

Multicaixa Express desmente ataque cibernético e garante segurança da plataforma

A entidade gestora do Multicaixa Express desmentiu, nesta terça-feira, as informações que circulam nas redes sociais sobre um alegado ataque cibernético à plataforma. Em comunicado, a empresa esclarece que tais alegações são “totalmente falsas e infundadas”, assegurando que o serviço já se encontra reposto e a funcionar com total normalidade.

Segundo a nota, o que se registou foi apenas uma indisponibilidade temporária do sistema, provocada por um constrangimento técnico inesperado no acesso à aplicação MULTICAIXA Express. A situação ocorreu no âmbito de uma intervenção de manutenção e actualização previamente programada e realizada durante a madrugada.

A entidade reforça que, em nenhum momento, a segurança da plataforma esteve comprometida, garantindo que a integridade do sistema permanece intacta. Acrescenta ainda que nunca solicita credenciais, códigos PIN ou palavras-passe por e-mail, SMS ou chamadas telefónicas, apelando à prudência dos utilizadores.

A empresa sublinha que a sua equipa técnica actuou com prontidão para resolver a situação, estabilizando o serviço logo após a detecção do problema.

Multicaixa Express regista falha e deixa utilizadores insatisfeitos

O aplicativo Multicaixa Express registou uma falha na tarde desta terça-feira (17), deixando diversos utilizadores impossibilitados de efectuar transacções, pagamentos e consultas de saldo.

De acordo com relatos partilhados nas redes sociais, vários clientes enfrentaram dificuldades de acesso à plataforma, com operações a não serem concluídas ou a apresentarem mensagens de erro durante o processamento.

A situação gerou insatisfação entre os utilizadores, sobretudo por se tratar de um serviço amplamente utilizado para pagamentos do dia-a-dia, transferências e outras operações bancárias.

Até ao momento, a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), entidade responsável pela gestão do sistema Multicaixa Express, ainda não emitiu qualquer comunicado oficial a esclarecer as causas da falha nem a previsão para a normalização do serviço.

Como activar o Modo Perdido no iPhone e reforçar a segurança dos seus dados

 

Perder o telemóvel ou ser vítima de roubo é uma situação que ninguém deseja. Felizmente, a Apple disponibiliza uma funcionalidade que pode ajudar a proteger as suas informações pessoais: o Modo Perdido do iPhone.

Saiba neste guia como activar o recurso e que outras definições deve ajustar para manter os seus dados seguros.

O que é o Modo Perdido?

O Modo Perdido é uma funcionalidade integrada no sistema da Apple que permite bloquear o iPhone à distância, impedir acessos não autorizados e exibir uma mensagem personalizada no ecrã, como um contacto alternativo para devolução.

Quando activado, o dispositivo:

  • Fica bloqueado com código de acesso;
  • Suspende cartões associados ao Apple Pay;
  • Permite acompanhar a localização em tempo real;
  • Mostra uma mensagem personalizada no ecrã bloqueado.

Como activar o Modo Perdido no iPhone:

Através de outro iPhone, iPad ou computador

Siga estes passos:

  1. Aceda à aplicação Buscar (Find My) noutro dispositivo Apple ou entre em iCloud.com.
  2. Inicie sessão com o seu ID Apple.
  3. Seleccione o dispositivo perdido.
  4. Clique em Marcar como Perdido ou Modo Perdido.
  5. Defina um número de contacto e escreva uma mensagem para aparecer no ecrã.
  6. Confirme a activação.

Após isso, o iPhone será bloqueado automaticamente.

Caso não seja possível localizar o dispositivo, pode optar por apagar todos os dados remotamente através da mesma plataforma. Contudo, após apagar, deixará de ser possível acompanhar a localização.

O Modo Perdido é uma ferramenta simples, mas extremamente eficaz, para proteger os seus dados em caso de perda ou roubo do iPhone. Manter as definições de segurança activadas e actualizadas é a melhor forma de prevenir dores de cabeça no futuro.

Num cenário onde a segurança digital é cada vez mais importante, estar prevenido faz toda a diferença.

iOS 26.3 traz ferramenta que facilita mudança do iPhone para Android

A Apple disponibilizou a versão 26.3 do seu sistema operativo para iPhone, introduzindo uma novidade que promete mexer com o mercado: uma ferramenta que simplifica a migração de dados para dispositivos com Android.

A actualização não se limita a melhorias de desempenho e reforço da segurança. O grande destaque vai para o novo recurso de transferência, que permite aos utilizadores moverem informações como contactos, fotografias, mensagens e outros conteúdos de forma mais directa para equipamentos que utilizam o sistema da Google.

A introdução desta funcionalidade surge num contexto de maior pressão regulatória na Europa. A Comissão Europeia tem vindo a exigir maior interoperabilidade entre plataformas digitais, defendendo que os consumidores devem ter mais liberdade para alternar entre ecossistemas tecnológicos sem barreiras técnicas.

Com o iOS 26.3, a Apple dá assim um passo no sentido de facilitar a mobilidade dos utilizadores, numa altura em que a concorrência entre iOS e Android continua cada vez mais intensa.

FONTE: TECH AO MINUTO

Como África pode aproveitar todo o potencial dos cabos submarinos 

Com uma capacidade projectada de até 180 terabits por segundo (Tbps), o sistema supera, em conjunto, todos os cabos submarinos actualmente ao serviço do continente africano. Esta capacidade tem potencial para transformar a conectividade de mais de três mil milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo cerca de 1,4 mil milhões de residentes em África, e coloca o continente como um centro estratégico do tráfego global da Internet, deixando de ser apenas um corredor de trânsito.

No entanto, a presença do 2Africa por si só não determina o sucesso. Os Estados africanos, reguladores, empresas, prestadores de serviços, inovadores e cidadãos devem aproveitar activamente esta infra-estrutura para gerar valor, aumentar a productividade e impulsionar a inclusão digital.

2Africa, empresas de telecomunicações africanas e potencial económico

O sistema de cabos submarinos 2Africa é uma rede de última geração que oferece capacidade avançada de banda larga e redundância. A sua capacidade de design de 180 Tbps pode suportar milhões de transmissões simultâneas de vídeo de alta definição, serviços na nuvem, redes empresariais e outras aplicações com uso intensivo de dados.

Desenvolvido ao longo de seis anos por um consórcio de empresas de telecomunicações globais e africanas, o 2Africa inclui a Meta Platforms (anteriormente Facebook) como patrocinadora principal, a China Mobile International, a Orange S.A., a Telecom Egypt, o STC Group (center3) e a West Indian Ocean Cable Company (WIOCC). As empresas de telecomunicações africanas são fundamentais para o projecto: a MTN GlobalConnect (Bayobab) liderou as instalações em Gana e na Nigéria, a Vodacom supervisionou várias instalações na África do Sul, enquanto em Angola a operadora Unitel firmou a perceira com o cabo 2Africa.

Além do investimento financeiro, as operadoras envolvidas contribuíram de forma técnica, com a construção de estações de amarração, redes de backhaul e pontos de acesso para operadores, permitindo a integração da capacidade internacional nas redes nacionais. A produção e instalação do cabo ficaram a cargo da Alcatel Submarine Networks, num processo que exigiu coordenação regulatória intensa em mais de 50 jurisdições.

O impacto económico previsto é significativo. Estudos independentes indicam que o projecto 2Africa pode acrescentar entre 26,2 e 36,9 mil milhões de dólares ao Produto Interno Bruto de África num prazo de dois a três anos. Experiências anteriores demonstram efeitos positivos claros da conectividade por fibra submarina, incluindo aumentos do PIB per capita, crescimento do emprego qualificado e criação de novos postos de trabalho em vários países africanos. Estes resultados confirmam que o reforço da conectividade internacional impulsiona o crescimento económico, a adopção de serviços digitais e o emprego, colocando as operadoras africanas numa posição estratégica para liderar esta transformação.

“Verifica-se que a nossa solução Clouds2Africa, quer ao nível dos nós quer da infra-estrutura, está localizada em África e nos próprios países africanos. O nosso objectivo passa por alinhar a estratégia com a soberania dos dados, mantendo a informação dentro de cada país e no continente. Para 2025 e 2026, está prevista a expansão de mais soluções locais de infra-estrutura de cloud em África. A ideia central consiste em desenvolver soluções de cloud ajustadas ao mercado africano e assegurar que os dados e a informação permanecem localmente.” Sudhir Juggernath, CEO da Telcables Africa do Sul

O que África deve fazer para além da chegada do cabo

Um cabo submarino, por mais elevada que seja a sua capacidade, não garante por si só uma transformação económica se as infra-estruturas nacionais e regionais forem frágeis ou fragmentadas. Especialistas referem frequentemente o problema da chamada “economia de trânsito”, em que os dados atravessam África, mas o valor da cadeia digital desenvolve-se maioritariamente fora do continente. Para tirar pleno proveito destes investimentos, África precisa de pensar para além do simples trânsito de dados.

Investir em centros de dados locais e ecossistemas de cloud

Menos de um por cento da capacidade global de centros de dados está localizada em África, apesar de o continente concentrar cerca de 18 por cento da população mundial. A expansão de centros de dados locais e de infra-estruturas de edge computing permite que empresas e instituições retenham valor internamente, reduzindo a dependência do processamento no exterior. Parcerias entre grandes fornecedores globais de serviços de cloud e operadores africanos podem acelerar este crescimento, reforçar a soberania dos dados e apoiar o desenvolvimento de serviços digitais modernos para empresas e startups.

Reforçar as redes nacionais e o acesso de última milha

A capacidade de um cabo submarino só tem impacto real se as redes nacionais conseguirem distribuí-la a residências, empresas e instituições. Governos africanos, operadores de telecomunicações e investidores em infra-estruturas precisam de expandir as redes de fibra terrestre, modernizar o acesso móvel em 4G e 5G e acelerar a implementação de soluções de banda larga fixa. Reduzir a distância entre a capacidade disponível e o acesso efectivo é essencial para garantir benefícios tanto às populações urbanas como às rurais.

Alinhar políticas públicas e regulação para o crescimento digital

Os quadros regulatórios devem promover o acesso aberto, a concorrência justa e a partilha de infra-estruturas. O sistema 2Africa assenta no princípio de acesso aberto, assegurando que os operadores das estações de amarração disponibilizam capacidade grossista de forma equitativa. A harmonização regulatória entre países, leis claras de protecção de dados e incentivos ao investimento revelam-se igualmente determinantes para estimular um ecossistema digital competitivo.

Desenvolver competências e capital humano digital

Infra-estruturas de elevada capacidade perdem eficácia sem profissionais qualificados para as utilizar. Os sistemas de ensino, os programas de formação profissional e as parcerias público-privadas devem apostar no desenvolvimento de competências em programação, engenharia de redes, computação em cloud, cibersegurança e ciência de dados. Uma força de trabalho qualificada é fundamental para maximizar o valor da infra-estrutura digital e promover um ecossistema de inovação sustentável.

Para que África impulsione a inovação e a competitividade digital, precisamos de investir na formação de talentos tecnológicos entre os nossos jovens. Este desenvolvimento de competências digitais não deve apenas responder à procura a curto prazo das organizações dos setores público e privado, mas também antecipar o potencial futuro da economia digital do nosso continente. Matimba Mbungela, Director de Recursos Humanos, Vodacom Group 

A chegada do cabo submarino 2Africa proporciona à África uma base estratégica para a economia digital do continente. Não é uma garantia de transformação nem apenas um marco técnico. A verdadeira oportunidade reside na criação de políticas, investimentos, competências e ecossistemas de inovação com base nesta infra-estrutura.

Se África aproveitar o 2Africa de forma propositada, o continente poderá deixar de ser principalmente um ponto de trânsito nos fluxos globais de dados e tornar-se um centro dinâmico e compectitivo de valor económico digital. A oportunidade é clara; a tarefa agora é agir com visão, coordenação e compromisso.

Rússia bloqueia funcionamento do WhatsApp em todo o país

O governo da Rússia bloqueou totalmente o funcionamento do WhatsApp no país nesta quarta-feira (12), alegando que a Meta, empresa proprietária do aplicativo, não cumpriu a legislação local. A decisão foi confirmada pelo Kremlin, que também passou a incentivar o uso do MAX, um aplicativo de mensagem apoiado pelo Estado russo.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a medida foi adotada após Meta ter recusado em se adequar às exigências legais impostas pelas autoridades russas. Ele afirmou que o MAX está disponível como uma alternativa nacional para os cidadãos.

Críticos e organizações de direitos digitais apontam que o aplicativo estatal pode funcionar como ferramenta de vigilância, acusação que o governo russo nega. As autoridades afirmam que o MAX foi desenvolvido para integrar serviços públicos e facilitar a comunicação dos cidadãos.

O bloqueio é resultado de cerca de seis meses de pressão sobre o WhatsApp e faz parte de uma estratégia mais ampla do governo russo para ampliar o controle sobre a infra-estrutura de comunicações, especialmente durante o período de guerra.

A Meta afirmou, em comunicado, que a decisão isola mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura, classificando a medida como um retrocesso. Segundo a empresa, o bloqueio ocorreu após a retirada de domínios ligados ao WhatsApp do registro nacional, o que interrompeu o acesso ao serviço, que agora só pode ser utilizado por meio de redes privadas virtuais (VPNs).

A agência reguladora russa de comunicações, Roskomnadzor, não se pronunciou oficialmente até o momento.