Na abertura do encontro, o governador provincial de Malanje, Marcos Nhunga, foi peremptória: os sinais de rádio, televisão e internet ainda não chegam a todas as localidades do território.
Marcos Nhunga, sublinhou que a conectividade digital deixou de ser um luxo para se tornar um direito fundamental. Sem acesso à internet e à telefonia, argumentou a autoridade provincial, ficam comprometidas iniciativas estruturantes como o Governo Electrónico, o ensino à distância, a telemedicina e a modernização da agricultura familiar.
“A conectividade digital é, hoje, um direito fundamental. Sem sinal de internet e telefonia, fica inviável a implementação plena do Governo electrónico, o acesso ao ensino à distância, a telemedicina e a modernização da agricultura familiar.”
Entre os pedidos formais dirigidos ao Executivo, destacou-se a necessidade de requalificação das infra-estruturas da Angola Telecom e dos Correios de Angola, com apelo explícito à renovação de equipamentos e instalações. A modernização em curso da Rádio Nacional de Angola (RNA) e da Televisão Pública de Angola (TPA) foi recebida com satisfação, com o Governo Provincial a exigir o cumprimento rigoroso dos prazos de execução para eliminar as chamadas “áreas cinzentas”.
Malanje apresentou-se como candidata a polo de inovação tecnológica para a região norte, condicionando essa ambição ao apoio do Executivo na eliminação dos vazios de cobertura e na digitalização completa do território provincial.
Angola conta com mais de 28 milhões de subscritores móveis
Já o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, abriu o Conselho Consultivo que decorre em Malanje com um diagnóstico sobre a transformação digital em curso à escala global. Segundo o governante, o país vive os efeitos de uma mudança de paradigma impulsionada pela inteligência artificial, pela internet das coisas, pelo big data e pela automação, e estão a ser criadas condições para que Angola participe activamente na nova economia digital com responsabilidade, inclusão e visão de futuro.
Ainda assim, o ministro reconheceu que persistem desafios estruturais a superar, com destaque para o acesso à internet, uma limitação que continua a afectar milhões de cidadãos em solo nacional e no resto do mundo.
Mário Oliveira considerou os resultados alcançados encorajadores e afirmou que Angola segue no caminho certo. O país ultrapassou as metas de cobertura das tecnologias 3G e 4G previstas no Plano de Desenvolvimento Nacional e avança de forma consistente na implementação do 5G.
O titular da pasta admitiu, porém, que a satisfação não é total. “Temos consciência de que é necessário fazer mais para melhorar a qualidade dos serviços, reforçar os indicadores do sector e aumentar o seu contributo para o Produto Interno Bruto”, sublinhou.
O encontro serviu igualmente de palco para abordar os riscos associados ao uso irresponsável das tecnologias de informação. A autoridade provincial alertou para a disseminação de desinformação e para a utilização das ferramentas digitais com o propósito de denegrir instituições e indivíduos, apelando aos especialistas presentes ao desenvolvimento de estratégias capazes de identificar e responsabilizar os autores de conteúdos falsos. O baixo índice de literacia mediática da população foi citado como factor agravante da vulnerabilidade ao fenómeno das fake news.

Segundo Mário Oliveira, apesar dos resultados alcançados, há metas de cobertura a serem alcançadas. O país conta com tecnologias 3G e 4G no Plano de Desenvolvimento Nacional e avança para a implementação do 5G.
Após 40 horas de deliberação, ao longo de nove dias, os jurados concluíram que a Meta e o
Emma Theofelus, Ministra da Tecnologia da Informação e Comunicação, e Tulimevava Mufeti, Presidente da Autoridade Reguladora das Comunicações da Namíbia, apresentaram a decisão durante uma conferência de imprensa na terça-feira, 24 de março.
O grupo em causa é o Salt Typhoon, que funciona como uma elite cibernética financiada pelo Estado chinês e não tem qualquer interesse em roubar dados de cartões de crédito. O que realmente procura é atacar infra-estruturas críticas de outros países e recolher informações confidenciais de governos e instituições.
A
O estudo foi apresentado, na Conferência Africana de Direito Cibernético de 2026, com o tema: “Soberania Algorítmica em África: Responsabilidade Constitucional e a Governança da IA em Economias Digitais Emergentes”, no Chalsty Centre, na Faculdade de Direito da Universidade de Witwatersrand.
No entanto, África encontra-se numa fase diferente do seu percurso em matéria de conectividade. Embora as tecnologias de última geração estejam a expandir-se, o continente continua a depender fortemente das gerações anteriores. No final de 2024, pouco mais de metade das ligações móveis em África ainda funcionavam em 3G, cerca de um terço em 4G e aproximadamente 10 % em 2G, com apenas cerca de 1 % a utilizar 5G.

