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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2026
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GGPEN e FADCOM avaliam cooperação estratégica nas áreas das comunicações e do espaço

O reforço da cooperação institucional nas áreas das comunicações e do sector espacial marcou o encontro entre o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Comunidades (FADCOM), realizado no dia 6 de Fevereiro de 2026, em Luanda. A iniciativa enquadra-se nos esforços para consolidar projectos estruturantes capazes de impulsionar a inovação tecnológica e a inclusão digital em Angola.

A reunião contou igualmente com a participação da empresa ANNYCONECT, investidor estratégico envolvido na dinamização da plataforma Conecta Angola, cuja actuação tem sido determinante para acelerar a sua comercialização. A solução foi apresentada como uma ferramenta de impacto nacional, com potencial de expansão internacional, orientada para o fortalecimento das comunidades e do ecossistema de startups.

Durante o encontro, as partes procederam ao alinhamento estratégico da parceria entre o GGPEN e o FADCOM, bem como à apresentação do projecto Conecta Angola Comercial, que visa ampliar o acesso a serviços digitais e reforçar a conectividade. A agenda incluiu ainda uma visita técnica ao showroom do GEDAE, onde foram destacadas as capacidades operacionais e tecnológicas existentes para suportar iniciativas nos sectores das comunicações e do espaço.

O encontro reafirma o compromisso das instituições e parceiros envolvidos com o desenvolvimento de parcerias sustentáveis, a valorização de investimentos estratégicos e o avanço da transformação digital e tecnológica no país, reforçando o papel da inovação como motor para o desenvolvimento económico e social de Angola.

FONTE: GGPEN

Sony poderá apostar em controlo personalizável para futura geração da PlayStation

A Sony poderá estar a explorar uma nova abordagem para os comandos das futuras consolas PlayStation. Um registo de patente recentemente concedido descreve um conceito de controlo altamente personalizável, com botões que podem mudar de posição e uma interface dinâmica baseada em ecrã táctil.

Embora o pedido tenha sido submetido em Fevereiro de 2023, a sua aprovação só foi confirmada agora, reacendendo especulações sobre possíveis inovações para a próxima geração da consola frequentemente associada, de forma não oficial, à futura PlayStation.

Interface dinâmica e adaptável ao jogador

De acordo com a documentação, o controlo poderá incluir uma grande superfície touchscreen na parte superior, substituindo a disposição física tradicional dos botões. Em vez de comandos fixos, os jogadores poderiam reorganizar direccional, analógicos e botões de acção conforme o estilo de jogo ou preferência pessoal.

A proposta permitiria adaptar rapidamente o layout a diferentes géneros de jogos, criando experiências mais flexíveis e ajustadas às necessidades individuais.

Acessibilidade e conforto como prioridade

No próprio documento, a Sony reconhece que os controlos convencionais nem sempre são confortáveis para todos os utilizadores. Questões como tamanho, formato e posição fixa dos botões podem limitar a experiência de certos jogadores, especialmente aqueles que procuram soluções mais acessíveis ou ergonómicas.

Com isso em mente, o novo conceito aposta numa interface totalmente personalizável, que poderia melhorar a inclusão e ampliar as opções de controlo.

O que diz exactamente a patente?

A patente descreve “projectos e métodos para um controlador de jogos” focados na personalização total da interface. A ideia central passa por transformar a área tradicional dos botões numa base interactiva, onde comandos virtuais podem ser reorganizados em tempo real.

Apesar das novidades, é importante lembrar que registos de patente não confirmam necessariamente produtos comerciais. Muitas ideias acabam por não chegar ao mercado ou podem sofrer alterações significativas antes de qualquer lançamento oficial.

O que esperar no futuro?

Até ao momento, a Sony não confirmou qualquer novo controlo ou detalhes sobre uma próxima geração da PlayStation. Ainda assim, o documento mostra que a empresa continua a explorar formas de reinventar a experiência de jogo, apostando em personalização e acessibilidade como tendências centrais.

FONTE: TECMUNDO

Índia reformula regras para acelerar o crescimento de startups de tecnologia profunda

Desenvolver tecnologias de ponta exige tempo, investimento elevado e paciência, três factores que raramente combinam com as regras tradicionais aplicadas às startups. Atenta a essa realidade, a Índia decidiu reformular o seu quadro regulatório para dar mais fôlego às empresas de tecnologia profunda e criar condições para que inovações científicas cheguem efetivamente ao mercado.

O governo indiano anunciou esta semana mudanças significativas na sua política de startups, com foco em sectores como espaço, semicondutores e biotecnologia. A principal alteração foi a extensão do período de enquadramento dessas empresas como startups para até 20 anos, o dobro do limite anterior. Em paralelo, o teto de faturação para acesso a incentivos fiscais, subsídios e benefícios regulatórios foi elevado para 3 mil milhões (cerca de US$ 33,12 milhões), face aos 1 mil milhões (aproximadamente US$ 11,04 milhões) anteriormente estabelecidos.

A iniciativa pretende alinhar as políticas públicas com os longos ciclos de investigação, desenvolvimento e validação tecnológica característicos de negócios baseados em ciência e engenharia avançadas, reforçando a ambição da Índia de se posicionar como um polo global de inovação de alto impacto.

FONTE: TECHCRUNCH

UNITEL Go Challenge celebra 10 anos e premia startups digitais de quatro países africanos

A UNITEL realizou no dia 6 de Fevereiro do ano em curso, a final da 10.ª edição do UNITEL Go Challenge, no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), reafirmando o seu compromisso com a inovação, o empreendedorismo digital e o fortalecimento do ecossistema tecnológico nos mercados onde actua. O concurso reuniu sete projectos finalistas oriundos de cinco países africanos de língua portuguesa.

Na categoria nacional, a startup 100 Destinos destacou-se como a grande vencedora da edição, ao conquistar simultaneamente a votação do público e a preferência do júri, garantindo o prémio principal do concurso. A solução evidenciou forte potencial de escalabilidade e impacto no sector do turismo digital. Ainda a nível nacional, a startup Alcance foi distinguida com o Prémio Inovação, pelo seu carácter disruptivo e proposta diferenciadora, enquanto a Knowhow alcançou o terceiro lugar.

Na categoria PALOP, dedicada a startups internacionais, a Afrikan Coders de Cabo Verde conquistou o primeiro lugar, seguida da Inunde de Guiné-Bissau, em segundo, e da Go Seguros de Moçambique , que ficou com o terceiro lugar. As propostas foram avaliadas com base em critérios como viabilidade comercial, utilidade, inovação e impacto social, reflectindo o foco do programa em soluções tecnológicas sustentáveis e com valor real para os mercados africanos.

Participantes da categoria PALOP ( Guiné-Bissau, Moçambique & Cabo Verde)

um júri composto por Teodoro Fernandes (Teo), Director de Marketing e Negócios Digitais da UNITEL, Ivanilson Machado, Presidente da Comissão Executiva do Grupo Pumangol, e Mário Amaral, Managing Partner e CEO da Hemera Capital Partners.

O UNITEL Go Challenge é uma iniciativa dirigida a jovens, estudantes e empreendedores que desenvolvem aplicações, websites e outras tecnologias digitais, aceitando projectos em diferentes fases de desenvolvimento, desde que demonstrem potencial de crescimento e impacto nos mercados lusófonos africanos. Nesta edição, participaram startups de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, embora este último tenha sido obrigado a abandonar o concurso por motivos de força maior.

Ao completar dez edições, o UNITEL Go Challenge consolida-se como uma das principais plataformas de promoção da inovação digital em África, contribuindo para a criação de soluções tecnológicas capazes de impulsionar o desenvolvimento económico e social da região.

Modernização dos sistemas de pagamento impulsiona transacções electrónicas em Angola

A modernização e a massificação dos sistemas de pagamento em Angola estão a impulsionar um crescimento expressivo das transacções financeiras e electrónicas, reforçando a transição do país para uma economia cada vez mais digital.
Dados recentes da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) indicam que, em 2025, o sistema de cartões Multicaixa registou transacções superiores a 46 biliões de kwanzas, o que representa um crescimento de 47% em relação ao ano anterior.

Multicaixa cresce acima do Orçamento Geral do Estado

Em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA), o administrador executivo da EMIS, Eduardo Bettencourt, sublinhou que este volume corresponde a cerca de 1,3 vezes o Orçamento Geral do Estado do ano anterior, evidenciando o impacto e a relevância do sistema Multicaixa na economia nacional.

“A transacção de 46 biliões de kwanzas em 2025 representa um crescimento muito interessante, cerca de 47% face ao ano anterior. Isto demonstra claramente a força e a confiança no sistema Multicaixa”, afirmou.

Segundo o responsável, a massificação e digitalização dos pagamentos electrónicos têm sido determinantes para este crescimento, abrindo espaço para uma possível desmaterialização do cartão físico, à medida que soluções digitais ganham maior aceitação junto dos utilizadores.

“A gestão dos sistemas de pagamento deve assegurar níveis elevados de segurança e eficiência. O sistema de pagamento em tempo real é fundamental para a estabilidade do sector financeiro em Angola”, destacou.

Pagamentos em tempo real movimentaram 394 biliões Kz

Paralelamente, o Banco Nacional de Angola (BNA) tem desempenhado um papel central na modernização do ecossistema financeiro, através da implementação do Sistema de Pagamento em Tempo Real, que movimentou cerca de 394 biliões de kwanzas em 2025.

Para a subdirectora do Departamento do Sistema de Pagamentos do BNA, Yola Miguel, a prioridade tem sido garantir segurança, eficiência e estabilidade no funcionamento destes sistemas.

QR Code, pagamentos por aproximação e interoperabilidade

A responsável explicou ainda que o BNA está a investir fortemente em inovações tecnológicas, como:

  • Pagamentos via código QR
  • Tecnologia de pagamentos por aproximação (contactless)
  • Reforço da interoperabilidade entre instituições bancárias e não bancárias

Estas iniciativas visam tornar as transacções mais rápidas, seguras e acessíveis à população.

“O nosso objectivo é modernizar o sistema de pagamentos, promovendo a inclusão financeira e maior agilidade nas transacções”, acrescentou Yola Miguel.

Fim gradual dos cheques e avanço da inclusão financeira

A modernização dos sistemas de pagamento inclui também o abandono gradual de instrumentos tradicionais, como os cheques, reflectindo a estratégia do BNA para acelerar a digitalização do sector financeiro.

Este processo tem contribuído para facilitar o acesso aos serviços financeiros, reduzir o uso de numerário e integrar cada vez mais cidadãos e empresas na economia digital angolana.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA

Ruanda torna-se o primeiro país do mundo com entregas autónomas por drones em todo o território

O Governo do Ruanda assinou um acordo histórico de expansão com a empresa norte-americana Zipline, tornando o país o primeiro do mundo a alcançar cobertura nacional de logística autónoma, incluindo a primeira rede africana de entregas de drones em ambiente urbano.

O acordo representa o primeiro grande marco do recente prémio de 150 milhões de dólares em pagamento por desempenho, atribuído à Zipline pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. A iniciativa reforça o posicionamento do Ruanda como líder global em Inteligência Artificial, robótica e logística autónoma, com impacto directo na melhoria do acesso aos cuidados de saúde.

Pioneiro desde 2016 na implementação de entregas autónomas por drones, o Ruanda volta a fazer história ao expandir o sistema para todo o território nacional. O país será também o primeiro em África a operar o sistema de entrega urbana da Zipline, conhecido como Plataforma 2 (P2), concebido para ambientes urbanos densos, como a cidade de Kigali, onde se concentra cerca de 40% da procura nacional por serviços de saúde.

A Plataforma 2 permite entregas rápidas, silenciosas e de alta precisão, tecnologia que já está a ser utilizada nos Estados Unidos para distribuir produtos de retalho e alimentos directamente para residências, edifícios de escritórios e espaços públicos.

Segundo a CEO da Zipline África, Caitlin Burton, a decisão do Ruanda em apostar na inovação sempre foi guiada por dados e impacto real. Para a responsável, o país volta a liderar não apenas pela existência da tecnologia, mas pela visão estratégica da sua liderança, o que explica o apoio do Governo dos EUA e o investimento adicional da Zipline em investigação, tecnologia e criação de empregos qualificados no país.

No âmbito da expansão, será construído um novo centro de distribuição de longo alcance no distrito de Karongi, que se juntará aos hubs já existentes em Muhanga e Kayonza. O novo centro permitirá alcançar regiões além da Floresta de Nyungwe, incluindo áreas próximas à fronteira com a República Democrática do Congo, servindo cerca de 200 postos de saúde e 60 grandes unidades hospitalares, com impacto directo em mais de 2,9 milhões de pessoas.

Com esta expansão, a rede nacional da Zipline no Ruanda passará a cobrir mais de 11 milhões de habitantes e deverá gerar cerca de 350 empregos locais.

De acordo com o director nacional da Zipline no Ruanda, Pierre Kayitana, o país está a construir um sistema logístico integrado e contínuo, capaz de atender todos os cidadãos de forma equitativa, mais eficiente e com menos desperdício do que os modelos tradicionais.

O modelo financeiro do projecto prevê financiamento inicial de infra-estruturas por parte do Governo dos Estados Unidos, enquanto o Governo do Ruanda assumirá os custos das operações contínuas. A estratégia visa garantir sustentabilidade financeira, autonomia operacional e alinhamento com a visão nacional de um sistema de saúde resiliente e orientado por tecnologia.

Outro destaque do acordo é a criação de um centro de testes de Inteligência Artificial e robótica da Zipline em Ruanda, o primeiro centro de investigação e desenvolvimento da empresa fora dos Estados Unidos. A unidade irá apoiar testes de aeronaves, novos sistemas de segurança e software logístico avançado, além de contribuir para a formação de talentos locais.

Até ao momento, a rede de entregas autónomas da Zipline tem garantido acesso rápido a sangue, vacinas e medicamentos essenciais, reduzindo desperdícios, melhorando os resultados de saúde e contribuindo para uma redução de 51% nas mortes maternas nas áreas atendidas.

FONTE: TECHINAFRICA

Governo avança com Inteligência Artificial no sistema de ensino

O Governo anunciou que está a avançar para a introdução da Inteligência Artificial (IA) no sistema nacional de ensino. A informação foi prestada pela ministra da Educação, Luísa Grilo, no âmbito do memorando de entendimento assinado em 2024 entre o Ministério da Educação e a Escola Digital dos Emirados Árabes Unidos.

As declarações foram feitas após o Fórum sobre o Futuro da Educação, realizado durante a Cimeira Mundial de Governos, que decorre no Dubai.

Segundo a ministra, numa primeira fase, o foco do projecto será a formação de professores e gestores escolares, de modo a garantir uma integração segura e eficaz da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem.

Luísa Grilo revelou que já foram seleccionadas 10 escolas do ensino primário, distribuídas por 10 províncias, onde será implementado o projecto-piloto. A partir do mês de Fevereiro terão início os trabalhos de instalação das condições técnicas, logísticas e infra-estruturais necessárias para a implementação da tecnologia ainda este ano.

A responsável sublinhou que a Inteligência Artificial deverá funcionar como um instrumento de apoio ao trabalho docente, contribuindo para maior eficiência no ensino, mas sem substituir o papel do professor, que continuará a liderar todo o processo educativo.

A ministra explicou ainda que a participação de Angola no fórum resulta de um convite das autoridades dos Emirados Árabes Unidos, país com o qual Angola mantém um acordo de cooperação na área da educação digital. O objectivo, segundo disse, é conhecer experiências internacionais sobre o uso da IA para melhorar a qualidade do ensino.

Durante o encontro foram igualmente debatidos os principais desafios de África na adopção da Inteligência Artificial, com destaque para as limitações no acesso à Internet e a fraca conectividade, sobretudo nas zonas mais recônditas. Ainda assim, foi destacada a importância estratégica da IA para o futuro da educação.

O acordo assinado em 2024 prevê o fornecimento, por parte da Escola Digital dos Emirados Árabes Unidos, de uma metodologia de aprendizagem flexível, adaptada às necessidades de cada aluno, baseada em Inteligência Artificial avançada e aplicações digitais.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA

SpaceX compra xAI e Musk revela plano de data centers no espaço

Elon Musk voltou a surpreender o sector tecnológico ao anunciar, esta segunda-feira (2), a compra da xAI, empresa de inteligência artificial fundada pelo próprio bilionário, pela SpaceX, sua companhia aeroespacial. A operação faz parte de um plano ambicioso: criar data centers no espaço, utilizando satélites como infra-estrutura de computação.

Em comunicado oficial, Musk afirmou que a fusão das duas empresas permitirá a criação de um ecossistema tecnológico verticalmente integrado, combinando inteligência artificial, foguetes, internet via satélite e comunicações directas para dispositivos móveis.

“A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra  e fora dela”, declarou o empresário.

IA baseada no espaço como solução de escala

Segundo Musk, a computação de IA enfrenta limitações físicas e energéticas na Terra, o que torna o espaço uma alternativa estratégica para escalar o processamento de dados.

“No longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar. No espaço, é sempre ensolarado”, afirmou, referindo-se à disponibilidade constante de energia solar.

Apesar do entusiasmo, o bilionário não apresentou um cronograma oficial nem detalhes técnicos sobre a implementação do projecto.

Redução de custos e maior eficiência energética

Musk defende que, num prazo de dois a três anos, a forma mais barata de gerar capacidade computacional para IA será fora do planeta.

De acordo com ele, a eficiência energética no espaço poderá reduzir significativamente os custos de treino de modelos de inteligência artificial e acelerar o processamento de grandes volumes de dados.

Um milhão de satélites como data centers orbitais

O plano mais ousado envolve o lançamento de até um milhão de satélites, que funcionariam como data centers orbitais, alimentados por energia solar.

Para Musk, essa infra-estrutura poderá ajudar a humanidade a tornar-se uma civilização capaz de aproveitar plenamente a energia do Sol, abrindo caminho para novos avanços tecnológicos e científicos.

Embora o projecto ainda esteja numa fase conceptual, o anúncio reforça a estratégia de Musk de integrar as suas empresas, como SpaceX, xAI e Starlink, num único ecossistema tecnológico com alcance global e, agora, espacial.

FONTE: G1

Quanto custa lançar um satélite em África? Orçamento, exemplos reais e o futuro da indústria espacial africana

Lançar um satélite continua a ser um investimento elevado, mas já não é um privilégio exclusivo das grandes potências espaciais. Em África, os custos estão a baixar e o acesso ao espaço torna-se cada vez mais viável para governos, universidades e startups tecnológicas.

O valor final de um projecto espacial depende sobretudo do tipo de satélite, da missão, do modelo de lançamento e dos requisitos regulatórios. Há hoje uma diferença enorme entre colocar em órbita um satélite de comunicações de grande porte e lançar um pequeno CubeSat.

Como se reparte o orçamento de um satélite?

1. Projecto e fabrico

Esta é a fase mais cara do processo. Um satélite de comunicações tradicional pode custar mais de 320 milhões de dólares, enquanto um CubeSat muito usado para investigação, observação da Terra ou testes tecnológicos, pode ser desenvolvido por valores bastante mais baixos, em alguns casos abaixo dos 100 mil dólares.

O avanço dos nanossatélites permitiu que países com orçamentos limitados entrassem no sector espacial sem grandes infra-estruturas industriais.

2. Serviços de lançamento

A maioria dos países africanos ainda depende de provedores internacionais, como a SpaceX, para colocar os seus satélites em órbita.

Os custos variam conforme o peso e a órbita, mas lançamentos de pequenos satélites podem começar em torno dos 100 mil dólares, especialmente quando são enviados como carga partilhada.

A reutilização de foguetões tem sido um dos factores que mais contribuem para a redução destes valores.

3. Licenciamento e regulação

Antes do lançamento, é necessário cumprir exigências legais nacionais e internacionais. As taxas de licenciamento, seguros e certificações técnicas variam de país para país e podem aumentar o orçamento final, embora representem uma parcela menor em comparação com o fabrico e o lançamento.

Exemplos reais em África

Um dos casos mais citados é o Taifa-1, do Quénia. O satélite foi desenvolvido e lançado por cerca de 370 mil dólares, um valor considerado baixo para padrões espaciais. O projecto serviu para observação da Terra e formação de quadros nacionais na área espacial.

Actualmente, 18 países africanos operam cerca de 61 satélites, número que poderá ultrapassar os 137 até 2030, segundo projecções do sector.

Investimento público e soberania tecnológica

Em 2025, os países africanos destinaram cerca de 426 milhões de dólares a programas espaciais. Para muitos governos, os satélites deixaram de ser vistos apenas como activos comerciais e passaram a ser tratados como infra-estrutura estratégica.

Investir em programas nacionais permite:

• reduzir a dependência de operadores estrangeiros;

• reforçar a soberania dos dados;

• apoiar sectores como agricultura, telecomunicações, ambiente e defesa civil.

Custos em queda e novas oportunidades

O custo médio de lançamento ronda actualmente os 1.500 dólares por quilograma, mas há expectativas de que este valor possa cair para 100 dólares por quilograma na próxima década, à medida que surgem novos portos espaciais e tecnologias mais eficientes.

Este cenário abre espaço para:

• startups tecnológicas;

• universidades;

• parcerias público-privadas;

• aplicações focadas em problemas concretos, como monitorização agrícola, gestão de desastres naturais e mapeamento de recursos.

Empresas sul-africanas como a CubeSpace mostram que é possível criar soluções competitivas a partir do continente.

O futuro do espaço em África

Com a coordenação da Agência Espacial Africana e o aumento da cooperação internacional, a economia espacial africana está a ganhar consistência. O sucesso dos próximos projectos dependerá de objectivos bem definidos, tecnologia adequada à missão e orçamentos realistas.

Seja para um governo que procura independência tecnológica ou para uma startup focada em inovação e impacto social, o espaço deixou de ser inalcançável. Em África, lançar um satélite já não é apenas um sonho, é uma oportunidade concreta.

FONTE: TECHINAFRICA

João Almeida é o novo Chief Technology Officer da New Cognito

A New Cognito anunciou a nomeação de João Almeida como novo Chief Technology Officer (CTO), reforçando a sua aposta no desenvolvimento de produtos e soluções tecnológicas avançadas no mercado angolano e africano.

O novo CTO assume a liderança da área de Produto, que integra as unidades de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), Cibersegurança, Dados, Digital e Educação & Formação. A sua missão passa por fortalecer a estratégia tecnológica da empresa, acelerar a inovação e desenvolver soluções orientadas às necessidades das empresas e instituições.

“Assumo este desafio com grande sentido de responsabilidade, com o foco em reforçar a estratégia de produto, acelerar a inovação e criar soluções tecnológicas robustas, seguras e orientadas a dados, num contexto de rápida transformação digital”, afirmou João Almeida.

Com mais de 20 anos de experiência em ambientes multinacionais, João Almeida tem um percurso consolidado em gestão tecnológica, transformação digital e expansão internacional. Antes de integrar a New Cognito, foi Founding Partner e General Manager da F3M Angola, onde liderou projectos complexos e a expansão para outros mercados africanos. Exerceu também funções executivas em plataformas tecnológicas nas áreas da educação e do desporto.

A nomeação insere-se no plano estratégico da New Cognito para acelerar a inovação e consolidar a empresa como referência africana em tecnologia aplicada.