
Mais de 2.300 estudantes do Instituto Politécnico de Administração e Gestão Dr. João Bernardo de Miranda Nº 1013, em Caxito, província do Bengo, passam a ter acesso ao Observa+, uma aplicação geoespacial que combina tecnologias de observação da Terra e inteligência artificial para disponibilizar informações sobre o território.
A iniciativa pretende aproximar os estudantes das tecnologias espaciais e permitir que ferramentas digitais sejam utilizadas na sala de aula para analisar problemas concretos da província e do país.
Entre as funcionalidades do Observa+ estão aplicações relacionadas com a agricultura, ambiente, recursos hídricos e ordenamento do território.
Na agricultura, por exemplo, os dados disponibilizados pela plataforma podem ser utilizados para acompanhar áreas cultivadas, analisar o estado da vegetação e observar alterações no uso e ocupação do solo. A tecnologia também pode apoiar a análise de situações de seca e de recursos hídricos.
Com acesso a estas informações, os estudantes podem observar o território, analisar fenómenos e desenvolver trabalhos de investigação utilizando dados geoespaciais.
O director da instituição, Isaac Capemba, considera que a ferramenta poderá contribuir para despertar o interesse dos estudantes pela investigação e pelas tecnologias espaciais.
“Essa aplicação vai ajudar a que os nossos estudantes comecem a despertar o interesse pela investigação e compreendam melhor o impacto da tecnologia espacial no mundo e, particularmente, na nossa província”, afirmou.
Segundo o responsável, a utilização da plataforma também permitirá aproximar a formação teórica da realidade, dando aos estudantes a possibilidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em situações concretas.
O instituto ministra cursos de Estatística e Planeamento, Finanças, Contabilidade e Gestão e Administração e Autarquias Locais, áreas que podem beneficiar da utilização de dados sobre o território.
A implementação do Observa+ no Bengo faz parte das acções desenvolvidas pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), através do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e parceiros.
O projecto decorre até ao final de Setembro de 2026 e abrange 11 províncias: Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza Sul, Malanje, Uíge, Zaire, Bié, Moxico, Lunda Norte, Lunda Sul e Cabinda.
Além da instalação do Observa+, as acções incluem a recuperação e migração de antenas de conectividade através do ANGOSAT-2 e a mobilização das comunidades para iniciativas relacionadas com ciência, tecnologia e inovação espacial.
A aposta procura levar o uso de dados e aplicações espaciais para mais perto das instituições de ensino, criando condições para que os estudantes utilizem a tecnologia não apenas como ferramenta de aprendizagem, mas também para investigar e desenvolver soluções para desafios das suas comunidades.



A região da África Austral foi apontada pelo relatório da INTERPOL como “a região mais digitalmente avançada e mais visada” do continente em 2025, em grande parte devido à elevada conectividade proporcionada pelos cabos submarinos e pelos centros de dados ali concentrados. Angola surge repetidamente citada como um dos países da região com maior exposição a diferentes tipos de Ciber – Ataques.
Angola foi identificada como o país africano com o maior volume de detecções de botnets em 2025, de acordo com o mais recente Relatório de Avaliação de Ciber-Ameaças Africanas da INTERPOL (INTERPOL African Cyberthreat Assessment Report 2026), publicado em Junho do corrente ano.


O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, Louis Paul Motaze, marcando uma nova fase da reforma aduaneira implementada pelo Governo camaronês desde 2023 para controlar a entrada de equipamentos de telecomunicações no país.
A decisão foi tomada pelo Conselho Executivo Federal a 22 de Agosto e contempla os satélites NIGCOMSAT-2A e NIGCOMSAT-2B, que deverão suportar serviços de banda larga, radiodifusão, comunicações empresariais e comunicações governamentais.
