
Angola atingiu, em 2025, mais de 18 milhões de subscrições de acesso à Internet, correspondendo a uma taxa de teledensidade digital de 48%, num sinal do crescente ritmo de adopção tecnológica no país. Paralelamente, a telefonia móvel ultrapassou os 28 milhões de assinantes, elevando a taxa de teledensidade para mais de 75%, enquanto o segmento da televisão por subscrição já soma mais de dois milhões de clientes activos.
Os números foram apresentados esta Quinta-feira, 11, pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, durante a sessão de abertura da 6.ª edição do ANGOTIC – Angola ICT Fórum 2026, que decorre até 13 de Junho sob o lema “Na Rota da Transformação Digital”.
Os indicadores revelam uma expansão contínua das infra-estruturas digitais e do acesso aos serviços de comunicações electrónicas, num contexto em que a transformação digital se assume como um dos pilares da estratégia de diversificação económica e modernização do Estado.
No domínio da capacitação de quadros, o governante destacou a certificação de mais de 7.000 técnicos nas áreas de Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação, com formação em infra-estruturas de redes, Data Centers e cibersegurança. Acrescem cerca de 4.000 profissionais formados pelo Centro de Formação de Jornalistas em diversas especialidades ligadas à comunicação social.
“A marcha rumo à transformação digital do nosso país está em movimento. Com muito orgulho afirmamos que todo este movimento não se limita ao território nacional”, afirmou Mário Oliveira.
Segundo o ministro, os resultados alcançados pelos vários projectos tecnológicos já concluídos e em operação demonstram que as opções estratégicas adoptadas pelo Executivo estão alinhadas com os objectivos definidos para o sector, sobretudo ao nível da expansão da cobertura e do aumento do número de utilizadores dos serviços digitais.
Mário Oliveira sublinhou igualmente o papel de Angola na cooperação tecnológica regional, destacando as parcerias mantidas com países africanos, em particular da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em iniciativas voltadas para a transformação digital do continente.
“Actualmente, o sector das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social é o garante das condições de infra-estruturas, equipamentos e tecnologias de base, mas também fornecedor de produtos, serviços e soluções para as famílias e instituições”, referiu.
Para o governante, a participação de representantes governamentais e especialistas internacionais no ANGOTIC constitui um reflexo da crescente cooperação entre os países africanos na construção de uma agenda digital comum.
Durante a sua intervenção, o ministro enquadrou estes avanços na estratégia de modernização promovida pelo Presidente da República, João Lourenço, assente na diversificação da economia, inclusão social, melhoria da governação e reforço da eficiência dos serviços públicos.
O responsável destacou ainda que a tecnologia se tornou um elemento transversal à organização das instituições e à vida social, desempenhando um papel central na concretização das metas estabelecidas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PND) 2023-2027.
“A transformação digital em curso em Angola não é um privilégio das empresas, das instituições, nem tão pouco de uma minoria privilegiada. É parte integrante do modelo de organização e funcionamento adoptado pelo Executivo angolano, capaz de oferecer soluções sustentáveis às populações”, concluiu.

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O acordo foi assinado pelos ministros Mário Augusto da Silva Oliveira, por Angola, e Ema Diófilos, pela Namíbia, com o objectivo de fortalecer a colaboração bilateral no sector tecnológico, promoção da troca de conhecimentos, desenvolvimento de competências e implementação de projectos conjuntos na área das tecnologias de informação e comunicação.
Ao intervir na abertura da 6.ª edição do Fórum Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação de Angola (ANGOTIC), o governante sublinhou que, desde 2018, o evento consolida-se como principal plataforma de diálogo, cooperação e promoção tecnológica de Angola.
De acordo com a organização, já não há espaço para mais admissões no pavilhão dedicado à promoção de ideias jovens. A organização revela que criativos de quase todo o país e de alguns países estarão, durante três dias, reunidos para a exibição de tecnologias inovadoras.
Este crescimento tem permitido à instituição uma arrecadação média entre 30 e 35 milhões de kwanzas por mês, com a prestação de diversos serviços tecnológicos, como alojamento de dados, venda de domínios, registo de empresas e homologação de software, disse o director-geral do 
