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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2026
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OpenAI investiga se chinesa DeepSeek usou modelo da empresa para treinar chatbot

A OpenAI, dona do ChatGPT, está a investigar se a chinesa DeepSeek treinou o seu chatbot com o modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela empresa norte-americana, avançou hoje o The Wall Street Journal.

A OpenAI, empresa liderada por Sam Altman, já tinha dito ter registado tentativas de entidades chinesas para extrair grandes volumes de dados das suas ferramentas de IA.

As interrogações recaem sobre o novo chatbot de código aberto DeepSeek R1, que causou um terremoto tecnológico nos últimos dias com uma reação adversa de adversários de tecnologia como a Nvidia, que perdeu 600 mil milhões de dólares (cerca de 575 mil milhões de euros) se capitalização na segunda-feira, a maior queda diária na história de Wall Street.

É de vital importância que trabalhemos em estreita colaboração com o Governo dos EUA para proteger melhor os modelos mais capazes, dos esforços de rivais e concorrentes para tomar a tecnologia dos EUA“, disse a OpenAI em comunicado.

O texto acusa mesmo diretamente as empresas sediadas na China de “tentarem constantemente destilar os modelos das principais empresas de inteligência artificial dos EUA“.

MAIS: Como testar a IA DeepSeek no seu computador e smartphone

Este processo, conhecido como destilação, baseia-se na aprendizagem de máquinas, permitindo que modelos de IA menos sofisticados sejam treinados a partir de grandes bases de dados de modelos mais eficientes que tenham sido objeto de grandes na fase de desenvolvimento.

As suspeitas da OpenAI levantam a possibilidade de que o desempenho do novo modelo R1 do DeepSeek, que se destaca por ter sido desenvolvido com um investimento muito menor do que as várias versões do ChatGPT, possa ser menos impressionante do que parece.

O sul-africano David Sacks, czar das criptomoedas e da IA do Presidente norte-americano Donald Trump, afirmou na terça-feira que há “provas consistentes” de que a DeepSeek “destilou” conhecimentos dos modelos da OpenAI.

No entanto, a posição da DeepSeek, há dias, ao explicar o seu sucesso, baseava-se no facto de ter conseguido tirar o máximo proveito de chips menos avançados graças a uma “programação inteligente” com o mais alto desempenho.

IA Pode Acelerar em 80% os ODS, defende Presidente da APD

A Inteligência Artificial (IA) pode ajudar a acelerar em cerca de 80 por cento os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a sua aplicação em sectores como o da Educação, Saúde, Agricultura e protecção do meio ambiente, defendeu a presidente do Conselho de Administração da Agência de Protecção de Dados (APD), Maria Correia Pinto.

A responsável que falava durante um seminário em alusão ao Dia Internacional da Privacidade e Protecção de Dados Pessoais, assinalado ontem, disse que essas conclusões dos benefícios da IA fazem parte de um estudo recente das Nações Unidas, através da sua agência especializada, denominada União Internacional de Telecomunicações.

Este ano, explicou, a data está a ser comemorada com o tema “A Inteligência Artificial ( IA) : Dilema entre a inovação tecnológica e a protecção de dados pessoais em Angola”.
A capacidade da IA , explicou, é colectar, analisar e armazenar grandes quantidades de dados pessoais, o que tem suscitado preocupações em muitos círculos, onde se levantam as questões como os dados pessoais são utilizados, quem tem acesso e como são protegidos.
A estes desafios, esclareceu, somam-se os erros e preconceitos reproduzidos pelas máquinas e sistemas, situações que fundamentam a necessidade da sua regulamentação, a fim de se estabelecer um equilíbrio entre reduzir os riscos de mau uso, evitar a discriminação e manipulação dos cidadãos, assim como garantir a privacidade e a transparência aos utilizadores.
Nesse sentido, a PCA realçou que o compromisso com a privacidade e a protecção de dados pessoais é essencial para garantir que a IA tecnologicamente esteja alinhado com os avanços sociais num Estado Democrático e de Direito. Maria Correia Pinto ressaltou que a protecção de dados pessoais não resguarda apenas a privacidade individual, mas também fortalece a confiança entre os cidadãos e as instituições que tratam os seus dados.
Diante do cenário actual, revelou, as autoridades de protecção de dados são chamadas à regulação dessas tecnologias que promovam a harmonia entre o bom uso, sem, no entanto, dificultar o desenvolvimento dessas tecnologias.

Google anuncia fim da sincronização no Chrome para versões antigas

O Chrome é um dos browsers mais utilizados atualmente, a Google conseguiu deixar a sua proposta acima da concorrência em muitos aspetos. Entre as suas principais características, está a sincronização automática em diferentes dispositivos. Não importa se utiliza o browser no seu telemóvel ou computador, tudo estará sincronizado e sempre pronto.

Ter os mesmos marcadores, favoritos, palavras-passe, pastas e endereços em qualquer dispositivo facilita a utilização diária do Chrome. Claro que tudo isto está prestes a mudar para quem tem uma versão antiga do Chrome. A Google acaba de anunciar que a sincronização do Chrome vai deixar de funcionar nas versões mais antigas do browser.

A Google publicou um comunicado no blog oficial de suporte do Chrome a explicar que a sincronização vai desaparecer. Claro que esta situação afetará todos os utilizadores que utilizam versões antigas do browser. Embora a mudança seja drástica, a solução é simples e ser vítima desta situação é evitável.

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Todos os dispositivos que utilizem versões do Chrome com quatro anos deixarão de ter a sincronização disponível. Isto significa que as versões lançadas em 2021 não terão acesso à sincronização. A Google indica que ao tentar sincronizar informação de qualquer tipo, irá aparecer uma destas mensagens:

  • Atualize o Chrome para iniciar a sincronização
  • Atualize o Chrome para continuar a utilizar os dados do Chrome na sua Conta Google

A solução para esta situação é muito simples, bastando para isso ter a versão mais recente do Chrome. A Google indicou que a mudança na sincronização afetará principalmente os utilizadores de computador porque as versões para Android ou iOS tendem a ser atualizadas com mais frequência devido ao funcionamento da Play Store e App Store.

Esta mudança no Chrome não deverá ser um grande problema para os utilizadores. Claro que quem utiliza uma versão do browser com quatro anos deve atualizar já o programa. A Google não definiu uma data para a perda de sincronização, mas esta acontecerá durante os primeiros meses de 2025.

Parlamentos Africanos devem abraçar inovação e tecnologia, defende Angola

Os parlamentos africanos devem apostar na inovação e nas novas tecnologias, de modo a tornar os mesmos mais inteligentes, inclusivos e responsáveis, respondendo com maior celeridade e qualidade aos anseios dos povos.

Essa opinião foi defendida pela presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, discursando na 56.ª Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC, reiterando que, em relação a Angola, a governação parlamentar electrónica é um facto na Assembleia Nacional, realçando a conexão em tempo real entre o Palácio do Parlamento e os 17 gabinetes locais, onde funcionam os deputados eleitos pelos círculos provinciais.

Carolina Cerqueira disse, ainda, que a transição tecnológica ao nível do Parlamento angolano coincidiu com a proliferação e utilização em massa das redes sociais e da comunicação online, tornando evidente que a conectividade não é, apenas, uma questão de acesso à informação, mas também um meio vital de interacção social e cultural, que deve garantir a defesa e preservação da soberania nacional.

A prática mostra-nos que é importante olhar para os avanços tecnológicos como um mecanismo de facilitação da nossa actividade e encurtou a participação dos cidadãos e a sua conexão aos seus representantes via virtual através das novas tecnologias, importante instrumento para uma democracia mais escrutinada e de aproximação dos cidadãos com os seus representantes, através da participação de todos os segmentos sociais”, disse.

MAIS: Parlamentos de países de CPLP vão contribuir para treino de inteligência artificial

A medida que a tecnologia evoluiu, acrescentou Carolina Cerqueira, a inclusão digital e social passou a ser um risco no que se refere à defesa e respeito dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, obrigando a intervenção legislativa para mitigar os efeitos negativos do uso indevido das novas tecnologias e da Inteligência Artificial (IA), através de leis que orientem a adopção de políticas públicas inclusivas sobre a matéria e cada vez mais abrangentes, mas sempre nos limites impostos pela Constituição e a Lei.

Em relação à Inteligência Artificial, à Internet e outras inovações tecnológicas, referiu estarem a moldar novas fronteiras para a inclusão social, levantando questões complexas sobre ética, privacidade e equidade, obrigando a repensar o modelo legislativo para a preservação dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos.

Microsoft entra na corrida para comprar o TikTok

A Microsoft será mais um dos candidatos à compra de parte do TikTok, revelou o presidente americano Donald Trump à imprensa. Segundo o presidente norte-americano, assegurou que a tecnológica está a negociar com os chineses da ByteDance, que detém a rede social, e disse nas mesmas declarações que gostaria de ver uma guerra de ofertas para comprar a plataforma. Nem a Microsoft nem o TikTok quiserem para já comentar o assunto, segundo a Reuters que avança a notícia.

Recorde-se que a Microsoft foi candidata à compra do TikTok em 2020, quando a questão de a rede social poder ser uma ameaça à segurança nacional se pôs pela primeira vez, era também Trump presidente dos Estados Unidos e tinha na altura uma posição bem diferente daquela que tem hoje sobre o assunto. Foi sob a primeira presidência de Trump que se iniciou o primeiro processo para expulsar o TikTok dos Estados Unidos, com a alternativa de permanência apenas se a rede social aceitasse passar a ser controlada por uma empresa americana.

A Microsoft avançou com uma proposta, mas as negociações não chegaram a bom porto. Satya Nadella, presidente executivo da Microsoft, classificou mais tarde o negócio como a “coisa mais estranha em que alguma vez trabalhei”, acrescentando mesmo que o governo americano definiu “um conjunto específico de requisitos e depois simplesmente desapareceu”.

O processo acabou por apanhar, também na altura, uma mudança de ciclo político. Joe Biden mal foi eleito presidente revogou a decisão de expulsar a empresa, um pouco à semelhança do que fez agora Donald Trump, mas em sentido inverso, quando usou uma ordem executiva para suspender a lei aprovada por Biden de expulsão da rede social do país.

MAIS: Instagram testará alteração para se aproximar do estilo do TikTok

O TikTok tem 170 milhões de utilizadores nos Estados Unidos. Ganhou uma extensão de 75 dias para manter atividade no país, a fim de ser encontrada uma solução que permita salvaguardar os interesses da segurança nacional e o acesso à rede social. Trump já veio dizer que espera resolver a questão em 30 dias, um cálculo que pode ser visto com reticências, tendo em conta que o novo presidente também prometia acabar com a guerra da Ucrânia em 24 horas.

Nos últimos dias têm-se sucedido os possíveis candidatos para a compra de parte do TikTok. O plano de Trump passa por manter metade do negócio da rede social sob controlo dos Estados Unidos. A lei suspensa previa a opção de vender 100% do negócio para manter operações no país, uma opção que a ByteDance nunca pareceu muito interessada.

Alguns candidatos à compra anunciaram-se eles próprios, enquanto outros foram sugeridos pelo próprio Donald Trump, casos de Elon Musk e Larry Ellison (Oracle). Este fim de semana um dos criadores de conteúdos mais populares do YouTube, conhecido como MrBeast, disse que também está na corrida.

Startup NARISREC lança campanhas para promover o descarte adequado de resíduos eletrónicos

A startup angolana NARISREC, que consiste numa plataforma online “e-waste” de gestão e comercialização de resíduos eletrónicos, vai criar várias campanhas de sensibilização para promover práticas adequadas para o descarte de materiais electrónicos.

Segundo Décio Silva, Director de Operações da startup, as referidas campanhas buscam envolver todos os sectores da sociedade na implementação de hábitos sustentáveis.

A proposta é conscientizar a comunidade para que assuma a responsabilidade de descartar correctamente os seus resíduos electrónicos. Para isso, instalamos ecopontos devidamente estruturados e adaptados para receber esses materiais, permitindo um processo seguro e eficiente”, afirmou.

Foi revelado ainda que a NARISREC conta já com cinco ecopontos localizados estrategicamente em Luanda, incluindo áreas como a Fortaleza e os supermercados. O mais recente foi inaugurado no Expo Garden.
Para Décio Silva o plano de expansão contempla a instalação de mais 12 ecopontos na capital e a ampliação para outras províncias, como Cabinda, onde já existe um centro de tratamento local.
Estamos a avançar com cautela, garantindo condições logísticas e técnicas para replicar esse modelo em outras regiões do país. É um projecto que demanda não só infra-estrutura, mas também educação e sensibilização das comunidades”, disse.
Sobre a educação ambiental, Décio Silva revelou que a empresa tem investido em workshops e campanhas educativas para promover a mudança de mentalidade sobre a gestão de resíduos e essa abordagem é fundamental para engajar diferentes sectores da sociedade, desde o público em geral até empresas privadas.
É preciso que cada entidade, incluindo empresas privadas, implemente sistemas internos de sustentabilidade e eduque seus colaboradores. Se cada um fizer a sua parte, o impacto será significativo para o país”, destacou.
Apesar dos avanços, continuou, a NARISREC enfrenta desafios relacionados ao suporte estatal e ao acesso a investimentos sob a necessidade de regulamentação específica para resíduos electrónicos e de maior apoio do governo às iniciativas privadas voltadas à reciclagem.

Como testar a IA DeepSeek no seu computador e smartphone

A DeepSeek tem vindo a ganhar destaque nos últimos dias, com a chegada do seu modelo de IA que promete revolucionar o mercado da IA. A empresa chinesa apresentou recentemente o seu modelo R1, que promete ultrapassar as capacidades do o1 da OpenAI – certamente uma promessa de peso.

Além disso, este modelo é inteiramente aberto, portanto, qualquer um o pode usar livremente nos seus projetos, e também possui custos consideravelmente inferiores face aos modelos rivais da OpenAI.

Mas como é que o pode testar? Bem, a plataforma encontra-se disponível gratuitamente, no mesmo formato que o ChatGPT. A mesma pode ser usada via a web, ou por aplicações móveis – e via API, para quem pretenda desenvolver as suas próprias aplicações.

Para testar via a web basta aceder ao site da DeepSeek, em https://chat.deepseek.com/

Depois de se aceder, será necessário registar uma conta – ou fazer o login via a conta da Google – tal como o ChatGPT. A interface é também ela parecida com a oferta da OpenAI, onde se encontra a lista de chats realizados com a mesma, e que podem ser acedidos no futuro.

deepseek

A interface encontra-se em inglês, mas os utilizadores podem escrever diretamente na plataforma em Português, que o sistema reconhece o mesmo e responde de igual forma.

Para quem pretenda a aplicação para dispositivos móveis, esta encontra-se disponível atualmente para iOS e Android, tendo uma forte integração com ambos os sistemas.

A proposta da DeepSeek é certamente interessante, e uma boa forma de combinar com as ferramentas existentes de IA – para quem usa as mesmas no dia a dia.

Duas contas do WhatsApp no iPhone? Funcionalidade a caminho

O site WABetaInfo está a avançar com a notícia de que o WhatsApp começou a testar no iPhone a possibilidade de usar duas contas em simultâneo no mesmo dispositivo.

A publicação refere que a opção se encontra a ser testada na mais recente versão beta do WhatsApp para os telemóveis da Apple, o que indica que o lançamento pode estar mais próximo do que julga.

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Como recorda o site GSMArena, esta opção foi lançada para telemóveis Android em outubro de 2023 – chegando portanto com algum atraso aos iPhones.

Publicidades chegam a rede social Threads

O responsável pelo Instagram, Adam Mosseri, anunciou que a Meta começou a exibir anúncios publicitários na Threads.

Mosseri referiu que esta exibição ainda é um “pequeno teste”, explicando que os anúncios surgirão sob forma de publicações com imagens nos ‘feeds’ entre os ‘posts’ partilhados pelos utilizadores. Sabe-se também que o teste está a ser feito com uma “pequena percentagem de pessoas” nos EUA e Japão.

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“Sabemos que haverá muito ‘feedback’ sobre como devemos abordar os anúncios e queremos garantir que se pareçam com publicações da Threads que considerem relevantes e interessantes”, escreveu Mosseri.

Inclusão digital no ensino é chave para reduzir desigualdades, defende MINTTICS

A inclusão digital no ensino angolano vai permitir promover o desenvolvimento social, reduzir as desigualdades e modernizar o processo educativo em todo o país, na opinião do director nacional de Telecomunicações e Tecnologias de Informação do MINTTICS, Matias Borges.

O dirigente que falava durante o Dia Internacional da Educação, sob o lema “Educar para Inovar, Conectar para Transformar”, frisou que o acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) é fundamental para transformação e criação de oportunidades para o desenvolvimento social e económico do país.

As TICs não só facilitam o acesso remoto à educação, como também permitem a disseminação de conteúdos, melhoram a comunicação entre professores e alunos e capacitam os estudantes com habilidades indispensáveis para a era digital”, destacou.

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Em sua abordagem, Matias Borges considerou a integração das tecnologias no sistema de ensino um passo importante para ampliar o alcance da educação em Angola, utilização de tecnologias que permitem levar o ensino a locais distantes, garantir a continuidade dos estudos em situações adversas e modernizar as metodologias de transmissão de conhecimentos.

Além disso, reforçou a importância da capacitação dos professores e da sensibilização de estudantes e famílias sobre o uso responsável das ferramentas digitais como parte do processo de inclusão tecnológica.
Matias Borges reiterou o compromisso do Governo angolano em continuar a investir em tecnologias que promovam a inclusão e a inovação na educação, para que o acesso às TICs seja uma realidade cada vez mais abrangente em Angola.