Dia Internacional da Proteção de Dados: acha que os seus dados estão seguros?

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Na última sexta-feira (28/01) foi comemorado o Dia Internacional da Proteção de Dados, data anual que governos e entidades privadas de todo o mundo aproveitam para divulgar informações e fomentar iniciativas visando a proteção das informações pessoais dos cidadãos. Isso vale tanto para medidas de bom uso quanto para os perigos disponíveis na internet, com golpes e fraudes aguardando apenas um descuido para serem realizadas.

Vale ressaltar que essa data comemorativa foi instituída pelo Conselho da Europa em abril de 2006, e nesses 16 anos tivemos um avanço significativo em questões como Segurança da Informação e Proteção de Dados Pessoais em todo o mundo, que resultou em leis e regulamentações mais aderentes a realidade desta “era da informação” a qual estamos a vivenciar.

Como uma das primeiras regras internacionais de proteção de dados, a chamada Convenção 108 chegou a ser assinada até mesmo por países de fora da Europa como Argentina, México, Tunísia e Senegal, entre outros. E ao longo dos anos, o tratado ganhou actualizações que o preparavam aos novos tempos, como termos ligados ao uso de inteligência artificial e monitoramento electrónico de circulação.

Embora mais evidente ou factual a nível do sector privado, a cultura de protecção de dados pessoais e empresariais no formato digital já é uma realidade em Angola. E Agência de Protecção de Dados (APD), que em dois anos recebeu cem (100) pedidos e várias reclamações de invasões, tem estado a trabalhar na proteção de dados tanto das empresas como de pessoas singulares.

APD em Angola, dedica-se a controlar e regular a recolha, o acesso, a partilha, manipulação e conservação dos dados pessoais, atento às consequências subjacentes ao seu processamento indevido, que vão desde o roubo de identidade, danos financeiros, danos reputacionais, estigmatização e discriminação dos titulares dos dados.

Em um mundo de ameaças digitais cada vez mais complexas, legislações abrangentes e diferentes mecanismos de troca de informações, manter as informações seguras pode parecer algo complicado. Mas não é bem assim, com algumas práticas simples ajudam a manter essa defesa e, principalmente, evitam problemas para os cidadãos.

MAIS: Maria Bragança do Rosário Sambo: Devemos criar mecanismos de protecção de dados e gestão de riscos

Seguem algumas dicas que muito ajudam na proteção de dados:

  •  Limete a divulgação ou fornecimento de dados pessoais na internet, inclusive nas redes sociais, ou para empresas, aos casos estritamente necessários;
  • Use senhas fortes, que contenham a combinação de caracteres especiais, letras maiúsculas, minúsculas e números, evite utilizar dados pessoais ou palavras comuns, bem como, se disponíveis, realizar a autenticação de duplo factor, principalmente em sistemas de armazenamento em nuvem e aplicativos de mensagens, a exemplo, do Instagram, WhatsApp, entre outros aplicativos;
  • Outro passo importante de proteção é a criação de backups dos dados armazenados, principalmente em nuvem (como o OneDrive), bem como activação da criptografia nos discos e mídias externas, como pendrives;
  • Sempre desconfie de links recebidos com promoções, brindes por meio de aplicativos de mensagens. Não clique em nenhum link de mensagem que ofereça serviços grátis, brindes e promoções recebidos por aplicativos de mensagens.

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