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Empresas de telecomunicações alegam não ter informação técnica do Angosat-2

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Empresas de telecomunicações alegam não ter informação técnica do Angosat-2

As principais empresas de telecomunicações a atuar no mercado angolano desconhecem a estratégia do Governo em relação ao Angosat-2, o que na sua opinião levanta incertezas e não acreditam que o impacto do satélite seja profundo para a grande maioria dos angolanos, visto que até agora não se conhece as prioridades do Governo, nem quais os serviços que serão disponibilizados para as respectivas empresas.

Falando na V Edição do Fórum Telecom, do Jornal Expansão, operadoras sublinharam que até agora ainda não foram contatados pelo Executivo Angolano para falarem sobre o satélite, ressaltando que a falta de informações técnicas do Angosat-2 e os objetivos prioritários do Estado, obrigam as empresas a apostar na fibra óptica para levar as comunicações móveis a todo o território angolano.

Nas suas intervenções no evento que contou uma mesa redonda, juntando empresários e empresas do sector das telecomunicações, os gestores privados foram uníssonos em alegar que desconhecem a estratégia do Governo em relação ao satélite e que urge a necessidade da entidade gestora do Angosat-2 criar canais de comunicação com os operadores.

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Acrescentaram que não lhe foram apresentados os dossiers técnicos para perceberem de que forma este pode impactar a sua atividade, e do tempo que necessitam para se adaptar a esta nova realidade.

Concordam que o espaço de satélite que hoje compram no exterior em moeda estrangeira se for trocado pela compra em kwanzas, será um benefício. Mas sobre preços e condições de fornecimento, por agora desconhecem qual é a estratégia para o satélite angolano.

Ao longo das intervenções, que foram para lá de uma hora, com a participação da plateia, os cinco convidados chamaram a atenção para que não se elevem as expetativas com o lançamento do satélite angolano e insistiram na partilha de dados sobre as capacidades do ANGOSAT II para adaptar os vários negócios que desenvolvem no País, um posicionamento transversal de todos os operadores.

Uma coisa é certa, apesar de terem alternativas e muitas delas viáveis, não desvalorizam o projeto ANGOSAT II, mas acreditam que não deve haver entusiasmos, porque há serviços que a rede de cabo de telecomunicações faz e que um satélite não consegue. Todos estão de acordo em ser um meio para se atingir as zonas sem cobertura de sinal de comunicações móveis.

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