INACOM tem estado a travar a subida de preço da TV por assinatura

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O número de casas ou domicílios com acesso à Tv por satélite em Angola em 2022 atingiu 6% de cobertura nacional, de acordo com os números revelados pelo Instituto Angolano das Comunicações (INACOM). Segundo os números do INACOM, as assinaturas de Tv por satélite no exercício económico de 2022 atingiu um total de 2,03 milhões de assinaturas nas modalidades de cabo e satélite, o que representa um aumento de 8% em relação a dezembro de 2021.

Além de subir o número de assinaturas no mercado, devido à forte desvalorização do kwanza face ao dólar as Operadoras de TV por assinatura querem aumentar preços. Segundo o Jornal Expansão, a DSTV e a TV Cabo referem que os custos não param de subir e que, por isso, estão obrigadas a aumentar preços aos seus clientes, mas que, até agora, essa vontade tem sido travada pelo Instituto Angolano das Comunicações (INACOM). A forte desvalorização cambial afeta as estruturas de custos das operadoras.

Os operadores de Tv por cabo pretendem aumentar os preços dos seus serviços para cobrir as estruturas de custos, penalizadas pela forte desvalorização cambial iniciada em maio deste ano, as operadoras telefónicas descartam, pelo menos para já, esses aumentos que têm de ser aceites pelo INACOM.

A DSTV e a Tv Cabo referem que os custos não param de subir e que, por isso, estão obrigadas a aumentar preços aos seus clientes, mas que, até agora, essa vontade tem sido travada pelo Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), regulador do sector, visto que os preços dos serviços de “comunicações eletrónicas são fixos pelos titulares de departamentos ministeriais que superintendem as comunicações eletrónicas e as finanças”, de acordo com Regulamento Geral das Comunicações Eletrónicas, decreto presidencial nº 108/16 de 25 de Maio.

O Jornal expansão detetou um questionário as referidas operadoras SOBRE A SUBIDA DE preços, onde cada uma delas respondeu:

DSTV: “Estamos a aguardar uma autorização do Governo, sem colocar pressão, mas cientes de que se esta situação se mantiver de forma prolongada iremos ter de tomar decisões mais difíceis para salvaguardar a sustentabilidade do nosso negócio”, avançou ao Expansão Estefânia Sousa, diretora de assuntos corporativos da Multichoice Angola, “dona” da DSTV.

TV CABO: Para a atividade dos operadores de televisão por satélite e a cabo, todos os equipamentos instalados nas residências dos clientes são comprados lá fora, o que faz com que cada vez que o Kwanza desvalorize acaba por agravar os custos da estrutura. “Falámos com o regulador e explicámos tudo, mas o INACOM justifica que serviços de comunicações eletrónicas são considerados sensíveis e a conjuntura económica não é agradável”, lamenta Francisco Ferreira, diretor geral da Tv Cabo.

É importante ainda salientar que, esta solicitação de alteração dos preços ao INACOM não é de hoje, pois os operadores estão a fazer pressão permanente, até porque o mercado cambial angolano é muito volátil, com crises cíclicas. Ainda assim a tarifa tem-se mantido inalterada, uma vez que os preços não são atualizados desde 2019.

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