Moçambique. Legislação cria barreiras na migração à tecnologia de computação em nuvem

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O avanço das tecnologias vem permitindo facilidades no desenvolvimento de negócios, onde para a tecnologia Cloud Computer, que permite a conservação e gestão de dados na internet, onde infelizmente a legislação moçambicana iníbe que o sector empresarial avance para esta tecnologia.

Segundo Rufino Taula, membro de Direcção da empresa Dataserv, falando na última edição da MozTech, realizado em Maio último, na Arena 3D, em Katembe, Cidade de Maputo, disse que o sector bancário do país é impedido por lei de ter seus dados baseados fora do país, mesmo que os provedores da tecnologia sejam do exterior. Com esse entrave, informa que este sector fica muito limitado, não só de aderir a esta tecnologia, bem como de beneficiar das várias vantagens daí advindas.

A base legal, para ambientes de produção, os dados do cliente não podem estar fora de Moçambique. Então, numa situação dessas, como é que vai ser o processo de migração para cloud“, frisou.

Contudo, para provedores locais, como é o caso da Dataserv, isso pode ser considerado como uma vantagem, visto que os usuários recorrem a tais locais para ter o serviço.

Ainda nessa senda, também discursando no principal evento de tecnologia de Moçambique, Jorge Epifânio, Director da Área de Desenvolvimento de Negócios da Real Life Tecnologies-Portugal, destacou o facto de haver possibilidade de abrir e gerir um negócio num país sem precisar de lá estar, nem de construir infra-estruturas.

O especialista disse que o continente africano está relativamente atrasado na implementação desta tecnologia, referindo que “o crescimento é bem rápido!”.

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Um outro factor que foi levado em questão foi a segurança, onde os prelectores foram claros e directos em dizer que não existe segurança a 100%.

Relativamente a questão de soberania, todos os Cloud privados já têm uma solução, que trazem a plataforma ao país, significando que usas a plataforma, mas os dados estão no país“, admitiu Jorge Epifânio.

O Director explicou ainda que é preciso garantir maior largura da banda, afirmando que também existem certificações, que são um meio de conhecer o nível de segurança dos dados conservados na nuvem. O painelista acrescentou também que é necessário apostar-se na encriptação, e visto que Moçambique tem limitações de internet, defende que haja sempre uma conservação alternativa dos dados para evitar que a falta da internet não impeça o seu acesso.

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