Registados mais de dois mil crimes informáticos em 2022

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Mais de dois mil crimes informáticos foram registados em todo o país, de janeiro a novembro do ano em curso, com maior realce para as províncias de Cabinda, Luanda, Huíla, Benguela e Bié.

Esses dados foram revelados pelo diretor Nacional de Combate aos Crimes Informáticos dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), Edgar Cuico, falando no evento de lançamento do projeto da empresa Interbancária de Serviços (EMIS), denominado  “Cidadão Digital”, apontando como crimes mais frequentes os de burla informática e nas comunicações, acesso ilegítimo ao sistema de informação, seguidos dos de difamação, injúria e calúnia, todas praticadas com o recurso às TICS.

No seu discurso, o responsável aconselhou a sociedade civil angolana a se prevenirem, principalmente  em épocas festivas, onde as promoções tornam-se um dos recursos dos malfeitores para o cidadão, menos atento que é atraído pelos preços e ofertas de produtos praticados.

O mesmo salientou que realizam um conjunto de atos processuais com vista a determinar e responsabilizar os seus autores com base na recolha de provas e detenções.

MAIS: Registadas mais de 60 burlas pelo “Multicaixa Express” nos últimos dois anos

Já Pedro Caniço,  administrador executivo da EMIS, informou que de janeiro a dezembro de 2022 foram registados quatro mil e  quinhentos e 87 fraudes,  um aumento em relação às duas mil duzentos e noventa e quatro do ano passado.

Destaque para os roubos e furtos por descuidos dos cartões por pessoas próximas e burlas aos multicaixas Express com uma estatística de cento e Setenta casos  menos quatrocentos e vinte quatro de 2021.

De informar que o projeto “Cidadão Digital” é uma promoção da EMIS  e visa  melhorar o uso das plataformas digitais, face o registo de fraudes em Angola, assim como promover a utilização segura dos canais digitais e a segurança financeira, dando a conhecer as melhores práticas de utilização e formas de evitar ameaças financeiras  confrotadas pelos cidadãos nas plataformas.

Para tal, contam com formadores para o trabalho de formação e sensibilização gratuita nas escolas de base, universidades, além de outros sectores públicos e privados da sociedade com panfletos e um filme ilustrativo.

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