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Segunda-feira, Junho 22, 2026
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Angola atravessa a maior revolução digital do seu sector bancário

A banca angolana continua a atravessar um processo profundo de transformação, marcado pelo crescimento dos meios de pagamento digitais, pelo reforço gradual da concessão de crédito e pela evolução dos modelos de distribuição bancária, segundo o estudo apresentado quinta-feira (18) pela Deloitte Angola.

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O estudo, apresentado pelo presidente da Deloitte Angola, José Barata, enquadrou-se na 20ª edição “Banca em Análise” referente ao ano de 2025 e presente data.

De acordo com a pesquisa, em 2025, o número total de transacções efectuadas através dos diversos canais electrónicos cresceu cerca de 50%, confirmando a crescente adesão dos angolanos aos serviços financeiros digitais.

Nesse quesito, o Multicaixa Express manteve-se como um dos principais motores dessa transformação, enquanto o sistema KWIK registou um crescimento exponencial, reflectindo a rápida adopção das transferências instantâneas.

Salienta que o crédito concedido a clientes cresceu mais de 20% em 2025, acompanhado por um aumento do rácio de transformação para cerca de 36%, evidenciando uma maior propensão para o financiamento da economia.

Em paralelo, os depósitos registaram um crescimento de cerca de 9%, sinalizando uma maior capacidade de captação de recursos por parte do sector bancário.

Para José Barata, apesar desta evolução positiva, Angola continua a apresentar um peso do total de activos do sector bancário no PIB inferior aos observados em mercados comparáveis, o que demonstra o potencial de crescimento ainda existente no sector.

Os dados apontam ainda que o número de balcões continua a diminuir, enquanto os agentes bancários e de pagamento registam um crescimento expressivo, contribuindo para uma maior proximidade dos serviços financeiros junto das populações.

Essa redução deve-se ao investimento em novas tecnologias que permitam que a operação fique mais sustentável e substitua a presença física.

Para a edição de 2026 destaca igualmente os desafios associados à necessidade do aumento da inclusão financeira com a taxa de bancarização e da maior formalização da economia para servir de alavanca para a maior diversificação da economia.

No entender do presidente da Deloitte Angola, os resultados da 2ª edição demonstram que a banca angolana está a entrar numa nova fase da sua evolução.

Acrescentou que o sector revela maior capacidade de adaptação, uma crescente aposta na digitalização e um papel cada vez mais relevante na promoção da inclusão financeira e no apoio ao desenvolvimento da economia nacional.

Disse que apesar dos desafios que subsistem, os indicadores analisados permitem olhar para o futuro com confiança e identificar oportunidades concretas de crescimento e transformação.

O evento contou com a presença do secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, ex-ministro da economia e do Mar da República Portuguesa, António Costa e Silva, vice-governador do Banco Nacional de Angola, Domingos Pedro e representantes das principais instituições financeiras do país, reguladores, investidores e especialistas do sector.

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