Angola precisará de mais atenção no sector de segurança cibernética em 2017

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O cibercrime é um grande negócio. Nos últimos anos, os cibercriminosos têm investido grande parte dos seus ganhos no desenvolvimento de recursos mais sofisticados, com o uso de tecnologias mais avançadas. Embora a inovação seja contínua no sector de segurança cibernética, grande parte do esforço continua a ser reactivo.

A internet e as infraestruturas na qual operam diversos serviços de tecnologias de informação e comunicação, oferecem um fluxo quase infinito de informação e formas de comunicação gratuitas. Apesar de tudo funcionar de maneira estável para a grande maioria dos usuários, todo esse ambiente online pode estar sob constante ameaça de indisponibilidade, se as medidas de seguranças não forem devidamente aplicadas.

A Dimension Data, empresa fornecedora global de soluções e serviços de TIC, prevê que a segurança cibernética irá se tornar mais preditiva, em vez de reactiva em 2017. Motivo pelo qual as empresas que operam em Angola nas mais diversas áreas e que fazem o uso de tecnologia da informação, deverão ter mais atenção no sector de segurança cibernética no ano que está prestes a começar.

O crescente ataque virtual conhecido como DDoS, um dos ataques de hacker que não requer qualquer tipo de invasão muito sofisticada, nem a instalação de um software malicioso em um servidor ou a intervenção de um internauta leigo em tecnologia da informação, deverá merecer também bastante atenção por parte das empresas instaladas em Angola-DDoS (negação de serviço), é um ataque que causa uma sobrecarga em servidores responsáveis por um ou mais sites e utilizam aparelhos conectados à internet.

Alguns especialistas em segurança cibernética afirmam mesmo que a frequência e a intensidade dos ataques DDoS pelo mundo vai aumentar. Diversos dispositivos de Internet das Coisas, os servidores e os routers que processam os dados que circulam na web estão sempre ligados. Por isso, a disponibilidade para ataques é grande e esses aparelhos têm normalmente conexões de internet banda larga.

Por sua vez, a Dimension Data adiantou que a Internet das Coisas (IoT) vai cumprir a promessa de big data. Os projectos de big data passam, cada vez mais, por várias actualizações durante um único ano e a IoT é, em grande parte, a razão disso. Tudo porque a IoT possibilita a análise de padrões específicos que geram resultados de negócios específicos e, cada vez mais, isso deve ser feito em tempo real.

Com isso, é um desafio começarmos já a implementar vários padrões de segurança, nos dispositivos, nas infraestruturas e até mesmo na rede em si. O descuido com a segurança cibernética de uma determinada empresa, põe em risco a disponibilidade de informações e de serviços na internet.

Portanto, além de apostar na segurança dos dispositivos, medidas podem ser tomadas nas redes, especialmente no caso de empresas, como a criação de áreas com técnicos de TI dedicados à segurança.