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Domingo, Maio 31, 2026
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Angola vai ter agência de segurança cibernética para prevenir ataques

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Angola vai contar com a criação de uma agência de segurança cibernética e respetivo observatório para coordenar as iniciativas de segurança em todo o território nacional, segundo o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

O dirigente que falava no 1.º Fórum Expo sobre Cibersegurança, disse que esta estratégia deverá incluir também ações para aumentar a consciencialização e educação da população sobre a importância da cibersegurança.

Segundo Manuel Nunes Júnior, no âmbito desta matéria deve ser considerada também a possibilidade de criação de uma agência de segurança cibernética e respetivo observatório para coordenar as iniciativas de segurança em todo o país.

O governante salientou que a referida agência terá como tarefa monitorizar e dar resposta às ameaças cibernéticas em tempo real, bem como para garantir o fornecimento e tratamento de dados, com vista à criação de políticas públicas cada vez mais consistentes e realistas.

A legislação a ser preparada no âmbito da cibersegurança deve incluir penalidades severas para os crimes cibernéticos a fim de dissuadir os agressores e malfeitores“, referiu.

MAIS: Um terço das empresas angolanas sofreu ciberataques em 2022

Manuel Nunes Júnior recomendou que as empresas e organizações governamentais invistam em formação e segurança cibernética dos seus colaboradores para garantir que eles estejam cientes dos riscos e saibam como contribuir para a proteção dos dados da empresa.

Com vista a aumentar a quantidade e qualidade dos quadros que trabalham neste domínio será lançada uma Academia de Cibersegurança para a preparação do mercado com quadros técnicos sobretudo jovens recém-licenciados nesta área do saber.

Durante o evento foi assinado um memorando de entendimento entre a empresa Itgest e o Instituto de Fomento da Sociedade de Informação que vão criar a referida academia.

A cibersegurança não deve ser vista como uma questão que possa ser resolvida apenas pelo executivo, é uma responsabilidade de todos como cidadãos e usuários do mundo cibernético e somente em conjunto se poderá encontrar as melhores soluções para fomentar uma cultura de cibersegurança nas instituições e nas empresas, adotando as melhores práticas investindo nas questões relativas à segurança digital a física entre outras ações“, frisou.

O fórum conta com um painel de debates, em que são oradores vários ministros das pastas das Finanças, Energia e Águas e das Telecomunicações, do governador do Banco Nacional de Angola, seguindo-se vários especialistas da área, nomeadamente em legislação de cibercrime e cibersegurança.

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