O sector público angolano está a avançar na transformação digital para prestar serviços de forma mais eficiente e criar novas formas de ligação com os cidadãos. No entanto, à medida que os sistemas governamentais migram para o online, os cibercriminosos acompanham de perto cada passo.
Seguem-se algumas dicas que demonstram porque a segurança cibernética deve ocupar um lugar central no sector público angolano.
1. Ameaças cibernéticas em crescimento
- Desde ataques de ransomware e esquemas de phishing até invasões sofisticadas patrocinadas por governos, a escala e a complexidade dos incidentes continuam a aumentar. O relatório da Unidade 42 da Palo Alto Networks identificou mais de 500 ataques a nível global em 2024, tendo governos e instituições públicas entre os principais alvos.
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2. Sistemas legados criam alvos fáceis
- Muitos organismos governamentais ainda dependem de tecnologias ultrapassadas. Estes sistemas antigos são difíceis de actualizar, carecem de mecanismos de segurança modernos e representam uma porta de entrada vulnerável para atacantes. O resultado é um risco acrescido de interrupção de serviços e de exposição de dados sensíveis.
3. A escassez de competências e de orçamento limita a resposta
- Mesmo quando as ameaças são detectadas, muitos departamentos do sector público não dispõem de profissionais qualificados nem de recursos suficientes para lhes dar resposta eficaz. A falta de especialistas em segurança cibernética, aliada a restrições orçamentais, compromete o investimento em defesas proactivas, na resposta a incidentes e em estratégias de recuperação.
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4. A confiança pública está em risco
- No essencial, a segurança cibernética no sector governamental deve ter como objectivo proteger as pessoas. Quando os cidadãos deixam de confiar na capacidade das instituições para salvaguardar dados sensíveis e garantir serviços fiáveis, a própria base da confiança na administração pública fica fragilizada.
A implementação de uma metodologia de resiliência é indispensável.
A resiliência cibernética é mais do que uma defesa. Consiste em antecipar ataques, reduzir os danos e recuperar rapidamente, assegurar que os serviços continuem a funcionar sem interrupções significativas.
- Fortalecer a resposta a incidentes e o planeamento de recuperação de desastres.
- Garantir que sistemas robustos de backup e recuperação de dados estejam em vigor.
- Actualizar ou substituir regularmente sistemas legados vulneráveis.
- Capacitação humana: formação de pessoal, contratação de especialistas em cibersegurança.
- Colaboração entre departamentos e com parceiros externos de cibersegurança.
Estas não são apenas boas práticas, são elementos essenciais para serviços públicos confiáveis e seguros nos quais as pessoas podem confiar.






As instituições financeiras em Angola registam, em média, 4.409 ataques e ameaças cibernéticas diariamente, revelou Hélder João, director de Segurança da Informação (CISO) do Banco Yetu, durante o 8º Fórum Telecom, organizado pelo Jornal Expansão.

Ao falar à margem do 1º Fórum Tecnológico Industrial de
Segundo o IEEE, a forma como os programadores trabalham está a mudar drasticamente. Em vez de recorrerem a fóruns públicos como o Stack Exchange ou a pesquisas no Google para resolver problemas, estão cada vez mais a ter conversas privadas com Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) como o Claude e o ChatGPT. Esta nova tendência, apelidada de “vibe coding”, está a ter um impacto direto nas métricas de popularidade, que se baseiam em sinais públicos.
Segundo um relatório do Google Threat Intelligence Group (GTIG), esta campanha de ciberespionagem visa o roubo de dados sensíveis a longo prazo. Os alvos incluem também fornecedores de software como serviço (SaaS) e empresas de outsourcing de processos de negócio (BPOs), o que representa um risco acrescido para toda a cadeia de abastecimento digital. Os investigadores atribuem estes ataques ao grupo UNC5221, já conhecido por explorar vulnerabilidades de dia-zero em sistemas Ivanti.
A Britain National Crime Agency (NCA) anunciou esta quarta-feira que procedeu à detenção de um homem suspeito de ter ligações ao ciberataque que afectou 