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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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WhatsApp passa a permitir tradução de mensagens no iOS e Android

O WhatsApp anunciou, nesta terça-feira(23), a introdução de uma nova funcionalidade que permite aos utilizadores traduzirem mensagens para o idioma da sua preferência, tanto em dispositivos iOS como Android.

Com a novidade, sempre que uma mensagem for recebida num idioma diferente, o utilizador poderá manter a pressão sobre o texto e seleccionar a opção “Traduzir”. Em seguida, terá a possibilidade de escolher o idioma desejado e descarregá-lo para traduções futuras.

A ferramenta está disponível em conversas individuais, grupos e também em actualizações de canais. No caso do Android, os utilizadores poderão activar a tradução automática para um tópico específico de conversa, garantindo que todas as mensagens recebidas nessa discussão sejam traduzidas de imediato.

Segundo a Meta, empresa proprietária do WhatsApp, todo o processo de tradução ocorre directamente no dispositivo do utilizador, assegurando que as mensagens permaneçam encriptadas e fora do alcance da própria plataforma.

A funcionalidade chega alguns meses depois de a Apple ter lançado a tradução em tempo real no seu aplicativo Mensagens.

Para já, os utilizadores de Android podem traduzir mensagens em seis idiomas: inglês, espanhol, hindi, português, russo e árabe. Já no iPhone, a lista é mais ampla, incluindo árabe, holandês, inglês, francês, alemão, hindi, indonésio, italiano, japonês, coreano, mandarim, polaco, português, russo, espanhol, tailandês, turco, ucraniano e vietnamita.

Ainda não há informações sobre quando a opção de tradução estará disponível na versão web do WhatsApp ou nas aplicações para Windows e Mac.

TAAG apresenta chatbot para atendimento ao cliente via WhatsApp

Durante o evento “Innovision by Ucall”, realizado ontem, 23 de Setembro no Hotel Centro de Convenções de Talatona (HCTA), em Luanda, a TAAG – Linhas Aéreas de Angola anunciou o lançamento do “TAAG BOT”, uma ferramenta digital de atendimento ao cliente integrada no WhatsApp.

O chatbot permitirá aos utilizadores agendar viagens, emitir facturas e aceder a outros serviços sem a necessidade de contacto presencial ou chamadas telefónicas.

A iniciativa surge no contexto da crescente digitalização de serviços no setor da aviação, onde várias companhias aéreas têm apostado em soluções baseadas em inteligência artificial e automação para melhorar a experiência do cliente.

Vice-governadora do BNA defende digitalização da banca para inclusão financeira

As declarações foram feitas durante a cerimónia comemorativa do Dia da Banca Nacional, subordinada ao tema “Reflexão sobre 50 anos de história e os desafios do futuro”.

Perante os presentes, Maria Fontes Pereira sublinhou que o factor determinante não foi apenas a digitalização, mas sobretudo a capacidade do sector bancário de se reinventar. Destacou como pilares dessa transformação a inclusão financeira, a transparência e a acessibilidade.

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Referiu também que a expansão de produtos específicos, nomeadamente as contas simplificadas, desempenhou um papel crucial para permitir que mais vendedores ambulantes passassem a integrar o sistema financeiro formal. Segundo a vice-governadora, esta evolução tem reforçado a economia e melhorado as condições de vida de muitos cidadãos.

Acrescentou ainda que a transformação digital tem sido uma das principais impulsionadoras da evolução do setor, ao revolucionar processos e serviços bancários e torná-los mais rápidos, eficientes e acessíveis, especialmente para as populações de regiões remotas que antes enfrentavam dificuldades de acesso

União Europeia prepara-se para excluir Apple, Google e Meta do novo sistema de dados financeiros

Com o forte respaldo da Alemanha, esta medida representa um revés expressivo para as tentativas de influência das Big Tech em Bruxelas e assinala um avanço decidido rumo à denominada soberania digital europeia.

No cerne desta iniciativa encontra-se o novo Regulamento de Acesso a Dados Financeiros (FiDA), concebido para transformar profundamente o setor financeiro. O regulamento visa criar um ecossistema de finanças abertas, no qual os consumidores possam autorizar terceiros, como as fintechs, a aceder às suas informações junto de bancos e seguradoras. A meta é impulsionar a inovação e estimular o surgimento de produtos e serviços financeiros digitais, que vão desde ferramentas de aconselhamento financeiro até soluções de poupança personalizadas.

Embora o potencial inovador seja evidente, bancos e reguladores europeus manifestaram preocupação com a entrada de gigantes como a Google e a Apple neste novo mercado. O receio predominante, partilhado por várias instituições financeiras, é que estas empresas utilizem dados sensíveis dos consumidores europeus para consolidar ainda mais a sua posição dominante.

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Segundo um documento divulgado pelo Financial Times (FT), a Alemanha defendeu esta exclusão para incentivar o desenvolvimento de um ecossistema financeiro digital europeu, assegurar condições de concorrência justas e salvaguardar a soberania digital dos consumidores. Com as negociações do FiDA a aproximarem-se do fim, espera-se que o acordo seja alcançado em breve.

Por outro lado, os representantes das grandes tecnológicas defendem que esta exclusão acabará por penalizar os consumidores. Daniel Friedlaender, da Associação da Indústria de Computadores e Comunicações, considerou que a decisão da UE reduzirá a liberdade de escolha dos consumidores e favorecerá os operadores tradicionais, podendo assim limitar a concorrência no novo ecossistema.

Esta decisão surge num ambiente de tensão regulatória crescente entre a Europa e os Estados Unidos. O antigo presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a ameaçar com tarifas retaliatórias contra leis que, no seu entender, discriminavam as empresas tecnológicas americanas. Ao tomar esta posição, a União Europeia envia um sinal inequívoco de que pretende dar prioridade à sua autonomia estratégica, mesmo que isso implique afastar alguns dos maiores nomes da tecnologia mundial.

ONU celebra o primeiro Dia da Cooperação Digital com foco em África

Organizado pelo Gabinete das Nações Unidas para Tecnologias Digitais e Emergentes (ODET sigla em inglês), o evento representa uma oportunidade para colmatar divisões e capacitar a economia africana impulsionada pelos jovens.

Ocorre exactamente um ano após a adoção do Pacto Digital Global, um marco histórico para a construção de um futuro digital inclusivo e seguro.

O programa, com duração de um dia, contará com a participação de líderes globais do governo, empresas, academia e sociedade civil, com foco em temas como governança da IA, infra-estrutura pública digital e economias digitais inclusivas.

Amandeep Singh Gill, enviado do secretário-geral da ONU para a tecnologia, enfatizou que, para a África, onde a rápida digitalização está a remodelar as sociedades, o evento reconhece que o continente é fundamental para a agenda digital global.

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Painéis e mesas redondas explorarão economias digitais inclusivas, a localização da cooperação digital por meio de esforços liderados por cidades e países e o desenvolvimento de infra-estruturas públicas digitais como base para um futuro digital aberto, seguro e responsável, afirmou.

De forma central, a ODET salientou ainda que as sessões de alto nível também abordarão a privacidade e os direitos humanos na governança de dados, o papel da IA nas artes e na inovação e o uso de ferramentas digitais para promover o desenvolvimento sustentável e a ação climática.

Ao combinar reflexões sobre o progresso com iniciativas voltadas para o futuro, o Dia da Cooperação Digital 2025 oferece uma plataforma para que as partes interessadas examinem como as tecnologias digitais podem ser utilizadas de forma responsável para promover a inclusão, a equidade e a prosperidade compartilhada em todo o mundo, afirmou a ODET.

As nações africanas estão cada vez mais na liderança da política digital e da inovação do continente. Nigéria, Quénia, África do Sul e Ruanda estão entre os pioneiros, a investir em identidades digitais, tecnologia financeira e investigação em inteligência artificial.

Abisoye Coker-Odusote, da Nigéria, director-geral da Comissão Nacional de Gestão de Identidade foi orador ontem, destacou a crescente influência de África na definição das normas globais.

O Dr. Bitange Ndemo, embaixador do Quénia na Bélgica e especialista em políticas digitais, outro orador importante, já salientou no passado que os riscos são elevados para África.

De acordo com a União Internacional de Telecomunicações, mais de 300 milhões de africanos passaram a ter acesso à Internet nos últimos cinco anos, mas o continente ainda está atrasado em termos de acesso a preços acessíveis e infra-estrutura digital.

As iniciativas no âmbito do Pacto Digital Global, como a conectividade universal à Internet e o desenvolvimento de capacidades em IA, poderiam reduzir essas disparidades.

“Esta é uma oportunidade para colocar as prioridades de África, a acessibilidade, o empoderamento dos jovens e o crescimento inclusivo no centro da governação digital global”, afirmou Ndemo.

A ONU enfatiza que o Pacto visa traduzir princípios em ações. Com a sua população jovem e os seus prósperos centros tecnológicos, África está preparada não só para beneficiar, mas também para liderar a construção de um futuro digital aberto, seguro e inovador.

Os trabalhos serão transmitidos ao vivo a partir de Nova Iorque, e oferecem aos africanos um lugar na primeira fila de um diálogo global que poderá definir a próxima década de cooperação digital.

Adriano Caldevilla assume direção de tecnologia da Angola Cables

A Angola Cables, fornecedora de serviços digitais e soluções de telecomunicações, anunciou a nomeação de Adriano Caldevilla como seu novo Director de Tecnologia (CTO). Na sua nova função, Caldevilla irá liderar a estratégia global de tecnologia e interligação da empresa em toda a Angola Cables e na sua subsidiária, a TelCables.

Uma parte fundamental do seu mandato será fortalecer a presença do grupo no Brasil, expandir as oportunidades de negócios e a conectividade na região. As suas prioridades incluem a expansão da infra-estrutura de cabos submarinos, a optimização da rede existente e o desenvolvimento de parcerias estratégicas em mercados estabelecidos e emergentes.

Com mais de 20 anos de experiência internacional em redes, cabos submarinos, computação em nuvem e segurança digital, Caldevilla desempenhou um papel significativo em projectos de interconexão, trânsito e peering de IP e soluções avançadas de cibersegurança. Ele também contribuiu para o planeamento de sistemas de cabos submarinos intercontinentais e a expansão de redes globais de IP e MPLS. A sua carreira inclui cargos de liderança na Zoom Video Communications, Globenet/Oi, Akamai Technologies, Global Crossing (Level 3), Verizon e Orange.

“É uma honra juntar-me à Angola Cables neste momento crucial da evolução global. Como operador de rede reconhecido internacionalmente e com um crescimento significativo nos últimos anos, estou entusiasmado por ajudar a moldar o próximo capítulo, fornecer conteúdo, conectividade e soluções digitais a mais países e clientes em todo o mundo”.

–Adriano Caldevilla, Director de Tecnologia (CTO), Angola Cables

A nomeação destaca o compromisso contínuo da Angola Cables em fortalecer a sua presença global e melhorar a infraestrutura digital nos principais mercados.

65% da África Subsaariana ainda permanece offline

Segundo o último relatório da GSMA, em 2024 cerca de 65% da população da África Subsaariana, aproximadamente 790 milhões de pessoas, não utilizava a Internet móvel apesar de estar dentro da cobertura de banda larga. Em suma, milhões estão cobertos mas permanecem desconectados.

Esta única estatística conta uma história paradoxal: a cobertura cresceu, mas a utilização estagnou. A exclusão digital já não se refere principalmente ao acesso físico às redes. Trata-se do motivo pelo qual as pessoas, mesmo quando têm cobertura, permanecem desconectadas.

Isso levanta uma questão crítica: se a infra-estrutura está disponível, por que tantas pessoas ainda estão excluídas da economia digital? 

“Então, quando olhamos para a oportunidade actual de conectar milhões de pessoas na África Subsaariana que estão próximas a um sinal 3G ou 4G, mas nunca usaram a internet móvel, nos perguntamos: qual é o desafio? Qual é a principal barreira por trás disso? Por que elas não estão online? A questão não é mais sobre cobertura, mas porquê tantas pessoas permanecem offline.”

-Angela Wamola, Directora da GSMA para a África.

O que mudou entre 2023 e 2024: um panorama de dois anos

Em 2023, cerca de 27% da população da região utilizava a Internet móvel, aproximadamente 320 milhões de pessoas. A diferença de utilização era de 60%, enquanto a diferença de cobertura era de 13%. As mulheres ainda eram 32% menos propensas do que os homens a usar a Internet móvel, embora isso representasse uma ligeira melhoria em relação ao ano anterior. Quase dois terços dos assinantes usavam telemóveis 3G ou telemóveis básicos, dispositivos que limitavam o que eles podiam realmente fazer online.

Em 2024, as coisas mudaram, mas não inteiramente para melhor.

Em 2024, apesar da redução da diferença de cobertura para 10% devido à expansão das redes rurais, três em cada quatro pessoas na África Subsaariana continuaram sem acesso à Internet. A utilização caiu para 25%, enquanto a diferença de utilização subiu para 65%. O principal desafio deixou de ser a construção de infraestrutura e passou a ser a adopção significativa da conectividade.

“A diferença no uso é uma grande preocupação. É fundamental aumentar a consciencialização, oferecer educação e formação para que as pessoas compreendam verdadeiramente o valor e os benefícios de estarem conectadas. Sem essa compreensão, elas não irão abraçar ou utilizar plenamente a conectividade disponível”.

-Dr. Oscar Ondo, CEO, GITGE.

Além da cobertura: por que milhões permanecem offline?

A diferença de uso na África Subsaariana revela que a conectividade depende de factores além da infraestrutura. Barreiras económicas, falta de competências, baixa consciencialização e desconfiança dificultam o acesso. Em 2024, um telemóvel básico com Internet custava aos 20% mais pobres o equivalente a 87% do rendimento mensal. Embora o preço dos dados tenha melhorado, um pacote de 20 GB ainda representava, em média, 15% da renda mensal, tornando a Internet um luxo para muitas famílias com dificuldades financeiras.

“A acessibilidade é uma questão multifacetada. Não se trata apenas da incapacidade de pagar, mas também da percepção do valor do serviço em comparação com o seu custo.”

-Max Cuvellier Giacomelli, Diretor de Mobile for Development, GSMA

Na África Subsaariana, a exclusão digital rural mantém-se acentuada. Adultos em áreas rurais são quase 50% menos propensos a usar internet móvel do que os habitantes urbanos, devido a infraestruturas frágeis, oportunidades educativas limitadas e fraca motivação económica. As desigualdades de género persistem: as mulheres continuam 29% menos propensas a utilizar a internet móvel, resultado de rendimentos baixos, acesso desigual à educação e normas sociais restritivas.

Mesmo entre os conectados, seis em cada dez usam smartphones 3G ou feature phones, o que restringe o acesso a serviços avançados como e-learning, streaming ou banca móvel. Em algumas regiões, até 40% da população nunca ouviu falar de internet móvel. Baixa literacia digital, falta de competências e receios de golpes ou fraudes agravam a exclusão.

A expansão da cobertura não basta; os obstáculos sociais, económicos e culturais são agora o maior desafio para a inclusão digital.

“A ligação à Internet traz benefícios socioeconómicos enormes e inegáveis para os indivíduos e as sociedades. Serviços essenciais, como cuidados de saúde, educação, comércio eletrónico e serviços bancários, são agora mais frequentemente acedidos online e, para milhares de milhões de pessoas, isso significa principalmente através de dispositivos móveis”.

–Vivek Badrinath, Director-geral, GSMA

Eliminar a disparidade no uso da internet é crucial. Segundo a GSMA, isso poderia acrescentar 3,5 biliões de dólares ao PIB mundial entre 2023 e 2030, com mais de 90% dos benefícios a favor das regiões em desenvolvimento, incluindo uma fatia significativa para a África Subsaariana.

Os ganhos vão além da economia. A internet móvel apoia educação, saúde, inclusão financeira e resiliência em crises. Permite que agricultores acedam a previsões meteorológicas, estudantes aprendam online e empreendedores alcancem novos mercados. Com três quartos da população offline, a região arrisca perder não apenas crescimento económico, mas também o acesso aos sistemas que moldam a participação no mundo moderno.

“Um dispositivo a 30 dólares poderia tornar os telemóveis acessíveis a até 1,6 mil milhões de pessoas que atualmente não têm condições financeiras para se conectar à cobertura de internet móvel disponível. Para produzir isso, será necessário um esforço conjunto e colaborativo entre a indústria móvel, fabricantes de dispositivos, decisores políticos, instituições financeiras e outros, mas é uma responsabilidade que todos devemos assumir”

-Vivek Badrinath, Director Geral, GSMA

A prioridade deve evoluir da simples cobertura para a conectividade significativa, garantindo acessibilidade, alfabetização digital, segurança e relevância para um uso produtivo e seguro. Os governos precisam adotar políticas que reduzam impostos sobre dispositivos e dados, tornando a internet mais acessível. Subsídios dirigidos aos grupos mais vulneráveis podem acelerar a redução das desigualdades. Além disso, é essencial criar ambientes regulatórios que incentivem investimentos em redes tradicionais e tecnologias alternativas capazes de alcançar comunidades de difícil acesso.

“Os desafios que enfrentamos, desde colmatar a lacuna de utilização até melhorar as competências digitais e garantir a acessibilidade, são significativos, mas não são insuperáveis”.

-Max Cuvellier Giacomelli, Director de desenvolvimento mobile do GSMA

A África Subsaariana tem demonstrado capacidade para superar barreiras tecnológicas, como comprovou o sucesso do dinheiro móvel. O mesmo impulso deve ser aplicado ao desafio da conectividade. A infraestrutura representa apenas o primeiro passo; o futuro digital da região depende de milhões de pessoas passarem de cobertas a conectadas e de conectadas a incluídas de forma plena. Apesar dos números preocupantes do relatório da GSMA, existe uma oportunidade clara. É fundamental garantir que a conectividade deixe de ser apenas um ponto no mapa e se torne uma realidade concreta na vida das pessoas.

Casa Branca diz que acordo com TikTok prevê controle americano do algoritmo, dos dados e do conselho

As negociações em curso entre os Estados Unidos e o TikTok avançam rumo a um acordo que transferiria para entidades americanas o controle sobre o tratamento de dados, a administração do algoritmo e a composição do conselho que supervisiona a operação da app no país.

Fontes da Casa Branca afirmaram que, segundo o entendimento em negociação, os dados de utilizadores norte-americanos seriam armazenados nos EUA em uma plataforma de nuvem gerida pela Oracle. O algoritmo responsável pelas recomendações e ranking de conteúdos também seria reestruturado e operado dentro do território americano, fora do alcance direto da proprietária chinesa, ByteDance informou a Reuters.

Em entrevista à Fox News no sábado (20), a secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que o conselho do TikTok nos Estados Unidos teria sete membros, dos quais seis seriam representantes americanos. A Oracle, acrescentou Leavitt, desempenharia papel central na gestão da privacidade e na salvaguarda dos dados.

Segundo a Casa Branca, as conversas incluíram figuras como o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, em encontro realizado em Madrid. O acordo delineado funcionaria como um “acordo-quadro” que exigiria da ByteDance uma redução substancial de sua participação na operação norte-americana limitada a no máximo 20%.

O governo chinês, porém, ainda não deu aval ao plano. Em nota oficial, Pequim confirmou que o tema foi abordado durante a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, mas não fez menção a qualquer aprovação formal do acordo.

Angola avança com Inteligência Artificial para modernizar a Administração Pública

A Inteligência Artificial (IA) surge como uma das ferramentas mais promissoras para apoiar a modernização da Administração Pública em Angola. A aposta na IA em Angola integra-se na Estratégia Nacional de Transformação Digital (2023-2027), que prevê iniciativas voltadas para a digitalização da Administração Pública, o fortalecimento da cibersegurança e a capacitação de quadros nacionais em competências digitais avançadas.

Neste contexto, a convite da Huawei, uma delegação do Instituto de Modernização Administrativa (IMA), chefiada pelo Director Geral Eng. Meick Afonso, participou, de 18 a 19 de Setembro de 2025, no Huawei Connect 2025 e visitou centros tecnológicos na China para conhecer soluções de Inteligência Artificial (IA) aplicadas à Administração Pública.

A missão permitiu contacto com infraestruturas como o supercomputador Atlas 900 A3, plataformas de IA e casos práticos do Brasil e do Quénia, onde a tecnologia já simplifica processos, melhora o atendimento e dinamiza a economia digital.

Este trabalho soma-se ao Memorando de Entendimento assinado em Agosto de 2025 entre o IMA e o Gabinete de Inteligência Artificial junto do Primeiro-Ministro dos Emirados Árabes Unidos. O acordo prevê a troca de políticas e quadros legais, a cooperação no desenvolvimento de algoritmos para serviços públicos inteligentes, o lançamento de projectos de investigação conjunta, a formação de quadros angolanos em IA, e a participação em redes internacionais de conhecimento e eventos.

De acordo com o Government AI Readiness Index 2024, Angola ocupa a 163.ª posição entre 181 países, com melhores resultados em infra-estruturas digitais, mas ainda com grandes desafios em governança e ecossistema tecnológico.

Com base neste diagnóstico, o IMA está a preparar a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial para os Serviços Públicos, que terá como pilares a soberania tecnológica, a interoperabilidade dos sistemas estatais, a valorização dos dados públicos e o investimento em talento nacional. O objectivo é claro: modernizar a Administração Pública e aproximar o Estado dos cidadãos e das empresas.

Microsoft anuncia centro de dados de IA mais potente do mundo

O centro Fairwater, instalado em Mount Pleasant e que deve abrir no início de 2026, vai ter “centenas de milhar” de procesadores gráficos (GPU) da Nvidia para treinar modelos de IA, com uma potência dez vezes maior do que a dos melhores supercomputadores atuais, indicou em comunicado.

O administrador-delegado, Satya Nadella, explicou nas redes sociais que o centro tem um “sistema integrado” que vai facilitar a computação “à escala exponencial”, os seus GPU vão ser arrefecidos com um ciclo fechado de líquidos que “requer zero água” e que toda a energia que consumir vai ser igualada com fontes renováveis.

Já no bloque da Microsoft foi disponibilizado um texto do presidente da empresa, Brad Smith, em que este declarou: “E isso não é tudo. Comprometemo-nos hoje com mais quatro mil milhões de dólares a investir nos próximos três anos para construir o nosso segundo centro de datos de tamanho e escala similar”.

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Nadella acrescentou que a Microsoft está a construir outros centros “idênticos ao de Fairwater” nos EUA, que se vão somar a outros fora do país e às infraestruturas de IA já em funcionamento em uma centena de centros ativos em todo o mundo.

O centro Fairwater, em que a Microsoft já investiu 3,3 mil milhões de dólares, está no mesmo terreno em que Donald Trump prometeu em 2018 que a multinacional taiwanesa Foxconn ia construir uma fábrica avaliada em dez mil milhões de dólares, o que nunca aconteceu.

Smith, que discursou hoje sobre os planos da Microsoft em Mount Pleasant, localidade onde foi criada, disse que o segundo centro vai estar operativo em 2027.