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OpenAI suspende uso da imagem de Martin Luther King após criação de vídeos ofensivos

A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, suspendeu a geração de vídeos com a imagem de Martin Luther King Jr. na plataforma Sora. A decisão foi tomada depois de alguns utilizadores criarem conteúdos considerados ofensivos e racistas contra o ícone dos direitos civis nos Estados Unidos.

O Sora é uma ferramenta de inteligência artificial capaz de transformar comandos de texto em vídeos. A plataforma tornou-se mais popular depois do lançamento da aplicação para Android e iPhone, no final de Setembro.

Segundo o jornal The Washington Post, alguns dos vídeos criados incluíam simulações do activista a emitir sons de macaco durante o seu famoso discurso “I Have a Dream”, e cenas onde aparece a provocar adversários num ringue de luta livre.

A suspensão do uso da imagem de King foi feita a pedido da filha do activista, Berenice A. King, em representação do espólio do líder histórico. Em comunicado divulgado, a OpenAI afirmou o seguinte:

“Embora haja fortes interesses ligados à liberdade de expressão na representação de figuras históricas, a OpenAI acredita que as figuras públicas e as suas famílias devem, em última instância, ter controlo sobre a forma como a sua imagem é utilizada.”

No início de Outubro, Berenice A. King já tinha manifestado apoio à filha do actor Robin Williams, que apelou aos fãs para deixarem de partilhar vídeos criados com IA usando a imagem do pai. “Concordo em relação ao meu pai. Por favor, parem”, escreveu na altura.

Para além de Martin Luther King, a ferramenta Sora também já foi usada para gerar vídeos com figuras como a cantora Whitney Houston e o ex-presidente John F. Kennedy, bem como personagens protegidas por direitos de autor, como Pokémon e Bob Esponja.

Sérgio Lopes afirma que mercado digital angolano cresce, mas mantém assimetrias de acesso e custo

A New Cognito, em parceria com a IBM, realizou na noite de 16 de Outubro, em Luanda, a 1.ª edição do “Road to NCXP”, um cocktail executivo dedicado ao tema “A Segurança dos Dados no Sector Financeiro”. O evento reuniu decisores de várias instituições financeiras com o objectivo de promover debate estratégico, partilha de conhecimento e networking sobre os desafios tecnológicos do sector.

Durante a sessão, Sérgio Lopes, CEO da New Cognito, destacou que, em 2024, Angola registou 14,63 milhões de utilizadores de internet, correspondentes a uma taxa de penetração de 39,3%. Segundo o gestor, “o mercado digital está a crescer, mas ainda apresenta grandes assimetrias de acesso e custos”.

O responsável alertou para o desfasamento entre o ritmo da digitalização, incluindo pagamentos digitais, mobile money, cloud e Inteligência Artificial. E o nível de maturidade na segurança digital. Este cenário, defende, cria riscos sistémicos e custos económicos. “Fechar este gap deve ser visto como uma oportunidade estratégica”, afirmou.

Sérgio Lopes sublinhou que a cibersegurança deve ser tratada como prioridade de gestão e não como encargo. Explicou que, no sector financeiro, um ataque concretizado representa perdas médias superiores a 6,08 milhões de dólares, para além da paralisação de serviços e do impacto reputacional, que pode comprometer a continuidade da instituição.

O CEO da New Cognito identificou o Ransomware e o Business Email Compromise como as ameaças de maior crescimento no continente africano. Indicou ainda que, no primeiro trimestre de 2025, África foi a região com maior número de ataques por organização, com uma média semanal de 3.286 incidentes. Recordou o ataque cibernético mitigado pelo Banco Nacional de Angola, a 6 de Janeiro de 2024, como sinal de risco sistémico, mas também de oportunidade para reforçar a resiliência.

Segurança como base da confiança

O Presidente da Associação Angolana de Internet, Sílvio Almada, também interveio no encontro. Considerou que a segurança da informação é hoje um requisito central para a credibilidade do sector financeiro. Defendeu que a protecção de dados depende não só de tecnologia, mas também de políticas claras, capacitação técnica e responsabilidade digital.

IBM destaca riscos na nuvem e na IA

No painel dedicado às soluções da New Cognito e da IBM, Ibra Seye, Senior Sales Manager da IBM, abordou os riscos associados aos ambientes de nuvem híbrida e à adopção de Inteligência Artificial. Informou que 80% das violações de dados envolvem informações armazenadas em infra-estruturas de nuvem, o que exige controlos operacionais robustos e monitorização de identidades, humanas e não humanas.

Relativamente à IA, o representante da IBM referiu que a adopção da tecnologia está a avançar mais rapidamente do que a sua protecção. Segundo dados da própria empresa, 62% das organizações ainda não possuem controlos de acesso adequados nos sistemas de IA. Para Seye, a integração da segurança na estrutura de dados e operações é essencial para garantir confiança, privacidade e integridade.

Falha na AWS provoca apagão digital e deixa serviços instáveis em vários países

 

Uma falha nos serviços de computação em nuvem da Amazon Web Services (AWS) causou, nesta segunda-feira (20), interrupções e lentidão em diversos sites e aplicações a nível global. A infraestrutura da gigante tecnológica é utilizada por empresas como Sony, Natura, United Airlines, Booking, Perplexity e Fortnite.

A Amazon identificou o problema ainda durante a madrugada, e anunciou estar a investigar “o aumento nas taxas de erro e de latência em vários serviços da AWS”.

A AWS é a divisão de computação em nuvem da Amazon. Foi criada inicialmente para uso interno, mas hoje fornece soluções como hospedagem de sites, armazenamento de dados, bancos de dados, inteligência artificial e outros serviços digitais.

Entre os principais concorrentes estão:

• Microsoft Azure

• Google Cloud

• Oracle

• IBM

De acordo com a agência Reuters, mais de 500 empresas registaram perturbações ligadas à falha da AWS. Entre os serviços afectados estão:

• A própria Amazon

• A assistente virtual Alexa

• O Snapchat

• O Zoom

• O Duolingo

A AWS fornece computação sob demanda e armazenamento de dados para empresas, governos e utilizadores individuais. Sempre que ocorre uma falha nos seus servidores, aplicações e plataformas que dependem da sua infraestrutura ficam instáveis ou totalmente indisponíveis.

ISPTEC vence o Concurso Universitário Angolano de Programação 2025

A promissoras mentes académicas das Universidades em Angola estiveram reunidas no Complexo Polidesportivo do ISPTEC, nos dias 16 e 17 de Outubro, durante a 9.ª edição do Concurso Universitário Angolano de Programação (CUAP). A equipa “Bread Bread Cheese Cheese”, do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), conquistou o primeiro lugar da edição 2025, confirmando o domínio técnico e a crescente maturidade das equipas nacionais na área das ciências da computação.

Durante dois dias intensos, 45 equipas de 32 Instituições de Ensino Superior, representando 14 províncias, colocaram à prova as suas capacidades de raciocínio lógico, domínio de algoritmos e eficiência na resolução de problemas sob pressão. A competição, reconhecida por seguir o formato da prestigiada ICPC (International Collegiate Programming Contest), é considerada o maior desafio universitário de programação em Angola.

Sob a coordenação do Eng.º Valeriano Marcelino, Director do Concurso, o CUAP 2025 reforçou a missão de incentivar o pensamento crítico, o trabalho em equipa e o uso criativo da tecnologia para resolver problemas do mundo real. O evento é também uma plataforma estratégica para identificar os melhores talentos que representarão Angola em competições regionais e internacionais de programação.

O segundo lugar foi alcançado por um trio de equipas do Instituto Superior de Administração e Finanças (ISAF) — Sísifo, Atlas e Prometheus —, que demonstraram consistência e sólida formação técnica. Já o terceiro lugar foi conquistado pela equipa TATAKAE, do Instituto Superior de Tecnologias de Informação e Comunicação (INSTIC), que se destacou pela criatividade na abordagem dos desafios propostos.

Próxima fase

Para além do reconhecimento, as equipas vencedoras garantiram também a qualificação para a próxima fase, a Competição Regional Africana da ICPC, onde irão medir forças com as melhores equipas de universidades do continente. O objectivo agora é claro: alcançar uma das vagas para a fase mundial, que reúne as mentes mais brilhantes da programação universitária a nível global.

Equipa vencedora “Bread Bread Cheese Cheese”. (Créditos da foto: ISPTEC)

África: A transformação digital sob ameaça cibernética

A Microsoft publicou oficialmente a 6.ª edição do Microsoft Digital Defense Report, um relatório onde destaca as grandes tendências de cibersegurança entre julho de 2024 e junho de 2025.

A expansão das redes móveis e da Internet de banda larga levou milhões de africanos a entrar no mundo digital nos últimos anos. Essa conectividade crescente tem impulsionado a inovação, o comércio e os serviços financeiros digitais. Contudo, os mesmos factores abriram novas portas para ataques cibernéticos.

A Microsoft observa um aumento contínuo de ataques de phishing, ransomware e exploração de falhas em servidores e dispositivos não actualizados. Esses ataques visam frequentemente instituições governamentais, universidades, bancos e pequenas empresas.

Embora a África Subsariana represente uma pequena fração da actividade global de Estados-nação, a tendência é ascendente. O continente está a tornar-se mais visado à medida que as infraestruturas digitais se expandem e as economias nacionais se tornam mais dependentes de sistemas em linha.

Um dos maiores desafios para os governos e organizações africanas é a escassez de profissionais de cibersegurança e a falta de políticas unificadas de defesa digital. Muitos países ainda estão a desenvolver equipas nacionais de resposta a incidentes (CSIRT) e centros de partilha de informação.

Países mais visados na África Subsariana

  • A região representa cerca de 1 a 2 % da actividade global de ciberataques de Estados-nação, um aumento face aos anos anteriores.

  • África do Sul, Nigéria e Quénia são identificadas como os países mais visados, devido ao seu nível de digitalização, presença de serviços financeiros avançados e papel de hub tecnológico regional.

  • Etiópia e Gana também aparecem entre os países com incidentes monitorizados, especialmente relacionados com ameaças de espionagem e campanhas de phishing.

  • Angola e Moçambique registaram atividades pontuais associadas a ataques de reconhecimento e exploração de vulnerabilidades em redes governamentais e infraestruturas críticas.

Origem dos ataques e motivações

  • China, Rússia, Irão e Coreia do Norte estão entre os principais Estados-nação identificados como origem das operações dirigidas à África.

  • As motivações incluem espionagem tecnológica, acesso a dados governamentais e diplomáticos, e influência geopolítica através de campanhas de desinformação e ataque a infraestruturas estratégicas.

A China mostra interesse crescente em países africanos com projectos de infra-estrutura digital e telecomunicações, enquanto Rússia e Irão mantêm operações de influência política e recolha de informação.

Sectores mais atacados em África

  • Governo e administração pública
  • Educação e investigação científica
  • Tecnologia da informação (TI)
  • Energia e comunicações

A Microsoft recomenda integração precoce de segurança nos projectos de transformação digital, adoção de autenticação multifator (MFA) e formação contínua de pessoal técnico.

Apesar dos desafios, há sinais de progresso. Vários países africanos estão a adoptar estratégias nacionais de cibersegurança, e cresce o número de parcerias público-privadas focadas em infra-estruturas críticas e capacitação digital.

O relatório conclui que a resiliência digital africana dependerá da capacidade dos países em cooperar regionalmente, investir em tecnologias seguras e formar a próxima geração de especialistas em segurança cibernética.

WhatsApp vai limitar mensagens enviadas sem resposta para reduzir spam

O WhatsApp está a implementar novas restrições para reduzir o envio de mensagens não solicitadas (spam). A plataforma vai limitar a quantidade de mensagens que utilizadores individuais e empresas podem enviar para pessoas que não respondem.

Inicialmente criado para conversas entre contactos pessoais, o WhatsApp foi ganhando novas funcionalidades, como grupos, comunidades e contas comerciais. Com essas mudanças, o volume de mensagens aumentou significativamente, tornando difícil para muitos utilizadores acompanhar tudo o que recebem.

Com esta nova medida, todas as mensagens enviadas para pessoas que não respondem vão contar para um limite mensal, tanto para utilizadores comuns como para empresas. Por exemplo, se alguém conhecer uma pessoa numa conferência e lhe enviar três mensagens sem obter resposta, essas três mensagens contam para o limite.

O WhatsApp ainda não divulgou qual será exactamente o número máximo permitido, pois está a testar diferentes limites nesta fase experimental. No entanto, quando um utilizador ou empresa estiver perto de atingir o limite, o aplicativo vai exibir um alerta, através de um pop-up com a contagem das mensagens enviadas, para evitar que fiquem temporariamente impedidos de mandar novas mensagens.

Apple lança nova geração dos Vision Pro com IA e chip mais potente

A Apple apresentou, esta quarta-feira (15), a segunda geração dos óculos de realidade virtual Vision Pro.

De acordo com a empresa, o novo modelo vem equipado com recursos de inteligência artificial, maior autonomia de bateria e uma renderização de ecrã mais avançada.

O dispositivo passa agora a utilizar o processador M5, desenvolvido pela própria Apple. Segundo a marca, este chip garante um desempenho mais rápido, imagens mais nítidas e uma duração de bateria superior. Nos Estados Unidos, o novo Vision Pro chega ao mercado com o preço base de 3.499 dólares.

O sistema operativo é o visionOS 26, que integra as funcionalidades do Apple Intelligence – a plataforma de inteligência artificial da empresa.

“A integração dos widgets no espaço virtual do utilizador permite que reapareçam sempre que o Vision Pro é activado, facilitando tarefas como verificar a hora ou o clima, ouvir música ou podcasts, decorar o ambiente com fotos ou aceder ao ChatGPT”, explicou a Apple.

A empresa garante ainda que os óculos dão acesso a mais de um milhão de aplicações e a centenas de filmes em 3D que podem ser assistidos directamente no dispositivo.

Além dos Estados Unidos, a nova geração dos Vision Pro já está disponível na Austrália, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Japão, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.

Estado da Nação: João Lourenço destaca avanços da ciência e tecnologia em Angola (Parte 2)

Nesta segunda parte, apresentamos mais uma síntese dos pontos destacados por João Lourenço no seu discurso sobre o Estado da Nação. Ao longo da intervenção, o Chefe de Estado apresentou dados e medidas que reforçam a aposta na investigação científica, na formação tecnológica e na aplicação prática do conhecimento, pilares essenciais para a diversificação económica e para a soberania nacional.

Incentivo à investigação científica e inovação tecnológica

João Lourenço anunciou a continuidade do Prémio Nacional de Ciência e Inovação, uma iniciativa que visa reconhecer o mérito e estimular a criatividade dos investigadores e inovadores angolanos. O prémio, que vai este ano na sua segunda edição, representa um importante passo no incentivo à produção de conhecimento científico de utilidade pública e empresarial.

O Presidente informou ainda que está prestes a ser concluído o Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, acompanhado da reabilitação do Centro Nacional de Investigação Científica, que contará com seis laboratórios de referência. Segundo o Chefe de Estado, estas infraestruturas marcam uma nova fase no desenvolvimento científico e tecnológico do país, criando condições para que Angola avance na investigação aplicada e na transferência de tecnologia.

Formação e qualificação em áreas tecnológicas

O discurso destacou também o papel da formação profissional e tecnológica como base para o crescimento sustentável do país. João Lourenço referiu que existem actualmente mais de 305 especialidades formativas, abrangendo sectores como tecnologia, informática, construção civil, artes e ofícios, agricultura e turismo.

Estado da Nação: João Lourenço destaca avanços da ciência e tecnologia em Angola (Parte 1)

O Presidente sublinhou que um dos grandes desafios nacionais é adequar a formação às necessidades reais do mercado de trabalho, razão pela qual o Executivo pretende expandir a oferta formativa em domínios com maior potencial de absorção de mão-de-obra qualificada. Esta aposta visa preparar a juventude angolana para as exigências do mercado global e reduzir a dependência de mão-de-obra estrangeira em sectores técnicos.

Soberania tecnológica e investigação científica marinha

O Chefe de Estado lembrou a aquisição do navio oceanográfico “Baía Farta”, que se tornou um símbolo da soberania tecnológica e científica de Angola no domínio marinho. A embarcação tem permitido ao país realizar investigação científica em alto mar, o que reforça a autonomia nacional na exploração e gestão dos recursos oceânicos.

João Lourenço realçou que a aposta em tecnologia e conhecimento é fundamental para a afirmação de Angola como um Estado capaz de gerar soluções próprias, sustentáveis e adaptadas à sua realidade económica e ambiental.

O discurso sobre o Estado da Nação de 2025 confirmou a ciência e a tecnologia como eixos estratégicos do desenvolvimento nacional.

Google Cloud estende parceria com a Digicloud África

De acordo com a Digicloud Africa, como distribuidora da Google Cloud desde 2018, o seu papel expandido permite que revendedores e parceiros ajudem as empresas a fortalecer as suas defesas com produtos e serviços de segurança de nível empresarial do seu portfólio, apoiados pela experiência global da Google e pelo conhecimento local africano.

Isso ocorre num momento em que as taxas de crimes cibernéticos na diáspora aumentaram de forma acentuada. O Relatório de Avaliação de Ameaças Cibernéticas em África 2025, da INTERPOL, revela que 90% dos países da região consideram necessária uma melhoria significativa na capacidade de aplicação da lei e nos processos judiciais, face ao nível e ao impacto das ameaças cibernéticas que enfrentam.

A plataforma Google Cloud Security Operations ajuda os profissionais de segurança a modernizar o seu centro de operações de segurança para além da monitorização e resposta a alertas, fornecer às empresas capacidades integradas, inteligência de ameaças de primeira linha e cargas de trabalho de segurança com IA necessárias para identificar e proteger contra os autores das ameaças.

A Google observou ainda que, apesar de ser um mercado único e diversificado, as ameaças que as empresas africanas enfrentam do ponto de vista da cibersegurança são globais, pelo que a empresa continua a procurar estratégias para ajudar as organizações a identificar e proteger-se contra essas ameaças.

“Dada a dedicação e o sucesso da Digicloud Africa com o Google Cloud em África nos últimos sete anos, eles eram o parceiro certo para nos ajudar a levar os produtos de segurança do Google Cloud aos nossos clientes em África”, disse Wunan Li, líder global do Google Cloud Security.

Gregory MacLennan, CEO e cofundador da Digicloud Africa, destacou que, ao colaborar com um revendedor através da Digicloud, as empresas podem receber o apoio de que necessitam para implementar e operar com sucesso estas soluções.

“Ao disponibilizar estes produtos a parceiros focados na cibersegurança, estamos a levar a vasta experiência e a ampla gama de soluções do Google Cloud a mais empresas em todo o continente”.

Estado da Nação: João Lourenço destaca avanços da ciência e tecnologia em Angola (Parte 1)

Nesta primeira parte, apresentamos uma síntese dos pontos destacados por João Lourenço no seu discurso sobre o Estado da Nação. Ao longo da intervenção, o Chefe de Estado apresentou dados e medidas que reforçam a aposta na investigação científica, na formação tecnológica e na aplicação prática do conhecimento, pilares essenciais para a diversificação económica e para a soberania nacional.

Expansão das telecomunicações e inclusão digital

Num dos trechos mais expressivos do discurso, João Lourenço apresentou números que demonstram o crescimento acelerado da conectividade digital em Angola. Em 2002, o país contava com cerca de 140 mil subscritores de rede móvel; em 2010, o número aumentou para 9,3 milhões.

No primeiro semestre de 2025, Angola atingiu 26 275 023 subscrições de telefonia móvel, 10 501 761 subscrições de internet fixa e móvel e 1 888 477 subscrições de televisão por assinatura.

O Presidente destacou ainda que o país possui mais de 20 mil quilómetros de fibra óptica, com ligações terrestres à República Democrática do Congo, Zâmbia e Namíbia, além de ligações por cabos submarinos com o Brasil e com os principais sistemas da costa ocidental africana. Estes avanços consolidam a modernização das infraestruturas digitais e ampliam a cobertura tecnológica nacional.

Satélite ANGOSAT-2 e o Programa Espacial Nacional

O Presidente anunciou que Angola tem actualmente em operação o satélite de comunicações ANGOSAT-2, através do qual está a ser implementado o Projecto Conecta Angola, responsável por levar comunicações a zonas recônditas de 13 províncias. Esta realização consolida a presença do país no espaço e amplia a cobertura de serviços digitais e de telecomunicações em todo o território nacional.

João Lourenço destacou ainda a intenção de consolidar o Programa Espacial Nacional, com a criação da Agência Espacial e da Academia Nacional de Cibersegurança, instituições consideradas fundamentais para reforçar a soberania digital, garantir a protecção de dados e promover uma cultura nacional de segurança cibernética.

O Presidente sublinhou que estas iniciativas representam o compromisso do país em acompanhar os avanços tecnológicos globais, assegurar autonomia estratégica e competictividade digital.