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Spotify fecha parceria com a Netflix para distribuição de podcasts em vídeo

O Spotify vai levar seus podcasts em vídeo para a Netflix a partir do próximo ano. A novidade, anunciada nesta terça-feira, faz parte da estratégia da plataforma para ampliar sua presença em conteúdos visuais e fortalecer o negócio de publicidade.

No lançamento, a parceria entre Spotify e Netflix vai disponibilizar uma seleção com curadoria de podcasts nas áreas de desporto, cultura, estilo de vida e crimes reais, produzidos pelo Spotify Studios e The Ringer. Com o tempo, o catálogo será expandido para incluir conteúdos de outros estúdios e géneros, segundo a empresa.

Essa iniciativa reforça o investimento crescente do Spotify em podcasts de vídeo. A empresa começou por lançar ferramentas que permitiam a qualquer criador publicar os seus programas em formato visual. No ano passado, introduziu incentivos financeiros para os hosts com melhor desempenho e lançou um Programa de Parceiros que permite a monetização desses conteúdos, uma clara competição com o YouTube.

Mais recentemente, o Spotify também passou a oferecer ferramentas sociais que aumentam a interação entre criadores e audiência, como enquetes, sessões de perguntas e respostas, comentários e outros recursos.

Moçambique inaugura o seu primeiro Centro de Recursos Digitais

 

A informação foi anunciada pelo Conselho Municipal de Maputo, e a iniciativa está alinhada com o Programa Municipal Juventude Digital, que visa a promoção universal das plataformas de informação e comunicação em todos os bairros do município.

O Centro de Recursos Digitais, com acesso gratuito à internet (Wi-Fi), está localizado na Biblioteca do Edifício-Sede do CMM, na Praça da Independência, e dispõe de dezasseis computadores destinados a apoiar o ensino, a aprendizagem e a inclusão tecnológica dos jovens.

A implementação do projecto ocorre cerca de um ano depois de o Município de Maputo ter assinado um memorando de entendimento com a operadora de telefonia móvel Movitel, para a sua execução.

Segundo o Presidente do Município, Razaque Manhique, a iniciativa contribui para que a juventude e os munícipes tenham acesso à informação de utilidade pública e educativa.

Na ocasião, o Município recebeu cinquenta e cinco computadores, dos cento e cinco previstos, destinados ao apetrechamento dos Centros de Recursos Digitais a serem criados nos próximos cinco anos.

Para breve, espera-se que a iniciativa se estenda a mais sete distritos municipais, cada um com um centro semelhante, ampliando assim as oportunidades de acesso ao mundo digital e virtual.

Conversas eróticas com o ChatGPT vão ser permitidas a partir de dezembro de 2025

A partir de dezembro de 2025, os utilizadores adultos do ChatGPT vão poder ter acesso a conversas com teor erótico, anunciou na terça-feira o presidente da OpenAI, Sam Altman.

Segundo o responsável, essa abertura será possível graças à implementação mais completa da restrição de idade dentro da plataforma.

“Em dezembro, à medida que reforçamos o controlo da idade e seguindo o princípio de tratar os adultos como adultos, vamos permitir mais conteúdos, incluindo material erótico para utilizadores verificados”, afirmou Altman na rede social X.

Na mesma publicação, o presidente da OpenAI abordou também as limitações aplicadas ao ChatGPT em matérias ligadas à saúde mental. Reconheceu que as salvaguardas criadas para proteger pessoas vulneráveis acabaram por desagradar a muitos utilizadores que não enfrentam esse tipo de problema.

“Sabemos que essas restrições tornaram o sistema menos útil e agradável para muitos utilizadores sem questões de saúde mental, mas, pela gravidade do tema, optámos por fazer o que considerámos certo”, explicou Altman.

Recorde-se que vários utilizadores já tinham acusado a empresa de censura devido às limitações impostas ao conteúdo.

Quénia recorre à IA para gerir as suas finanças

 

Dr. Chris Kiptoo observou que, em todo o mundo, os governos estão a aproveitar a IA para fortalecer a previsão de receitas, o acompanhamento de despesas, a gestão da dívida e a monitorização da conformidade.

Chris Kiptoo afirma que, no Quénia, vemos o potencial da IA para melhorar a eficiência e a transparência fiscal, desde a melhoria da administração tributária e a detecção de anomalias nos gastos públicos até ao apoio à elaboração de orçamentos baseados em evidências.

Com análises de dados precisas e em tempo real, os decisores políticos podem alinhar melhor as decisões fiscais com as realidades económicas, reduzir as perdas e optimizar a utilização dos recursos.

Presidente da Zâmbia defende transformação digital para impulsionar África

De acordo com Kiptoo, o Quénia já deu passos significativos no sentido da transformação das finanças públicas.

“Através do Sistema Integrado de Informação de Gestão Financeira, digitalizamos os processos de aquisição, pagamentos e acompanhamento das despesas. Estamos agora a explorar como as ferramentas de aprendizagem automática podem melhorar ainda mais a precisão das previsões e detectar os riscos fiscais mais cedo”.

Dr. Kiptoo participou no Fórum Combinado MEFMI 2025, realizado em Washington, D.C., juntamente com as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, onde partilhou a jornada, as oportunidades e os desafios do Quénia no aproveitamento da IA para a gestão fiscal.

O Fórum, com o tema “Inteligência Artificial em Macroeconomia”, proporcionou uma plataforma oportuna para explorar como a IA pode ser aplicada para fortalecer a gestão fiscal, a política monetária e o sector financeiro em toda em África.

Google anuncia investimento de 15 mil milhões de dólares num hub de IA na Índia

O Google vai investir 15 mil milhões de dólares na construção de um centro de dados de 1 gigawatt e um hub de Inteligência Artificial na Índia, numa fase em que o governo indiano está a incentivar a redução da dependência das grandes tecnológicas dos Estados Unidos. A empresa anunciou que o data center será instalado em Visakhapatnam, uma cidade portuária no estado de Andhra Pradesh, no sul do país. O investimento será feito ao longo dos próximos cinco anos, até 2030, e representa o maior compromisso financeiro do Google na Índia. Antes disso, em 2020, a tecnológica já havia prometido 10 mil milhões de dólares ao mercado indiano.

Este novo hub de IA será o maior investimento do Google fora dos EUA, de acordo com Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, que avançou que a infraestrutura poderá crescer para vários gigawatts com o tempo. O anúncio surge num contexto marcado por tensões comerciais e políticas. Depois de o ex-presidente norte-americano Donald Trump ter imposto uma tarifa de 50% sobre as importações indianas em Agosto, o primeiro-ministro Narendra Modi começou a defender o uso de produtos “swadeshi”, termo em hindi que significa “feito na Índia”. Como resposta, legisladores e ministérios passaram a promover alternativas locais aos serviços do Google, com destaque para a Zoho Corporation, sediada em Chennai, que oferece soluções concorrentes ao Google Cloud, Gmail e ao WhatsApp, através do Arattai, além do MapMyIndia, rival do Google Maps. Embora o impacto imediato tenha sido reduzido, analistas alertam que esta política pode representar um risco político real para o futuro do Google e da Microsoft na região.

O Google está presente na Índia há 21 anos, emprega cerca de 14 mil pessoas e já conta as cidades de Nova Deli e Mumbai como regiões oficiais da sua nuvem. Durante o lançamento do novo centro de IA na capital indiana, Thomas Kurian explicou que este projecto fará parte de uma rede global de centros de inteligência artificial distribuídos por 12 países. Acrescentou ainda que Visakhapatnam será transformada num ponto estratégico de conectividade global.

A empresa também anunciou que vai levar a sua infraestrutura de cabo submarino até Visakhapatnam. Para isso, fez parceria com a operadora de telecomunicações Bharti Airtel, que vai colaborar na construção do data center e da estação de amarração do cabo. Além disso, o Google juntou-se à AdaniConneX, uma empresa apoiada pelo Grupo Adani, para preparar toda a infraestrutura necessária para o centro de dados.

Microsoft confirma nova falha que afecta os serviços 365

Este incidente, que já está a ser investigado, é o terceiro a perturbar o ecossistema da empresa em menos de uma semana, gerando preocupação entre os clientes que dependem destas ferramentas para o seu trabalho diário.

A empresa reconheceu o problema esta segunda-feira, por volta das 06:06 (hora de Luanda), através de um alerta de serviço no centro de administração da Microsoft. No comunicado, a gigante tecnológica afirma que “alguns utilizadores poderão não conseguir aceder às aplicações do Microsoft 365”, explicando que o impacto se limita a utilizadores servidos pela infraestrutura afetada.

Quase quatro horas após o início do incidente, a Microsoft informou que continua “a analisar a telemetria do serviço, juntamente com as alterações recentes efetuadas, para ajudar a identificar a causa raiz e definir um caminho claro para a resolução”.

Este novo problema surge na sequência de uma semana particularmente difícil para a estabilidade dos serviços da Microsoft. Na passada quarta-feira, uma interrupção global impediu o acesso a serviços como o Microsoft Teams e o Exchange Online. A falha foi atribuída a problemas com a autenticação Multi-Factor (MFA) através do Microsoft Entra.

Um dia depois, na quinta-feira, outra falha, desta vez relacionada com a rede de distribuição de conteúdos (CDN) do Azure, voltou a deixar utilizadores sem acesso a vários serviços do Microsoft 365 na Europa, África e Médio Oriente.

Estes incidentes somam-se a uma outra interrupção significativa em setembro, quando uma falha no Exchange Online afetou o acesso a emails e calendários em todo o mundo devido a um erro de código que provocava um consumo excessivo de CPU nos servidores. A recorrência destes problemas levanta questões sobre a resiliência da infraestrutura de um dos maiores fornecedores de serviços cloud do mundo.

Ministro Mário Oliveira defende reforço das infra-estruturas de telecomunicações

O governante fez estas declarações durante a cerimónia de encerramento da Semana Mundial do Espaço, que decorreu de 04 a 10 de Outubro, tendo considerado, especialmente, o investimento nas comunicações por satélite e no programa de observação da terra.

Segundo Mário Oliveira, o Executivo reconhece a fundamental importância do sector espacial, dada a contribuição multifacetada em diversos segmentos da economia nacional e no bem-estar das populações.

Disse que, no âmbito da operacionalização do Programa Espacial Nacional, prosseguiram-se projectos que se traduzem em impacto sócio-económico real, com destaque para os projectos ligados à comunicação, com vista à promoção da nova economia espacial.

Tais projectos, continuou, estão em consonância com os compromissos assumidos entre o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) e o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), onde foi identificado como prioritário o apoio ao surgimento e consolidação de “startups”, Micro, Pequenas e Médias Empresas do sector espacial, com foco na distribuição de Internet via ANGOSAT-2, com destaque para as zonas remotas.

ANGOSAT-2 marca nova etapa no desenvolvimento tecnológico de Angola

“Lançamos a versão comercial do Conecta Angola, em que o GGPEN disponibiliza kits tecnológicos especializados, a serem entregues às ‘startups’ seleccionadas de acordo com critérios previamente definidos”, referiu.

Deu a conhecer que, neste processo, foram seleccionadas quatro startups que receberão hoje os primeiros kits, podendo, com isso, contribuir para a expansão dos serviços de comunicações via ANGOSAT-2, contribuindo, desta forma, para a diminuição da info-exclusão.

Ressaltou a continuidade do contributo dos operadores que usam recursos de comunicação via satélite, na prestação de serviços às instituições angolanas.

“Em relação ao satélite de telecomunicações angolano, informamos ainda que já foram comercializados cerca de 90% das capacidades da Banda C e iniciámos a comercialização da Banda KU, não só internamente mas, igualmente, para clientes da região da SADC”, sublinhou.

O ministro das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social informou que durante a Semana Mundial do Espaço, foram instalados três pontos de conectividade na Namíbia, a fim de se avançar com o processo de comercialização da referida banda.

“Consideramos este passo como um passo muito importante na internacionalização dos serviços do ANGOSAT-2, assim como na expansão do programa espacial, servindo países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC)”, enfatizou.

A Semana Mundial do Espaço 2025, que decorre anualmente de 04 a 10 de Outubro, é a data instituída pela Organização das Nações Unidas para celebrar o contributo da ciência e da tecnologia espacial para o melhoramento da condição humana.

Este ano, as actividades foram realizadas em parceria com o Centro de Ciência de Luanda (CCL), com o tema nacional “Do espaço construindo a vida na Terra”, a fim de reforçar a forma como a tecnologia espacial tem aplicações práticas que contribuem directamente para o desenvolvimento de sectores-chave da economia nacional.

WhatsApp começa a disponibilizar visual “Liquid Glass” para utilizadores de iOS

O WhatsApp começou a disponibilizar oficialmente a nova interface com efeito Liquid Glass para quem utiliza o iOS 26. A actualização, alinhada ao design da Apple, está incluída na versão 25.28.75 do aplicativo e está a ser distribuída de forma gradual para os dispositivos.

A nova aparência adopta vários elementos visuais típicos do iOS, como:

  • menus flutuantes translúcidos,
  • barras de navegação transparentes,
  • sobreposições com sensação de profundidade.

O resultado é um visual mais elegante e coerente com a identidade gráfica do sistema da Apple.

De acordo com o site WABetaInfo, nem todas as secções do WhatsApp receberam ainda a nova linguagem visual. A barra de conversação, por exemplo, continua com o estilo antigo, mas deverá ser ajustada nas próximas actualizações. As mudanças já tinham sido vistas em versões de teste e começam agora a chegar ao público em geral.

Instagram vai lançar app para televisões

O responsável pelo Instagram, Adam Mosseri, aproveitou a participação no evento Screentime Conferece da Bloomberg para anunciar que a empresa está a planear o lançamento de uma versão da app para televisões.

O projeto faz parte da estratégia do Instagram de apostar mais em conteúdo de vídeo, com Mosseri e dizer mesmo que gostaria que a iniciativa tivesse começado mais cedo.

Notar, no entanto, que esta app do Instagram contaria apenas com conteúdo gerado pelos utilizadores e não é esperado que a rede social comece a produzir programas, séries e filmes originais tal como acontece em outros serviços também disponíveis para televisão.

Este desejo do Instagram lançar a sua própria aplicação para televisões poderá ajudar a rede social a competir com o YouTube e o TikTok, dois rivais que contam com as suas apps para televisões.

Pode ver abaixo o momento em que Mosseri fala sobre a estratégia de lançar uma versão do Instagram para ecrãs de grandes dimensões.

[Angola] Sistema de internet banking supera mil queixas diárias em 2025

 

Os números confirmam o Internet banking como o principal foco de insatisfação entre os utilizadores, supera os serviços como depósitos à ordem e caixas automáticos, que completam o grupo dos mais problemáticos.

De acordo com o Banco Nacional de Angola (BNA), a maior parte das queixas está relacionada com falhas no sistema, dificuldades de acesso, erros em transferências e lentidão no processamento de operações online. A concentração destas reclamações reflete o aumento do uso das plataformas digitais bancárias e também revela pontos de fragilidade tecnológica e operacional que continuam a afectar a experiência dos clientes.

Apesar disso, o número total de reclamações no sistema financeiro angolano diminuiu 34% em relação ao mesmo período de 2024, caiu de 16.548 para 10.856 queixas. Essa redução foi impulsionada pela melhoria dos mecanismos de segurança e autenticação nos serviços de mobile banking, que registaram uma queda expressiva de 8.693 para apenas 604 queixas.

O relatório do BNA destaca ainda que Luanda concentrou 72% das reclamações, reforça o papel da capital como principal centro financeiro do país. No sector bancário, o Standard Bank liderou o ranking de instituições com mais reclamações, seguido pelo BFA e pelo BAI.

Em suma, o Internet Banking continua a ser o maior desafio do sistema financeiro digital angolano, exige investimentos contínuos em estabilidade, segurança e qualidade de atendimento online, para acompanhar a crescente adoção dos serviços bancários digitais no país.