Hashtags foram criados há 15 anos. Qual é o seu # preferido?

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Lembra-se da primeira vez que viu um hashtag? Ou que usou um? Se pensarmos apenas no cardinal, a história deste símbolo será bem mais antiga, mas se considerarmos a sua utilização enquanto forma de categorizar publicações online, então teremos apenas de recuar 15 anos.

Foi em 2007 que Chris Messina, um utilizador do Twitter, “inventou” o hashtag, apresentando-o como um símbolo que se coloca junto a palavras ou frases para filtrar as publicações por tópicos. Seria também uma forma de facilitar a pesquisa destes conteúdos.

Hoje, parece algo óbvio, uma vez que os hahstags estão presentes no Twitter, mas também noutras redes sociais como Instagram ou TikTok. Mas, há 15 anos, a ideia não foi bem recebida por todos.

Segundo a CNBC, Chris Messina, que na altura era designer de produto numa empresa tecnológica, teve mesmo de convencer o Twitter de que esta não era uma ferramenta “demasiado nerdy”. A intenção era utilizar um símbolo que criasse uma espécie de canal instantâneo e aberto a todas as pessoas, isolando grupos de mensagens sobre determinado tópico.

E foi em Agosto de 2007 que Chris Messina perguntou aos seus seguidores no Twitter o que achavam de utilizar o cardinal com este propósito. A publicação conta, actualmente, com mais de 10 mil likes e quase 5 mil retweets, mas, na altura, nem todas as reacções foram positivas. A solução era apresentar o projecto directamente a quem de direito:

«Entrei pela porta da frente, porque não tinham segurança, e dirigi-me a Biz Stone, um dos co-fundadores, e meio que lhe apresentei a minha proposta», conta.

Nesta primeira fase, a ideia não avançou dentro da equipa do Twitter, mas Chris Messina continuou a insistir e a criar hashtags nas suas publicações, incentivando também amigos e seguidores a fazerem o mesmo. Embora estes hashtags não tivessem ligações e não levassem os utilizadores a parte alguma, mostravam o início de um movimento e uma vontade na comunidade que o Twitter não poderia evitar para sempre.

Em 2009, depois de algumas experiências com programadores externos que desenhavam aplicações para o Twitter, a rede social do passarinho azul lançou uma ferramenta de pesquisa automática que permitia precisamente procurar conteúdos com base num hashtag específico. Um ano mais tarde, o Instagram era lançado e os hashtags já andavam por lá também.

Avançamos até 2022 e torna-se impossível contabilizar o número de hashtags já criados nas redes sociais. São utilizados nos mais variados contextos, incluindo acções publicitárias, mas também iniciativas de âmbito social ou solidário com #BlackLivesMatter, #MeToo e #JeSuisCharlie, entre outros.

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