[Moçambique] Covid-19 adaptou os estudantes e professores às novas TIC

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Para José Barros, Chefe da Comissão Técnico-Científico para o controlo da Covid-19 no Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique (ISCTEM), houve adaptação às novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) por parte dos estudantes e professores.

Barros considera fundamental a realização de pesquisas aprofundadas por parte das universidades, sobretudo junto aos estudantes, para se apurar com segurança se o modelo foi realmente aplicável, pois houve pouco tempo para a adaptação.

Para o ISCTEM, adianta, o grande desafio foi convencer os país e/ou encarregados de educação sobre a eficiência do ensino híbrido, sobretudo por se tratar de uma instituição privada.

A sociedade deve estar ciente que as novas tecnologias devem ser usadas e conhecidas por todos, o mais rápido possível. A nossa instituição não pretende abdicar do híbrido“, disse.

Na sua opinião, os professores estão atualmente mais preparados digitalmente do que estavam antes da pandemia, pois aqueles que não usavam as TIC, passaram a utilizá-las com mais frequência e optimizaram os conhecimentos.

Ao se deparar com uma situação que a aula só era possível por gravações ou transmissões em direto, aprender a usar tecnologia deixou de ser uma opção e passou a ser visto como a única saída. O conhecimento digital dos docentes e dos estudantes progrediu e a tecnologia se tornou um elemento do dia-a-dia para todos”, frisou.

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Esse é um processo contínuo de aprendizado em que é preciso trabalhar os métodos “online” e offline em conjunto, sublinhou.

“Sem a tecnologia as escolas não conseguiram dar continuidade às aulas, enviar materiais de estudo aos alunos, aplicar provas, manter uma comunicação com os país e estudantes ou evitar o cancelamento de matrículas”, apontou.

Pela necessidade de continuar em funcionamento, as instituições precisaram quebrar seus próprios paradigmas e se abriram para o digital, afirmou. Segundo José Barros, o ISCTEM privilegia, atualmente, o ensino presencial, sobretudo para as aulas práticas e o ensino híbrido é mais aplicado em aulas teóricas.

Tanto na UEM como no ISCTEM as aulas retomaram na totalidade, observando, entretanto, as medidas básicas de prevenção da Covid-19, tais como o uso da máscara de proteção facial e o distanciamento físico.

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