Parte 4: Tamanhos e resoluções de telas

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Bem vindo a mais um artigo da série de artigos sobre resoluções. Para hoje tenho mais informação sobre Tamanhos e resoluções de telas, desta feita iremos focar nas descrições dos termos: HD (720p), Full HD (1080p) e 4K (UHD ou 2160p)

Resolução HD (720p)

O HD High Definition (Alta Definição) faz referência à resolução de 1280 x 720 pixels, que por sua vez combina com telas widescreen (16:9). Em geral, as imagens que respeitam essa resolução apresentam qualidade bastante satisfatória. O HD se tornou, de fato, uma referência no mercado, podendo ser encontrado em TVs de baixo custo e intermediário, assim como em smartphones e tablets. Só é preciso ter cuidado para não confundir com suas duas variações: o nHD, que possui 640 x 360 pixels e o qHD, que conta com 960 x 540 pixels.

720p e 720i

Outro factor que resultou no surgimento da resolução HD é o padrão HDTV (High-Definition Television ou TV de Alta Definição), que determina um conjunto de parâmetros para substituir sistemas de televisão tradicionais, como NTSC e PAL. Entre esses critérios está a associação da resolução de 1280 x 720 pixels com o aspect ratio de 16:9.

A essa altura, talvez você já tenha entendido: o termo 720p, que é muito utilizado, também é uma denominação que indica a resolução HD, isto é, de 1280 x 720 pixels. Mas, de onde é que saiu essa letra ‘p’?

Os olhos humanos não percebem, mas o conteúdo da TV é actualizado várias vezes por segundo. Esse processo é chamado de Refresh Rate ou Taxa de Actualização e, normalmente, é medido em Hz (Hertz). Uma TV com 60 Hz, por exemplo, renova suas imagens 60 vezes por segundo. Teoricamente, quando maior esse número, mais “confortável” é a exibição da imagem na tela.

É daqui que vem o ‘p’. A letra faz referência à técnica de Progressive Scan (Varredura Progressiva), que também é um dos parâmetros da HDTV. O termo indica que a actualização da tela acontece em todas as linhas desta, de cima para baixo, ou seja, todo o conteúdo exibido é renovado em uma etapa só.

Pode parecer um tanto óbvio, mas é que sistemas de TV mais antigos utilizam o Interlaced Scan(Varredura Entrelaçada), onde a actualização acontece de maneira semelhante, mas primeiro as linhas pares são actualizadas, depois as linhas ímpares, em um esquema do tipo “linha sim, linha não”.

Interlaced scan: primeiro um grupo de linhas, depois o outro
Interlaced scan: primeiro um grupo de linhas, depois o outro

O Interlaced Scan é representado pela letra ‘i’, portanto, pode existir também o padrão 720i. Mas, não há registo de uso oficial desse termo, mesmo porque a tecnologia actual suporta 720p mesmo nos dispositivos mais simples, não havendo razão para a adopção do modo entrelaçado. Vale destacar que os padrões que não alcançam as especificações HDTV costumam se enquadrar nas características do SDTV (Standard-Definition TeleVision). As suas resoluções mais comuns são 704 (ou 720) x 576 pixels e 704 (ou 720) x 480 pixels.

 

Resolução Full HD (1080p)

Se o HD já resulta em imagens muito boas, o Full HD aparece para oferecer uma experiência ainda mais satisfatória. O termo, que também pode ser abreviado como FHD, representa a resolução de 1920 x 1080 pixels, igualmente (ou mais) apropriada à proporção de 16:9.

Tal como o HD, o Full HD ganhou forte apelo comercial, algo no estilo “o HD é bom, mas o Full HD é ainda melhor”. Equipamentos um pouco mais sofisticados são o alvo desse tipo de tela, como é o caso dos smartphones Samsung Galaxy S5 e do Google Nexus 5, além de monitores e TVs de diversos tamanhos, é claro.

TV Full HD
TV Full HD de 40 polegadas (Imagem original por Samsung)

 

 

Resolução 4K (UHD ou 2160p)

Ainda estamos apreciando nossos dispositivos Full HD, mas a indústria não perdeu tempo e já tornou realidade um padrão superior – quatro vezes superior, na verdade: a resolução 4K, que representa a combinação de 3840 x 2160 pixels.

TV 4K da linha Bravia
TV 4K da linha Bravia (Imagem por Sony)

Também chamada de Ultra HD (UHD), a resolução 4K começou a ser desenvolvida em 2003, passando a ser usada em meados de 2006, pelo cinema. Poucos anos depois, no entanto, já era possível encontrar telas UHD em televisões mais sofisticadas e que “custam muitos dólares”.

É muito difícil encontrar uma TV 4K que tenha menos de 50 polegadas de tamanho. A razão é que, pelo menos até momento, somente equipamentos maiores conseguem aliar viabilidade técnica de construção e qualidade de imagem notoriamente superior.

Tal como nos demais padrões, a resolução 4K também tem suas variações. A combinação de 3840 x 2160 pixels é tida com a principal porque é a resolução existente nas especificações do Ultra HD Television, também conhecido como UHDTV. Assim, também podemos utilizar uma denominação que faz referência à medida vertical com Progressive Scan: 2160p. Só que, ao contrário dos termos 720p e 1080p, o nome 2160p não é muito utilizado.

Outra resolução que também é representada pela sigla 4K (mas não pela UHDTV) é a de 4096 x 2160 pixels, que foi adotada oficialmente pela Digital Cinema Initiatives (DCI), entidade formada por grandes empresas da indústria cinematográfica para determinar padrões para o segmento.

A montagem abaixo dá uma boa noção da “generosidade” da resolução Ultra HD:

VGA versus Full HD x 4K
VGA versus Full HD x 4K

 

Por que a letra ‘K’ em 4K?

Assim como HD e Full HD, o termo 4K não só faz referência a uma resolução como também tem forte apelo comercial. Mas, se o padrão também pode ser chamado de Ultra HD ou UHD, por que o 4K é a expressão mais usada? Acontece que a letra ‘K’, na língua inglesa, é comummente utilizada para representar o número mil. Assim, se você tiver 2 mil ou 3 mil unidades de qualquer coisa, pode chamar esta quantia de 2K ou 3K, por exemplo.

Como a resolução horizontal do UHDTV é um número que se aproxima de 4000 (e o supera, no caso do DCI), presume-se que a sigla 4K passou a ser usada para representá-la porque transmite uma noção mais clara de sua grandiosidade.

Aqui, vale observar que a existência do 4K não significa que o HD e o Full HD ficarão delegados ao passado, pelo menos não por um bom tempo. Esses padrões apresentam qualidade satisfatória em celulares, tablets e mesmo televisores. Além disso, o 4K conta com algumas desvantagens. Para começar, a quantidade de conteúdo nesse formato ainda é pequena, embora já haja filmes, transmissões de eventos desportivos e até mesmo suporte a UHD em serviços como o YouTube.

Outra possível desvantagem é que transmissões 4K exigem conexões à Internet bastante rápidas, o que ainda não é realidade para muita gente, mesmo em países desenvolvidos.

Hoje foi um pouco longo mas como diz o meu amigo HOUSE – “quem tem informação tem poder”.

Até já com mais novidades.