27 C
Angola
Segunda-feira, Maio 18, 2026
Início CyberCrime Portugal sofre mais ciberataques do que média europeia

Portugal sofre mais ciberataques do que média europeia

As organizações portuguesas enfrentaram 2.437 ciberataques semanais em abril, acima da média europeia e global, segundo a Check Point Research

136

As ciberameaças voltaram a acelerar em abril de 2026, com Portugal a registar níveis de ataques superiores à média europeia e global, segundo os mais recentes dados divulgados pela Check Point Research.

De acordo com o relatório, as organizações portuguesas sofreram, em média, 2.437 ciberataques semanais, um aumento homólogo de 11%.

O valor coloca Portugal acima da média europeia, fixada em 1.848 ataques semanais por organização, e também acima da média global de 2.201 ataques.

A Check Point destaca que as organizações nacionais enfrentaram cerca de 32% mais ataques do que a média europeia.

Os dados de abril mostram que Portugal continua a ser um mercado altamente exposto”, afirma Rui Duro, Country Manager da Check Point Software Technologies em Portugal.

O relatório mostra que a desaceleração observada em março foi temporária, com os atacantes a adaptarem rapidamente campanhas e métodos de ataque.

Segundo a empresa, a combinação entre cloud, inteligência artificial generativa e automação está a aumentar a superfície de exposição das organizações.

Os setores mais atacados em Portugal foram Educação, Administração Pública e Serviços Financeiros.

A nível global, a Educação voltou a liderar o ranking dos setores mais visados, com quase cinco mil ataques semanais por organização. A Administração Pública e as Telecomunicações continuam igualmente entre os principais alvos dos cibercriminosos.

Outro dos pontos destacados no relatório é o crescimento contínuo do ransomware. Durante abril foram divulgados publicamente 707 ataques de ransomware, um aumento de 12% face ao mesmo período do ano anterior. Os grupos Qilin, The Gentlemen e DragonForce concentraram uma parte significativa da atividade registada.

A Check Point alerta também para os riscos associados à utilização empresarial de ferramentas de inteligência artificial generativa. Segundo a investigação, um em cada 28 prompts enviados para plataformas de IA representava risco elevado de fuga de informação sensível.

Os atacantes continuam altamente operacionais e adaptáveis”, afirma Omer Dembinsky, Data Research Manager da Check Point Research.

A empresa defende que as organizações devem reforçar estratégias de prevenção, governação de dados e segurança baseada em IA, sobretudo em setores críticos e ambientes altamente digitalizados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui