A História do telefone celular

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Hoje em dia é bastante fácil encontrar um celular para todos os tipos de consumidores, tendo preços variados. Antigamente, era necessário ganhar nas loterias dos sonhos para conseguir ter um aparelho destes, já que em seus primórdios, eles eram destinados apenas ao ricos.

Ao contrário do que se pensa, a história do telefone que hoje conhecemos por celular remonta ao início do século XX, mais precisamente em 1918. Durante seus primórdios, houve um teste de telefonia móvel para que existisse uma comunicação entre a cidade de Berlim e o distrito de Zossen, na Alemanha.

Nos anos vinte houveram ligações telefônicas entre trens, e em 1925 foi fundada a predecessora da telefonia móvel, a Zugtelephonie AG, que oferecia esse equipamento aos trens.

Durante a segunda guerra mundial, houve um avanço significativo no sistema de rádio comunicadores, sendo o predecessor dos telefones portáteis. Nessa épocas, os civis ricos eram os únicos que podiam ter um telefone móvel, mas estes eram bem volumosos e ficavam, geralmente, no porta malas, além de consumirem uma grande quantidade de energia.

Já em 1947 surgiu o termo celular, quando os Laboratórios Bell, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema telefônico de alta capacidade que era inteligado por muitas antenas, sendo que cada uma era chamada de “célula”, daí vindo a origem do termo que conhecemos. Tanto que nos EUA, ele é chamado de Cell Phone.

Foi em 1956 que a empresa que existe até hoje, Ercisson, desenvolveu seu primeiro celular. Pesando 40 kgs, ele era instalado em porta malas de carro. Daí, dos anos 60 e 70 os celulares foram evoluindo e diminuindo de tamanho, até se tornarem portáteis.

Em 1973 foi mostrado o primeiro telefone móvel portátil que pesava 2 KGs. Foi desenvolvido pela Motorola e demonstrado por John F.Mitchell e Martin Cooper, sendo o protótipo do que veio a ser distribuído comercialmente.

No ano de 1979 surgiram os primeiros telefones celulares no Japão e na Suécia como conhecemos hoje e sendo distribuídos comercialmente, ou seja, para que as pessoas fossem até a loja comprá-los. Em 1983 a companhia AT&T fez o mesmo nos Estados Unidos. Em Portugal, os celulares chegaram nos anos oitenta e o preço variava de 3.000 a 5.000 euros. É o que chamamos de primeira geração de celulares, ou 1G.

Durante a época 1G, os celulares eram completamente analógicos e não possuíam nenhum tipo de conexão com a internet, sendo utilizados apenas como telefones móveis mesmo.

Nos anos noventa vieram a segunda geração, ou época 2G, com conexões remotas na internet e sendo a transição do que chamamos de “geração analógica” para “geração digital”. Isso ocorreu porque, com o crescimento do número de ligações simultâneas, era necessário um novo tipo de tecnologia para atender a alta demanda que a primeira geração não conseguiria.

Já em 2000, as tecnologias 3G surgiram para aumentar, ainda mais a demanda por conexão para a internet. Segundo o Wikipedia:

“A característica mais importante da tecnologia móvel 3G é suportar um número maior de clientes de voz e dados, especialmente em áreas urbanas, além de maiores taxas de dados a um custo incremental menor que na 2G.

Ela utiliza o espectro de radiofrequência em bandas identificadas, fornecidas pela ITU-T para a Terceira Geração de serviços móveis IMT-2000, e depois licenciadas para as operadoras.

Permite a transmissão de 384 kbits/s para sistemas móveis e 1 megabits/s para sistemas estacionários. Espera-se que tenha uma maior capacidade de usuários e uma maior eficiência espectral, de forma que os consumidores possam dispor de roaming global entre diferentes redes 3G.”

Por fim, chegamos na geração 4G, que é a que vivemos atualmente e é a ideal para smartphones. Os primeiros serviços do gênero vieram no ano de 2010 no Japão e, entre os grandes atrativos estão a grande variedade de serviços que, até então, só eram possíveis em conexões banda larga. Também houve uma redução de custos de implementação e investimentos, trazendo benefícios culturais e melhoria na qualidade de vida das pessoas.

O 4G vem para oferecer video chat, TV, conteúdo em alta definição, mensagens instantâneas etc.

“Para acelerar a implantação da tecnologia 4G no Brasil, que deveriam estar plenamente instaladas em todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014até 31 de dezembro de 2013, as operadoras de telefonia e concessionárias de serviços de eletricidade estão transformando postes de luz convencionais em antenas 4G, evitando, assim, a construção de novas torres e diminuindo o impacto visual. Estas antenas também poderão operar a tecnologia 2G” – diz o Wikipedia.