O Pegasus foi desenvolvido pela empresa israelita NSO Group e ficou mundialmente conhecido após investigações que revelaram o seu uso contra jornalistas, activistas, opositores políticos e líderes de Estado. Oficialmente, a empresa afirma que o software é vendido apenas a governos, para combate ao terrorismo e ao crime organizado.
No ano de 2021, uma investigação da organização não-governamental (ONG) Forbidden Stories publicada especificou que mais de mil pessoas em 50 países foram espiados pelos Estados que possuem o programa Pegasus, entre os quais jornalistas e políticos. O projecto de investigação foi coordenado pela Forbidden Stories, com o apoio da Amnistia Internacional.
Como o Pegasus colecta os dados?
Diferentes tipos de spyware usam diferentes métodos para colectar dados, incluindo infiltração de dispositivos, monitoramento da actividade na Web, gravação de pressionamentos de teclas, invasão da webcam ou do microfone, rastreamento por GPS e até mesmo captura de ecrã. E todos eles têm o mesmo objectivo: roubar dados sem que sejam detectados.
O que Pegasus pode fazer?
O Pegasus pode executar uma série de actividades invasivas e criminosas, tudo com o objectivo de colectar os seus dados. É uma forma insidiosa de malware, pois funciona em segredo e depois se exclui do sistema, tudo sem que você saiba o que está a acontecer.
Quantos líderes já descobriram que foram espionados?
Não existe um número fechado, mas investigações internacionais, sobretudo ligadas ao caso Pegasus, indicam que entre 30 e 40 líderes mundiais, entre presidentes, primeiros ministros e chefes de governo, já foram alvos confirmados ou fortemente documentados.
Alguns casos conhecidos incluem:
• Emmanuel Macron, presidente da França
• Pedro Sánchez, primeiro ministro de Espanha
• Boris Johnson, ex primeiro ministro do Reino Unido
• Imran Khan, ex primeiro ministro do Paquistão
• Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul
Além destes, centenas de ministros, diplomatas, jornalistas e figuras públicas em mais de 50 países também constaram em listas de possíveis alvos.
Uma nova investigação da Amnistia Internacional identificou que o spyware Predator foi utilizado em 2024 para vigiar Teixeira Cândido, um proeminente jornalista angolano, activista da liberdade de imprensa, jurista e ex-secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA).
Em particular, o spyware Pegasus é capaz de permitir que os hackers tenham acesso ao microfone, à câmara e a outros dados confidenciais de utilizadores do iPhone. Embora as versões anteriores do spyware exigissem que os utilizadores clicassem num link enviado através da app Mensagens (iMessage), a versão mais recente é um exploit sem clique.


Numa declaração televisiva na terça-feira à noite, a Alta Autoridade para a Comunicação (HAC) citou a «disseminação de informações falsas», o «ciberbullying» e a «divulgação não autorizada de dados pessoais» como motivos para a decisão.



Com uma capacidade projectada de até 180 terabits por segundo (Tbps), o sistema supera, em conjunto, todos os cabos submarinos actualmente ao serviço do continente africano. Esta capacidade tem potencial para transformar a conectividade de mais de três mil milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo cerca de 1,4 mil milhões de residentes em África, e coloca o continente como um centro estratégico do tráfego global da Internet, deixando de ser apenas um corredor de trânsito.
O governo da
O Parlamento português aprovou esta quinta-feira na generalidade um diploma do PSD para regular o acesso às redes sociais a menores de 16 anos, com os votos favoráveis dos grupos parlamentares do PSD e PS, e dos deputados únicos do PAN e JPP, votos contra do Chega e Iniciativa Liberal, e abstenção do CDS-PP, PCP, Livre e Bloco de Esquerda.