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Sábado, Abril 4, 2026
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“STEM África” reúne mais de 110 estudantes do ensino nacional

Mais de 110 estudantes estiveram na terceira fase do concurso STEM África, que tem como objectivos a descoberta de talentos nas áreas de Ciência, Tecnologia, Matemática e Engenharia, numa iniciativa da ExxonMobil Foundation.

Segundo o secretário de Estado da Educação para o Ensino Secundário, Gildo Matias, participaram mais de três escolas do ensino primário, cinco instituições do primeiro ciclo do ensino secundário e três do ensino secundário. O objectivo, referiu, foi despertar o interesse dos jovens e adolescentes, particularmente as raparigas para as áreas de ciência.

Entre os objectivos do concurso, continuou, consta o de incentivar a participação dos jovens africanos na resolução de desafios do mundo real, através da aplicação das disciplinas de Ciência, Tecnologia, Matemática e Engenharia na solução dos vários problemas sociais.

O domínio das disciplinas das STEM vai habilitar os estudantes angolanos a serem mais criativos e inovadores”.

MAIS: Associação ADPP lança projeto tecnológico “STEM África”

De acordo com o secretário de Estado, o domínio das disciplinas de ciência visa preparar os jovens estudantes para terem um futuro profissional, à medida que aprendem a usar Ciência, Tecnologia, Matemática e Engenharia para resolver problemas sociais.

O concurso, recordou, abrange vários países do continente africano, com a realce para a Namíbia, Moçambique, Nigéria e África do Sul.

A ideia é que a nível do país saiam quatro alunos, para participar no concurso continental, na África do Sul”, acentuou.

Biblioteca Nacional de Angola vai apostar na digitalização dos acervos bibliográficos

A digitalização dos acervos bibliográficos é um dos principais objectivos da Biblioteca Nacional de Angola, segundo a directora da instituição, Diana Luhuma.

Falando durante a palestra com o tema “Bibliotecas, Mediação e Protagonismo Social”, organizada pela instituição para celebrar o Dia Mundial das Bibliotecas, a responsável frisou que com a inovação tecnológica foi criada uma página web da biblioteca e a digitalização do acervo bibliográfico. Com a criação da página, disse, possibilitará a divulgação dos serviços prestados e as formações que se realizam na organização.

Diana Luhuma referiu que continuaram a levar a cabo o projecto de digitalização do acervo bibliográfico, no sentido de facilitar a consulta aos leitores. Um outro desafio, frisou, é a construção das novas instalações da Biblioteca Nacional de Angola.

O local em que estamos já não atende a procura daquilo que são os nossos serviços, e o depósito que temos, a cada dia que passa, torna-se pequeno para o acervo bibliográfico”.

MAIS: Digitalização de arquivos reduz tempo no atendimento na Biblioteca Provincial

Por fim, a directora sublinhou que é importante a formação profissional em biblioteconomia, porque a instituição prima pela formação dos técnicos a nível das bibliotecas existentes no país. Diana Luhuma garantiu continuar a trabalhar na formação dos técnicos, de forma que os mesmos desempenhem bem as suas funções.

A directora disse que a Biblioteca Nacional de Angola tem a incumbência de coordenar a rede de bibliotecas a nível do país, e dar o apoio metodológico às bibliotecas municipais, distritais, comunais, universitárias e as comunitárias, que começam a ganhar força no país.

Angola ficou sem Internet? Saiba o que realmente aconteceu

Este artigo foi enviado por Darwin Costa. Quer partilhar conhecimento com os demais seguidores do MenosFios? Siga os passos.

Na madrugada de 19 à 20 de julho 2024 existiram várias reclamações por parte de utilizadores de Internet que não conseguiam aceder a Internet. Muitos falavam em apagão, outros associavam o problema da Microsoft e Crowdstrike com a limitação no acesso à Internet no país.

O que realmente aconteceu?

O problema que afetou milhares de utilizadores a nível mundial nada teve a ver com as limitações na navegação em Angola. Entre a madrugada de 19 à 20 de julho houve um problema de infraestrutura que limitou o acesso ao país sendo que a navegação por alguns ISP´s (provedores de internet) tornou-se lenta e em alguns casos inacessível. Nestes de “alguns casos estar inacessível” pode-se considerar também a falta de redundância nas saídas internacionais por parte destes ISP´s.

Boa parte dos operadores em Angola ainda é single-homed, o que significa que o mesmo tem apenas uma única saída internacional contratada. A desvantagem técnica de ser single-homed é que se o problema estiver com o teu operador detentor de ligações internacionais então o efeito domino predominará até ao cliente/utilizador final.

O grande motivo de existirem ISP´s com ligações únicas deve-se maioritariamente ao custo de compra versus o volume de venda e consequentemente o retorno no investimento.

O que acontece com alguns provedores de conteúdos nestas situações?

Boa parte dos provedores de conteúdos utiliza algoritmos associados a latência para puder servir os utilizadores finais. Quando a latência aumenta e passa um certo limite estipulado, os mesmos retiram o tráfego do país até as métricas exigidas serem restabelecidas.

Um exemplo que conseguimos ver foi o da empresa Cloudflare abaixo:

Print retirado durante a madrugada de 20-07-2024

O screenshot retirado no dia 20 de julho de 2024 ilustra que a mesma empresa retirou o tráfego/conteúdos servidos em Angola para o PoP (ponto de presença mais próximo). Quando isto acontece o acesso a certos conteúdos e aplicação tornam-se lentas e alguns casos mesmo inacessíveis até o problema for resolvido. No dia 21 de julho de 2024 já com a situação restabelecida, conseguimos ver o conteúdo a ser servido como esperado.

Print retirado no dia 21-07-2024, depois do problema estar resolvido

OpenAI lançou versão mais pequena e eficiente da sua IA

A OpenAI anunciou oficialmente o lançamento do GPT-4o mini, um modelo mais pequeno e eficiente da sua Inteligência Artificial (IA) com o qual pretende tornar a tecnologia mais atrativa para uma maior diversidade de clientes.

A OpenAI adianta que o GPT-4o mini é 60% mais barato do que o GPT-3.5 Turbo e, quando comparado com o GPT-4, consegue um desempenho superior no que diz respeito a preferências de conversa.

Acho que o GPT-4o mini, realmente cumpre a missão da OpenAI de tornar a IA mais acessível às pessoas, afirmou um dos responsáveis da OpenAI. “Se quisermos que a IA beneficie todos os cantos do mundo, todas as indústrias, todas as aplicações, temos de tornar a IA muito mais acessível”.

Seeds for the Future leva estudantes angolanos a China

Cinco estudantes angolanos, vencedores da última edição do Seeds for the Future 2024, vão beneficiar-se de uma formação sobre telecomunicações e tecnologias de informação, na República Popular da China.

A informação foi revelada durante a cerimónia de encerramento do curso e entrega de certificados, onde foram distinguidos os estudantes João Caholo, Isaac Ndalo, Luriane Fernandes, Paulo Muhongo e Cleusia dos Anjos.

O Seeds for the Future é um programa de treinamento da multinacional de telecomunicações, Huawei, em parceria com a empresa angolana de telefonia móvel Unitel, e que tem como objectivo fornecer aos estudantes universitários conhecimentos avançados de novas tecnologias e desenvolver talentos locais.

MAIS: Huawei e Unitel reúnem estudantes de tecnologia para o programa Seeds for the Future

Segundo a Administradora Executiva da Unitel, Eliana dos Santos, desde 2016 e empresa desenvolveu programas de responsabilidade social com foco em aplicar os seus meios em competências fundamentais, de modo a gerar mudanças na geração atual e futura, garantindo a inclusão digital e empoderamento dos jovens.

Já a gestora de projetos da Huawei, Violante Amaro, realça que o potencial dos jovens angolanos no ramo das TICs.

Fui mentora do Seeds for the Future e posso dizer que os 39 estudantes estavam qualificados para isso. Foi algo muito difícil ter que selecionar apenas cinco“, disse.

INFOSI lança concurso de melhor website no domínio .ao

Angola vai contar com um concurso anual de melhor website do dominio .ao, que muito recentemente passou a ser gerido pelo Instituto de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI).

O referido concurso é já em setembro próximo revelou o diretor-geral do INFOSI, André Pedro, falando durante o ato de lançamento oficial do sufixo da presença de Angola na internet, o domínio .ao.

MAIS: Ensino primário deve contar disciplinas de tecnologia, defende INFOSI

Na ocasião, sublinhou que o concurso servirá para melhorar a concorrência e promover a massificação de websites no país, cujos candidatos serão selecionados entre todas as páginas que cumprirem os critérios mínimos de elegibilidade.

De acordo com André Pedro, a votação dos vencedores em cada categoria será realizada pelo público em geral e por um painel nacional de especialistas.

‘Apagão’ global no Windows 10 afeta comunicações e companhias aéreas

Foi sentido a nível global um ‘apagão’ em sistemas Windows, com o The Guardian a adiantar que a situação afetou as mais variadas áreas de negócios – incluindo bancos, companhias aéreas, telecomunicações, supermercados e também canais de televisão e rádio.

Diz o The Guardian que o problema afetou sobretudo sistemas e computadores com o Windows 10 e, aparentemente, está relacionado com uma atualização do sistema de segurança Falcon da CrowdStrike.

De momento a maioria dos relatos e queixas parecem estar a vir da Austrália e da América do Norte, com outros territórios a também sentirem os efeitos deste ‘apagão’ no Windows – o qual faz aparecer o já conhecido ‘Blue Screen of Death’ (Ecrã Azul da Morte).

A estação de televisão britânica SkyNews, por exemplo, ficou fora do ar, tal como algumas companhias áreas como é o caso da americana Delta Airlines – cujos aviões também foram obrigados a ficar em terra – e também a irlandesa RyanAir. Vários aeroportos em todo o mundo também foram impactados por esta falha informática.

Este ‘apagão’ também está a afetar sites com serviços da Microsoft. Como mostra o site DownDetector, a plataforma de ‘cloud’ Azure e também os serviços, Microsoft 365 estão a registar queixas dos utilizadores no começo desta manhã.

Não é claro quando é que a situação poderá definitivamente resolvida, mas, de acordo com a Forbes, os engenheiros da CrowdStrike estão neste momento a investigar a questão e até é colocada em hipótese a possibilidade de reverter a atualização do Falcon que está na origem do problema.

‘Apagão’? Microsoft diz que está a tomar “medidas de mitigação”

“Os nossos serviços estão em vias de ser recuperados à medida que tomamos medidas de mitigação”, escreveu a empresa na rede social X (antigo Twitter).

O anúncio surgiu numa altura em que muitas empresas, em vários pontos do mundo, relatam problemas técnicos ou interrupções.

Empresas australianas como a ABC TV, o Aeroporto de Sydney e uma cadeia de supermercados, o Aeroporto de Berlim, e a maior operadora ferroviária britânica, bem como a Bolsa de Valores de Londres estão a ser afetados.

Numa mensagem intitulada “Degradação de serviço”, a Microsoft afirma que os utilizadores “podem não conseguir aceder a várias aplicações e serviços Microsoft 365”.

A Microsoft acrescenta que está mobilizada e a tratar o assunto “com a mais alta prioridade e urgência, ao mesmo tempo que continua a abordar o impacto contínuo nas restantes aplicações do Microsoft 365 que se encontram num estado degradado”.

Utiliza o Trello? Dados de mais de 15 milhões de contas foram roubados

 

O Trello é o mais recente serviço da Internet a ter problemas de segurança. Este sofreu um roubo de dados em janeiro de 2024 que afetou mais de 15 milhões de contas. Bastou o acesso a uma API insegura do Trello para comprometer milhões de endereços de e-mail e informações publicamente disponíveis dos utilizadores.

Pelo que foi revelado, um hacker com o pseudónimo ‘emo’ afirmou ter recolhido 15.115.516 endereços de e-mail utilizados nas contas do conhecido serviço Trello. Para recolher estas informações pessoais, introduziu mais de 500 milhões de endereços de e-mail numa API insegura.

As informações roubadas neste ataque incluíam endereços de e-mail, informações públicas da conta Trello dos utilizadores e nomes completos. Cerca de seis meses depois, o mesmo hacker que fez este roubo começou a vender esta base de dados num fórum de dedicado, chamado Breached, por apenas 8 créditos de site (cerca de 2,32 dólares).

A Trello alegou inicialmente que não houve nenhuma violação e disse que o hacker tinha criado a base de dados a partir de informações públicas. No entanto, admitiu posteriormente que o incidente foi causado por uma API insegura. A Trello afirmou que graças à sua API REST, os utilizadores podiam ser convidados com informações publicamente disponíveis através dos seus endereços de e-mail.

No entanto, e como resultado da utilização indevida desta API, foi feita uma alteração para evitar que utilizadores não verificados solicitem informações públicas de outros utilizadores. Apenas os utilizadores verificados poderão solicitar informações de perfil público de outro utilizador através desta.

Embora a recolha destas informações públicas possa não parecer perigosa à primeira vista, podem ser utilizadas para criar e-mails de phishing convincentes. Estes ataques podem levar a violações de segurança devastadoras, como o roubo de palavras-passe, a distribuição de malware e muito mais.

O Trello é uma plataforma de gestão de projetos frequentemente utilizada pelas empresas. Permite aos utilizadores organizar as suas tarefas em colunas ou cartões. A plataforma afirma ter mais de 40 milhões de utilizadores ativos.

Especialistas realçam vários factores para adesão aos canais digitais dos sistemas bancários

Atualmente existem um conjunto de fatores que contribuem para haver uma maior adesão aos canais digitais dos sistemas bancários, na opinião do Presidente da Associação Angolana de Defesa do Consumidor de Serviços e Produtos Bancários (ACONSBANC), Nelson Prata.

Falando em entrevista ao jornal Expansão, o responsável diz que a desmaterialização da atividade bancárias, o aumento do nível de literacia digital dos clientes bancários, o nível de escolaridade dos novos clientes bancários e as longas filas nos balcões dos ATMs são alguns dos motivos.

Basta pensar que uma grande franja dos utilizadores dos canais tem idade compreendida entre os 18 e 30 anos, naturalmente com um outro nível de instrução e necessidade. Por outro lado, a média do tempo de espera nas agências, têm vindo cada vez mais a empurrar os clientes a aderirem à banca digital“, disse Nelson Prata.

O economista Wilson Chimoco partilha também da mesma opinião e argumenta que o crescimento das operações com Multicaixa Exress, representa uma alteração no perfil do cliente bancário para os canais digitais.

As pessoas estão cada vez menos dispostas a enfrentar as longas filas dos bancos ou nos ATMs para levantar dinheiro ou fazer outras operações que os canais digitais permitem. Por outro, têm vindo a crescer a literacia digital e com ela a maior segurança no uso dos canais digitais para a realização de operações financeiras“, defendeu o economista.

Ainda na sua abordagem, Wilson Chimoco entende que a tendência deverá aumentar á medida que mais serviços estejam à venda em canais digitais e o formalismo da apresentação dos comprovantes físicos, passe a ser desnecessário.

Assim, considera que a moeda ainda joga um importante papel na dinamização das trocas. E quanto mais acessível, confiável e seguro for o meio de pagamento, maior a celeridade nas operações e melhor o desempenho da economia.

Apple e Nvidia acusadas de usar vídeos do YouTube para treinar IA

Uma nova investigação levada a cabo pela Proof News indica que algumas das maiores empresas do mundo na área da Inteligência Artificial (IA) recorreram a vídeos do YouTube para treinarem as respetivas tecnologias.

A base de dados da EleutherAI, que serviu de ponto de partida para a investigação, indica que empresas como a Apple, a Nvidia e a Anthropic usaram a transcrições de mais de 173 mil vídeos pertencentes a mais 48 mil canais no YouTube.

Sublinhar que esta base de dados não inclui imagens ou som, mas, tendo em conta que as transcrições dizem respeito a texto de alguns dos criadores de conteúdos mais conhecidos da plataforma da Google e que estes não foram devidamente compensados pelo seu trabalho, o caso está a servir para desvendar a forma como estas tecnologias são desenvolvidas.

A Apple obteve dados para a sua IA de várias empresas. Uma delas reuniu toneladas de dados/transcrições de vídeos do YouTube, incluindo os meus. A Apple evita tecnicamente a ‘culpa’ porque não foram eles que fizeram essa recolha. Este será um problema em evolução por muito tempo, escreveu Marques Brownlee (um dos youtubers afetados) numa publicação na rede social X.